New Hogwarts The Prophecy- Interativa
2 Escolhidos 1 - Júlia e Nikky
Notas iniciais
Júlia Alissa Herondale
– Juh! A carta chegou! – Andy gritou do térreo para a irmã que se encontrava no andar de cima. Júlia Alissa Herondale era uma jovem bruxa cursando o sexto ano de Hogwarts. Filha mais nova de pais sangues-puros não muito conservadores dos antigos costumes, foi um pouco mimada e superprotegida pelo irmão 5 anos mais velho, Andy, e pelo pai que sempre quis ter uma filha mulher. Sua mãe uma mulher sangue-puro e antiga frequentadora da casa corvinal, sempre tentou levar a filha para o lado “azul” da força, já seu pai nunca deu muita bola para isso, um sonserino muito orgulhoso e narcisista para dizer no mínimo sempre quis que a filha fosse para Sonserina, mas nunca falou nada a respeito disso. Para orgulho do pai, a mesma é uma sonserina. Andy já estava formado por Hogwarts e este seria seu primeiro ano sem ele na sua cola sem a protegendo de tudo. Ela finalmente estaria livre! Ela gritou um “ Já estou indo Andy” E terminou de escovar os cabelos. Júlia era loira, um pouco vaidosa, de cabelos na maior parte do tempo lisos e muito bem escovados, sobrancelhas levemente arqueadas, cintura fina,e lindos olhos azuis de aparência fria e perceptivos. A garota deu uma última olhada no espelho, visualizando seu rosto alvo, e seu corpo esguio com leves e delicadas curvas, e deu uma última checada nas roupas. Vestia uma camiseta folgada preta e um short jeans escuro meio rasgado e um allstar vermelho, que parecia ser a única cor viva do look inteiro. Pousou a escova na penteadeira e desceu rapidamente as escadas, encontrando Andy no andar de baixo segurando uma fatia de pizza na mão direita e a carta de pergaminho amarelado com um selo vermelho de Hogwarts.
– Espero que não tenha encostado nem um fio de cabelo na minha lasanha… – Ela falou sarcástica. Andy sorriu.
– Você não muda mesmo não é? –
– Se eu mudasse, não seria a beleza que sou hoje. – Ela respondeu em um tom divertido parando de frente para o irmão. – A carta?
– Sabe, um por favor seria bom.. – Júlia arqueou levemente as sobrancelhas como se pedir por favor não fosse parte do seu vocabulário. – Vamos maninha, são só duas palavrinhas..
– Ah Andy, pare de besteira! – E com um movimento brusco com a mão puxou a carta para si. –
– Ah qual é! – Ele falou mal humorado.
– Júlia um, Andy zero! –
– Ah é sua baixinha tirada! – E em questão de segundos Andy já tinha suas mãos prontas para um terrível ataque de cócegas, que fatalmente atingiu Júlia, que soltava várias gargalhadas até conseguir se livrar do irmão.
– Fala sério Andy! – Ela falou se endireitando, tentando parecer o mais séria possível. – Não sou mais uma criança!
– Okay senhorita crescidinha do cérebro superior ao de qualquer um. –
– Ah cala a boca! Eu vou pro meu quarto. –logo chegou ao cômodo bateu a porta, e jogou-se com tudo na cama não se contendo de tanta ansiedade. Ninguém que a visse assim diria que era a menina aparentemente fria e arrogante e irônica. Isso só acontecia quando abria as cartas de Hogwarts. Parecia que o mundo ganhava cor, e que ela podia só curtir a vida como uma adolescente comum. Mas comum ela nunca foi. Sempre soube que era especial, que nunca seria como os outros. Não sabia explicar o por quê, apenas sabia e ponto. O único testemunho desta emoção toda seriam apenas os diversos livros que se encontravam em sua mesa de cabeceira. As paredes, todas cinzentas traziam conforto a mesma. Quem visse aquelas paredes diria que eram frias, sem qualquer emoção, assim como a dona delas. a cama acolchoada possuía um edredom de algodão igualmente cinza, porém num tom mais claro, estampado com diversos segmentos de retas brancas perpendiculares e concorrentes. Os travesseiros e outras almofadas variam em um tom de cinza e roxo, e o elfo doméstico da família, Drika, ficaria furiosa por ver a baderna que ela havia feito na mesma, e provavelmente arrumaria tudo praguejando baixinho. Haviam duas mesinhas de cabeceira brancas, uma de cada lado da cama, que guardavam seus livros favoritos, porta-retratos entre outros. E ao lado da mesa a direita se encontrava um imponente espelho com moldura preta que refletia tudo ao redor.
mordiscou levemente o lábio inferior e seus dedos finos logo percorreram o papel amarelado da carta analisando-a. Em seguida abriu-a e leu.
“Prezada Srta. Herondale
Queria registrar que o novo ano letivo começará em 1º de Setembro. O expresso de Hogwarts partirá da estação de King’s Cross, plataforma nove e meia as onze horas.
Estamos anexando, nesta oportunidade, a listade livro para o próximo ano.
Atenciosamente,
Profª. M. McGonagall
Vice-diretora.”
“Hogwarts, aí vou eu”
***
“ E se Hogwarts for muito diferente da Beauxbatons? E se eu não conseguir fazer amigas lá? "
Nikkolly Sophye Campbell, mais conhecida como Nikky, era uma garota belíssima de longos cabelos loiros com leves mechas escuras, Olhos que ninguém conseguia definir se eram verdes ou azuis, pele alva e boca rosada. Ela era simplesmente diferente. Não por ser uma bruxa, mas diferente em questão de personalidade. Parecia meio bipolar as vezes. Por horas era divertida, alegre, engraçada, brincalhona, louca, marota.. E ao mesmo tempo, fria, arrogante, orgulhosa, calculista. Não havia uma palavra para descrevê-la, e sim várias. A garota, era única herdeira do homem mais influente e rico da França.
Deitada em sua cama recém montada no quarto de hospedes que agora seria o dela, ela folheou sem interesse uma revista que falava sobre as últimas tendências da moda, tentando pensar em algo mais útil. O quarto de hospedes, apesar de pequeno, era até aconchegante. Claro não era como o seu em Paris, todo luxuoso, cheio de posters, mais também não era de se jogar fora. As paredes eram enfeitadas com um papel de parede no tema “ Paris”, a cama era bem macia e cheia de almofadas, com uma estante de livros próxima a cama.
Pensou em como quando estava em Paris ela ia para baladas, festas e então pensou que poderia sair pra ir em uma. Só que ela não sabia onde ficava nada naquela cidade estranha. Pensou em pedir a Cristian para levá-la para ir a uma lanchonete, mas ele estava ocupado demais conversando com Josh, um colega dele da Dumstrang.( Que até que era gatinho) Então resolveu mandar uma mensagem para sua amiga, Renata. Apanhou uma folha de caderno, uma pena, e escreveu “ Oi Rê! Como vai? Novidades?” E pediu para Golly a coruja da família Brendon, que possuía penas estranhamente azuladas entregar. A coruja saiu pela janela e após cinco minutos retornou com uma outra mensagem.
“ Me deixe em paz Nikkolly, vá conversar com o pessoal de Hogwarts!”
Chocada, Nikky soltou um guincho de exclamação. Renata nunca havia a chamado de “Nikkolly”muito menos havia sido grossa daquele jeito. Se tinha uma coisa que Nikky detestada era ser desprezada, pediu para Golly enviar outra coisa para Renata, desta vez um pacote , que quando a garota abrisse soltaria um terrível odor de gambá na mesma. Provavelmente o cheiro não sairia tão cedo.. Nikky riu com o pensamento. As menina da Beaxbatons deveriam estar chateadas com ela, por ter se mudado e não avisar nada…
Nikky querida, poderia me ajudar aqui? – A voz da Sra. Brendon despertou a loira de seus devaneios. A loira assentiu e foi ajudar a madrinha com uma caixa em que aparentemente estavam empacotados seus livros. Já era a quinta caixa só hoje. Nikkoly havia sido mudado a pouco tempo para Londres, para viver com os padrinhos. No início seus pais negaram, mas um pouco relutantes enfim aceitaram que a menina fosse morar com Sarah, Vitor, e o filho deles Cristian (que atualmente estuda na Dumstrang) A princípio tudo estava bem, até Nikky começar a se sentir insegura, ela não queria admitir que estava, afinal , a ideia havia sido dela, não foi?
– Obrigada querida! Ah! Esta é a última! – Sarah falou colocando a caixa no chão. – Bom, você deve se arrumar, afinal, logo logo vamos comprar os materiais no beco diago..
– Hey Nikky, a carta chegou! – Disse Cristian entregando para Nikky um envelope de papel amarelado com um selo vermelho na frente. Aparentemente ele já havia recebido a dele também, porque estava com um outro envelope, só que vermelho como sangue.
– Obrigada Cristian! – E então com cautela, e um pouco de medo, abriu a carta. Nela havia um texto escrito em uma caligrafia impecável, com o nome da autora embaixo “ M. McGonagall” No bilhete da garota ainda havia lago a mais, falando sobre uma seleção que precisaria ser feita, mas que seleção? Na Beauxbatons ela não precisou de seleção nenhuma! Será que teria que fazer uma espécie de prova ou teste? E agora?
“ O que me resta, é esperar.. Hogwarts, estou pronta para desvendar seus mistérios”
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