New Life.

3 Beautiful day.


Notas iniciais
É o Roberto aqui, ola. Queria muito agradecer a todos os comentários e por estarem acompanhando. Eu e a Iza ficamos mais que felizes que estejam gostando! Muito obrigado mesmo. Boa leitura.

A Iza mandou dizer: sou linda, maravilhosa e perfeita.

POV Rachel.

Hoje fazia exatamente dois dias que havia me mudado definitivamente para a casa do Finn. Era estranho e eu não queria, acho que é uma falta de privacidade, tanto com ele como comigo. Faz dois anos que moro sozinha e não estava nos meus planos morar com ele. Definitivamente não. Mas como o pedido da Quinn fora este, eu aceitei. Relutei um pouco, mas ele disse que teríamos que honrar a memoria dela. O Finn sempre foi um homem de família, assim que se casou com a minha irmã, não via a hora de construir uma família, ter filhos. Meus pais o amaram desde o primeiro instante. Mas ninguém nunca poderia imaginar que eu já o havia conhecido.

Flashback on.

"Então finalmente vamos conhecer quem conseguiu prender a Quinn." As risadas envolveram-se umas as outras.

Abracei minha irmã pela cintura e senti um abraço apertado.

"Espero que vocês gostem dele." Ela se afastou e sorriu abertamente.

"Claro que vamos." Meus pais disseram em coro e ri baixo.

A campainha tocou duas vezes. Quinn apertou a minha mão e sorriu.

"É ele." Ela parecia àquelas adolescentes que esperam o acompanhante para o baile e fica toda eufórica. Ou ate um primeiro encontro. Estava engraçado.

"Fica calma."

Sorri abertamente e desviei meu olhar para o homem que caminhava em direção a nós. Correntes elétricas transpassavam meu corpo. Não podia ser ele. Meu coração disparado parecia saltar para fora do meu peito. Seu olhar estava fixo ao meu.

"Meu amor." A voz da minha irmã me despertou, ela levantou e se aproximou dele que sorria.

Flashback of.

Acordei por volta das oito da manha. Maldito dia chuvoso, os trovões me acordaram. Justo hoje que poderia dormir mais. Hoje era o tão esperado dia do aniversario da Any, minha sobrinha linda. Ela estava fazendo um ano. Era tão esperta. Falava algumas palavras à maioria o Finn tinha que traduzir porque eu não fazia ideia do que era. E vivia se apoiando nos móveis e dando pequenos passos. Era engraçado demais. Eu a amava tanto, era como uma filha. Mas graças à chuva que havia tomado à cidade fazia três longos dias, resolvemos mudar para o salão de festas, aqui mesmo da casa. Iria ser ao ar livre, mas não dava mais. E pela quantidade de crianças, seria bom ser em um local fechado, vai que perdemos algumas. Seria tudo da Barbie. Contratamos um bufe que já havia preparado tudo e nos pouparia tempo. Brinquedos eram o que não faltava. Tudo cor de rosa, tudo imensamente lindo. Eles haviam arrumado um dia antes, eu estava no hospital. Plantão às vezes cansa, mas eu gosto. Cheguei onze horas porque sai com a Santana depois. Foi bom descansar.

Desci de baby-doll mesmo para o café da manha. O Finn com certeza não havia acordado e eu estava sem animo, com uma preguiça enorme. Meu corpo estava acabado. Mas felizmente as minhas férias estavam chegando, eu não estava acreditando, no dia seguinte faria plantão e no próximo eu estaria aqui, um mês para eu descansar, isso era mais que ótimo.

Me servi com o café e peguei um torrada, eu precisava me alimentar melhor, quando faço plantão quase não como direito, o que é errado, eu uma médica deveria saber disso. Bom eu sei, mas isso não me impede de não seguir.

“Bom dia.” Afastei a xícara de café da boca e observei Finn.

“Bom dia.” Senti seus lábios na minha bochecha e sorri.

Ele estava de pijama e era estranho vê-lo assim. Todos os dias o via de terno e eu estava de baby-doll. Perfeito Rachel. O que ele pensaria de mim?

POV Finn.

“Achei que você fosse dormir até mais tarde.” Me servi com suco assim que sentei ao seu lado.

Rachel estava sensual com aquela roupa, não esperava vê-la assim. Ela era tão séria em certas ocasiões. Nunca pareceu aquela mulher com quem fui para a cama há anos.

“Não consegui, esses trovões não me deixaram dormir direito.”

“Ah sim, essa chuva não passa.” Me servi com bolo e peguei o talher.

“Não..” ela sorriu e fitou. Retribui seu sorriso e levei o talher à boca. “A Any está dormindo ainda?”

“Está, acordou seis horas para tomar mamadeira, depois dormiu, ela está dormindo na minha cama.”

“Com essa chuva, ela dorme a manhã toda ainda.”

“Dorme mesmo.” Levei o copo de suco a boca e a fitei. “Você vai entrar de férias não vai?”

“Vou sim.”

“Estava pensando de viajarmos.” Desviei meu olhar e suspirei.

Eu nem sabia o que estava fazendo, mas precisava recompensa-la por estar me ajudando tanto, fazia dois meses desde a morte da minha esposa e convencer a Rachel de vir morar aqui foi completamente complicado.

“Não sei.” Ela apoiou as mãos na mesa e deu um meio sorriso.

“Pensa nisso, você escolhe o lugar. Só acho que precisa descansar.” Sorri abertamente ao observar seu sorriso.

“Prometo que irei pensar.”

“Quer ir comigo e com a Any comprar o presente dela?”

“Pode ser.” Rachel sorriu abertamente.

Aquele sorriso era perfeito, eu não cansava de vê-lo, era completamente confortante.

As horas naquela manhã não demoraram muito a passar. Em pouco menos de duas horas após o café da manhã eu, Rachel e minha filha saímos de casa. Paramos em diversas lojas de brinquedos. Bonecas, ursos, casas de bonecas dos mais diferentes tipos, era o que não faltava dentro do carro. Quem visse acharia que estivéssemos comprando brinquedos para toda a cidade. Rachel se empolgou mais que Any, ambas pareciam malucas comprando tantas coisas. Passava do meio dia, paramos em um restaurante, não muito longe do shopping, para onde iriamos logo depois e fizemos nossos pedidos. Aquela manhã apesar de estar completamente chuvosa, estava sendo muito boa e relaxante.

“Finn, ela vai fazer um ano, eu sei o que criança pode ou não comer querido, será que da para você parar?”

Deslizei a mão pelos cabelos e revirei os olhos. Não importa se ela vai fazer um, dois, três anos, eu quero que a minha filha se alimente de coisas que não vá engasgar ela.

“Mas...” fui interrompido pelo seu dedo. Ela o pressionou contra meus lábios e olhou nos meus olhos.

“Por favor, confia em mim. Eu não estou falando isso porque sou médica e sim porque eu sei. Eu não faria nada que colocaria a saúde dela em risco.”

Seu olhar envolveu-se ao meu, sorri de lado e senti seu dedo longe dos meus lábios. Desviei meu olhar para Any que puxava minha camisa.

“Tudo bem.” Suspirei e aproximei o rosto da minha filha. “Te amo.” Senti sua mão em meu rosto e ri baixo.

“Puxa o nariz do papai.” Rachel tocou a mão de Any e aproximou do meu nariz, que o apertou com força, me fazendo gargalhar. “Isso ai, agora guarda para você.” Minha filha riu alto e jogou o corpo para trás, fazendo Rachel gargalhar.

“Fica ensinando isso para ela, ontem ela ficou até nove horas mexendo na minha orelha porque você a ensinou.”

“Eu não tenho culpa de você ter uma filha esperta que aprende as coisas rápido.” Ela me olhou de lado e mordeu o lábio.

“Pior é você que ensina.” Ri baixo ao ouvir sua risada e apoiei o braço no encosto da sua cadeira. Rachel me fitou e se ajeitou. “Vamos ver um filme?”

“Qual?”

Deslizei a mão pelos cabelos da minha filha e toquei o braço da Rachel delicadamente. Um breve sorriso surgiu em seus lábios.

“Um infantil, porque ela anda entendendo bem as coisas e não quero passar a noite em claro.” Sorri e a observei assentir.

“Podemos ver qual está em cartaz.”

“Ótimo.” Me virei ao observar o garçom nos servindo.

POV Rachel.

Depois do incrível almoço, fomos diretamente para o shopping. Any acabou dormindo, ela sempre dormia depois do almoço e ainda mais com o balanço do carro, seria uma missão impossível mantê-la acordada. Mesmo assim eu e Finn decidimos ver um filme infantil. Meu Deus, ha quanto tempo não ia ao cinema, muito tempo. Muito mais do que qualquer pessoa poderia imaginar. Finn resolveu pegar a filha depois de perceber que estava um pouco difícil para mim. Ela esta pesada, não dá para ficar muito tempo com ela no colo. Meus braços doíam.

“Cheguei.” Havia ido comprar os ingressos, pipoca e o refrigerante, não sei para onde iria isso em mim, havia acabado de almoçar. Finn ajeitou a filha nos braços e se levantou, com um sorriso luzente nos lábios.

“Qual comprou?”

“Valente.” Sorri abertamente e entreguei os ingressos.

“Sala quatro.” O homem me fitou e sorriu para mim, senti a mão de Finn em minha cintura e o fitei.

Fui puxada delicadamente e senti parte do seu corpo encostado ao meu. Me afastei, caminhando até a sala. Às vezes o Finn age estranhamente, mas tudo bem, eu sempre relevo.

Entramos na sala e caminhamos até o meio do local, só havia duas garotas sentadas ali. Sentei-me e Finn sentou ao meu lado, ele deitou Any em seu colo e a cobriu. Sorri e suspirei. Ela parecia uma boneca ali, Finn era muito grande e ela tão pequena. Eu não estava aguentando de sono, e não aguentaria muito ver o filme, mas não custava tentar. Escolhi o que tinha mais ação.

Fazia menos de vinte minutos que havia começado. Finn prestava atenção como se estivesse vendo um daqueles filmes que ele sempre vê de terror, ação e tudo mais. Era estranho ver ele tão concentrado em uma animação. Mas o filme era realmente ótimo.

“Quer?” aproximei a pipoca dos lábios, Finn me fitou e sorriu, logo deslizando os lábios pela pipoca e comendo-a.

Me ajeitei e encostei a cabeça em seu ombro, eu não estava aguentando de sono e o fato de não estarmos brigando e o dia ter sido tão perfeito estava me deixando mais calma. Finn e eu brigávamos por tudo, nunca nos demos muito bem, mas agora até que tudo estava se ajeitando. Chegamos a conclusão que o fato de brigarmos estava afetando Any, pois ela ficava agitada e estressada, mal dormia a noite. Senti a mão de Finn pela minha e as fitei.

“Descansa um pouco, a noite tem a festa e não sei até que horas vai, quando acabar o filme eu te chamo.” Seu sussurro me fez sorrir, senti seus dedos entrelaçados nos meus e fechei meus olhos, soltando um leve suspiro.