New Perspective

14 Benjamin Twine - George Ezra


Notas iniciais
OLÁ, MIGOS E MIGAS! Gostaria de dizer que eu estou relativamente feliz porque já temos uma base de como a fic irá terminar para a próxima temporada. E também porque eu estou nostálgica hoje, ouvindo Let Her Go na voz da maravilinda Nichole Cross e Só Hoje do Jota Quest *essa música destrói meus feels*. HOJE EU AGRADEÇO A SENHORITA BRE, QUE ME LEMBRA SEMPRE DE ESCREVER EM MAÚSCULO PARA CONTINUAR A SOBREVIVER NESSE MUNDO AONDE LETRAS MAIÚSCULAS NÃO TEM A SUA DEVIDA IMPORTANCIA. UM BEIJO TAMBÉM PRA MARI MOZÃO QUE ME ENSINOU ESSA FRASE DAS LETRAS MAIÚSCULAS. Tá, Bre e Mari já foram, agora a vocês pelas fabulosas 846 visualizações e os 14 acompanhamentos que eu não entendo o porquê de eu não poder ver todas as pessoas que eu tenho que agradecer por eles na capa da história. Ok, isso está ficando bem grande. Só para terminar agora, Lay, mamãe te ama. Obrigada por ser paciente e escrever comigo dois textos por dia. Eu e os 14 acompanhamentos amamos você!

— Não tem nada para fazer aqui? — Anna perguntou enquanto Julia escrevia qualquer coisa no celular e Rakel olhava para o lustre pendurado na sala. Às vezes Anna se sentia em um filme de Crepúsculo, quando eles vão a casa de praia de Esme e Bella descreve a casa como de madeira e aquelas paredes de vidro. A casa de Julia era assustadoramente parecida. — Sua casa parece que estamos dentro de um dos livros da Stephenie Meyer.

Julia riu e olhou para Anna. Nos últimos dias ela parecia mais distante que o normal. Ela soubera do beijo com Well no dia seguinte, mas como Mari estava no momento em que teve, ela acreditara que depois dos gritos de Julia no celular, ela estava relativamente bem. Mas Julia era um ser tão inexplicavelmente feliz, que quando estava na bad, conseguia fazer Anna rir.

— Não. Podemos ir a piscina se vocês quiserem, mas meu irmão chega amanhã, e eu preciso ir ao mercado. — Ela lançou um olhar furtivo a Anna, levantando uma das sobrancelhas. Anna tentava entender qual era o problema que os irmãos tinham com mandar um dos milhões de trabalhadores daquele lugar enorme ao mercado. E também, o fato dos dois serem tão encantadores que chegava a irritar. — Se você falasse isso perto de Gabriel seria bem provável ele voar na sua cara.

— Seu irmão sempre teve problemas com livros e Crepúsculo. — Rakel disse, ainda olhando para o lustre. — Lembra aquela vez que eu e Well viemos aqui na Semana J e ele estava jogando uns livros do colégio dele no laguinho? Depois ele queimou.

— Eu sempre escondo os meus quando ele vem. Ele também está muito mais crítico que antes. Vai encher o meu saco para ligarmos para Papai para viajar nas férias, mas eu não quero.

— Julia, você nunca quer sair de casa. — Rakel disse e Anna riu, porque era verdade. As únicas viagens que Julia fazia era as de outono com a escola, que estava chegando e isso fazia a palma da mão de Anna soar, e no natal para ver seus pais. Se alguma vinha durante essa época, era só de emergência.

— Eu estou no meu direito. Sou uma pessoa livre e esse é um país livre. — Disse, levantando as mãos. — Vai ficar aqui esse fim de semana, Ann? — Com um olhar pidão, ela conseguia ganhar Anna. E ela fez isso agora.

Havia uma longa história entre Gabriel e Anna, que não deveria se repetir nem ter existido nunca. Gabriel era tão bonito que todas as garotas de sua escola que um dia virão ele buscando Julia, com sua BMW e com óculos escuros, sabiam que ele era o que chamavam de “outro nível”. Mas esse outro nível conseguira fazer que Anna largasse tudo para dedicar todo seu tempo a ele e seus malditos problemas. Houve uma época que ele não decidia o que comer sem mandar uma mensagem para ela.

Não poderia ter acabado pior, quando ela fora no Baile da Prima Vera e encontrou ele beijando Maria. Não culpou Maria, até trocava uma ideia com ela ás vezes, mas com ele, não conseguia olhá-lo. A ideia de ficar perto dele durante um fim de semana inteiro fazia seu coração apertar. Era como você mesmo colocar sal no machucado para ver se ardia mesmo.

— Você é uma pessoa má, Julia. — Rakel disse, revirando os olhos castanhos.

— Não, eu sou uma pessoa sensata. Eles precisam decidir o que irão fazer da vida. — Anna, que estava quieta, pensou no lema delas, e pensou também quando no meio de janeiro, elas prometeram se arrepender daquilo que fizeram, não daquilo que deixaram de fazer.

— Faça aquilo que você tem medo. * — Disse, com toda convicção que a faltava. — Eu vou ligar para minha mãe enquanto vamos para o mercado. LEVANTEM SUAS PREGUIÇOSAS!

As meninas riram e Julia suavizou a expressão e sorriu para Anna. Ela sabia que ficariam bem, e caso acontecesse o pior, pelo menos ela estaria ali.

***

— E então, vamos viajar na primeira semana de setembro. — Lay disse para Renato e Artur, que estavam jogados em sua cama, enquanto eles faziam, mais uma vez, uma maratona de Sense8. Ela apenas estava esperando um deles irem embora para finalmente dormir.

A famosa viagem de primavera da ASM estava chegando e tudo o que eles tinham que fazer era se preparar psicologicamente para conseguir viver até lá. Lay adorava do fundo dos seus pulmões essa parte do ano. Um hotel fazenda todo florido com quartos separados por grupos para as atividades e as freiras com roupas normais tentando ainda agir como freiras.

— Não entendo porque elas ainda mandam as freiras mais novas paras viagens. Espero que pelo menos dessa vez tenham colocado ar-condicionado naquele Ônibus da Destruição. Ou pelo menos comprado outro ônibus. — Artur disse, sem desviar o olhar da televisão. Talvez Renato estivesse dormindo.

O telefone dele apitou, com mensagem, Artur na mesma hora pulou da cama. O próprio se levantou e deu um beijo na testa de Lay, murmurando algo como sair correndo de casa e Jess. Talvez Lay conseguisse arrancar alguma coisa dele quando voltassem para a escola.

— Ele está fazendo isso muitas vezes ultimamente. Posso dormir aqui hoje? — Renato disse, fazendo-a tomar um susto e bater a cabeça no criado mudo. Ele começou a rir e Lay tinha certeza que iria doer bastante no dia seguinte.

— Por que você iria fazer isso? Você nem trouxe nada. — Lay disse, se levantando e sentando na beirada da cama. Renato ainda tinha um sorriso no rosto.

Ela sabia que as coisas andavam meio difíceis com Renato em relação a família dele. Ela fazia o máximo para não perguntar, já que ele nem sequer tocava no assunto quando estavam juntos. Esperaria no tempo certo, e até lá, esperaria com a sua curiosidade acorrentada.

— Eu já tenho a minha escova do Bahia e a minha mochila está ali. Preciso de mais alguma coisa?

— Sim, de senso.

— SENSE8! — Gritou e Lay teve que rir. Ela obviamente não iria falar, mas sentira tanta falta daquilo quanto de sua própria mãe. A casa vazia fazia parecer que não havia mais vida lá, mas ela sabia que com Renato ali, aquela não era mais sua casa. Sua casa virava Renato e suas bochechas mordíveis.

— O que acha de uma maratona de The Flash e Red Bandy Society? — Perguntou, quase pulando na cama. Sabia que Re não gostava de RBS, mas mesmo assim, não custava tentar.

— Só se tiver pizza e batatas. E eu pago.

— MEU DEUS, EU TE AMO! — Não pensou direito no que falou. Mas era quando as palavras saíram, os efeitos foram tão tensos, que o ar ali pareceu congelar. — É, espere... isso saiu errado... não é bem assim...

Renato sorriu e colocando a mão em sua nuca, com os dois sentados na cama coberta com o edredom florido de Lay, e o quarto uma completa bagunça, eles se beijaram pela primeira vez.

Notas finais
*Eu li Mentirosos esse último sábado. Quem leu, por favor, se manifeste, pq eu ainda n me recuperei. Beijos.