New Life
2 Capitulo 2 - This is me
Notas iniciais
Terceira escola em um ano, e sabem o que é mais legal? Vou entrar no ultimo semestre do ano letivo. É, minha vida é maravilhosa! (N/A: sarcasmo ON).
Muitas garotas, provavelmente toas, diriam que mina vida é perfeita: conhecer pessoas novas, conhecer lugares novos, ter um guarda roupa muito bem recheado, ter dinheiro pra comprar o que quiser. Legal pra todos, menos pra mim.
Meu nome é Lilian Evans, moro com meus pais, Nathalie e Christian Evans, minha irmã mais velha Petúnia e a nossa caçula Arya. Ai vocês me perguntam: O que tem de ruim na vida dela? Família: Ok; Dinheiro: Ok; se forem pelas brigas, também seria normal, em todas as famílias ocorrem brigas.
O nosso problema é o excesso de ambição do meu pai. Por causa disso não temos casa. Não é que sejamos como ciganos que moram naquelas tendas maneiras, estamos mais pra nômades. Migrando de pais em pais a cada vez que papai recebe um proposta de trabalho irrecusável e acreditem, isso acontece frequentemente,
Não digo que em todas essas viagens não tirei nenhum proveito, pois eu tirei e muito, mas eu não tenho amigos, nunca tive. Fiz colegas pelos lugares que passei, mas amigos? Nenhum, nunca, nem quando a gente ainda morava em São Francisco, até porque fui educada em casa até meus 12 anos.
Namorados? Também nunca tive. Lembro que quando meus pais decidiram que eu deveria estudar com pessoas da minha idade, nessa época ainda vivíamos na Califórnia, quando papai ainda era um ambicioso em ascensão, eu fiquei eufórica e profundamente assustada, pois não sabia como lidar como outras pessoas, não sabia o que fazer pra deixar uma boa impressão nelas, mas eu queria muito, então encarei o desafio. E tudo deu terrivelmente errado.
As garotas me perseguiam, faziam chacota do meu cabelo, do meu jeito de falar, do jeito com que me portava, fazendo com que eu odiasse a educação que recebi. Do que me adiantava ser uma Lady, se todos me odiavam?
Com os meninos não era muito diferente, ou eles me perseguiam, ou me perseguiam. Demorei algum tempo pra perceber que um deles não estava me perseguindo para fazer alguma brincadeira de mau gosto, mas sim porque queria me beijar. E nesse momento eu pirei. Por deus, eu não sabia fazer amigas! E ele me veio todo cheio de dedos, invadindo meu espaço pessoal, que eu fiz a única coisa sensata a se fazer: eu corri. Daí em diante fui ladeira abaixo. Em todos os outros lugares que morei, minha situação foi semelhante à de São Francisco ou foi pior. (N/Lily: tudo que está ruim piora, acreditem em mim).
Com tudo isso eu precisava de algo que me fizesse bem, algo que exigisse toda minha concentração, então me foquei nos estudos. Prêmios em feiras de ciência, astronomia, literatura, medalhas acadêmicas, alem das matérias extracurriculares como karate e piano, eu era a aluna numero um. Dica: se você não tem vida social, foque nos estudos, isso te impede de entrar em depressão, mas não impede de ficar apática. Você escolhe.
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E agora, depois de seis meses em Moscou (N/Lily: Oh lugarzinho gelado!), nos mudamos pra Londres. Papai recebeu o convite da multinacional pra qual ele trabalha e responsável pelas nossas constantes viagens, um cargo na presidência da empresa, e cá estamos.
A única que ainda se animava com nossas mudanças era Arya. Ela pesquisou tudo sobre Londres durante o voo, e o percurso aeroporto/casa nova, ela nos deliciou com horas de história londrina. Chegando a nossa casa ela tomou posse do maior quarto, que ficava em frente ao quarto de petúnia e ao lado do meu.
Só passamos em casa para deixar as minhas irmãs, porque eu iria começar a estudar naquele mesmo dia, por escolha minha. Mamãe tentou me convencer a esperar ao menos uma semana, para eu me acostumar com a casa nova, mas eu estava determinada. Quanto mais rápido você começar com a tortura, mais rápido ela termina. (N/A: Isso não faz sentido) (N/Lily: faz pra mim, não se meta!).
“Querida?Você me ouviu?”. –despertei de meus devaneios ao ouvir minha mãe me chamando.
“Desculpe, o que a senhora disse?”.
“Perguntei se você se deu ao trabalho de ler os panfletos”.
“Que panfletos?”. –perguntei confusa.
“Os panfletos que a escola mandou”. –respondeu minha mãe docemente.
“Ah, esses panfletos”. –respondi sem um pingo de entusiasmo na voz. –“Li sim, pareça ser realmente ótima, mamãe”.
“Sabia que você iria gostar”. –disse mamãe com os olhos brilhando, abrindo um largo sorriso, tão sincero que sorri também. Ela escolhera essa escola a dedo, a única coisa que não a agradava era o fato de que eu ficaria na escola e só voltaria pra casa nos feriados.
“Sabe, eu ainda acho que eu deveria terminar o ano letivo estudando em casa, ai venho pra cá ano que vem”. –tentei argumentar uma ultima vez.
“Nós já conversamos sobre isso Lilian”. –exclamou meu pai em tom severo. –“Você tem que conviver com pessoas da sua idade”.
“Nós também já tentamos isso em New Jersey, Toronto, São Paulo, Paris e Moscou”. –falei contando as cidades nos dedos. –“E não deu muito certo em nenhuma das tentativas”.
“Não fale assim querida, você fez amigos não fez?”. –perguntou minha mãe.
“Amigos não, colegas”. –respondi secamente. Fiz colegas que só conversavam comigo por interesse, para obter uma boa nota, porque fora da sala nem oi me davam.
“Não se preocupe meu amor”. –disse ela, virando-se para mim e afagando minha coxa. –“Aqui vai ser diferente, eu sei!”.
“Se a Senhora está dizendo”. –falei dando de ombros, e odiando a pontinha de esperança que cresceu dentro de mim ao ouvir as palavras que ela disse com tanta convicção.
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Duas horas e meia depois, chegamos á minha nova escola, a Hogwarts High School, mais linda do que as fotos mostravam. Vi o campo de futebol e atletismo ao longe, uma floresta na outra extremidade e logo a minha frente o imponente castelo. Apenas a visão daquele lugar me deixou feliz, e fez crescer ainda mais a pequena chama de esperança.
Um senhor atarracado abriu o grande portão para entrarmos (N/A: Em pleno século XXI e eles não tem um portão automático?!) (N/Lily: Um portão automático tiraria todaa magia desse lugar, escreve ai e não se meta). E na frente do que imaginei ser o hall de entrada, estava me esperando uma mulher de expressão severa.
“Seja bem vinda a Hogwarts Srt. Evans!”. –disse a senhora olhando pra mim, virou-se pros meus pais e os cumprimentou com um aceno de cabeça. –“Sr. e Sra. Evans!”.
“Não se esqueça de me escrever meu amor”. –disse mamãe me puxando para um abraço de urso, ao qual retribui com o mesmo entusiasmo. Eu era muito parecida com ela, não só na aparência, como também na personalidade: carinhosa, mas não pise no meu calo. Não tinha notado, mas minha mãe estava chorando. Ok! Talvez não somos tão parecidas assim, porque eu não choro, nunca.
“Seja você mesma querida e todos vão amar você”. –continuou ela. –“E se esforce pra ser mais aberta, você precisa de amigos”.
“Sua mãe tem razão”. –falou meu pai se posicionando ao lado da minha mãe, e não fez menção de vir me abraçar (também te amo pai ¬¬). –“Nós temos que ir Meu amor”.
“Tchau querida, nós te amamos!”. –disse mamãe me dando um beijo na testa, papai apenas deu um leve aceno de cabeça. Vi minha mãe acenando pra mim até o carro sumir de vista. Me virei pra senhora e segui-a para dentro do castelo. Tomara que mamãe esteja certa, que aqui tudo seja diferente.
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