New Perspective
9 08 - Rose Weasley
Notas iniciais
Qualquer erro de português: eu não revisei, então me avisa
É isso aí, até lá embaixo
Era difícil dizer se aquela sensação era boa ou ruim, Rose só sabia que gostava. Aquela vontade incontrolável de sorrir poderia ser um pouco desconfortável para sua mandíbula, mas ela tentou não dar importância.
Ver suas filhas com o pai era algo com que sonhara todos os dias desde que partira. Quase sentia como se formassem uma família feliz enquanto estavam sentados à mesa rindo e conversando.
E agora estavam ali no terraço, Lya estava um pouco afastada, mas estava ali, o que era um bom começo. Albus estava encarando Luke e Brandon, todos já no ar, esperando que ela lançasse o pomo de ouro, para que Albus pudesse provar que ainda estava bem de saúde e que “pirralhos com metade de sua idade não eram capazes nem de fazê-lo arfar.”
Então, ela abriu a mão direita no ar, deixando a pequena bola livre. Os três dispararam no ar apertando os olhos a procura de um ponto dourado no céu. Um ar nostálgico atingiu-a, sentira falta disso também. De ver Albus voando, da alegria em seus olhos, sua felicidade era tão nítida quanto o mar em uma praia, e tão abrangente quanto.
Lyanna se aproximou lentamente da mãe e a abraçou, enquanto forçava os olhos para protegê-los do sol enquanto acompanhava os três a procura do pomo de ouro. Mal passaram cinco minutos e Albus estava pousando, apertando um pomo de ouro na mão direita.
Ele sorriu vitorioso, fazendo Rose revirar os olhos.
- Eu deixei você ganhar – Luke comentou enquanto pousava.
O jovem falava com tamanha convicção que Rose achava fácil acreditar que ele realmente o fizera.
- É mesmo, pirralho? E por que você faria isso?
- Porque eu sou uma pessoa de bom coração e não te envergonharia na frente da sua gata, deixando tão claro que depois de catorze anos você perdeu as suas... Habilidades.
Rose riu, o garoto a lembrava de Daniel desde as feições até o modo de falar. Se fosse a mãe da criança, sentir-se-ia mal por não ver nenhum traço seu no menor. Entendia perfeitamente o porquê de Lyanna ter se interessado tanto no garoto, assim como o pai, ele era cativante e muito bonito para a idade.
Albus bateu na cabeça do jovem, arrancando risadas do mesmo, que tornava a subir em sua vassoura. Não antes de Dany pular e pedir para que o acompanhasse no voo. Luke a olhou, pedindo permissão, quando Rose a concedeu, abriu um largo sorriso e puxou a mais nova para junto de si.
Sentiu o corpo de Lyanna ficar duro e se afastar do abraço. Ainda era difícil para a menina acompanhar jogos de Quadribol e isso entristecia Rose, ela era incapaz de ajudar a própria filha, estava de mãos atadas.
- Não quer dar uma volta? – Albus perguntou para a mais nova, que apenas sorriu e negou, voltando ao apartamento, alegando estar com sede. Brandon foi atrás dela, deixando Rose e Albus sozinhos novamente.
Ele se aproximou lentamente e passou os dedos pelo rosto da mulher enquanto tentava entender o que se passava em sua mente. Rose conhecia muito bem aquele olhar, ele a olhava daquela forma quando queria descobrir o que estava pensando.
- Está feliz? – Albus perguntou.
- Sim – Não hesitou em responder.
Talvez “sem dúvidas” ou “com certeza” soassem melhor, mas nenhuma conseguiria passar a honestidade de seu “sim”. Apenas seu “sim” demonstrava a felicidade genuína que sentia. Não apenas por Albus, mas por suas meninas, por Luke e até mesmo por Brandon. Tudo ao seu redor dava motivos para estar feliz, mas é claro, que nenhum motivo era melhor do que o homem a sua frente.
Não podia se deixar levar por esses pensamentos e sentimentos de adolescentes, já não era mais uma. Tinha lá seus trinta anos, era uma mãe de família – por mais incompleta que esta fosse – e tudo o que se passava por sua mente era como a idade fizera bem a Albus Potter.
- Está com medo?
Ela considerou essa pergunta com mais carinho. Era difícil dizer. Apesar de toda a felicidade, seu medo era quase tão real quanto a luz do sol que agora cegava seus olhos. O problema era... Do que ela tinha medo? De seus pais a rejeitarem novamente ou rejeitarem suas filhas? Não, haviam as recebido de braços abertos. De Albus fechar a porta como fizera há catorze anos? Um pouco, mas não tanto. Do resto de sua família? Não se importava com eles tanto assim.
Apenas tinha medo. Estava tudo tão perfeito demais, tão encantador, como se estivesse presa num sonho do qual não queria acordar. Sua vida se encontrava com um lindo e ornamentado vaso de cristal: admirável, mas frágil demais até mesmo para respirar perto dele.
- Muito – Admitiu.
- Não tenha – As mãos dele brincavam por toda a extensão de seu rosto a o pescoço, puxando-a cada vez mais delicadamente para perto.
- Por que não teria?
- Porque eu não vou deixar nada te machucar.
Rose não conteve o sorriso ao ouvir tais palavras, o que fez Albus sorrir também e se aproximar da mulher, passando a mão delicadamente sobre seu rosto, enquanto ela fechava os olhos e aproveitava o toque, tentando memoriza-lo para quando estivesse sozinha.
Podia sentir o hálito do moreno próximo ao seu e sabia o que viria a seguir, esperava por aquele beijo desde o momento que entrara na casa. O coração batia um pouco mais rápido, mas não muito descompassado. Seus lábios estavam secos – mas não por muito tempo. Seus olhos faziam uma força para abrir e encarar os de Albus, mas ela não os permitiu.
Entretanto, o tão esperado beijo não aconteceu. A poucos centímetros de selarem os lábios, Luke e Dany pousaram, enquanto a pequena – que não entendia o que estava acontecendo – chamava a atenção da mãe, exclamando que queria se tornar uma jogadora de Quadribol também.
Albus abriu um largo sorriso de orgulho e ofereceu para ajuda-la a treinar – com o consentimento, da mãe, é claro. Antes que a menor pudesse responder, Luke debochou.
- Fala sério, coroa! Já falei que é melhor se aposentar, antes que fique muito velho ou sofra um acidente sério.
- Continua com esse papo e quem vai sofrer um acidente sério vai ser você.
Luke sorriu, sem levar a ameaça a sério e olhou a redor. Seu sorriso desapareceu ao constatar que Brandon e Lyanna não estavam ali e sim, sozinhos em algum lugar no apartamento. Claro que ele resolveu entrar, deixando Albus e Rose agora sozinhos com Dany, que corria feliz pelo pequeno campo de Quadribol.
- Pirralho irritante – Albus murmurou – Nem pousar no tempo certo ele pousa.
Rose riu e se aproximou novamente do moreno, dessa vez, ela mesma passando a mão em seu rosto.
- Você gosta dele.
- Isso o torna mil vezes mais chato, o fato d’eu gostar dele.
A mulher riu, sendo seguida por Albus, que a puxou pela cintura, finalmente dando seu apaixonado e delicioso beijo.
Notas finais
Espero que não tenham desistido de mim, é que com escola, academia, aniversário, livros, nem sobra tempo para escrever, mas aí estão as férias - muito bem-vindas, por sinal.
Beijos na bunda, meus amores
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