New Perspective

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi, flores e floros :3
Espero REALMENTE, na verdade, ALMEJO que voces gostem.
Se gostarem? Bom!
Se não gostarem? Paciência...
Boa leitura!
Aliás, a personagem principal vai achar um "amiguinho" :3
Eu adoro personagens mulheres que tem amigos homens, acho Cute :3
E eu AMOOO essa carinha:
:3 :3 :3 :3 :3
Bejo' chuchus, acho que não haverá notas finais.

Aquele barulho infernal tava me irritando!

-Droga! – soltei junto com um suspiro cansado. Dedilhei meu criado mudo em busca daquele ser que eu chamo de “O Enviado”, mas que todos conhecem como despertador.

Em plena 07h00min horas da manhã, eu aqui sendo acordada por esse ser maligno, vulgo despertador. Juntei meus cacos da cama e tentei ao máximo levantar da mesma, que parecia tão convidativa quanto um Pringles! Reuni todas minhas forças e levantei, afinal, o mundo precisa de mim, né? Acho que não, Kaylinn!

A propósito! Meu nome é Kaylinn Hadfield, mas dispenso apresentações, meu nome é o necessário, mentira! Enfim... Tenho 16 anos, moro em Dallas, estou no 3° ano, curto rock e não me considero uma pessoal muito sociável. Moro com meu pai e a vadia, digo, esposa dele. Na verdade minha mãe fugiu de casa com um amigo do meu pai, o mais próximo da nossa família, isso foi mês passado e sim, ele se casou de novo um mês depois do ocorrido. Minha mãe era a pessoa que eu mais confiava, desde então aprendi: Não devemos confiar em ninguém, nem em nós mesmos, pode ser arriscado demais. Enfim... Minha madrasta tem um filho, nem sei quem é esse vadio e nem pretendo, vocês devem se perguntar "Ela esta a um mês na cidade nova, numa escola nova, numa casa nova e com uma vida nova e ainda não viu o 'irmão' novo?"

Pois é, essa é a ultima semana de férias, e pelo que ouvi dizer o vadio, vulgo meu meio irmão, está na casa de uns amigos. Nesse mês que estou aqui não saí pra lugar algum, pra falar a verdade, desde que minha mãe fugiu, eu não tive vontade de nada, ela acabou com minha vida, minha vitalidade, meus sonhos, tudo. Simplesmente se foi, as vezes acho que a culpa foi minha, meus pais só deviam estar juntos por mim e isso dificultou tudo, agora meu pai anda com uma vadia prepotente, está ignorante e perdeu seu lugar de pai em meu peito, assim como minha mãe. Minha vida passa diante de meus olhos e nem assim consigo agarra-la e trazê-la de volta a mim.

[...]

Levantei daquela cama, me desfiz dos lençóis sentindo que eles me queriam por perto. Fui ao banheiro, minha cara estava amassada, ferrada, ridícula e obscuramente mórbida. Desculpe-me, olhos, vocês não precisavam disso.

Tirei o meu short e minha blusa do Kings Of Leon, larguei meus chinelos num canto do banheiro próximo ao box e adentrei no mesmo. A água tava quente, fervendo a nível “Arranca Couro”, adoro essa sensação...

Coloquei uma calça jeans preta, uma blusa do Nirvana, uma jaqueta de couro e meu All Star de cano longo preto e surrado.

07:30 me pai ja havia saído pra trabalhar e provavelmente a vadia dele, vulgo Sheyla Mitchell, ainda estava morta na cama com aquelas roupas horrendas! Argh! Como eu a odeio! Disparei pela cozinha pegando uma maçã verde antes que ela viesse pegar mais um de seus cremes a base de abacate, dinheiro do meu pai e pepino que ela guarda na geladeira "Para manter a temperatura ideal da minha beleza" Argh!

Saí de casa sentindo o frio matinal de Dallas, envolvi meus braços em torno de meu corpo e assim fui andando pelas ruas ainda vazias e frias daquela manhã. Pensamentos me assombravam, lembranças e mais lembranças de épocas felizes invadiam minha mente, a mesma que hoje de manhã parecia inabalável agora estava se remoendo em memórias que agora me parecem tão fúteis.

Parei de frente a uma grande loja vazia, chamada "Lojinha do Earl", ri internamente dispersando os meus pensamentos clichês superdramáticos.

Entrei na loja, milimetricamente... Arrumada? Não, era milimetricamente aconchegante e me deixava de certa forma... Protegida? Enfim... Haviam prateleiras decoradas por jornais, pôsteres, ingressos de shows e etc. As mesmas estavam cheias de discos, antigos e modernos, CDs, livros com fotos de vários cantores famosos. Aquele lugar me parecia legal, eu ia dizer perfeito, mas não acredito em perfeição. Mas talvez eu abra uma exceção.

Fui andando por entre as prateleiras passando a mão nas mesmas, aquele lugar foi o primeiro, talvez o único, que realmente chamou minha atenção.

Cada detalhe...

-Com um pano acho que sai melhor- ouvi alguém dizer, uma voz masculina. Girei em meus calcanhares para fita-lo.

-Oi?- ele sorriu, era um cara bem alto, olhos castanhos, assim como os meus, cabelos pretos, assim como seu humor.

-Ué, você não estava tentando limpar as prateleiras com essa mão magrela? Usa um pano! — ele sorriu sarcástico e eu sorri o mais falsamente possível, o que só lhe causou mais risadas descontroladas.

-Você é tão bem humorado que eu vou te elogiar- eu disse ironicamente, obvil, virando novamente sob os calcanhares, desta vez para a prateleira, parecia bem mais interessante.

-Adam, Adam Petersen... — olhei pra ele e revirei os olhos- A enjoadinha não tem nome?- ele disse novamente e eu ignorei colocando uma balada na boca.

-Kaylinn Hadfield...

-Quenin? Belo... Estranho nome- Tirei a bala da boca ao perceber que isso atrapalhou na pronuncia do meu nada comum nome, causando um resultado ainda pior... Quenin! Mas que droga é essa?!

-Kaylinn- sobressaltei a voz, para melhor entendimento daquele xucro!

-Okay, Quenin, você nunca veio aqui, né?- E olha aí a droga do “Quenin”!

-Não. Sou da boa e nunca velha Los Angeles! — só de lembrar-me parte o coração.

-Você não tem mesmo cara de quem mora nesse fim de mundo- ele disse andando pela loja, arrumando algumas coisas em alguns lugares que eu nem fiz questão de prestar atenção.

-Como assim? Tenho cara do que?Famosa, liberal, linda?- disse fazendo gestos com as mãos.

-Não, você tem cara de enjoadinha, safadinha e chatinha! – ele disse alargando o sorriso enquanto eu revirava os olhos. – Vem, tenho 1h de almoço, vamos comer algo!- Ham?!

-Por que eu iria, Petersen?- perguntei incrédula. Ele não acha que vou com ele, né?

-Bom, do jeito que você não me parece nada sociável, suponho eu que você não fez amigos, chegou aqui há pouco tempo e não conhece ninguém. Mas tudo bem... Se quiser andar por uma cidade desconhecida, sem amigos ou sei lá, okay. Você que sabe, Quenin!

-Kaylinn!! E cala a boca e vamos a algum lugar! To com fome e você não quer me ver com fome, quer?- ele negou com a cabeça- Ótimo!

Dallas é um lugar maneiro, frio de manhã, calor a tarde toda e a noite não é previsível. Adam também é muito legal, talvez a pessoa mais legal que eu já conheci, exceto pelo fato de que ele é a única pessoal que eu conheço aqui e... Eu não tinha muitos amigos de verdade lá em Los Angeles. Pessoas falsas me davam bom dia, pessoas falsas me cumprimentavam, pessoas falsas me faziam promessas, pessoas falsas já me disseram “Eu te amo” sem a menor vergonha na cara, e o pior de tudo era que eu realmente acreditava em todas as falsidades.

-Kaylinn?! Acorda, filha! O mundo não tem tempo para intervalos lunáticos!- disse o chato do Adam. Conhecemos-nos há pouco tempo e já odeio quando ele me chama de “filha”.

-Saco! Eu tava sendo dramática mentalmente, posso?! Aliás, seu vagabundo, você sabe meu nome!- dei um “soco amigável” em seu forte ombro e ouvi-o dizer um “Ai!”

-Lógico que sim, mas te ver irritada é bonitinho!- ele disse rindo junto comigo.

Ficamos o dia zapeando pelas ruas de Dallas, o sol desse lugar ainda acaba comigo. Já estava para dar 22h00min e eu nem tinha posto o pé na rua de casa, e nem colocaria por tão cedo, não com aquele chato e sua perua em casa.

Meu celular já havia tocado 12 vezes com o numero do meu pai e 9 com o da Sheyla, o que fizeram eles pensar que eu a atenderia? Devem estar desesperados mesmo.

Passamos em frente a um lugar, não sei se era uma balada ou apenas um galpão velho, se bem que pode ser um galpão velho com a mesma utilidade de uma balada para alienígenas drogados, o nome era “Kings of Kings”, legal, me chamou atenção, vou entrar, tomara que alguém me dê um porre para eu não ter que voltar pra minha casa.

Desviei do nosso ‘trajeto’ e fui em direção ao galpão fechado com Adam falando abobrinhas no meu ouvido.

-Não se atreva!- ordenou Adam.

-Você não pode mandar em mim, Petersen!

-Quenin, por favor!- eu já passei a gostar do “Quenin” e parece que ele percebeu! Agora fica de chantagem emocional pra cima de mim.

-Droga, Adam!- me dei por vencida e ele jogou seu braço sobre meu ombro me forçando a caminhar do seu lado enquanto ele sorria que nem um panaca drogado. Nossa! Já usei demais o adjetivo ‘drogado’! agora é ‘maconhado’.

-Vou te levar pra casa, Kaylinn! Chega de ignorar seus pais!

-Droga, Adam! Eles não são meus pais!

-Você é adotada?- ele perguntou incrédulo.

-Não, mas sim... – ele ergueu a sobrancelha – Quer dizer, éramos uma família feliz, daquelas bem, mas bem clichês que você poder imaginar. Até que uma vagabunda, vulgo minha mãe decidiu fugir com o melhor amigo do meu pai e da nossa família, desde então eu e meu pai nos mudamos pra cá, ele decidiu tocar a vida com uma pobretona metida a perua, e desde então, nada mais é como antes.

-Sinto muito...

-Não sinta! Eu só... Odeio mudanças, não importa se são boas ou ruins, sempre são mudanças e elas sempre vão te levar a algo indesejado. — Nós simplesmente nos calamos e fomos em direção a minha casa. Ele foi calado por que é um tapado. E eu fui calada por que estava com um puta medo de chegar em casa e meu pai vier me encher. To fodidamente ferrada. Pior vai ser encarar a rata molhada, vulgo esposa louca do meu pai.

Notas finais
Desculpem erros :p
E eu disse que não ia ter notas finas, pois é, tem :p
Bejo' Se voce leu ate aqui, comenta o que achou!
:3 :3 :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.