Notas iniciais
Bom é agora que começa a história, fiz um capitulo bem grande para começar mesmo bem. Espero que gostem, não se esqueçam de deixar a vossa opinião!

O príncipio

Rose

O sol entrava-me disparado pela janela e batia-me na cara como se fosse um murro... é o que dá chegar tarde a casa e esquecer completamente de puxar as cortinas ( mas em minha defesa estava tão bêbeda que o facto de ter conseguido entrar em casa pela janela do meu quarto, que é no primeiro andar já agora, foi um milagre). Estique-me toda e de repente sinto uma cabeça colada ás minhas costas, volto-me e vejo cabelo loiro e rosa enrolada nas mantas:

—O que é que tu estás aqui a fazer Nikky?- perguntei abanando-lhe a cabeça

—O quê?- respondeu a ensonada, tinha a cara toda borrada da maquilhagem

—O que é que fazes a dormir na minha cama... guaxinin?- perguntei outra vez na tentativa de opter algum tipo de resposta

—Tu disseste que eu podia vir dormir, sério que não te lembra Rose?- disse ela franzindo o nariz ao olhar para mim

—Não... mas para ser sincera nem sequer sei como é que chegamos a casa- disse levantando a cabeça e olhando em volta há confusão que chamo quarto

—Para ser sincera... nem eu- ambas desatamos a rir

—Anda vamos arranjar alguma coisa para comer- levanta-mo-nos e descemos até á cozinha

Bom acho que a esta altura é uma boa altura para me apresentar, o meu nome é Rosemary mas toda a gente me chama Rose, tenho 16 anos e vivo na Pensilvânia com o meu pai Christian, a minha irmã que é um ano e meio mais velha que eu Erin e a minha tia Violet. Se se estão a perguntar onde está a minha mãe vou vos só dizer que está morta, morreu quando eu tinha quatro anos, e sinceramente é só o que sei dela. AAHH... e a loira selvagem que está comigo é a minha melhor amiga Nicolet mas todos lhe chamam Nikky, nós conhece-mo-nos quando tínhamos 4 anos e somos amigas desde então, ela é basicamente a minha cúmplice.

Quando chegamos á cozinha a minha tia já lá estava a cozinhar

—Bom dia meninas!- disse ela com um enorme sorriso. Quando a minha mãe morreu ela decidiu mudar-se cá para casa e ajudar a tomar conta de mim, da minha irmã e do meu pai também. Ela basicamente largou a vida dela para vir tomar contadas nossas. Ela era a irmã mais nova da minha mãe e as duas eram praticamente inseparáveis... até a minha mãe morrer

—Bom dia- respondemos, ao mesmo tempo que nos sentava-mos ao balcão

—Nikky eu não sabia que tu tinhas dormido cá em casa- disse a minha tia passando os pratos com panquecas

—Foi uma decisão de ultima hora- respondi da forma mais discreta possível

—Bom dia!- disse a Erin a entrar na cozinha- que cheirinho bom!

—Bom dia!- dissemos todas ao mesmo tempo

—Bom meninas vou tomar banho e depois tenho um recados para fazer e vocês têm de se despachar para a escola- disse a minha a Violet

—E o pai onde está?- perguntou a Erin colocando uma garfada da panqueca na boca

—O vosso pai saíu cedo acho que tinha umas reuniões importantes- respondeu

—Mas que admiração, o meu querido pai sai antes do sol nascer e só volta depois de toda agente já tar a dormir... mas que maravilha de homem- não consegui esconder o sarcasmo na minha voz

—Não digas isso Rose, sabes que o teu pai gosta muito de vocês- disse ela tentando-me fazer sentir culpada, deixem-me dizer que... isso não resulta

—Como queiras, Violet- respondi pondo um bocado grande de panquecas na boca, já agora a minha tia não se importa que a nós a chamemos pelo o nome, ela diz que a faz sentir mais nova... não percebo bem porquê

— Vá meninas não se atrasem- disse ela mandando um sorriso enquanto saía

—Então esta noite vamos fazer o quê?- perguntou a Nikky assim que a Violet saiu

—Não sei que festas é que há hoje?- perguntei

—Hoje como é quinta acho que só temos um tipo chamado Eric vai dar uma festa na sua casa da praia... não me parece má ideia- disse ela comendo o resto das minhas panquecas

—Por mim pode ser- respondi- E tu Erin queres vir?

—Pode ser- disse ela pondo o prato no lavatório- Vou ligar ao Lucas e á Mia para ver se eles querem vir

— OK, então és tu que vais a conduzir- disse eu fazendo cara de gozo

—Como se eu já não estivesse á espera- respondeu ela sorrindo

—Então pronto já temos planos para hoje há noite- disse a Nikky não conseguindo esconder o seu entusiasmo

Erin

Fui para o meu quarto mudei de roupa e preparei-me para ir para a escola, a minha vontade não era nenhuma, mas não é como se tivesse qualquer escolha, desci para a porta e como é óbvio a Rose e a Nikky ainda não estão prontas...

—Despachem-se!!!!... ainda tenho de ir buscar o Lucas- disse eu ao berros do final das escadas

Bom já que temos tempo vou me apresentar, o meu nome é Erin, tenho 17 anos e como vocês já devem ter percebido tenho uma irmã mais nova, um pai ausente e uma tia que ocupou o lugar da minha mãe que morreu quando eu tinha quase 6 anos. Tenho também dois melhores amigos a Mia que é a rapariga que toda a gente sonha em ser, é linda, popular e tem a capacidade de fazer com que qualquer um cai nos seu encantos sem ter de fazer muito esforço e o Lucas que é das pessoas mais queridas do mundo, é a pessoa que é capaz de fazer tudo pelas pessoas que gosta, e eu adoro-o por isso, conheço-os desde que entrei na escola, são das melhores pessoas que alguém podeia ter na sua vida, sempre me apoiaram durante os meus altos e baixos.

—Já estamos prontas- disse a Rose, enquanto ela e a Nikky desciam pelas escadas como se fossem duas lesmas.

—Vá vamos embora- disse eu na tentativa de apressar aquelas duas preguiças se há coisa que eu detesto é chegar atrasada- Um dia destes começam a ir a pé para a escola

Chegamos há casa do Lucas e ele já la estava há nossa espera:

—Bom dia meninas- disse ele entrando no carro

—Bom dia- dissemos todas ao mesmo tempo

—Hoje a festa é em casa de quem mesmo?- perguntou o Lucas

—De um tipo qualquer chamado Eric, não o conheço muito bem- disse a Nikky sem sequer levantar os olhos do telemóvel

—Ah ok, achas que dá para eu convidar mais uma pessoa?- perguntou ele

—Claro... mas quem é que vais levar?- perguntei com os olhos fixos na estrada

— Um amigo meu que acabou de se mudar- respondeu ele e nós todas ficamos a olhar para ele muito fixamente com um ar um pouco curioso- Tenham lá calma com vocês, o rapaz acabou de chegar só quero que ele conheça umas pessoas não uma cambada de galinhas desesperadas.

—Ninguém aqui é uma galinha desesperada... apenas ficamos interessadas com a perspectivas de novas vistas para olhar- disse a Rose, ela sempre foi a mais desbocada nunca teve problemas em dizer o que pensa, mesmo que isso nem sempre o mais correto.

Quando chegamos á escola a Mia já estava ao portão á nossa espera:

—Vocês têm noção da eternidade de tempo que estou á vossa espera- disse ela assim que nos viu

—Bom dia para ti também-respondi e ela fez uma careta de gozo

—Bom a que horas é que me vais buscar hoje há noite?- perguntou ele agarrando-me o braço

—Mas eu devo ter cara de motorista- respondi- já levo a Rose, a Nikky, o Lucas e o amigo do Lucas... mas valia comprar um taxi

—Pera aí... o Lucas tem um amigo novo, quem é ele?- ela agora estava voltada para o Lucas, a Mia quando toca a rapazes ela é como um torpedo quando tem algo na mira é quase certo que vai acertar.

—Ele é um amigo que eu tinha quando ia visitar a minha avó em Nova Iorque, e ele agora mudou-se para cá- respondeu ele, dava para se notar que ele já estava farto de falar no assunto- Olhem por falar nele aqui o têm... Hunter estas são a Mia, Erin, Rose e a Nikky... Meninas este é o Hunter

—Olá Hunter!- dissemos todas ao mesmo tempo

—Meninas- respondeu ele meio tímido

—Hoje vamos a uma festa, queres vir?- perguntou a Mia, parecia uma autêntica lapa

—Por mim, acho que pode ser- disse ele um pouco constrangido

—Ótimo vemo-nos lá- disse ela com o seu sorriso mais sensual, passando por ele bem devagar para que ele pudesse “apreciar” bem a vista, mas não me parece que ele o fez, pelo que eu vi ele estava com os seu olhos vincados na Rose e para dizer a verdade ela nele.

O dia passou relativamente depressa quando chegamos a casa não estava ninguém e por isso a Rose foi directamente para o quarto dela enquanto que eu fui para a cave praticar ballet, a minha grande paixão. Faço ballet desde os 4 anos e sempre adorei, foi a minha mãe que me incentivou a praticar e eu nunca pensei que ia adorar tanto como adoro , sou capaz de passar horas a fio só a dançar. Danço para viver... Danço esquecer...Danço para poder ser eu própria. A minha mãe construiu o estúdio para nós as duas ela disse que ia ser uma forma de passar-mos tempo juntas, mas depois ela suicidou-se e eu fiquei naquele estúdio sozinha, foi nessa altura que me agarrei ao ballet como se fosse a única coisa na minha vida... o que no fundo era.

Rose

Quando chegamos á festa depara-mo-nos com uma intensa realidade de pessoas agarradas e suadas a dançar, beber, a fumar... bem tudo o que possam imaginar, nada que eu já não esteja habituada.

—Vou ver o que se faz por aí- disse eu afastando-me do resto do grupo

—Espera que eu vou contigo- disse a Nikky seguindo-me, o novo amigo do Lucas parecia-me um pouco perdido, mas também não quero saber... não babysitter de ninguém, foi o Lucas que o convidou é ele que toma conta dele.

Fui dar uma volta pela casa, não havia muito para ver, então fui diretamente ao bar e pedi uma Vodka para me levantar o ânimo, a Nikky já não estava ao pé de mim foi ter com um tipo qualquer que se começou a meter com ela. Então ali tava eu sozinha a beber e a pensar porque raio é que eu aceitei vir a esta merda de festa, até que sinto alguém se encostar atrás de mim:

—Olá... Rose não é?- disse um tipo esquisito com um ar bastante nojento

—Sim... e tu és?- perguntei tentando não mostrar qualquer emoção

—Billy- disse ele sorrindo e dando um gole da sua bebida

—O que é que tu queres?- perguntei

—Vi-te aqui tão sozinha achei que precisavas de companhia- disse ele mandando um sorriso nojento

—Bem...achaste mal-respondi mostrando um grande desprezo

—Não me parece-ele agarrou-me no braço com bastante força e chegou-me para ao pé dele

—Larga-me!!!!- gritei eu tentando-me soltar

—Qual é o teu problema?!- perguntou ele tentando-me beijar

—Isso pergunto-te eu?- ouvi uma voz grossa a vir por detrás do parvalhão- Eu acho que ela te disse para a largares- era o Hunter e parecia chateado

—Isto não têm nada a ver contigo portanto desaparece!!!- disse o atrasado mental soltando-me o braço e voltando-se para o Hunter

—Só te vou dizer mais uma vez!- disse o Hunter aproximando-se do anormal- vai-te embora!

—E se eu não for...- antes que o parvalhão pudesse dizer mais alguma coisa o Hunter deu-lhe um murro que o fez cair redondo no chão- tu vais paga-las- nesse momento três amigos do atrasado juntaram-se e... antes que alguém pudesse dizer alguma coisa começou uma luta gigantesca e eu em pânico fui á procura do outros na tentativa da pedir ajuda. Para minha alegria encontrei o Lucas:

—LUCAS ANDA O TEU AMIGO PRECISA DE AJUDA!!!- agarrei-o no braço com toda a força e puxei-o ( fiz tanta força que não sei como é que não lhe arranquei o braço)

—Do que é que estás a falar?!- perguntou ele muito surpreendido

—Cala-te e anda!!!- respondi muito bruta a Erin e a Mia estavam com e vieram logo ver o que se passava, quando chegamos lá vimos uma grande confusão, quatro tipos contra um, o Lucas assim que viu aquilo meteu-se na confusão também

—Mas o que é que se está a passar?- perguntou a Nikky quando chegou ao pé de mim com um ar de chocada

—Um tipo nojento começou-se a meter comigo e o Hunter tentou defender-me e deu nisto- respondi jogando as mãos á cabeça

—Temos de os tirar daqui- disse a Erin

—Sim mas como?- perguntou a Mia, entretanto uns quantos rapazes tentaram separa-los e nós puxamos o Lucas e o Hunter para fora daquela confusão. Chegamos á rua quase me pânico e fomos diretamente para o carro.

Estávamos já longe da casa quando toda a gente conseguiu dar uma profundo suspiro:

—Mas o que foi que se passou ali?- perguntou a Erin

—Foi o que eu disse um tipo meteu-se comigo mas eu tentei afasta-lo, ele agarrou-me e o Hunter defendeu-me... – disse olhando para a Erin que estava branca que nem o papel-...o que não era preciso já agora, eu tinha tudo sobre controlo- voltei-me para o Hunter que me olhava como se me fosse matar

—Notava-se- disse ele dando-me um olhar desaprovador... mas quem é ele o meu pai!!!

Já estavamos quase perto da ponte, que atravessava o rio, de volta para casa quando de repente vemos uns faróis de um carro a seguirem-nos, o carro começou a aproximar-se quando nós percebemos que era o psicopata da festa e os teus amiguinhos, ele começou a bater no carro da Erin na tentativa de nos fazer sair da estrada, começamos todos a entrar em histeria!

— ERIN FAZ ALGUMA COISA!!!!- gritávamos todos

—ESTOU A TENTAR- gritava ela de volta- NÃO CONSIGO CONTROLAR O CARRO- o outro batia com cada vez mais força fazendo com que a Erin perdesse cada vez mais o controlo do carro. Estávamos todos em pânico, e e já praticamente a atravessar a ponte, quando o sociopata nos dá uma pancada tão forte que a Erin perde o controlo do carro e nós caímos dentro de água...

Notas finais
Espero que tenham gostado deste primeiro capítulo prometo que vou tentar ser consistente com a postagem. Por favor não se esqueçam de escrever as vossas opiniões para que assim eu possa ir tendo umas luzes sobre o que vocês acham. Beijinhos!!!