New Life.
9 Nightmare.
Notas iniciais
POV Finn.
A partir do momento que eu e Rachel nos entregamos um ao outro, não sexualmente, mas de outra forma. Daquela que ela fugiu um dia, que jogou na minha cara que eu não fui nada para ela, que não passei de uma transa qualquer. Eu vi ali, a minha vida se tornar perfeita diante dos meus olhos. Uma VIDA, era isso que eu precisava e o que estava tendo. Me sentia completamente vivo. Ela me fazia um bem tão grande, me mostrava seu lado positivo, suas qualidades e quando ali apareciam seus defeitos, eles se tornavam intensos e inesquecíveis, a ponto de não serem coisas ruins e sim verdadeiras.
Fazia poucas horas que havíamos voltado para a casa, Any brincou mais que o normal dentro do avião com o seu ursinho e ainda ficou nos atentando quando chegamos. Ela estava acelerada, quando chegamos em casa e demos um banho nela, ela desapareceu no quarto e quando fomos ver, ela estava deitada, dormindo ao lado da minha cama abraçada ao ursinho dela, que havíamos comprado na viagem, ela estava apaixonada por ele, e o levando para todos os lados, Rachel tentou explicar que o ursinho deveria ir na mala, mas ela não deixou. No mínimo ela tentou subir na cama, mas não conseguiu.
Eu e Rachel terminamos de jantar e tomamos um longo banho, eu estava exausto, cuidar de uma criança tem seus pontos positivos, você cansa tanto que quando deita a cama se torna o melhor lugar do mundo e quando tudo junta com uma viagem de volta, fica ainda mais intenso.
"Voltei." Rachel caminhou ate a cama segurando um creme.
"Que demora, eu quase dormi."
"Se tivesse dormido eu teria te acordado com uma travesseirada porque foi difícil achar esse creme nas minhas coisas que estão uma bagunça." Ela me olhou com uma expressão brava e gargalhei.
"Vou ficar cheirando a Rachel." Deitei-me de costas ao observa-la subir na cama.
"Vai ficar cheiroso então." Ela riu e sentou-se sobre a minha bunda.
"Vamos ver se a senhorita sabe fazer isso." Estendi os braços deixando-os rentes ao corpo e dei um tapa na coxa de Rachel ao senti-la, um gemido de dor escapou de seus lábios, segurei o riso e a olhei de lado.
"Vou te morder ate sair um pedaço."
"Morde." Fiz uma careta e ouvi uma risada alta.
"Idiota." Rachel me deu um tapa no braço e me ajeitei, rindo baixo.
Rachel deslizou as mãos geladas pelas minhas costas, me fazendo estremecer brutalmente com o contato. Ouvi sua risada baixa e suspirei. Seus polegares deslizaram com pressão pelo centro das minhas costas, um arrepio percorreu meu corpo. Fechei meus olhos ao sentir sua mão percorrer toda minhas costas, a pressão dos seus dedos nas laterais e logo no centro estava me relaxando. Senti uma forte pressão nos ombros e seus dedos em movimentos. Um gemido escapou de meus lábios ao sentir seus dedos serem pressionados em minha nuca e movimentados.
"Que delicia." Sussurrei e senti suas mãos novamente por todas as minhas costas.
Os movimentos das suas mãos ficavam cada vez mais intensos, aquilo estava sendo melhor que eu imaginava, toquei sua coxa e a apertei com força, Rachel pressionou mais as mãos e as pernas em torno do meu corpo.
"Vou fazer nas pernas."
A olhei sobre o ombro e observei um sorriso em seus lábios. Rachel sentou entre minhas pernas e pegou o creme, colocando um pouco na mãos e espalhando-as.
Voltei a fechar os olhos ao sentir um aperto com força em minha coxa e seus dedos tocarem meus testículos sobre a boxer.
"Rach..." sussurrei e ouvi sua risada baixa. Ela estava fazendo isso de proposito.
"Foi sem querer." Senti suas mãos pelas minhas coxas em fortes apertos. Suspirei alto e me ajeitei.
Suas mãos percorriam de minha panturrilha ate a coxa, apertando-as e pressionando as mãos, em movimentos lentos.
Suas mãos foram para a outra perna. Os movimentos eram tão bons, aquilo estava me deixando mais relaxado que tudo. Meu membro estava completamente ereto e latejando, incomodando abaixo de mim. O toque de Rachel sempre me enlouquece.
"Deita de frente." Ela se levantou na cama, a observei de lado.
"Acho melhor não."
"Vamos Finn."
Pressionei o rosto no colchão e me virei. Seu olhar percorreu meu corpo e parou em meu membro. Ela passou a língua pelos lábios e sentou sobre meu corpo. Rachel movimentou o corpo e pressionou-o para baixo, pressionando seu sexo em meu membro.
"Está bem relaxado." Ela sorriu maliciosamente e inclinou o corpo.
Toquei seus cabelos com um pouco de força ao observar seu rosto rente ao meu e encostei nossos lábios. Rachel gemeu contra meus lábios no instante que nossas línguas se tocaram inesperadamente. Deslizei as mãos pelas suas costas e toquei sua bunda, movimentando-a lentamente, fazendo seu sexo esfregar em meu membro.
Sua língua explorava minha boca rapidamente, acompanhando o beijo. Adentrei seu short de malha e sorri contra seus lábios ao sentir a ausência da calcinha. Rachel gemeu abafadamente e tocou meus cabelos puxando-os com certa força no instante que toquei seu clitóris com indicador delicadamente. Ela afastou os lábios e gemeu baixo se contorcendo sobre mim ao estimular seu clitóris delicadamente.
"Minha massagem." Ela tocou minha mão a afastando e a virei, deitando-me sobre seu corpo.
"Foi uma delicia." Sussurrei e encostei os lábios em seu pescoço.
"Não terminei." Rachel gemeu as palavras no instante que mordi o bico do seu seio sobre o tecido da regata.
Deslizei a mão pela sua barriga e adentrei a blusa, contornei seu mamilo com o dedo e toquei o bico. Rachel estremeceu e tocou meus cabelos no instante que belisquei seu bico. Passei a massagear seu seio e puxei a blusa para cima, destapando o outro. Toquei-o com a ponta da língua e sorri ao sentir suas unhas em minha nuca. Passei a chupar o bico com força, deslizando a língua pelo mamilo e voltando a chupar e o morder delicadamente, puxando-o hora ou outra. Os gemidos de Rachel ficavam cada vez mais altos. Ela afastou as mãos do corpo e elevou a cabeça. Toquei o outro seio ao observa-la tirar sua camiseta e passei a chupa-lo com força.
Rachel envolveu as pernas em minha cintura e pressionou o corpo para cima, movimentando o quadril e esfregando o sexo em meu membro que estava latejando.
"Não me canso do seu corpo." Sussurrei e deslizei os lábios entre seus seios.
"Não me canso de você." Seu sussurro me fez sorrir contra sua pele.
Passei a distribuir chupadas pela sua barriga. A respiração de Rachel estava acelerada, seu cheiro me enlouquecendo.
"Sua pele." Sussurrei e deslizei as mãos pela lateral do seu short. Dei um leve beijo em seu ventre e passei a tirar a peça fazendo o caminho que ele fazia com beijos e chupadas, distribuindo-os pelo interior das suas coxas.
Suas mãos se mantinham em meus cabelos os acariciando. Joguei seu short no chão e fitei seu sexo. Toquei suas pernas e as afastei, deslizei os lábios pela sua coxa, dando uma leve chupada em sua virilha. Rachel contraiu o ventre e gemeu baixo no instante que aproximei o rosto de seu sexo.
POV Rachel.
Estremeci ao sentir a língua de Finn em minha entrada e por todo meu sexo. Gemi alto ao senti-la tocar meu clitóris. Ele passou a chupar e movimentar a língua, me causando uma sensação indescritível. Seus braços passaram por baixo do meu corpo e me puxaram, sua chupada intensificou. Gemi alto e toquei o lençol, puxando-o com força.
Uma intensa onda de prazer percorreu meu corpo, sua língua passou a estimular meu clitóris e dois de seus dedos me invadiram. Gemi alto e movimentei o quadril, acompanhando seus movimentos e sua língua.
“Eu amo essa boca.” gemi alto e elevei o quadril ainda mais, toquei os cabelos de Finn e os puxei, pressionando seus lábios contra meu sexo.
Ele passou a sugar meu clitóris e intensificar os movimentos dos dedos. Ondas intensas de prazer percorriam meu corpo, me fazendo gemer ainda mais alto. Senti uma forte chupada e sua língua novamente ali, movimentando rapidamente em sentido circular.
Arqueei as costas e fechei os olhos com força, um intenso arrepio percorreu meu corpo ao atingir o orgasmo, me fazendo gritar. Senti meu corpo se relaxar aos poucos, deitei-me completamente e senti a língua de Finn por todo meu sexo, me causando fortes arrepios. O observei tirar a boxer e mordi o lábio ao vê-lo deslizar a mão pelo membro.
Seu corpo deslizou pelo meu, minha respiração estava completamente ofegante. Toquei seus cabelos delicadamente e sorri ao olhar em seus olhos.
“Você é muito mais importante do que imagina para mim.” Sussurrei e fechei os olhos ao sentir seu membro deslizar para o meu interior lentamente. Ele voltar a afastar o corpo e senti um vazio em meu interior.
“Abre os olhos.” Ele sussurrou e os abri. “Você é perfeita.” Sorri a gemi alto ao senti-me em uma forte estocada completamente preenchida.
Finn passou a se mover no ritmo da estocada. Cravei as unhas em suas costas e o senti intensificar, minhas pernas foram pressionadas em sua cintura. Seus lábios tocaram os meus rapidamente, os movimentos intensos dos lábios acompanhavam das línguas que haviam se encontrado ali. Os movimentos de Finn intensificavam cada vez mais, suas investidas ganharam uma certa velocidade, sorri contra seus lábios ao ouvir um gemido abafado, ele tocou meu seio e o apertou com força.
Seus lábios se afastaram dos meus, Finn ajoelhou na minha frente rapidamente, mantendo o membro ainda em meu interior. O senti tocar minha perna esquerda e a elevar, apoiando-a em meu ombro. Ele segurou com força em minha coxa e passou a investir com brutalidade. Seus olhos estavam fixos aos meus. Meus gemidos ganharam um som alto. Segurei com força no lençol e elevei o quadril.
Suas estocadas ficavam cada vez mais fortes. Arqueei as costas completamente ao sentir uma forte onda de prazer percorrer meu corpo e toquei meus seios, puxando os bicos com força a cada estocada. Afastei as mãos ao sentir uma forte investida. Toquei o travesseiro acima da minha cabeça e cravei minhas unhas ali. Passei a choramingar ao sentir inúmeras ondas de prazer percorrem meu corpo. A respiração de Finn envolvia ao seus gemidos roucos.
Ele passou a investir com mais agilidade e impulsionei o quadril e arqueei as costas ao sentir meu corpo estremecer brutalmente, Finn apertou minha coxa com muita força me causando uma leve dor. Meu grito de prazer envolveu-se ao gemido alto de Finn, no instante que chegamos ao ápice. Mordi o travesseiro com força e senti seu sêmen em meu interior. Ele soltou minha coxa e senti seu corpo sobre o meu.
Relaxei meu ombro e deslizei meu pé pela sua perna, ele se ajeitou e gemi baixo sentindo o movimento de seu membro em meu interior. O abracei pelo pescoço e suspirei, Finn deu uma leve mordida em minha bochecha e aproximou os lábios da minha orelha.
“Preciso de outro banho.” ele sussurrou e ri baixo.
“Esse nós vamos tomar juntinhos.” sussurrei e toquei seus cabelos.
Aquilo era incrivelmente bom. Eu e Finn em casa e juntos. Só poderia ser um sonho.
Depois de um longo banho e de recebermos a notícia de que Judy viria a nossa casa, fomos espera-la na sala. Any ainda dormia e eu não deixaria que ela a acordasse como havia feito uma vez, aquilo foi horrível, Any acordou assustada e quem teve que passar a noite acordado, foi eu e Finn, e não foi nada bom. Nunca xinguei tanto aquela mulher como naquele dia. Eu e Finn acabávamos de ver as fotos da viagem e deixei a máquina sobre a mesa, revelaríamos muitas para colocar no nosso álbum de família, ele nem existia, mas iríamos fazer, só tinha o álbum da Any e agora teria um de nós três juntos.
“Vou subir para o quarto quando a campainha tocar.” Observei Finn e fiz uma careta.
“Não quero receber ela.”
“Mas vai ter.” Ele me abraçou com mais força pela cintura e deslizou a mão pela minha barriga. “já te imaginei gravida sabia?” o olhei de lado e gargalhei.
“Sério?” ri ainda mais ao ouvir a risada de Finn.
“Sério, você é pequenininha, ficaria linda.” Ele encostou o queixo no meu ombro e me abraçou com mais força.
“Quem sabe um dia, já tenho uma filha.” Sussurrei ao sentir um beijo demorado em minha bochecha.
“Quem seria o pai?”
“Hum...” o olhei de lado e mordi o lábio. “Um moço que ainda não sei quem.”
“Pensei que fosse eu.” Ele fez um bico e gargalhei.
“Eu não, imagina ter um filho com você, seria chato demais.” Fiz uma careta e gargalhei ao sentir uma mordida em meu ombro.
“Tenho uma e ela é linda.”
“Linda, legal, fofa, carinhosa, perfeita, já você não, isso tudo é influencia minha.”
“Chata.” Finn gargalhou e me abraço com mais força, me virando rapidamente em seus braços e selando nossos lábios.
“Mas quem sabe um dia damos uma irmãzinha para a Any, do jeito que ela é apaixonada por bebês, ela vai amar.” Sorri e observei o sorriso mais lindo que eu já poderia ter visto no rosto de Finn, suspirei alto e o abracei com força. Ele retribuiu o abraço e tocou meus cabelos, os acariciando.
A campainha tocou, suspirei alto e me afastei dele. A cobra havia chegado e eu sofreria com isso, ouvir ela fazer mil perguntas não seria nada fácil. Finn se afastou e tocou meu rosto com ambas as mãos.
“Boa sorte.” Ele fez uma careta e ri alto.
“Obrigada.” Senti seus lábios nos meus e ouvi mais uma vez a campainha.
Finn se afastou e caminhou até a escada, me levantei e caminhei até a porta. Deslizei as mãos pelo meu vestido e a abri.
“Oi querida.” Judy se aproximou e me abraçou, retribui o abraço e sorri de lado.
“Entra.” A observei entrar e ir em direção à sala. Fechei a porta e a acompanhei.
“Onde está minha netinha linda?”
“Está dormindo desde que chegamos, demos um banho nela e ela dormiu.” Sorri e me sentei ao seu lado.
“Não vejo a hora de vê-la.”
“Ela está com saudades.”
“Perguntou de mim?” observei seu sorriso e senti nojo daquilo.
“Não.” Sorri interiormente e observei seu sorriso se desfazer.
“Crianças não é?”
“Ela perguntou da Shelby e dos meus pais.” Sorri abertamente e cruzei as pernas.
“Criança é assim mesmo.” Ela voltou a sorrir forçado e ri ainda mais por dentro.
“Quer tomar algo?”
“Claro, um café se tiver.”
“Vou pegar, a empregada não está hoje.” sorri e me levantei.
Caminhei até a cozinha e peguei uma xícara e um pires. Essa mulher poderia dizer que tinha algo de interessante para fazer e ir embora, isso não é horas para visita, eu não merecia isso. Coloquei o café na xícara e suspirei, me virei e me deparei com Judy me fitando.
“Que vadia você é, sempre soube que era assim. Sei que sempre desejou o Finn, sempre quis a vida da Quinn. Se ela foi tola de pedir para você cuidar da minha neta eu não posso fazer nada, mas agora isso.”
“O que?” eu estava imóvel, não estava entendo absolutamente nada. Ela aproximou a minha câmera que segurava e observei uma foto minha e do Finn nos beijando, meu coração parecia saltar para fora do peito. “E isso que você está fazendo é errado, isso é meu e você não tinha porque estar mexendo.” Peguei a câmera da sua mão e a observei.
“Agora sei porque vocês viajaram, aliás foi uma ideia sua não foi? Se fez de boa moça e conseguiu o que queria, levar meu genro para a cama, porque a Quinn pode não estar mais aqui, mas eles sempre serão casados, o Finn a ama, coisa que você nunca vai ter, jamais terá o amor dele.” soltei a xícara e ouvi o vidro em contato com o piso. Deferi um tapa no rosto de Judy com toda a minha força, sua bochecha avermelhou rapidamente. A raiva que eu estava sentindo era mais forte que tudo.
“Sai da minha casa.” sussurrei segura, eu estava segurando as lágrimas.
“Essa casa não é sua, mas eu vou, e olha Rachel, é melhor se afastar do Finn, ou eu tiro a guarda da Any e vocês nunca mais poderão vê-la, eu tenho esse direito e posso fazer da vida do Finn um inferno. E lembre-se a Any não é sua filha e nunca será, então você não tem nenhum direito sobre ela. E não conte nada para o Finn, simplesmente termine com isso, quanto antes melhor e saiba que se você fizer algo ao contrário ele pode dizer adeus a essa vida que ele tem ao lado da filha.” Ela se virou e sai caminhando.
As lágrimas deslizaram pelo meu rosto, me virei e apoiei as mãos na pia. Eu não estava acreditando nisso. Mais uma vez ela havia conseguido estragar a minha felicidade, mais uma vez ela tinha ganhado. Talvez era o melhor a se fazer, mas eu não queria o certo, eu apenas queria ficar com o Finn, eu sempre quis, eu pensei em procurá-lo. Mas a faculdade estava me deixando perdida, ele foi e sempre será a parte mais importante da minha vida. Fechei os olhos e suspirei.
Flashback on.
Finn e Quinn marcaram um jantar em casa, meus pais, minha mãe e Judy ficaram tentando adivinhar o que estava acontecendo porque eles marcaram inesperadamente. Eu não fazia muita questão de saber o que era e nem queria estar aqui, mas eu estava e fingindo que estava feliz. O jantar já havia passado, a comida estava excelente como sempre.
“Nós resolvemos marcar esse jantar para dar uma notícia para vocês.” Quinn disse com um enorme sorriso nos lábios e Finn me fitou. “Eu estou grávida.”
Um forte aperto tomou conta do meu peito, fechei os olhos com força ao ver todos irem de encontro aos dois. Abri meus olhos e suspirei pesadamente, tentando controlar meu choro. Me aproximei de Quinn no instante que todos se afastaram.
“Queremos que você seja madrinha.” Ela sussurrou ao me abraçar com força. Olhei nos olhos de Finn e vi um lindo sorriso aparecer em seus lábios. Senti as lágrimas deslizarem pelo meu rosto e me afastei.
“Eu aceito.” Sorri falsamente e vi todos voltarem a se aproximar.
“Vem aqui meu amor.” Senti os braços de Shelby ao redor do meu corpo e passei a acompanha-la. “Não chora.” Ela me abraçou com mais força, e a abracei pela cintura. “Quando erramos uma vez Rachel, temos as consequências, os dois estão felizes, um dia você vai encontrar alguém e se esse alguém realmente for ele, você vai ver que vocês irão ficar juntos.”
Minha mãe sabia de tudo, eu contei para ela em uma das vezes que ela foi na minha casa e eu havia acabado de dispensar meu namorado. Simplesmente terminei porque o Finn fez a cabeça de todos que ficaram manipulando meu namoro, eu não conseguia entender, ele estava com a minha irmã, mas fazia sempre de tudo para me ver infeliz. Eu não amava meu ex, mas ele me fazia bem. Abracei Shelby com mais força e passei a chorar mais alto. Eu precisava me livrar do que estava sentindo, eu só queria ser feliz.
Flashback of.
“Ei amor.” Abri meus olhos e sorri ao sentir os braços de Finn em torno da minha cintura. Suspirei e toquei suas mãos afastando-as.
“Olha, eu não quero ser fria, nem nada do tipo, mas o que aconteceu na viagem é passado, o que aconteceu agora a pouco é passado, então nada de envolvimentos. Eu estava carente, você estava, passou, estamos bem agora, não estamos? Foi só diversão, acabamos de ter uma conversa tola sobre eu ser mãe, amo a Any, mas não sou mãe dela, eu só sou tia, ok?” segurei o choro e observei o sorriso que estava nos lábios de Finn se desfazerem.
“O que a Judy te disse?” ele disse friamente e senti uma enorme vontade de dizer.
“Nada.” Desviei o olhar para a xícara.
“Você mente muito mal.” Disse seguro e tocou a minha mão. Uma lágrima deslizou pelo meu rosto e me afastei.
“Só esquece tudo, por favor, vive a sua vida, eu vou viver a minha, talvez não seja para ficarmos juntos.” Sussurrei as ultimas palavras e cruzei os braços.
“Eu sei que é, eu sempre quis você, eu nunca deixei de te querer, te ver com outros, sempre doeu.” Observei as lágrimas deslizarem pelo rosto de Finn. “Agora porque ela veio aqui e disse qualquer coisa, porque tenho certeza que ela esteve aqui, você quer simplesmente terminar com isso?” ele deslizou as mãos pelo rosto e suspirou. “Se em anos nunca acabou você acha que vai acabar?” ele estava certo, mas o que eu poderia fazer? Eu queria vê-lo feliz e eu sei que a Any é a felicidade dele. “Você está sendo uma fraca, não a Rachel que eu conheço, você está sendo a mesma que foi para a cama comigo anos atrás, aquela que fugiu, que desapareceu e que nunca quis lutar por mim, a que eu procurei de todas as maneiras e que mandava a amiga fingir que não estava. No momento que te reencontrei na sua casa, quando fui conhecer a família da Quinn, você acha mesmo que ali eu estava completamente apaixonado por ela? Eu construir uma paixão por você, eu fiquei obcecado em saber onde estava aquela garota, não pela noite, mas por tudo que em menos de horas vocês mostrou. Pela essência que você tinha, e agora você não passa de uma fraca que mais uma vez está me machucando, por que a mulher que sempre te colocou para baixo disse algo, e o homem que sempre quis seu bem você está destruindo aos poucos. Eu espero Rachel, que você volte a viver essa vidinha que você tem, que você engula cada palavra que me disse agora, dizendo que não valeu a pela, que você não é mãe da Any, você se mostrou algo que eu não conheço, que nem quero conhecer. Espero que esteja feliz em estar fazendo uma idiota qualquer feliz, porque tenho certeza que ela saiu dessa casa assim. Realmente, viva a sua vida, porque eu tenho uma filha para criar e é isso que eu vou fazer. Não quero estar com ninguém, a pessoa que eu quero, simplesmente não pode, porque ela deve a felicidade dela a outras.” Ele se afastou e saiu da cozinha.
Aquelas palavras estavam doendo de todas as formas possíveis, eu estava destruindo minha vida, o que em uma semana ele conseguiu fazer bem, eu havia feito mal a ele em poucos minutos. Eu não queria aquilo, eu queria estar ali com ele, viver isso que sentimos, mas ela nunca me deixaria em paz. Ela havia conseguido o que queria, além dele terminar tudo e me achar completamente fraca, ele havia desistido de mim. Isso não poderia doer mais, não dava, eu estava no meu limite, estava doendo e somente ele poderia tirar isso de mim.
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