New Life.
11 I Love You.
Notas iniciais
POV Rachel.
Resolvi acompanhar Santana até o hospital para conhecer os tais novos pediatras. Ela estava maluca falando deles, parecia que nunca havia visto homem antes, ou era falta de sexo. Não isso não era, a vida sexual dela é mais ativa do que de qualquer pessoa que eu conheça. Any estava com mania de cumprimentar todos, quem passava ela dizia um oi, todos estavam encantados com ela. Os pediatras eram lindos mesmo, Santana tinha razão.
“Você tem que ver um com os olhos claros, ele é perfeito.”
“Prefiro olhos castanhos.”
“Por favor Rachel.” Ela me beliscou e ri.
“Oi.” Any acenou para um homem que passava por nós.
“Oi.” Ele riu para ela e se aproximou.
“Brody?”
“É ele.” Observei Santana e voltei a observar Brody.
“Rachel, quanto tempo.” Senti seus lábios em minha bochecha. Ele ainda usava o mesmo perfume, esse cheiro era perfeito.
“Muito tempo, você trabalhando aqui?”
“O mundo é realmente pequeno.” Santana disse animadamente e Brody riu. “Vou ali, vem com a titia meu amor.” Ela se aproximou e estendeu os braços para Any.
“Não.” Minha sobrinha me abraçou com força e escondeu o rosto em meu pescoço. Eu e Brody gargalhamos juntos.
“Nossa, vou sozinha.” Santana se afastou e ri ainda mais.
“Ei mocinha.” Ele deslizou a mão pelas costas de Any que o observou. Any estendeu os braços ao vê-lo estender e ele a pegou. “Sua filha?”
“Não.” Ri baixo e toquei os cabelos de Any que mexia no jaleco de Brody. “Filha da minha irmã, mas ela faleceu e agora eu ajudo o pai dela cuidar dela.”
“Sinto muito pela Quinn.” Ele sorriu e assenti. “Ela é lindinha demais.” Brody tocou meu rosto e sorri. “Você também está linda.”
“Obrigada.” Suspirei e fechei os olhos ao sentir uma carícia.
“E parece estar triste.”
“Problemas.” Ele afastou a mão e observei Any e encostar a cabeça no ombro dele. Brody tocou sua testa e me fitou.
“Ela parece estar com febre.” Toquei a testa de Any e assenti. “Vem aqui, vou consultar essa mocinha.”
“Vamos.”
“Qual o nome?”
“Any.” Sorri e senti seu braço pelo meu pescoço.
“Não estamos em trabalho.”
“Eu não, mas você sim.” Ele afastou o braço e ri.
“Sempre correta.”
“Claro.”
“Vai voltar das férias quando?”
“Como sabe que estou?”
“É...” ele desviou o olhar e gargalhei.
“Que feio, querendo saber da minha vida.”
“Nem é, você foi a melhor ex que tive, e a única que terminou civilizadamente.”
“Namorou quantas depois?”
“Nenhuma.” Ele sorriu.
Gargalhei alto ao entrar na sala e o vi fechar a porta. Ele estava conseguindo me deixar menos tensa e isso era ótimo. Havia me esquecido de como a presença de Brody era ótima e o quanto ele me ajudava com tudo na época que namoramos. Se tivesse continuado com ele, seria tudo mais fácil hoje... Ou não.
Brody pegou o termômetro e o colocou em Any, mantendo seu bracinho pressionado no corpo. Ela conversava com ele que fingia estar entendendo tudo e concordando. Passamos minutos conversando sobre nossas vidas. Havia sido bom reencontra-lo e saber que ele trabalharia aqui comigo, tudo ficaria mais fácil de certa forma. Any começou a andar pelo consultório com um pirulito enorme que ele havia dado para ela.
“Rachel...” desviei o olhar de Any para Brody.
“Oi.” Sorri abertamente e ouvi um suspiro.
“Vou embora agora, quer sair comigo mais tarde?”
“Eu não sei.”
“Por favor.” Ele sorriu e toquei sua mão.
Flashback on.
“Ai meu Deus, Finn, essa sua filha é um gênio.” Ouvi uma voz desconhecida e duas gargalhadas dentro de casa, troquei olhares com Santana e me levantei indo até a cozinha, Santana veio atrás. Na cozinha tinha uma loira com Any no colo e Finn que dava água para a moça.
“Quem é você?” Perguntei me apoiando a mesa, Any estendeu os braços para mim e a peguei.
Vi a loira trocar olhares com Finn.
“Essa é a Kitty, Rachel.” Finn passou os braços pelos ombros dela.
“Onde você estava Finn?” Levantei as sobrancelhas, queria ser forte, mas se ele já tivesse arrumado outra pessoa eu não sei o que faria.
“Eu estava caminhando, se você não percebeu, não temos nada, eu não devo satisfação nenhuma a você.” Depois de ouvir isso meu coração ficou pequeno, apertado, nunca achei que veria esse lado de Finn agora, eu estava fazendo tudo o que podia para vê-lo feliz, prefiro aguentar isso a ver Finn sem Any.
Flashback of.
“Aceito sim.” Sorri abertamente e vi seu sorriso. Eu não iria ficar fazendo papel de idiota enquanto ele fazia aquilo comigo.
“Podemos ir em um encontro a três.” O olhei com um olhar confuso e ele riu. “Eu, você e Any, em um desses lugares que se levam crianças para comer, onde tem brinquedos e tudo mais.”
“Amei a ideia.”
“O pai dela não vai se importar?”
“Ah Brody, ele deve estar curtindo a vida dele.”
“Entendi, então vamos?”
“Vamos.” Sorri abertamente e me levantei.
“Any, vamos comer uma pizza bem gostosa?” a observei vir correndo em minha direção, gritando coisas sem sentido. Brody gargalhou e se abaixou. Any se desviou de mim e se aproximou dele, o abraçando pelo pescoço.
Eles havia se dado bem e isso era ótimo. Uma criança sente quando a outra gosta de crianças e ele amava. Sempre quando estávamos juntos ele fazia planos de termos filhos.
Flashback on.
Ele me abraçou com mais força pela cintura e deslizou a mão pela minha barriga. “já te imaginei gravida sabia?” o olhei de lado e gargalhei.
“Sério?” ri ainda mais ao ouvir a risada de Finn.
“Sério, você é pequenininha, ficaria linda.” Ele encostou o queixo no meu ombro e me abraçou com mais força.
“Quem sabe um dia, já tenho uma filha.” Sussurrei ao sentir um beijo demorado em minha bochecha.
“Quem seria o pai?”
“Hum...” o olhei de lado e mordi o lábio. “Um moço que ainda não sei quem.”
“Pensei que fosse eu.” Ele fez um bico e gargalhei.
“Eu não, imagina ter um filho com você, seria chato demais.” Fiz uma careta e gargalhei ao sentir uma mordida em meu ombro.
“Tenho uma e ela é linda.”
“Linda, legal, fofa, carinhosa, perfeita, já você não, isso tudo é influencia minha.”
“Chata.” Finn gargalhou e me abraço com mais força, me virando rapidamente em seus braços e selando nossos lábios.
“Mas quem sabe um dia damos uma irmãzinha para a Any, do jeito que ela é apaixonada por bebês, ela vai amar.” Sorri e observei o sorriso mais lindo que eu já poderia ter visto no rosto de Finn, suspirei alto e o abracei com força. Ele retribuiu o abraço e tocou meus cabelos, os acariciando.
Flashback of.
“Mamãe.” Desviei meu olhar para Any e Brody que me esperavam na porta.
“Está meio desligada.”
“Normal.” Ri baixo e caminhei até ele. Brody me estendeu a mão e a toquei, senti-o entrelaçar seus dedos nos meus.
“Quer perguntar se a Santana quer ir?”
“Ela vai trabalhar agora.”
“Que pena, seria bom.”
“Não sou boa companhia?” ele riu e ajeitou Any em seus braços que conversava com o pirulito.
“É sim.” Ele aproximou seu rosto do meu e o fitei. “Melhor que pirulitos.”
Gargalhei muito alto e observei várias pessoas nos observarem. Escondi meu rosto em seu braço e o senti soltar minha mão e passar o braço pelo meu ombro.
“Ela está feliz com esse pirulito.” A observei e ele assentiu.
“É rosa e grande, temos que abrir.”
“Depois, ela faz muita bagunça.”
“Fala para a mamãe, deixa.” Ele olhou para Any que gargalhou ao sentir um beijo em sua bochecha.
“Ela amou você.” Ele me observou e sorriu.
“Amei ela também, tão fofa.” Brody afastou o braço e a levantou, Any gargalhou alto no instante que ele mordeu a barriga dela.
Não demoramos para chegar ao local. Ficamos horas vendo um show que se repetia sempre, aquilo foi engraçado e me distraiu demais. Any parecia que havia passado a pizza na roupa e não comido ela. Brody parecia uma criança levando-a em alguns brinquedos. Ele realmente estava apaixonado pela Any e isso estava me deixando feliz. O dia havia sido perfeito. Santana me ligou e como sempre fez um comentário idiota, do tipo que era para eu transar com ele depois. Mas eu ignorei, não merecia uma amiga como ela, mas mesmo assim a amava. Brody decidiu abrir o pirulito enquanto estávamos no carro, eu e Any ficamos completamente meladas, ela sempre fazia aquilo. Não conseguia parar de rir ao vê-la toda sua de pizza e pirulito, não havia um lugar que não estava melando.
Implorei para ele entrar em casa, até que ele assentiu. Finn não estava ali, pelo menos não o ouvi. Subi e tomei um banho junto com Any, não tinha como esperara ele ir embora, estava tarde e ela precisava dormir. Brody preparou sua mamadeira o que me assustou, pois nem havia pedido e ele se desculpou mil vezes por ter procurado a cozinha sozinho. Não conseguia não rir com isso.
“Ela é um anjinho.” Ele tocou o rosto de Any que dormia em meus braços.
“Ela é.” Sorri abertamente e dei um beijo em sua testa. “Meu anjinho.”
“Ela te chama de mãe, porque?”
“Ela começou a me chamar de repente, eu ainda me assusto, mas estou acostumando.”
“Isso é ótimo, ela é uma boa garota.” O senti tocar meu rosto e sorri. “Você está educando-a muito bem.”
“Estou fazendo o possível.”
“E tudo direitinho.” Ele deslizou o dedo pela minha bochecha e suspirei.
Olhei em seus olhos ao observar seu rosto mais próximo e sorri. Fechei os olhos lentamente ao sentir os lábios de Brody nos meus, os movimentos eram calmos. Brody deslizou a mão pela lateral dos meus cabelos e envolveu os dedos ali.
“Rach... Olha o que eu...” afastei meus lábios rapidamente ao ouvir Finn. Ele soltou algo que segurava, o deixando cair no chão.
O vi caminhar rapidamente até mim e tomar Any de meus braços. Seu olhar mediu Brody de cima em baixo, que estava constrangido.
“Sua...” ele movimentou a cabeça e se afastou.
“Me perdoa.” Brody levantou-se rapidamente “Não sabia que você e ele.” Ele passou a gesticular e toquei suas mãos.
“Não temos nada, ele é assim mesmo.” Sorri ao observar seu meio sorriso.
“Vou indo.” Ele se afastou e passou a caminhar até a porta. “Foi ótimo o dia com você e desculpa qualquer coisa.”
“Foi incrível, esqueci dos meus problemas, me diverti, obrigada.” Aproximei meus lábios da sua bochecha e dei um beijo demorado. Brody me abraçou com força e retribuiu.
“Foi um prazer reencontrar você.” Ele sussurrou e sorri.
“Digo mesmo. O vi se afastar e abri a porta. “Eu te ligo, e nos vemos.”
“Tinha que ser ao contrário.” Ele riu e gargalhei.
“Tchau.” Acenei ao vê-lo acenar e ele se afastou. Fechei a porta e me encostei nela.
O telefone tocou, me afastei e corri até a sala, atendendo-o.
XXX
Rachel: sim.
Ryder: gostaria de falar com o Finn.
Rachel: espera só um segundo.
Ryder: Sei que está tarde, só diga a ele que Kitty me deu o recado, nós vamos sim qualquer dia almoçar ai, eu estou com saudades de Any e minha esposa amou ficar com ela, estamos até pensando em termos filhos.
Rachel: e-esposa?
Ryder: é sim
Rachel: eu aviso.
Ryder: obrigado.
XXX
Eu não estava acreditando nisso, ele havia fingido que era uma mulher qualquer. A tal da Kitty tinha um marido e ele ainda era amigo de Finn. Como eu era tola de achar que ele estava com outra e fiz a tremenda besteira de deixar Brody me beijar e ele ainda havia visto. Finn não havia desistido de nós, mas agora ele acharia que eu sim.
Me aproximei do que ele havia derrubado e reparei que era um álbum de corações que havíamos comprado. Abri a primeira página e observei eu, ele e Any em uma foto, escrito em letras desenhas ‘’ família’’. Senti meus olhos arderem e lágrimas deslizarem. Mudei a página e observei nossas fotos da viagem, entre elas havia frases escritas “primeira viagem em família’’, “meu primeiro aninho’’. Ele havia feito o álbum que iriamos fazer juntos, como eu era uma imbecil. Deixei uma qualquer destruir o que tínhamos. Deixei aquela que fez sempre da minha vida um inferno destruir o que nós tínhamos e nem lutei.
Eu desisti no primeiro obstáculo, eu achei que aquilo fosse melhor para ele. Mas não, nem a empresa ele estava indo, nem fazendo o que ele ama ele estava fazendo, eu estava destruindo nossas vidas e achando que estava concertando tudo.
Pressionei o álbum contra meu corpo e suspirei. Corri até a escada e a subi rapidamente. Respirei fundo ao me aproximar da porta do quarto e a abri.
Senti um aperto no peito ao observar Finn daquela forma. Parecia uma criança ali. Ele estava abraçado ao próprio corpo e chorando baixinho. Entre no quarto e fechei a porta. Ele se virou rapidamente e se levantou.
“Sai daqui.”
“Finn, por favor.”
“Sai daqui.” Ele gritou entre o choro e deslizou as mãos pelo rosto. “Você destruí minha vida Rachel, não foi um dia, não foi um ano, foram vários. Eu nunca amei a Quinn, mas ela era o mais próximo que eu tinha de você. Eu sabia que vocês eram irmãs, eu sabia que de qualquer forma estando ali um dia eu a amaria, não vou dizer que passei te amar de repente, no nosso primeiro encontro. Não, mas foi a cada busca, foi a cada segundo que eu te procurei, que eu te olhei e vi que não era aquela vida que eu queria, passei a mentir para eu mesmo que era a Quinn que era tudo para mim, mas eu fazia questão de fazer ela marcar aqueles almoços em família para pode ficar perto de você. Eu usei ela? Usei, me apaixonei de verdade, pela garota magnifica que ela é, mas paixão não é amor, a paixão me fez ver que é algo que passa, ela marcou minha vida me dando a Any, mas era você que eu queria ali, que fosse mãe dela, que a ensinasse comigo o que é uma família, era você e mais ninguém.” Eu não estava acreditando naquilo, meu coração estava pequenininho, parecia estar sendo esmagado. Ele estava dizendo que me amava. Observei suas lágrimas e senti as minhas deslizarem pelo meu rosto. “Do mesmo jeito que doeu cada palavra que você me disse todas as vezes que eu fui capaz de dizer que deixaria a Quinn, e agora você desistindo de nós, porque uma mulher qualquer está se metendo entre isso, está doendo.” Ele deslizou as mãos pelo rosto. “Quer saber a verdade? Se você tinha o proposito em me fazer infeliz, brincar com meus sentimentos, brincar com o que aconteceu, e me usar, você conseguiu. Não quero viver assim, arruma suas coisas e vai embora, eu não preciso de você acabando comigo desse jeito, eu não quero outra, eu quero você e se eu não posso ter, prefiro ficar sozinho. Como você disse, a Any não é sua filha, eu não sou nada para você.” Me aproximei de dele e o vi abaixar o rosto. “Só saiba de uma coisa, eu te amo, e nada do que você faça vai mudar isso, se não acabou depois de tanto tempo, não vai acabar agora.”
“Me perdoa.” Sussurrei e me aproximei. Coloquei o álbum sobre a cama e toquei seu rosto. “Eu quero você, quero viver isso, eu nunca amei ninguém...” deslizei o dedo pela lágrima. “Não como amo você. Me perdoa.”
Fiquei na ponta dos pés e encostei meus lábios nos dele. Os braços de Finn envolveram em minha cintura e seus lábios ganharam movimento. Meus braços envolveram-se em torno do seu pescoço e minha mão em seus cabelos. O senti pressionar nossos lábios e sua língua deslizar pelos mesmos, dei passagem e toquei com a minha. Deslizei a mão pelo seu peitoral e toquei a camiseta, puxando-a lentamente. Finn afastou os lábios por um breve momento e me ajudou a tirar sua camiseta. Sorri para ele e o vi retribuir o sorriso.
Seus lábios voltaram a tocar os meus e suas mãos minha cintura. Em um simples movimento senti o colchão macio embaixo do corpo e seu corpo sobre o meu. Finn sorriu contra meus lábios e toquei seus cabelos no instante que intensifiquei nosso beijo.
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