Notas iniciais
Bem, é praticamente uma repostagem de um fic minha que já estava acumulando teias de aranha por eu não atualiza-la...Foi editada e melhorada também... Sem mais demoras, boa leitura ^^

Um barulho estridente de laminas se tocando violentamente me fizeram abrir os olhos e ver o que havia em minha volta.

Era noite, mas não uma noite qualquer. Tiros traçastes deixavam o ar com um cheiro típico de sangue e pólvora. Ao longe, dava-se pra ver guerreiros se enfrentando, a troca de golpes de espadas e lanças.

Senti o gosto peculiar de ferrugem em minha boca. Eu estava sangrando e em meu tórax havia um ferimento. Coloquei minha mão esquerda no ferimento e com a direita tentava reunir forças pra me levantar do chão, em vão.

Os sons pareciam incompletos e disformes, como se eu estivesse quase surdo e só alguns barulhos desse pra serem ouvidos. Um grito ao longe e desfocado aos poucos ia chamando a minha atenção, à medida que com o tempo se tornava audível. Uma garota chamava o meu nome aos gritos enquanto estava sentada e estendendo a mão em minha direção. Ele estava chorando inconsolavelmente, suas vestes, na qual eu não conseguia ver bem, estava banhada me sangue.

Minha visão foi ficando cada vez mais turva. Senti minha vida se esvaindo de mim, assim como meu sangue derramado no chão de pedra do que parecia ser um templo.

Em meus últimos suspiros cai deitado no chão. Apreciei a grande lua branca, as fagulhas do fogo que se erguia ao longe, o cheiro de pólvora, sangue e suor, enquanto uma tristeza profunda invadia o meu coração, um angustia sem fim que fez uma lagrima brotar em meu olho direito...

“... então, o ataque ao Templo Hikari, um dos mais importantes templos de todo o Japão, marcou o inicio da Guerra do Trono, como o primeiro dos três grandes acontecimentos que veio antes da guerra-"

Abro os olhos e percebo que acabei de sair do sonho mais estranho da minha vida. Olhando ao redor eu ainda estava na sala de aula. Meu rosto cora ao pensar o quão patético eu fui por dormir na sala durante a aula.


— Ah... Senhor Foreman, odeio ter que atrapalhá-lo na sua brilhante explicação sobre um grande acontecimento histórico, mas... 50% da sala caíram no sono durante o seu discurso e o resto ou saiu pra matar aula (antes que essa aula nos mate) ou está fazendo qualquer outra coisa que não seja prestar atenção na aula...


— Aprecio o seu ponto de vista senhor Conrado Lemon, mas creio essa não seja tão agravante com dizes.


(credo ele é sego ou o quê? E que droga de "dizes" é esse, que século esse professor acha que estamos?)
— Eh... Não professor, é sério mesmo, olha o Raphael, ta ali dormindo que chega ta babando, Rodrigo já caiu três vezes da carteira quando tava cochilando, as meninas juntaram as cadeiras e estão ali no fundo da sala, discutindo sobre garotos (e alguma coisa envolvendo uma revista "Carpixo" pra adolescentes) e Artur ta ali jogando no PSP. (Os alunos que eu não citei devem estar em um "intervalo adiantado" ou até, por algum motivo fora de lógica, em outras salas assistindo aula. Por favor, não me pergunte o porquê, nem eu faço ideia do que da na cabeça de uma pessoa para sair de uma sala no meio de uma aula entediante, para ir para outra sala onde também vai assistir outra aula entediante).


— Eh... Tens razão. Estou saindo, podem ir se quiserem.
(ELE DESISTIU! Bom, qualquer um no lugar dele faria o mesmo. Não o culpo por isso. #Derrotado)


— Espera... Ainda estamos na segunda aula do dia! (Eh... talvez por isso que quando eu fui ver em que sala eu iria ficar esse ano, os meus antigos colegas de classe ficaram com pena de mim. Já faz um mês que as aulas começaram e os alunos já conseguiram traumatizar o professor... acho até que ele ta pensando em suicídio... a 9 — F merece a sua reputação!)


Sem ter o que fazer, Conrado vai parar na biblioteca.


— Cara, até eu que normalmente assisto às aulas do professor, mas hoje a aula dele tava um saco, quase não aguentei todo aquele fala– ohh- OI PROFESSOR FOREMAN! co-como está? O que faz aqui? (Mancada, mancada, mancada! Como é que eu iria saber que ele iria aparece bem aqui, na minha frente?)


— Bem... Eu estou apenas fazendo uma pesquisa...


— Ahh ha, claro, claro. (Tradução: ele não pode voltar pra sala dos professores no meio da segunda aula e correr o risco de ter que dar explicações ao diretor)


— Bom, a quem eu estou querendo enganar, eu só não quero ir pra sala dos professores e ter que dar explicações ao diretor, sobre o porquê que eu deixei a sala no meio da segunda aula.
(Eu não disse!)


— É, acho que encarar o diretor não é mole...


— Já não basta eu ter que passar por cima do meu orgulho e ter que vir pedir emprego no colégio do meu irmão. Eu não posso deixar que ele me pegue nessa situação e arrancar a ultima hora de orgulho que me resta!


— Bom professor; acho que você não tem nem o direito de falar a palavra orgulho, já que você foi derrotado por crianças do ginásio. (Merda eu disse em voz alta!)


— Ta bom, chega de viver!


— Não senhor Foreman! O suicídio não é a resposta! Não vá pra luz!


— Eu ainda não morri... E nem pretendo, e por que está me mandando não ir pra luz?


— Ah ta... De boa então!


As horas se passam e com ele entretido com um mangá da biblioteca, nem percebe o dia se tornar tarde e depois quase noite.


— Ah cara, esse mangá é muito bom– Nossa! Já é tão tarde assim? Droga eu tenho que... Beleza! Trancaram-me aqui! Que tipo de gente tranca uma biblioteca e não pergunta ou dá uma olhada pra ver se tem alguém que ainda não saiu? (Calma, calma, não ha nada a se temer, não ha nada de assustador em um colégio depois das aulas. Olha, ainda está de dia– merda, essa porra de sol indo embora, me deixando na mão quando eu mais preciso!)
Procurando por uma outra opção para sair dali o mais rápido possível, vendo até algumas janelas.


— Ta legal, ta legal, não tem outra saída (as janelas foi uma péssima idéia) o jeito é arrombar-
KPLOWWWWW!!!!


– — q-que ba-ba-barulho foi esse? Alguém está ai? Táhh legal, não precisa responder, só fique ai, fique em silêncio E NÃO OUSE APARECER, seja lá QUEM ou O QUÊ você for!


Andando "corajosamente" até a fonte do barulho, passando pelos corredores de centenas de livros, ele finalmente descobre a causa do terrível barulho.


— Ahhh... Era só um livro que tinha caído! Agora é só eu colocar de volta na prateleira e–
Nesse exato momento outro livro cai de quina bem na testa dele que o faz cair sentado.


— Aihhhhhh! Mas que porra é essa de cai-cai de livros? Ma-


Ele percebe que caiu uma gota de sangue no chão e infelizmente, o ferimento em sua testa é a fonte da tal gota.


— Merda! Maldito livro! Ai, isso vai deixar marca. E que droga de livro é esse? "História Japonesa" ah só pode, depois de uma aula sacau do Foremen sobre... Isso... Eu... Que droga... Eu tô perdendo a consciência–


E assim, o corajoso moleque, caiu no chão nocauteado depois de uma épica batalha entre ele e um livro de quinhentas paginas.

Notas finais
Próximo capitulo em breve... Então att mais õ/