New Life. New Love.
2 Divisão dos quartos.
Notas iniciais
Ele foi betado pela minha querida Nie-bear, obrigada minha linda.
Divirtam-se. o
POV Kyu Hyun
Aqui estou, parado em frente ao prédio dormitório, cogitando a ideia de entrar nele ou não.
Um colégio integral só para garotos? Caralho, que inferno. Mas o pior não é o fato de ser integral, e sim a parte de ser só para garotos, porque provavelmente terá o meu pior pesadelo: gays. Nada contra eles, contanto que estejam longe de mim. Só que agora isso está um pouco difícil, já que só tem homens aqui e provavelmente alguns são gays, se não todos eles.
O meu problema com pessoas que gostem de outras do mesmo sexo vem da infância. É um trauma que ninguém, ou melhor, quase ninguém sabe. O único que sabe é meu ex-amigo que se escafedeu pra China depois de estragar tudo... Eu não sou muito sociável, por isso nunca tive grandes amizades; alguns colegas, conhecidos, mas nada muito importante. Zhou Mi era a única pessoa com quem eu realmente podia contar para qualquer coisa, meu melhor (e único) amigo. Mas, ainda assim, não deu para evitar. Depois do que ele fez, não tinha como a nossa amizade resistir.
Bem, e o que ele fez? Simplesmente se apaixonou por mim. Na verdade, eu não sei como isso aconteceu, porque não sou bonito nem interessante, não tenho assunto e sou um completo idiota na frente dos outros. Além de... Bom, acho que já chega de me elogiar, certo? O fato é que ele começou a gostar de mim e ficou com medo de me contar, por causa do meu medo de pessoas com essa opção sexual e tal, mas, depois de algum tempo, ele resolveu que era melhor me dizer a verdade. De começo eu fiquei paralisado, pensando algo do tipo “Que porra é essa?!”, mas tentei entender o lado dele, de verdade. Disse que eu não era gay, e que aquele sentimento nunca seria correspondido, mas que nada mudaria entre nós por causa daquilo. E as coisas ficaram tranquilas, até o dia em que ele saiu pra beber com uns amigos, coisa que eu não podia por ainda ser menor de idade. Meus pais haviam viajado, o que era bem normal, por isso eu estava da casa do Zhou Mi, o que também era bem normal, já que éramos vizinhos e ele era mais velho que eu.
Quando ele saía com os amigos, eu ficava em sua casa jogando videogame, sozinho, mas me divertindo bastante. Só que diferentemente das outras vezes, naquela noite ele chegou totalmente bêbado e, sem mais nem menos, começou a me agarrar! Porra, aquele chinês era cinco vezes maior que eu na época e... Ok, estou exagerando, mas com certeza ele era maior que eu, então não tive força suficiente para fazer com que ele me soltasse. O pânico me tomou e, sem opção, tive de apelar: chutei aquele lugar. Aquele mesmo, o ponto fraco de todo homem. Como era de se esperar, ele caiu no chão de dor e eu subi correndo para o quarto de hóspedes, me trancando lá dentro, determinado a só sair dali na manhã seguinte, apesar das batidas violentas que ele dava na porta, me xingando de tudo que era nome.
Depois desse episódio aterrorizante, nossa amizade nunca mais foi a mesma. Então ele resolveu voltar para a China – e me deixar – porque só assim ele esqueceria “essa paixão proibida que coroe até a alma”. Sinceramente, acho isso dramático demais, mas foram palavras de Zhou Mi, ou seja, o Rei do Drama.
O vento balança meus cabelos, me despertando dos meus pensamentos. Ainda estou parado em frente ao prédio, e acho que todos já estão lá dentro, se encaminhando para o Salão Central, onde vai haver a divisão dos quartos que, pelo que entendi, ficam em trio ou quarteto. Eu realmente deveria ter prestado mais atenção no aviso do diretor.
— Ya, não vai entrar, guri? — Levo um susto e instintivamente dou um salto (que na minha cabeça pareceu um salto mortal com pirueta e tudo, mas tenho certeza que foi só um mísero pulinho para trás), levando a mão ao peito. Alguém estava falando comigo. Um menino daquele colégio, que poderia ser gay e tentar me agarrar!... Por favor, Kyu Hyun, você está paranoico. Pare com essa fixação idiota! O pobre menino não parece ser tão mal assim, não é? Tudo bem que ele é desmilinguido, meio curvado de tão magro, e tem a cabeça um pouco grande demais, sem falar no nariz de tucano em miniatura, os lábios finos, e a voz aguda. Mas, poxa, ele parece legal. Pelo esboço de sorriso em seus lábios e o brilho alegre em seus olhos escuros penso que podemos ser amigos e resolvo colocar isso em prática, respondendo-o da melhor maneira possível e sendo o mais amigável que consigo.
— E-Eu... Eu não sei onde fica o Salão. — é a minha resposta brilhante. Onde foi parar a “melhor maneira possível”? Além de gaguejar no começo, minha voz falhou, então eu praticamente sussurrei tudo que veio depois do “não sei”.
— Ér, eu também não sei. — ele diz, levando uma das mãos à cabeça. — Sou novo aqui e estou meio assustado, ou talvez perdido. Talvez os dois. — Ele bagunça os cabelos escuros enquanto fala. Penso que ele está na mesma situação que eu: nervoso, desnorteado e amedrontado. Acho aquilo interessante, porque pensei que eu fosse o único nesse estado. Mas, por outro lado, se ele está como eu, não vai poder me ajudar em nada... Dou de ombros; se é para estar perdido, pelo menos que seja acompanhado.
— Então, vamos entrar, guri? — ele pergunta. — Acho que é a única direção que podemos tomar.
Eu simplesmente assinto, porque ainda não confio na minha própria voz e nem em mim mesmo para falar direito. Ele me dirige um sorriso, e eu tento retribuir, mas não sei se dou um sorriso ou simplesmente mostro os dentes como um idiota. Esse garoto está, definitivamente, tendo mais sucesso na missão de ser amigável.
Vamos andando para o tal Salão Central. Me pergunto se naquele lugar não poderia ter um nomezinho mais elaborado. Porra, Salão Central é tosco ao extremo! Mas fazer o que? O nome da instituição era Tech, não era? Com um nome ridículo desses, eu não deveria me surpreender com “Salão Central”.
Não demoramos muito até achar o local. Com centenas de pessoas reunidas ali foi meio que impossível não perceber que aquele era o lugar. O diretor está falando alguma coisa, mas a acústica e o murmurinho da multidão torna difícil que eu entenda o que ele diz; exige muito da minha atenção, então desisto de ouvi-lo e me concentro na multidão. Meu olhar vaga de maneira superficial por dezenas de rostos até eu encontrar feições conhecidas. Aqueles quatro meninos intimidadores que me deram calafrios no início, o grupinho dos bad boys. Aquilo prende minha atenção de tal forma que não reparo quando um cara se aproxima de mim e do garoto de cabelos escuros que não sei o nome.
— Ya, você é novo aqui? — Escuto alguém perguntar e me viro assustado, pulando novamente para trás e esbarrando em alguém.
— Annyeon, Dong Hae. Ele está comigo. — o garoto ao meu lado responde, e eu noto que o cabeçudinho já conhece o cara que se aproximou de mim. Eles conversam algo, mas não presto atenção, porque estou ocupado demais me desculpando com a pessoa que esbarrei.
— Per-perdão. — eu digo. Minha voz não falha, mas continuo gaguejando. Merda! O que diabos há comigo? Se eu continuar assim, todos vão achar que sou uma menininha estúpida e... Perco o fio da meada quando algo atrás do cara no qual esbarrei chama minha atenção. Um novo garoto se aproxima dos bad boys, e percebo que não são quatro, e sim cinco, os integrantes daquele grupo. Mas aquele menino... Que menino mais...
— Não, eca! — Acabo me manifestando em voz alta quando me dou conta do que iria pensar. Era tão repulsivo que começo a estapear minha própria testa, tentando ensinar a mim mesmo que aquele tipo de pensamento era absolutamente proibido.
Sinto duas mãos segurando as minhas e paro meu showzinho ridículo.
— Perdeu o juízo, criança? Desse jeito, acabará se machucando. — ele diz, abaixando minhas mãos. Fico surpreso por ele estar se preocupando comigo, sendo que nem nos conhecemos. Começo a achar que essa instituição vai mudar a história da minha vida; se antes eu era um zero à esquerda, excluído e sem amigos, parece que vou formar grandes laços aqui, e enfim serei alguém mais importante do que vim sendo a vida toda.
Isto é, se eu parar de agir como um idiota.
— E-Eu não... Eu não sou uma criança. — A frase mais inteligente que eu poderia dizer. Puta que me pariu! Por que eu não consigo parar de gaguejar?! Estou começando a achar que sou mesmo uma criança. Retardada, ainda por cima. Como é possível eu ser tão idiota?
— Eu te vejo como uma criança, portanto não argumente comigo. Você é uma criança. — ele me lança um olhar duro, como se me desafiando a ousar dizer alguma coisa sobre aquilo. Ele parece ser da mesma altura que eu, talvez um ou dois centímetros mais baixo, além de não ser forte e intimidador como aqueles caras. Fisicamente, não. Mas admito que esse olhar, com esses olhos grandes que ele tem, me intimida um pouco. Ainda assim, não gosto de ser chamado de criança, então resolvo deixar isso claro. Mas é óbvio que falho e faço papel de idiota, aliás, continuo fazendo papel de idiota.
— N-Não sou, não! — gaguejo outra vez, e sua expressão se retorce numa careta de desaprovação total, porque eu de fato ousei discordar. Mas eu continuo: — Já tenho dezenove anos!
Ele ri, desmanchando a careta, que só agora percebo que era falsa.
— Você só tem dezenove anos, criança. Fique quieta. — ele diz. E, antes que eu possa reclamar novamente, ele estende a mão para mim e se apresenta: — Sou Kim Hee Chul, e tenho vinte e quatro anos.
Aquilo me surpreende. Ele não parece tão mais velho do que eu... Merda! São cinco anos de diferença!... Espere aí, são só cinco anos de diferença. Eu não sou uma criança! Não comparado a ele.
Aperto sua mão e, ao invés de me apresentar, digo:
— Até parece que você tem idade para ser meu pai. — E acho que é a minha frase mais inteligente em todo o dia. Fico contente com isso e começo a achar que estou me recuperando da síndrome de idiotice aguda que tenho sofrido durante toda a manhã. Hee Chul, pelo contrário, não parece tão satisfeito com o que acabei de dizer, pois aperta minha mão com uma força muito maior do que eu imaginei que ele poderia ter.
— Veja como fala comigo, criança. Sou mais velho do que você, então me respeite.
Ele me lança outro olhar assustador, e tenho vontade de me curvar e pedir perdão, mas eu resisto e dou de ombros, ignorando a dor na minha mão, porque não quero ser um idiota.
— Me chame de criança, e eu chamo você de velho gagá. — eu digo, impressionado com o fato de conseguir falar duas frases consideravelmente bem boladas sem gaguejar ou parecer estúpido.
Hee Chul toma fôlego de uma maneira tão ameaçadora que eu me arrependo de ter dito qualquer coisa além de “Sim, senhor”. Mas, ao invés de me reduzir a pó, ele solta minha mão e volta a sorrir.
— Eu não quero ser chamado de velho gagá, então qual é o seu nome? — ele pergunta, e eu me sinto um idiota por não ter me apresentado antes.
— Cho Kyu Hyun. — eu respondo.
— É um prazer conhece-lo, Kyu Hyun. — ele diz, cordial. E o fato de estarmos nos apresentando faz com que o cabeçudinho desmilinguido se pronuncie:
— Desculpe, eu também não me apresentei. Kyu Hyun, eu sou Kim Ryeo Wook. É muito legal te conhecer. E você também, Hee Chul-sshi.
Eu sorrio, mais amigável do que antes, e Hee Chul faz o mesmo. Noto que ele parece bastante satisfeito por ter sido chamado de “-sshi”. Não sei por que, mas parece que estou menos nervoso. Na verdade, começo a me sentir bastante à vontade na companhia dessas pessoas. Inexplicavelmente, sinto que seremos bons amigos.
— E eu me chamo Lee Dong Hae. — o outro, que antes estava conversando com o recém-nomeado Ryeo Wook, também se apresenta.
— Prazer. — eu respondo, ainda sorrindo. Tenho mais pessoas à minha volta do que tive durante toda a vida. Hee Chul apenas assente. E então o cara que está ao seu lado, e que eu admito não ter reparado, também se apresenta:
— Kim Young Woon, mas podem me chamar de Kang In.
Repito o que disse ao Dong Hae, e agora que estou raciocinando direito começo a reparar em como eles são. Kang In é alto e largo, um pouco gordinho, com o rosto redondo e cheinho. Eu me pergunto como não vi que ele estava ali; Hee Chul é magro, tem lábios grossos, olhos grandes e... Puta que pariu! O cabelo dele é vermelho! Tipo, vermelho sangue! E, para ser mais estranho, está preso num rabo de cavalo, se é que posso chamar isso assim, porque na verdade não é como o das meninas, e sim como daqueles caras irados dos mangás japoneses. Também me pergunto como não reparei nisso antes. Dong Hae é o mais normal dos três: forte, razoavelmente alto, de cabelos escuros e maxilar bem-marcado, mas sua boca é um pouco larga demais, me fazendo lembrar do Coringa, arqui-inimigo do Batman.
Ouço o diretor avisar que a divisão de quartos vai começar. Porra, esse tempo todo e ele estava só no blábláblá de boas-vindas? Puta que pariu.
Ele explica que será por sorteio, dizendo que cada envelope dentro da câmara tem o nome de um dos alunos matriculados. Também diz que serão quatro pessoas por quarto, e a primeira que for sorteada ocupará o cargo de líder do grupo, sendo responsável por tudo, desde a arrumação do quarto ao bem-estar dos companheiros. Ah, que ótimo, eu penso. Além de ficar num quarto com três estranhos, ainda vou ter um veterano bobalhão cuidando de mim. Perfeito.
O sorteio começa, e o primeiro nome é, incrivelmente, um nome conhecido: Kim Hee Chul.
— Com licença. — ele pede, se afastando. Mas antes de ir, me diz: — Espero que fiquemos juntos, criança, perdão, Kyu Hyun.
Então atravessa a multidão, parando no primeiro degrau da escada que levava ao “altar”. Noto que, no trajeto, ele cumprimenta algumas pessoas, o que me faz deduzir que ele já é veterano nessa instituição. Junto com ele, são sorteados os nomes Shin Dong Hee, um outro nome estranho, alemão, russo, ou sei lá o que, e Choi Si Won, um dos bad boys intimidadores que pretendo manter distância. Tudo bem que posso parecer uma garotinha medrosa, mas eles realmente me assustam. A não ser pelo garoto que chegou depois... Aquele...
— Ah, nojo! — eu me pronuncio novamente, porque ia pensar outra vez em algo que não deveria. Os três à minha volta levam um susto, mas logo começam a rir. Eu me sinto um pouco sem-graça, mas também solto uma risada.
O diretor forma mais alguns grupos e então escuto um nome que me faz congelar. Meu coração parece parar de bater por um segundo, para depois acelerar desesperadamente. Lee Sung Min. Não sei por que esse nome mexe comigo dessa forma. Eu não conheço ninguém que se chame assim...
Me viro para olhar quem é, e no momento em que foco o garoto no pé da escada eu descubro o motivo: é ele. Aquele fofo que faz parte do grupo dos bad boys. Merda, eu pensei “fofo”? Não! Ele não é fofo. É só... Estranho. Isso, estranho, no meio de tantos caras mal-encarados. É isso. Só isso. Eu não acho ele fofo, não tenho vontade de dizer “Own” quando olho seu rosto, ou de apertar suas bochechas gordinhas e fofas, nem quero abraça-lo com força e tê-lo como meu ursinho de pelúcia, para dormir agarradinho e não soltar nunca mais... Espere, o que eu estou pensando?! Kyu Hyun, o que diabos você está pensando?! Em dormir abraçadinho com aquele garoto?! Que palhaçada é essa?!... Mas ele é tão fofo que talvez...
— Cho Kyu Hyun. — Meu nome é anunciado pelo diretor. O que, eu vou ficar com ele? No mesmo quarto que ele? Não, não, não! Sem chances de eu andar até lá e...
— Vai logo, guri. — Ryeo Wook me empurra em direção ao altar. Eu dou um passo para frente, me equilibrando, e olho para trás, para os três, tentando dizer que não quero ir. Mas eles assentem, me incentivando a continuar, e eu sei que é o que tenho que fazer. Eu não tenho escolha além de seguir até lá. E é exatamente o que eu faço.
A cada passo que dou em direção àquele garoto fico mais nervoso. Quando chego à escada, minhas mãos tremem e estão suadas. Meu coração está acelerado, minhas pernas bambeiam e estou ofegante, ou seja, sou um poço de nervosismo. E quando ele me olha nos olhos meus joelhos fraquejam e eu tropeço no meu próprio pé. Cairia de cara no chão se mãos fortes, mas ao mesmo tempo delicadas, não segurassem meus ombros.
— Cuidado, calouro. — uma voz doce e graciosa me diz, enquanto seu dono me ajuda a ficar ereto novamente. E quando o faço me dou conta de que estou muito próximo da única pessoa que deveria manter quilômetros de distância: o meu ursinho de pelúcia. Quero dizer, Sung Min. E de perto ele parece ainda mais fofo, mas não consigo reparar em suas feições, porque estou preso aos seus olhos escuros calorosos. São como pérolas negras que me atraem e eu não consigo desviar o olhar nem pensar em outra coisa. Parece que meu cérebro derreteu e que não sei mais como respirar.
Ficamos nos entreolhando por longos minutos, até que o diretor o chama para lhe entregar a chave do quarto, o que significa que ele será o líder do nosso grupo. Quando ele se vira de costas para mim, saio do transe e percebo que Ryeo Wook e outro garoto de cabelos pretos desarrumados estão ao meu lado, ou seja, nosso grupo está completo. Fico contente por Ryeo Wook estar ali; pelo menos teria alguém conhecido comigo, o que tornaria as coisas bem melhores.
O cabeçudinho sorri para mim, e eu retribuo o sorriso. Então o outro garoto fala alguma coisa com ele, que não consigo ouvir porque o diretor está falando os nomes do próximo grupo. Ryeo Wook assente e eles se encaminham para a saída. Ainda estou confuso demais para me mover, então continuo onde estou, mesmo sabendo que deveria acompanhá-los.
Estou perdido em meus pensamentos novamente quando alguém se aproxima.
— É melhor seguirmos aqueles dois, não acha, calouro? — sua voz doce ao pé do meu ouvido me faz arrepiar. Sinto seu hálito de canela em minha pele e pensar que seus lábios estão tão próximos de meu pescoço me faz enrubescer. Incapaz de dizer qualquer coisa, assinto nervoso e sigo apressado em direção à saída. O que está acontecendo comigo? Parece até que estou...
O terror me domina e eu acelero meus passos, porque o que pensei para completar a frase foi me apaixonando.
Notas finais
Tá, então... Qual será o trauma de infância do Kyu? (Muito melhor esse suspense não?)
Espero que reencontre todos do capítulo interior.
Beijos para todos e até próximo.
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