New Life.
22 Future perfect.
Notas iniciais
Dois meses depois.
POV Rachel.
Hoje seria o dia da audiência, eu estava uma pilha de nervos, já era a quarta audiencia, Judy sempre arrumava algo que nunca existiu para colocar no caso. Finn não queria que eu viesse e eu tinha que vir, nosso advogado disse que era algo complicado já que a Any não é filha biológica do Finn e a Judy é avó, isso estava me irritando, acho que pai e mãe não são aqueles que dão a luz, são aqueles que criam e nós criamos Any desde sempre, isso não é justo não mesmo.
Nós estávamos na sala de espera, eu não conseguia parar de tremer. Tentei essas duas semanas ficar calma e tudo mais, mas isso não aconteceu, que inferno, essa mulher tinha que vir estragar meu dia, ela tinha com certeza ela tinha, sempre era isso, não estava mais aguentando, desde pequena ela tenta fazer da minha vida um imenso inferno, mas isso não ficaria assim.
A juíza pediu para conversar com algumas pessoas, Santana era a última e a que estava lá dentro. Brody, Dani, Carole, minha mãe, Puck e mais algumas pessoas se disponibilizaram para nos ajudar e foram umas dessas pessoas, pois sempre estavam conosco.
Observei a porta ser aberta e vi Santana sair. O homem mandou todos entrarem e respirei fundo. Me levantei e senti o braço de Finn em torno da minha cintura. Adentramos o local e observei Judy e o advogado sentarem. Sentamos a sua frente acompanhados do advogado e senti Finn tocar minha mão.
“Bom, hoje é o encerramento, ontem como vocês, os pais sabem Any passou pela ultima vez com a psicóloga e ela não tem nenhum trauma causado pela morte da mãe como Judy disse, pelo contrário, ela disse que a mãe dela está grávida, no caso Rachel.” Sorri interiormente e apertei a mão de Finn.
“Claro que sim, fazendo a cabeça da minha neta...”
“Senhora.” A juíza disse em tom alto e Judy se ajeitou. “Depois de meses, dos depoimentos coletados, do acompanhado de Any Hudson e do acompanhamento da assistente social com a família, nós chegamos a uma decisão. Nunca em caso algum, uma audiência como essa durou tanto tempo, mas diante das diversas acusações de Judy tivemos que adiar.”
“Acusações?” ela gritou e a juíza respirou fundo.
“Acalme ela.” Ela se dirigiu ao advogado e o vi falar algo para Judy. “Eu, juntamente com o conselho declaro que Any Hudson continuara sob a guarda de Finn Hudson e Rachel Berry.” Senti as lágrimas deslizarem pelo meu rosto e levei à mão a boca. “A pedido do pai da criança o conselho declara que Any passara a chamar-se Any Hudson-Berry após o matrimonio do casal, tendo Rachel Berry como guardião legal com base na carta deixada por Quinn Fabray e a pedido do pai Sam Evans que declara não querer nenhum tipo de envolvimento paterno com a criança. Judy Fabray tem o direito de ver Any nos finais de semana na casa dos responsáveis.”
“Não!” Judy gritou e se levantou rapidamente. “Ela não vai ficar com a minha neta.” Ela caminhou até a porta e saiu rapidamente.
“Eu jamais entregaria uma criança para uma mulher que ameaçou nossa psicóloga.”
Eu não poderia acreditar naquilo, eu, Any, Finn e nosso bebê, todos juntos, nós simplesmente estávamos mais que felizes. Judy estava meio maluca, ou completamente, ela realmente tentou comprar até a juíza. Eu, Finn e o nosso advogado havíamos acabado de sair. Eu, Finn e Any iriamos sair para comer no lugar preferido dela já que iriamos comemorar. Eu estava tão feliz, finalmente iriamos ser felizes. Todos nos parabenizaram e fomos diretamente para a parte de fora do fórum, minha mãe esperava nós dois com Any.
“É com você que eu tenho que falar.” Ouvi Judy e a vi se aproximar. “Sua vadia.” Ela disse com a voz embargada e me afastei de Finn. “Você tirou o que resto da Quinn, você me separou daquilo que eu mais amava, daquilo que me deixava perto dela, acha que vai ficar assim? Acha que eu vou deixar vocês em paz? A minha pequena Quinn não vai continuar naquela casa imunda, quando esse lixo dentro de você nas...” deferi um tapa com toda a minha força involuntariamente ao ouvi-la falar do meu bebê.
“Cala sua boca para falar do meu filho, você não tem esse direito e muito menos de chamar a MINHA, isso mesmo, minha filha de Quinn, ela nunca passou de uma vadia e você sabe disso, conta para o Finn o que me disse ontem, conta você a ele, conta de uma vez por todas.” Gritei e a vi sorrir.
“Que ela o traia com vários? Eu conto, é isso mesmo, a Quinn nunca amou ele, só ficou com ele por duas coisas, porque eu mandei, eu não queria que vocês ficassem juntos, porque você sempre teve tudo e ela nada, eu não queria que você conseguisse mais uma vez, e eu ajudei a Quinn a ficar com o homem por quem você era apaixonada e quer saber? Deu certo, eu sabia que ela estava com câncer, eu sabia de tudo e eu a mandei mentir para o Finn para que ele se sentisse culpado, eu não sabia que a Any não era sua filha, mas não me assustei quando fiquei sabendo, sabe porque? Porque minha filha sempre teve na cama de outros, você só foi um brinquedo para que ela tivesse realmente algo da Rachel e pudesse falar “eu consegui”. “
“Isso é sério? Você armou tudo isso? Você me fez ficar preso a um erro porque achei que a Rachel nunca quis nada comigo? Foi a Quinn que me disse que a Rachel não queria, que a Rachel não era mulher disso e eu acreditei, olha eu tive uma péssima vida ao lado da sua filha, mas tudo se foi quando ganhei Any, ela é um anjo na minha vida e me fez ver coisas que eu jamais imaginaria, sinto pena da Quinn e de você, porque ela não tinha uma mãe, ela tinha um monstro.”
“Isso não vai ficar assim, você não vai ter o direito nem de ver a minha filha nos finais de semana.” Disse com certeza e me virei. “Eu vou impedir isso.”
“Não vai mesmo.” Judy gritou e a senti me puxar rapidamente pela mão.
POV Finn.
Me aproximei rapidamente de Rachel ao ver Judy tentar puxa-la da escada. Abracei Rachel pela cintura impedindo-a de cair e a senti me abraçar rapidamente ao se virar. Ouvi minha mãe gritar algo e uns policiais que estavam vendo tudo se aproximarem e segurarem Judy.
“Eu ainda vou te matar.” Ela gritou e a vi ser levada.
“Você está bem?” toquei seu rosto e a vi assentir.
“Eu só assustei.” Ela sussurrou e encostei meus lábios nos dela, selando-os.
“Essa mulher vai ficar longe de você e da nossa família eu te juro.” Sussurrei e a vi assentir, me abraçando com força pelo pescoço onde retribui o abraço.
“Mamãe e papai.” Ouvi o grito de Any e sorri abertamente.
“Vem aqui meu amor.” Rachel se afastou um pouco e peguei Any com um braço.
Tem como essa família ser melhor? Impossível!
Eu, Rachel e Any estávamos no mundo da Barbie, tudo era tão rosa, mas a Any gostava e hoje era o dia dela se divertir. Uma das mulheres que ajudam haviam levado Any para pular na piscina de bolinhas enquanto eu e Rachel comíamos, já que Any começou a comer e resolveu ir brincar. Passei o braço em volta da cintura de Rachel e senti sua cabeça em meu ombro.
“Tudo foi tão intenso esses dias não foi?” ela sussurrou e a observei.
“Com certeza, mas realmente me senti bem, acho que no fundo eu sabia que iriamos conseguir.”
“Realmente.” Ela afastou a cabeça e senti seus lábios nos meus. “A Judy está realmente maluca.”
“Eu que o diga meu amor.” Encostei meus lábios em sua testa, dando um leve beijo. “Sabe o que eu estava pensando? O que acha de irmos para a Disney com a Any? Depois quando nosso filho nascer e tiver a idade dela, vamos de novo e depois quando eles estiverem mais velhos de novo.”
“Acho que vamos lá porque você quer conhecer o Mickey.” Ela riu e gargalhei.
“Com certeza eu quero, sabia que iria entender.”
“Amei a ideia meu amor.” Ela selou nossos lábios e sorri abertamente.
“Papai.” Any gritou e veio correndo, a vi apoiar a cabeça em minha perna e sorri abertamente. “Olha.” Ela me mostrou um ursinho pequeno de pelúcia e a peguei no colo. “Bebê.” Ela entregou a Rachel e sorri abertamente.
“É para o seu irmãozinho?” ela pegou o ursinho e aproximou da barriga.
“Colo.” Any estendeu os braços e Rachel a pegou, sentando-a em suas pernas. “Bebê.” Any levantou a blusa de Rachel e passou a acariciar sua barriga.
“Sinceramente você e seu pai vão me matar com tanto amor.” Rachel riu baixo e sorri me aproximando.
“Queremos só ver a mulher das nossas vidas feliz.” Passei o braço pelo seu ombro e encostei meus lábios em seus cabelos.
“Eu amo vocês três.” Ela sussurrou e sorri abertamente.
Eu também as amo, como jamais imaginei um dia amar, ter uma família não é apenas ter um lar e uma esposa, é vê-la crescer e perceber que são essas pessoas que nos fazem felizes, que faz com que sejamos parte de um todo, de uma vida incrível. E eu tinha uma vida, uma família, filhos e claro a mulher que sempre amei ao meu lado. Eu tinha tudo e teria para sempre.
Três meses depois.
POV Narrador.
Rachel estava no seu sexto mês de gestação, tudo estava completamente maravilhoso, ela e Finn esperavam uma menina, ele estava mais que satisfeito com aquilo e Any também já que ela acabou ganhando presentes em dobro e iguais ao da bebê. Rachel não estava cabendo em tamanha felicidade, quando viu ali pela primeira vez sua filha, ouviu seu coraçãozinho, teve a mão apertada fortemente pelo noivo e ambos estando com Any junto que fazia perguntas que ninguém entendia.
Tudo estava completamente maravilhoso para os três, a viagem que fizeram a Disney onde Rachel teve certeza que era mais para Finn do que para Any, as pequenas viagens que eles faziam sempre para cidades próximas e que Any ficava completamente apaixonada com tudo, ela amava isso. As idas na casa das avós Carole e Shelby, os dias que eles tinham que sair em plena madrugada para busca-las, os momentos em que Any os interrompia no meio do sexo e eles se sentiam mal depois por faze-la chorar um pouco mais até terminarem.
Como não seria perfeita aquela vida se um dia o outro? Para Finn e Rachel era impossível não ser. Judy estava tomando fortes medicamentos onde os pais de Rachel estavam tentando ajuda-la, já que ela havia enlouquecido de vez e eles estavam prestes a interna-la. Ela mal lembrava quem era, apenas dizia que Quinn voltaria, era algo que deixava Rachel e Finn com medo dela tentar algo contra Any, mas em uma tentativa de levar ela para ver a avó foi em vão, Judy não se lembrava mais que Any era sua neta e nem se lembrava mais de Finn e Rachel.
Rachel estava no seu sexto mês de gravidez e sua barriga estava deixando Finn completamente perdido, ele não conseguia não ficar observando-a e admirando tamanha beleza, ele a achava ainda mais linda e ela estava, seu corpo não modificara muito, apenas sua barriga ganhara um grande volume e sua cintura se definira ainda mais com isso, os seus estavam mais avantajados e ele continuava triste por não poder nem ao menos toca-los já que Rachel os sentia doloridos pela quantidade de leite. Aquele corpo o estava enlouquecendo aos poucos.
Rachel estava deitada na esteira de sol, na sombra enquanto Finn e Any estavam na piscina. Any gritava quando o pai a jogava para cima e a pegava antes dela cair na piscina, Rachel estava com medo daquilo dar errado e ela cair na agua, mas ela confiava nele, ou achava que confiava nesses momentos.
Eles estavam noivos há dois meses e se casaria depois que a filha nascesse, havia escolhido Mia como nome e estavam completamente apaixonados, já que Any tinha o nome pequeno a outra filha também teria.
Finn tirou Any da piscina ao sair e a colocou na piscina de plástico dela. Ele caminhou até Rachel que sorriu abertamente. Finn se sentou na beirada da cadeira de sol e inclinou seu corpo. Os óculos de Rachel foram tirados antes dele encostar seus lábios nos dela, movimentando-os lentamente. As mãos de Rachel tocaram os ombros de Finn e a mão do rapaz repousou sobre a barriga da mulher. Seus lábios mantinham um leve movimento enquanto a mão de Rachel percorria os cabelos molhados do noivo, os envolvendo ali e os puxando delicadamente.
“Hoje a Any vai em uma festa...” ele sussurrou ao afastar os lábios e voltou a encosta-los, selando-os. “Vamos ficar sozinhos.” Ele voltou a sussurrar e Rachel sorriu abertamente.
“Podemos aproveitar, estou com saudades do seu corpo.” ela deslizou a mão pelo braço e observou Any por um breve instante que brincava com uma boneca, ou melhor a afogava.
“Também estou.” Ele encostou a cabeça em seu ombro. “Muita.” Finn sussurrou e Rachel sorriu, ela tocou seus cabelos e passou a acaricia-los.
“Vou deixar você tocar meus seios.” Ela sussurrou e ele se afastou rapidamente fazendo-a gargalhar.
“Sério?”
“Sim.” Rachel sorriu e o viu sorrir abertamente.
“Hoje o dia está ótimo.” Finn gritou animado e abraçou Rachel que gargalhava cada vez mais alto.
Quinze anos depois.
Finn havia acabado de chegar do trabalho. Rachel havia parado de trabalhar fazia um ano, ter filhas adolescentes com apenas dois anos de diferença não era nada fácil, ela resolveu se dedicar mais a elas, já que conciliar medicina com duas garotas que queriam sair e se divertir não estava nada fácil.
Rachel estava com os braços cruzados observando Any. Ela havia se tornado uma linda garota, os cabelos claros e a pele clara, os olhos claros deixando-a ainda mais linda. Mia era o posto, os cabelos castanhos, a pele clara e os olhos como os do pai, um castanho claro que a deixava completamente perfeita. Ambas eram magras e tinham cabelos longos. Mia era mais delicada, amava fazer as unhas, se maquiar, Any era o posto dela, completamente maluca, odiava tudo o que a irmã odiava, estava com a mania de andar agora apenas de preto Rachel não aguentava mais. Mas o dilema do dia era: Any foi ao salão e fez mechas rosa, o que sinceramente Rachel não estava acreditando, aquele cabelo era perfeito, mas isso era o de menos, o demais era ela estava namorando e o garoto não parecia ser nada bom.
“Oi.” Finn abraçou Rachel por trás e logo desviou o olhar para a filha e o namorado. “Quem é esse?”
“Pô seu pai é alto.” O garoto se levantou e deu um tapa no braço de Finn.
Finn se afastou e Any se levantou sorrindo abertamente. Ele a observou atentamente e movimentou a cabeça negativamente.
“Pai esse é o Brad, meu namorado.”
“Namorado?” Finn perdeu o ar e tentou manter a calma.
“Sim, estamos juntos há uma semana e achei melhor contar para vocês.”
“Uma semana.” Ele sussurrou e prendeu a respiração. “Um prazer te conhecer.” Ele forçou as palavras saírem e suspirou. “Fiquem ai a vontade.” Finn puxou a esposa pela mão em direção a cozinha.
“Eu sei, eu sei.” Rachel foi encostada na parede e ele olhou fixamente para ela.
“Esse garoto é.. Não acredito.”
“Nem eu, onde erramos?” ela sussurrou e deslizou as mãos pelo rosto.
“Não erramos, só você, eu não.” Finn deu de ombros e se afastou.
“Ah é? Eu errei?” ela se aproximou dando um tapa no braço de Finn e ouviu sua risada alta.
“Mãe!” Rachel e Finn correram até a cozinha ao ouvir a voz de Mia.
A garota chorava abraçada as pernas sentada no chão da cozinha. Rachel e Finn abaixaram-se a observando. Ambos estavam preocupados com aquilo, não era sempre que a viam chorar, ou era, já que qualquer coisa ela chorava.
“O que foi?”
“Sabe o menino que eu gosto?”
“Sei.” Rachel tocou o rosto da filha que se inclinou a abraçando.
“Ele está com outra, disse que não me quer que não faço o tipo dele.” Ela passou a chorar descontroladamente e Rachel a abraçou com força, sorrindo para Finn.
“Esse garoto é um idiota meu amor.” Finn se sentou no chão e tocou os cabelos da filha.
“Pai!” Any gritou Finn e passou correndo pela porta.
“Oi.” Ele a observou, as lágrimas deslizavam pelo rosto da garota. “O Brad terminou comigo.” Ela sussurrou entre o choro e Finn observou Rachel que sorriu abertamente.
“Vem aqui.” Ele estendeu os braços e a garota se aproximou, sentando em suas pernas.
“Ele disse que é pressão demais namorar uma menina como eu.” Ela sussurrou e passou a chorar descontroladamente.
Rachel se sentou ao lado de Finn e Mia se sentou em suas pernas. Any e Mia choravam sem parar, Finn acaricia os cabelos da filha enquanto Rachel fazia o mesmo. Ambos observavam um ao outro. Eles sentiam falta daquilo que havia tido há anos, ele cuidando de uma criança, Rachel grávida, depois elas crescendo e se tornando cada vez mais maduras.
“Acho que devemos nos vingar.” Any disse de repente e Mia a observou.
“Gostei da ideia e eu odiei seu cabelo.” Mia se levantou e estendeu as mãos para a irmã.
“Eu sei, é lavável, vou tomar banho e podemos decidir o que vamos fazer.”
“Amei isso, vamos.” Mia e Any passaram a caminhar para fora da cozinha.
Rachel deslizou o corpo, encostando a cabeça no ombro de Finn que encostou a cabeça na dela. Ele tocou a mão da esposa e passou a acaricia-la. Um silêncio tomou conta do local. Era incrível como que pais servem para apenas algumas coisas, elas simplesmente acharam uma solução para o que estavam sentindo, e se ambos tivessem dito algo ou tentado ajudar não adiantaria, já que nenhuma nunca escuta nenhum dos dois.
“É, elas cresceram.” Rachel sussurrou soltando um suspiro pesado.
“Sim, sinto falta daquilo que tínhamos, você descobrindo que estava grávida, eu vendo sua barriga todos os dias e de repente ela já estava maior, os dias passando rapidamente, o dia do parto.” Ele sussurrou e ela se afastou ajoelhando no chão se sentando nas pernas do marido.
“Eu também, é estranho isso, temos nossas duas filhas, mas daqui dois anos a Any vai para a faculdade, depois a Mia, essa casa enorme vai ficar vazia demais.” Rachel sussurrou e sorriu ao observar o sorriso de Finn.
“Realmente meu amor.” Ele tocou o rosto da esposa e sorriu. “Acho que chegou a hora de recomeçarmos, uma nova vida de novo, o que acha? Eu, você e nosso futuro filho.” Finn rira ao observar a expressão de Rachel.
“Uma nova vida? Você quer que nós dois tenhamos um filho?”
“Quero, mais um.”
“Eu te amo.” Ela gritou muito alto e gargalhou ao ser deitada no chão da cozinha.
“Eu também te amo.” Seus lábios tocaram os dela com delicadeza, em lentos movimentos.
As vezes é necessário passar por períodos difíceis, problemas vem e vão, mentiras são ditas, corações partidos. As vezes pessoas se vão, mas nos deixam presentes, sejam esses lembranças de uma vida boa ao lado dela, ou uma pessoa física, um filho, ou alguém que você sempre amou. Muitas vezes o tempo não foi capaz de mostrar o que a vida teria a oferecer, mas uma palavra, uma ação fez com que tudo aquilo que você sempre quis se mostrasse real, dentro de um propósito, de um por que. Horas, dias, anos, pode se passar uma eternidade, nunca é tarde para se ter um recomeço, nunca é tarde para começar uma vida ao lado daquele alguém que sempre amou, nunca é tarde para começar uma nova vida e fazer dessa ainda mais perfeita do que a anterior. Um eu te amo, uma palavra de afeto, uma atitude que marcará a sua vida aqui, tudo isso vale como uma nova vida, mas apenas se ela for verdadeira, real, se ela for de qualquer forma aquela vida que você jamais sonhou, mas que um dia você terá a honra de dizer “essa foi a melhor, eu tive uma boa vida, eu tive o meu recomeço”.
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