New Life.

16 Revelation.


Notas iniciais
Agradecemos a todos que comentaram.

POV Rachel

“Quando vejo a Any fico com uma vontade de ser mãe.” Santana falou sorrindo pra mim enquanto nós víamos Any e Finn brincando no quintal.

“Por que você não tem um bebê com o Noah? Eu nunca imaginei que seria mãe, não agora, mas é a melhor coisa do mundo, mesmo não tendo gerado ela, eu sou mãe dela, eu a amo tanto que acho que às vezes vou matar ela de tanto amor.” Falei rindo, Santana também riu.

“É lindo isso, a família de vocês e tudo. Com o Puck é difícil Rach, ele nem sabe se quer ter filhos, eu já entrei no assunto, mas ele nunca deixa eu terminar, sempre muda de assunto. Ele acha que é uma responsabilidade muito grande e ele é péssimo com crianças.”

“Mas aos poucos isso vai meio que virar uma necessidade, você vai ver, quando ele vem aqui ele fica todo babão com a Any.” Santana mordeu o lábio e olhou para Any depois voltou os olhos pra mim.

“E se tipo... Ele nunca quiser?”

“Você para de tomar pílula e fura a camisinha.” Dei de ombros e Santana empurrou meu ombro direito rindo.

“Você não presta.”

“Por isso todo mundo me ama, todo mundo ama o que não presta.” Me levantei vendo Any andar toda desengonçada até nós.

“Verdade.” Santana riu.

“Titia.” Any fez um bico a coisa mais fofa do mundo e abriu os bracinhos para Santana e ela a pegou. Finn veio logo atrás e me abraçou pela cintura dando um beijinho no meu pescoço. “Titia.” Any colocou a mão no colo de Santana. “Papai.” Ela falou olhando para Finn. “Mamãe.” E olhou para mim e fez todos rirem.

“Que mocinha mais inteligente, você é inteligente demais.” Santana riu beijando a bochecha dela.

A campainha tocou.

“Você vai ou eu vou?” Finn perguntou beijando meu pescoço.

“Pode ir.” Falei rindo e selando nossos lábios e ele saiu sorrindo.

“Devíamos sair só nós quatro, uma coisinha de casal, a gente nunca fez isso.” Santana falou.

“Nossa, é verdade. Posso pedir pra minha mãe ficar com a Any.”

POV Finn

Assim que abri a porta vi dois caras que eu nunca tinha visto na minha vida, um era loiro da boca bem grande e outro com o cabelo cheio de gel.

“Pois não?” Falei.

“Senhor Hudson?” Assenti. “Eu sou Blaine Anderson, sou advogado e esse é meu cliente, Sam Evans. Precisamos conversar com o senhor e é de extrema urgência.”

“Vocês podem adiantar o assunto? Porque realmente não entendo o que vocês fazem aqui.” Eu nunca tinha visto aqueles caras na minha vida e eu estava totalmente confuso sobre o que eles estavam fazendo ali, ainda mais um deles sendo advogado.

“É sobre a Any.” O bocudo falou.

“Minha filha? Cara eu não sei quem vocês são, mas eu tenho certeza que vocês não têm nada a ver com ela.”

“Ela não é sua filha, ela é minha filha.” O bocudo falou novamente e eu tive de rir. Que papo era aquele?

“Nos deixe entrar, é um a conversa importante.”

“Entrem.” Falei os levando a sala de estar e bufando. Que porra era aquela?

“Senhor Hudson, para dar ínicio a nossa conversa, preciso que o senhor leia isso.” Ele me entregou um envelope exatamente igual ao que eu tinha com a carta de Quinn e dentro do envelope tinha também uma carta a abri.

Querido Sam,

Desde o que tivemos aconteceram muitas coisas, um delas foi eu ter cancêr, sim, não sei se você já recebeu essa notícia, mas eu morri. Se você está recebendo essa carta eu já não estou mais ai com vocês.

Escrevi isso porque quero que você saiba de duas coisas.

A primeira é que você foi o amor da minha vida. Você sabe disso, sempre soube, o que tivemos foi tão intenso e eu me senti mais viva a cada segundo, foi errado, mas foi o melhor erro da minha, por favor, sempre que lembrar de mim, lembre como alguém que te amou e morreu te amando, é triste pensar que tive tão pouco tempo com você. Eu gostaria de ter lhe dito isso olhando para você, mas não pude porque eu tinha um marido e você tinha sua esposa. Quando decidimos que não devíamos nos encontrar mais eu descobri que estava grávida. Eu estive grávida de você e dessa gestação nasceu uma linda menina, o nome dela é Any, nossa menina.

Por favor, não me odeie por eu não ter lhe contado antes, mas eu não queria estragar mais as coisas entre você e a Brittany. Any tem o sobrenome Hudson e é criada pelo meu marido. Peço que você não vá atrás dela, ele não sabe do que nós tivemos, Any é filha dele e criada por ele. Eu só precisava que você soubesse para ir em paz. Mas por favor deixa Any com o Finn, ele a ama muito e não viveria sem ela.

Sam me desculpe por antes, por isso, por tudo. Eu te amei o quanto eu consegui e acho que vou continuar te amando depois dela. Espero que você seja feliz.

Eu te amo.

Ass: Quinn Fabray.”

Eu precisava processar o que tinha acabado de ler, aquilo não era possível. Any não era filha daquele cara, ela era minha filha.

“I-Isso, não é de verdade. A Any é minha filha, isso é apenas um papel.” Falei jogando a carta no sofá e vi o tal do Sam a pegar. Alguns segundos depois vi Rachel caminhando até nós.

“Sam?” Rachel levantou uma sobrancelha, ela queria uma explicação.

“Rachel!” Sam balançou a cabeça. “Esse é Blaine, meu advogado.” Revirei os olhos.

“Finn, o que está acontecendo?” Ela mordeu o lábio nervosa e fiz um sinal para ela sentar no sofá.

“Leia isso.” Sam a entregou a carta e eu sentei ao seu lado.

Desde que esses caras entraram aqui eu senti um milhão de coisas, eu descobri que a Any não tinha o meu sangue, ela não era a minha filha, pelo menos era o que aquela carta dizia, e sinceramente? Eu não duvidava até porque todos sempre falaram que Any não se parecia comigo e depois de ver o tal do Sam... Ela é a cara dele. E eu meio que sentia a Quinn bem distante de mim a um tempo atrás, mas nunca achei que ela faria isso comigo

Eu estava arrasado, mas eu teria que ser forte, por Rachel e por Any também, elas eram minha vida e eu precisava cuidar delas, Rachel no momento estava quase chorando enquanto lia a carta e Any mesmo sendo um bebê percebia quando estávamos distantes ou com algum problema, ela ficava toda estressadinha.

Rachel era frágil, eu sabia disso, principalmente quando se tratava de Any, ela sentia todo o amor de mãe por Any, eu estava com medo de sua reação, com medo de que ela sofresse, eu sabia que ninguém tiraria Any de nós, mas eu sabia que Rachel sofreria com essa pressão. Me sentei ao seu lado e vi uma lágrima cair dos seus olhos, fui abraça-la, mas ela se levantou e amassou a carta jogando em Sam.

“Vocês dois, fora da minha casa agora.” Rachel foi indo para cima deles e eles deram dois passos para trás. “Me escutem com bastante atenção.” Os olhos dela estavam cheios de lágrimas e ela estava com muita raiva, fui para trás dela. “Vocês vão sair da minha casa e não vão mais aparecer aqui. Eu não quero ouvir o nome de vocês. A Any é minha filha e do Finn, não é um pedaço de papel que vai dizer o contrario, ela é nossa. Agora saiam daqui.” Os homens seguiram até a porta.

“Isso não acaba aqui. A Any é minha filha, ela tem o meu sangue e eu não vou desistir até que ela esteja comigo.” Bati a porta na cara de Sam e ouvi Rachel soluçar.

Rachel estava super vermelha, as lágrimas não paravam de cair e ela soluçava muito forte, a puxei para voltarmos para a sala, ela se sentou e eu sentei ao seu lado a abraçando, ela colocou a cabeça no meu pescoço e a abracei bem apertado, como se aquele abraço tirasse o medo dela. Beijei sua cabeça sussurrando que ficaria tudo bem. Vi Santana meio assustada passar por trás de nós fazendo um sinal de que iria sair com Any, assenti e continuei sussurrando coisas para Rachel, quando ela se acalmou selei nossos lábios.

“Meu amor, vai ficar tudo bem.” Ela chorou novamente e sequei suas lágrimas.

“Mas e se não ficar Finn? E se ele conseguir pegar a guarda dela. Eu não quero que você a perca, ela é nossa, ele não tem esse direito, a Quinn não tinha esse direito.”

“Eu sei e eu estou morrendo de raiva dela, mas vai ficar tudo bem, nós somos uma família, eu, você e a Any e sempre será assim, nada. Olha pra mim Rachel.” Ela me encarou segurando minhas mãos. “Nada vai nos separar, nunca, vocês são tudo o que eu tenho, eu nunca deixaria ninguém fazer nada com vocês.” Ela sorriu e apoiou a cabeça no meu ombro e sorri passando a mão na bochecha dela.

“Você e ela também são tudo o que eu tenho depois que eu ganhei vocês eu vi um verdadeiro sentido na minha vida e não é salvar vidas é só amar vocês, eu acho.” Ri vendo ela fazer uma careta. “Vocês são um presente.” A abracei. “Deita.” Ela se afastou e eu deitei no sofá com ela deitando por cima de mim. “Parece que nunca ficamos em paz, sempre tem algo atrapalhando a gente, nos deixando preocupados.” Rachel tocou minha barriga por baixo da blusa.

“Sim, mas precisamos de ação na nossa vida, isso de ser uma médica normal e um engenheiro trabalhador com uma filha não é suficiente, por isso a vida cria essas coisas. Precisamos de problemas.” Rachel sorriu dando um selinho em mim.

“Talvez.” Ela desceu os beijos para o meu pescoço. “Quero que o que nos preocupe daqui uns dias seja eu passando mal e desmaiando, depois ficando gorda e descobrindo que tem um neném aqui.” Ela tocou a barriga e eu ri, ela ficava tão fofa falando sobre ficar grávida.

“E vai ser. Quero ter muitos filhos com você, quero um time de futebol e todas as líderes de torcida para Any mandar nelas.” Falei rindo.

“Exagerado.” Ela bateu em minha barriga e eu ri. “Mais um e só. Talvez dois, já temos a Any.”

“A Any vai ficar com muito ciúmes, ela já não gosta quando você pega outras crianças no colo.”

“É verdade. Falando nisso, cadê ela e a Santana?”

“A Santana viu você chorando e foi dar uma volta com a Any.”

“Estamos aqui sozinhos é?” Rachel deu um sorriso malicioso se levantando e ri me sentando e assentindo.

Nos levantamos e comecei a beijar seu pescoço, desci as mãos para sua bunda colando nossos corpos e desci para suas coxas a pegando no colo e ela grudou o braço pelo meu pescoço, nosso beijos foi ficando cada vez mais intenso, caminhei até o quarto apenas aproveitando nosso beijo. Assim que chegamos a joguei na cama. Ela me puxou pela gola da camisa colando novamente nossas bocas. Segurei em sua cintura a apertando.

“Sem dúvida, esse é o melhor jeito de desestressar.”

Notas finais
É muito inspirador ter 47 leitores e só 7 comentarem.