New Girl

31 I loved you for a thousand years


Notas iniciais
Oi pessoas! Me desculpem a demora, o Nyah tá me trollando desde sexta D: Não sei porque as páginas não estavam carregando aqui :/ enfim, aqui está mais um capítulo. Provavelmente o mais esperado de toda a fic, acho que sabem porque! haha Confesso que é a primeira vez que escrevo esse tipo de cena. Mesmo já tendo lido muitas em outras fics, escrever é completamente diferente! Tentei detalhar bastante mas sem deixar muito vulgar .. enfim, vocês verão! Espero que gostem! Aqui estão as musicas do capítulo.
I Dreamed A Dream (Glee) - http://www.youtube.com/watch?v=uj_RRMCpZLg
ps: Ignorem as partes da Idina ;)
A Thousand Years (Cover Taylor Buono) - http://www.youtube.com/watch?v=5PQsXOafY88
ps²: Escrevi a tão importante cena ouvindo essa mesma música, porém em versão diferente, que por acaso eu sou apaixonada por esse cover *-* Caso queriam ouvir também, aqui está.
A Thousand Years (Cover Paradise Fears e Megan & Liz) - http://www.youtube.com/watch?v=FjLPy_ARC-E

Rachel continuou se esforçando para estudar, mesmo quando sua mente insistia em não se concentrar em nada que lia sobre História em seu caderno. Decidiu então tomar um copo de suco e relaxar no sofá por pelo menos meia hora, para tentar colocar os pensamentos no lugar, pra finalmente conseguir estudar. Saiu de seu quarto e desceu até a cozinha, mas mudou seu trajeto quando ouviu a campainha.

— Kurt? — Rachel viu o rapaz parado à porta

— Posso saber por que foi embora da minha própria casa sem nem ao menos falar comigo?!

— Me desculpe, Kurt. Juro que não fiz por mal. É que a conversa com Finn não foi tão boa assim. Descobri coisas que só me provaram o quão idiota eu sou. Achei melhor vir embora logo.

— Tudo bem, Rach. Eu só estou brincando. E eu não vim aqui apenas pra falar isso. Vim para começarmos nosso ensaio.

— Ensaio de quê? Não temos apresentação no Glee, e nem nada pra ensaiar, já que o dueto ficou com Sam e Quinn.

— Ah, mas nós temos que ensaiar sim. Para a sua audição. Já é quarta feira, se esqueceu?!

— Não Kurt… Não esqueci. Mas preferia esquecer.

— Ah, não começa, Rachel — Kurt entrou, passando ao lado dela — Eu trouxe algumas sugestões de músicas que eu particularmente acho que adoraria.

— Vá com calma, Kurt. Afinal, não estou nem um pouco empolgada.

— Mas deveria! Enquanto você estava conversando com Finn, entrei na internet, pra tentar descobrir quem viria fazer nossa audição. Achei um fórum com várias pessoas que já receberam suas cartas de finalistas, parece que quem virá para Ohio, será ninguém mais, ninguém menos que Carmen Tibideaux.

— Quem?! — Rachel perguntou

— Nossa Rachel, se você realmente quer seguir no ramo de musicais, está na hora de se interar mais das coisas, minha filha. Mas isso, não é problema, pode contar com o titio Kurt aqui. Sei tudo, sobre tudo, e posso te passar meus ensinamentos. Agora, vamos subir. Vou te mostrar a seleção de músicas que fiz pra você.

E assim a tarde se seguiu. Kurt mostrou mais de trinta músicas para Rachel, deixando morena mais duvidosa do que antes.

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E finalmente a quarta-feira havia chegado. O dia anterior tinha sido morto para Quinn, e Rachel já não agüentava mais Kurt falando sobre qual música ela deveria cantar. Mas finalmente o dia da audição havia chegado, e Rachel acabou sendo convencida por Kurt a canta “I Feel Pretty” de West Side Story. Ele a fez assistir o filme, já que ele o tinha, e ela até havia gostado muito, mas do que imaginaria que gostaria, mas não se sentia completamente certa sobre cantar aquela música.

A audição seria depois do horário de aula, ou seja, depois da prova. Ainda era horário de almoço quando Santana sentiu necessidade de tocar nesse assunto com Quinn.

— Então, você vai ou não na audição da Berry?

— Melhor não.

— Por quê? Acho que você deveria.

— Porque eu sei que ela já está meio insegura em relação a essa audição. Não quero que minha presença atrapalhe sua apresentação.

— E desde quando sua presença atrapalha alguma coisa na vida daquela garota, Fabray? Sinceramente, eu acho que você deveria. Sei que ainda estão mal, mas ela está lá graças a você, lembra-se disso?

Quinn apenas ficou pensativa enquanto degustava a salada oferecida no almoço. Não demorou muito e o sinal indicando o início das provas tocou. E graças às duas dedicadas horas de estudos, Quinn acabou bem rápido, mas não tanto quanto Rachel e Kurt, que pareciam ter pressa para se prepararem para suas audições.

Mas apenas quando todos os alunos já haviam sidos liberados que o auditório pôde ser ocupado para a audição. Blaine e Finn já estavam sentados no auditório. E por mais surpreendente que fosse, Sam e Santana também estava lá. Os dois haviam se aproximado de Rachel provavelmente apenas por causa do relacionamento dela com Quinn, mas haviam aprendido a conviver e realmente gostar da morena.

Carmen também já estava lá, sentada a pequena mesa adaptada entre as poltronas, a exatas cinco fileiras à frente dos demais que ali se encontravam. Kurt ouviu seu nome ser chamado e então se apresentou, cantando “Not The Boy Next Door” maravilhosamente bem, recebendo elogio de Carmen, o que o deixou pasmado, já que conhecia bem a fama de Carmen por não ser nada gentil com os finalistas.

— Rachel Berry — Carmen chamou

Rachel, que estava nos bastidores do grande palco, sentiu seu coração pular ao ouvir seu nome. Por mais que negasse, Rachel sabia que queria se sair bem naquela apresentação mais do que tudo, mas não se sentia segura. Nem por si mesmo, nem por sua música. A morena era do tipo que gostava de cantar sobre o que realmente sentia, e no momento, não se sentia cantando “I Feel Pretty”, mas sabia muito bem o que queria cantar. De todas as músicas que Kurt havia lhe mostrado, ela só havia reconhecido uma. Uma que ela sabia toda a letra, e que se encaixava perfeitamente com o que ela sentia no momento.

Respirando profundamente, Rachel andou até atingir o centro do palco, parando ali. Olhou para a platéia, vendo aquelas várias poltronas vazias. Mas logo encontrou Carmen, em seguida, Blaine, Finn, Sam e Santana logo atrás.

Ficou feliz e surpresa de ver a Sam e a latina ali, mas o loiro logo sorriu pra ela, tentando reconfortá-la, já que sentiu que o nervoso começava a atormentá-la. Rachel continuava parada ali, com as mãos à frente do corpo. Finalmente ouviu o som do piano de Brad soar, e aquilo era sua deixa. Fechou os olhos, e não só cantou, mas deixou suas emoções falarem.


I dreamed a dream in time gone by

When hopes were high and life worth living,

I dreamed that love would never die

I dreamed that God would be forgiving.

Kurt, que via a apresentação pelo lado do palco, não conteve sua surpresa quando viu que Rachel não cantava a música combinada.

Then I was young and unafraid,

And dreams were made and used and wasted.

There was no ransom to be payed,

No song unsung, no wine untasted.

But the tigers come at night,

With their voices soft as thunder,

As they tear your hope apart

As they turn your dreams to shame

Enquanto suas mãos se moviam em movimentos leves, guiados pela melodia, Rachel abriu os olhos, e as lágrimas que chegavam aos seus olhos se intensificaram ao ver Quinn entrando no auditório.

And still I dreamed she'll come to me

That we will live the years together,

But there are dreams that cannot be

And there are storms we cannot weather.

Quinn tinha um sorriso no rosto. Aquele mesmo sorriso que se formava sempre que ouvia Rachel cantar, desde que a tinha ouvido desde a primeira vez. A loira estava parada um pouco depois da porta do auditório, não deixando que os outros ali percebessem sua presença, mas a própria Rachel não conseguia tirar seus olhos dela.

I had a dream my life would be

So different from this hell I'm living

So different now from what it seemed

Now life has killed the dream

I dreamed.


O que antes era apena o som da voz de Rachel se tornou em seguidos e altos aplausos, vindo de todos ali, apenas Carmen continuava com a mesma postura séria. Até Kurt, que estava antes espantado pela troca de música inesperada, estava emocionado com a apresentação da amiga.

— Me desculpe — Rachel pediu, direcionada a Carmem, enquanto secava as lágrimas que haviam ousado escorrer por sua face

— Não aceito suas desculpas — Carmen tirou os olhos do pequeno caderno onde anotava e fitou Rachel, que estava um pouco assustada — Porque você não deve pedir desculpas, nem se arrepender do que acabou de fazer Senhorita Berry.

Rachel não conteve o leve sorriso de orgulho próprio.

— Com certeza, Les Mis foi uma das contribuições mais magníficas que a Broadway já teve. E sinceramente, — Rachel mordia o lábio em ansiedade enquanto Carmen falava — Da mesma maneira que Les Mis foi, eu acredito que você, Rachel Berry, desde que realmente queria e lute por isso, será um grande contribuição para a Broadway um dia.

A morena não acreditava nas palavras ouvidas. Tinha os lábios entreabertos enquanto os demais ali comemoravam pelo comentário recebido e Quinn sorria orgulhosamente.

— Obrigada Sra. Tibideaux, muito obrigada

Rachel saiu dali rapidamente, indo de encontro ao abraço de Kurt.

— Você foi incrível! — Ele disse, enquanto ela tinha os olhos fechados de emoção

De repente, os que estavam na platéia antes, aparecerem por trás dos dois.

— Será que posso pedir um abraço também? — Sam disse, sorrindo para a morena que saiu dos braços de Kurt e o abraçou — Você foi ótima, com certeza vai ser aceita!

— Obrigado novamente pela a conversa aquele dia, realmente me abriu os olhos pra algumas coisas

Sam sorriu com as palavras de Rachel, mas logo Santana colocou-se entre os dois.

— Ei, chega ta… Esse trouty mouth me pertence, está bem?! Mas parabéns, Berry. Você foi muito bem.

Rachel abriu os braços, e a latina fez cara de nojo, mas logo sorriu e a abraçou. Em seguida, recebeu abraços de Finn e de Blaine também.

— Vamos, eu te levo em casa — Kurt convidou — Você precisa ligar pro seus pais imediatamente!

— Claro, obrigada. Mas antes… eu esqueci uma coisa no meu armário, e preciso voltar pra pegar. Podem ir indo par ao carro, eu já vou.

Sam e Santana se despediram dela e foram embora direto, mas Kurt, Finn e Blaine ficaram no estacionamento, esperando por Rachel. A morena aproveitou a saída deles e voltou ao palco. O auditório já estava vazio, Carmen já havia ido embora e a banda começava a se retirar com seus instrumentos. Rachel olhava para a porta, na esperança de encontrar Quinn, mas era em vão. Desceu então do palco, e saiu pela porta na qual Quinn tinha entrado. Parou no corredor, mas nada da loira. Desistiu de ir atrás dela, afinal o que falaria? Não se falavam há tempos, e ela realmente não saberia o que falar caso entrasse a loira.

Aquilo sobre ir ao armário tinha sido apenas uma desculpa bem esfarrapada para ir atrás de Quinn, mas Rachel acabou decidindo ir até lá, para ter certeza de que seu livro de Geografia, que era a próxima prova, não estava ali, e sim em casa. Andou até o corredor de seu armário e parou a frente do mesmo, o abrindo e verificando que seu livro não estava ali.

— E você ainda tem coragem de não acreditar no próprio talento…

Rachel reconheceu a voz atrás dela, e se virou rapidamente, encontrando Quinn recostada sobre os armários do lado oposto ao de Rachel.

— Sua audição foi incrível — Quinn continuou, percebendo que Rachel ficou um pouco sem palavras ao vê-la

— Obrigada — A morena sorriu sem graça, fechando o armário e virando-se completamente para Quinn — E obrigada por ter vindo.

— Parece que você realmente conquistou a tal da Carmen.

— Realmente espero que ela me aceite.

— Espera? — Quinn estranhou

— Sim. Como sempre, você tinha razão. É isso que eu quero pra mim. Quando eu subi naquele palco, enquanto eu cantava, era como se música falasse por mim. Eu me senti tão… tão…

— Feliz?

— Não. Feliz não. Maravilhada. Feliz não. Porque feliz é um sentimento muito completo. E eu não me sinto nada completa no momento — Rachel deu pequenos passos em direção à loira — Não sem você.

— Rachel… — Quinn automaticamente se esquivou

— Olha, eu sei que você ainda está muito decepcionada comigo, e eu entendo perfeitamente. Mas eu já fiquei sem você uma vez, e não quero isso pra mim de novo, está bem? Eu vou respeitar o seu sentimento no momento, mas eu te amo, e não vou desistir de você.

— Eu…

— Não precisa dizer nada. Como eu disse, vou respeitar você. Mas não vou desistir. Enquanto eu ainda usar isso… — Rachel mostrou o colar dado por Quinn que estava escondido por baixo de seu vestido — Significa que eu ainda vou lutar por você.

Sem dar chance de resposta, Rachel saiu andando pelo corredor, deixando Quinn parada ali, bastante confusa sobre o que realmente queria.

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O resto do dia havia passado rápido. Quinn já havia estudado para prova do dia seguinte e resolveu então passar o resto da noite descansando. Falou apenas com Sam no telefone, que deu algumas idéias para o dueto nas Nacionais, mas eram algumas idéias que ainda precisavam ser amadurecidas.

No dia seguinte, faltavam poucos minutos para o toque do sinal quando a loira entrou no colégio, e logo recebeu o bom dia de Santana, que apareceu ao seu lado, abraçando-a pela cintura.

— Nosso primeiro tempo mudou. Sr. Schue conseguiu que nós fossemos liberados da aula de Ed. Física. Provavelmente para que possamos ter mais um ensaio.

— Eu ainda nem preparei minha música com Sam.

— Mas deveria. Hoje já é quinta…

— Eu sei, eu sei — Continuaram a caminhar até a sala do coral

— Fabray, você deveria ter visto sua garota ontem! — Sam apareceu ao lado das duas

— Bom dia pra você também, Sr. Lustrador de bebês

— Hã? — Sam fez uma careta

— Esquece Sam, esquece — Quinn logo disse

— Enfim… Sabe que temos que escolher nossa música hoje mesmo e começarmos a ensaiar ainda hoje!

— Eu sei — Quinn respondeu enquanto os três entravam na sala do coral, já encontrando alguns ali

— Sentem-se pessoal, tenho um comunicado… — Will pediu, enquanto Rachel, Kurt e Blaine, que eram os que faltavam, entraram e se sentaram — Consegui mudar alguns dos horários de você, já que as provas são apenas no final do horário, durante o resto do dia, ensaiaremos direto. Quinn e Sam, preciso do dueto de vocês hoje mesmo! E o resto do grupo, precisamos começar a ensaiar o grande número… Mas antes, Rachel quer dar uma palavra com vocês.

A loira logo estranhou a situação, e milhares de coisas passaram a sua mente, imaginando o que ela desejava falar. Rachel se levantou e ficou ao centro da sala.

— Eu prometo que serei o mais breve possível. Mas, as aulas já estão praticamente no fim, e eu sinto que antes de sermos obrigados a nos despedir, eu preciso dizer algumas coisas.

Todos se entreolharam, e Quinn logo recebeu olhares desconfiados de Santana, que provavelmente acreditava que ela sabia de algo, mas ela não fazia idéia tanto quanto a latina.

— Quando descobri que me mudaria de colégio, confesso que odiei a idéia. Deixar o West High para trás era uma das coisas que eu não queria e não estava disposta a fazer, mas fui obrigada. Vim para o Mckinley, não esperando encontrar muito. Esperando ser aquela mesma pessoa quieta e que praticamente todos rejeitavam de antes. Mas agora eu entendo que realmente fazia parte do meu destino vir para cá. Esse colégio me deu coisas que eu nunca imaginei ser merecedora de ter. Agora eu estou aqui, numa sala repleta de pessoas que eu me orgulho de chamar de amigos, participando de um grupo campeão que estará em breve nas Nacionais, apliquei-me para uma faculdade de artes… Coisas que nunca pensei que fossem acontecer. Sei que sou uma das mais novas no grupo, mas importância que vocês têm para mim é inimaginável. Eu amo vocês — Rachel não hesitou em lançar à Quinn seu olhar mais doce e sincero — E vou amar até por mais de mil anos.

De repente, Puck se levantou e pegou seu violão, enquanto Rachel puxava dois pequenos bancos para o centro da sala. Ela se sentou em um deles, e Puck em outro. Ele começou a tocar a loira logo reconhecei a tão harmoniosa melodia, e não acreditou que ela estava prestar a cantar aquela música.

Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer


A morena, que antes fitava o chão, passou a olhar todos à sua frente. Um de cada vez. Enquanto Puck a acompanhava num tom mais baixo.


I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more

Todos que a assistiam sentiam a sinceridade na voz de Rachel. Alguns que conheciam a música arriscavam-se a cantar baixinho como Kurt, Blaine e Mercedes. Outros apenas balançavam lentamente ao som da música, como Mike, Tina e Sam.

Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this
One step closer

Rachel sentiu algumas lágrimas chegarem aos olhos, e não temeu em fitar somente Quinn. Todos ali já haviam percebido que intenção da música não era somente dizer adeus ao Glee Club, ou dizer a eles o quanto estar ali era importante para ela. Mais do que isso, era a chance de mostrar a todos o que seu coração sentia.

I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more

And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I love you for a thousand more


Ouvir a voz de Rachel soando tão ternamente em seus ouvidos lhe trazia à tona todos aqueles pensamentos bons, que a lembravam o porquê de amar tanto a morena. Mas ao mesmo, lembrava-se do terrível acontecido. Foi então que percebeu que por mais que a mágoa ainda estivesse ali, o que sentia por Rachel era e sempre seria mais forte do que qualquer desentendimento.

One step closer
One step closer

I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more

And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more

O final da música foi acompanhado por uma salva de palmas de pé vinda de todos ali, menos Quinn, que continuou sentada, já que estava um pouco sem reação porque ainda recebia o olhar doce da morena. Sentia-se completamente dividida. Sabia o quanto amava Rachel e sabia que esse sentimento jamais passaria, mas o quão forte ela teria que ser pra esquecer tudo que havia acontecido?

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— É impressão minha ou alguém perdeu toda aquela pose de durona? — Santana apareceu ao lado de Quinn

A loira estava sentada sozinha no pátio, esperando que o sinal batesse para o início das aulas.

— Durona? — Quinn perguntou enquanto a latina se sentava à sua frente

— É… Eu até cheguei a acreditar que você estava começando à pelo menos querer superar a Berry… Mas depois do que eu vi na sala do coral hoje, voltei a duvidar disso.

Quinn permaneceu em silêncio, mexendo no celular, praticamente ignorando o comentário da amiga.

— Quando você vai aprender que me ignorar não vai te fazer fugir de assunto nenhum? — A latina tirou o aparelho das mãos de Quinn, e o deixou ao seu lado no banco

— Me devolve Santana!

— Não! Não antes de você me explicar porque diabos ainda não voltou com a anã. Nem adianta me dizer que você não quer porque eu sei que você está mais balançada do que nunca. Na verdade, todo mundo que viu o jeito que você ficou enquanto ela estava lá, cantando pra você, percebeu.

— Ela não estava cantando para mim…

— Pra mim é que não foi.

— Santana, chega. Está bem?! O que aconteceu entre eu a Rachel acabou, já foi. Sem chance de volta.

— Diz isso porque é teimosa, e birrenta demais! Todo mundo sabe que você ainda gosta dela, e ela de você, fato.

— Então ta, eu volto com ela e depois a gente termina de novo?! Ela vai pra Nyada. E eu pra Yale. São 83 milhas de distância entre New York e New Haven.

— E daí?! Isso é mais ou menos uma hora e quarenta minutos de viagem. Mais rápido ainda se for de trem.

— A questão não é só essa, Santana. Em meio a projetos de faculdade, vida acadêmica, e ainda ter que visitar família em Ohio, você acha que realmente teremos como manter um relacionamento assim?

— Tá… É um pouco complicado. Mas porque não se acerta com ela pelo menos por agora, e depois vocês vêem o que podem fazer.

— Ah, então você sugere que eu volte com ela, que tudo fique bem novamente por o que? Três, quatro dias?! Então a gente termina de novo, ela vai pra Nyada e eu pra Yale. Então eu sofro tudo de novo com a separação? — O sinal tocou, impedindo a latina de retrucar qualquer coisa — Me desculpa Sant, mas não dá. É melhor que as coisas fiquem do jeito que estão, para nós duas.

A loira pegou seu celular novamente e então seguiu seu caminho até a sala. Santana ainda ficou ali por mais alguns segundos, digerindo tudo dito pela loira, mas logo se levantou e a seguiu.

As horas de provas passaram rápido, em pouco mais de uma hora, quase todos os alunos já haviam saído. Rachel estava em seu armário, guardando um de seus livros, quando Santana apareceu ao seu lado.

— Hobbit! — A latina disse repentinamente, assustando Rachel

— Ai Santana! Avisar que está chegando pra que, não é?!

— Avisar pra que? Eu hein… Além disso, o assunto é de seu interesse. Eu falei com ela.

— Eai?! — Rachel fechou o armário, dando total atenção a latina

— Eai que… Ela continua pensando do mesmo jeito

O sorriso de esperança sumiu do rosto de Rachel.

— Eu tentei, tentei mesmo — Santana disse — Olha, ela ainda te ama. Isso eu te digo com certeza. Mas eu entendo o lado dela.

— Mas eu já provei que não quer nada com a Megan! Nunca quis! Até brigar com ela eu já briguei! Faltaram uns tapas, é claro, mas isso não foi culpa minha, foi culpa de todo mundo que ficou separando a briga!

— Não é nada disso, Berry. A Quinn não está nem aí pra essa Megan… O problema agora é, Nyada e Yale. Mais precisamente, New Haven e New York. Eu vi sua apresentação, e é óbvio que você vai pra Nyada, e Quinn está toda animada com Yale desde que sua carta chegou então…

— Espera! Quinn foi aceita?!

— Sim! Você não sabia?

— Não! Isso é maravilhoso — Rachel estava realmente feliz pela loira — Fico feliz que ela esteja realizando o sonho dela… Mas por outro lado…

— Olha, eu sei que não devo me meter no caminho de vocês, muito menos em como vocês devem agir ou não. Mas eu acho, que qualquer fração de segundo que vocês possam passar juntas antes que toda essa mudança aconteça, valeria à pena. Não valeria?

Rachel nada respondeu, apenas assentiu.

— Quinn comentou algo sobre Judy passar a noite na casa da Frannie hoje. Porque não aproveita a oportunidade?

A morena sorriu, e não duvidou em abraçar Santana. A latina hesitou um pouco, mas acabou por envolver Rachel também.

— Obrigada — Rachel disse, se soltando dela e logo fazendo seu caminho em direção à saída do colégio.

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A noite já havia caído fazia horas, então Rachel, que já estava ansiosa para isso, seguiu diretamente para a casa de Quinn. Em poucos minutos, Rachel já estava na porta da casa de Quinn. Então, ela tocou a campainha e em poucos segundos, Quinn abriu a porta.

— Eu sei! Isso é incrível não é … — Quinn falava ao celular, mas logo se calou ao ver quem estava à sua porta — Emily, posso te ligar daqui a pouco? Está bem então. Tchau.

Quinn desligou a ligação e se apoiou sobre a porta, fitando a morena.

— Eu não queria atrapalhar…

— Tudo bem, era só uma ligação — Quinn tentava ser fria

— Mas você parecia bem entretida para ser apenas uma ligação…

— Como eu já disse… Era apenas uma ligação.

— Claro, claro — A morena abaixou a cabeça, tentando não transparecer o quanto a indiferença de Quinn a afetava — Será que eu posso entrar?

Quinn demonstrou hesitação no olhar, mas acabou cedendo e assentindo, dando passagem a Rachel, que passou pela loira e parou no meio da sala.

— Estava lendo? — Rachel perguntou ao ver o livro aberto sobre a mesa de centro

— É, estava sim. Antes de Emily ligar, é claro.

— Ah, sim. E, essa tal de Emily, é sua amiga?

— Nos conhecemos apenas há três dias, na livraria da Jackie, na verdade. Mas ela é bastante agradável, e tem me ligado todos os dias desde então.

— Então você tem ido até a Jackie…

— Fui apenas aquele dia. Achei que um livro poderia me distrair um pouco de certos problemas, então fui até lá e acabei a conhecendo.

Rachel nada disse, apenas ficou fitando a loira, que ainda não havia entendido o porquê da visita da morena.

— Rachel, eu não quero ser rude, mas por que veio aqui?

— Eu queria te parabenizar. Fiquei sabendo que entrou em Yale.

— É — Quinn não conteve o sorriso — Eu fui aceita.

— Meus parabéns. Você realmente merece.

— Obrigada. Eu sei que você vai entrar em Nyada também. Isso é óbvio.

— Tomara. A única coisa ruim disso tudo é que Yale e Nyada são muito distantes.

— Santana… — Quinn bufou, já percebendo que Santana havia comentado algo sobre a conversa das duas com Rachel.

— Ela não teve culpa, está bem? Eu que perguntei. Por que eu não sei mais o que passa pela sua mente ou o que você sente. E infelizmente, tenho que descobrir isso pelos outros.

— Às vezes nem eu mesma sei o que passa pela minha cabeça.

— Nos outros momentos, eu realmente não sei. Mas agora eu sei.

Rachel se aproximou de Quinn e em um único e rápido movimento, juntou seus lábios com os dela. O primeiro impulso de Quinn foi tentar se afastar, mas a morena tinha uma das mãos em sua cintura, fazendo força para mantê-la ali. Então tentou não corresponder ao beijo, mas isso era praticamente impossível. Quando sentiu os lábios de Rachel se abrirem contra os seus na tentativa de aprofundar o beijo, a loira sentiu todas as forças que tinha para lutar contra aquilo irem embora em uma única respiração. Rachel percebeu que ela parou de lutar contra então juntou mais seu corpo ao dela e a beijou com mais vontade, fazendo com que as línguas finalmente se encontrassem e os lábios tivessem o encaixe exato.

A morena então começou a puxar a loira até o sofá, até que as duas estivessem sentadas sobre o mesmo. Rachel estava recostada sobre um dos braços laterais enquanto tinha Quinn inclinada sobre ela, fazendo de seus lábios, seu paraíso particular. As duas não se soltavam, mesmo que o ar se fizesse preciso. Então, alentaram o beijo, deixando suas respirações voltarem ao normal, mas sem desgrudarem as bocas. Ficaram apenas no toque de lábios, até que Rachel levou suas mãos até o rosto da loira e acariciou suas bochechas.

— Rachel… — Quinn murmurou entre os lábios da morena

— O que? — Rachel respondeu da mesma maneira

— Isso não é certo — Quinn finalmente se afastou um pouco dela

— Não é certo por quê? Nós nos amamos Quinn, você sabe disso.

— Mas nós nem namoramos mais e…

— E o que? Tem outra pessoa? É essa Emily, não é? — O tom de Rachel soou em desespero

— Não, não é nada disso. Eu só não acho que as coisas entre nós devam acontecer assim. Passamos por muita coisa ruim ultimamente, e isso aqui que aconteceu agora, deixa a impressão de que simplesmente esquecemos tudo que aconteceu. E eu não esqueci.

— Eu sei. Nem eu. Mas não acho que ficarmos separadas vai resolver o problema. Olha, eu entendo seu medo. Toda essa história de Nyada, New York e graduação estão me deixando maluca! Mas a verdade, é que eu sei que nada disso vai valer a pena no final, se eu não tiver o mais importante. Se eu não tiver você. Eu te amo, Quinn. E eu não colocaria nada entre a gente. Nem Megan, nem Nyada, nem nada, nem ninguém. Entendeu? Eu sei que o futuro é uma coisa muito incerta e talvez voltarmos com o nosso relacionamento agora seja a coisa mais dolorosa que faremos porque isso nos fará sofrer mais tarde. Mas por favor, não me deixa passar o resto dos nossos dias em Lima longe de você.

Quinn não respondeu nada, porque concordava com todas as palavras da morena. Sim, tinha medo de sofrer futuramente, mas valeria à pena se pudesse ter de volta Rachel, pelo menos que por alguns dias. A loira então se inclinou novamente sobre Rachel e a beijou intensamente.

— Isso é um sim? — Rachel quebrou o beijo, fitando a loira

— Um sim para que?

— Um sim para tentarmos isso. Pelo menos até que sejamos obrigadas a nos separarmos.

— Não sei. Mas é um sim pra isso. Sim. Eu te amo.

Rachel sorriu de maneira encantadora antes de novamente unir seus lábios ao de Quinn. As duas colaram os corpos ao máximo que podiam, e Quinn já estava praticamente com todo o peso sobre o tronco de Rachel. A morena, por sua vez, pôs as pernas sobre as de Quinn, procurando por mais conforto, e a loira apoiou suas mãos sobre as mesmas, fazendo leves carinhos sobre a pele macia de Rachel. Uma das mãos subiu até a cintura e apertou suavemente o local, enquanto Rachel puxava Quinn pela nuca cada vez mais.

— Confia em mim? — Quinn perguntou, ainda mantendo seus lábios encostados sobre os de Rachel

— É claro.

— Então vem comigo.

A loira se levantou do sofá e ficou de pé, à frente de Rachel. Então estendeu sua mão para a morena, que não hesitou em segurá-la. Quinn então a puxou até as escadas e as duas subiram a mesma de maneira ligeira, rapidamente chegando o quarto da loira. Assim que entraram, Quinn fechou a porta sem soltar a mão de Rachel, mas a morena a soltou, ficando ao centro do quarto.

Rachel sentiu certa tensão atingir-lhe o corpo, assim que loira caminhou em sua direção. Mas ela não podia deixar isso transparecer, ou isso poderia fazer Quinn se sentir insegura. Então, levou sua mão até a da loira e a apertou. Inclinou-se um pouco sobre ela, até que tivessem suas testas coladas. Rachel roçou levemente seu nariz sobre o de Quinn, fazendo a loira sorrir de maneira sutil.

— Você tem certeza disto? — Rachel perguntou, já com os olhos fechados

— Não. Mas tenho certeza de que te amo, e isso é o suficiente.

Quinn alcançou os lábios de Rachel num beijo calmo e terno. As mãos da morena pousaram sobre sua cintura, exatamente sobre a barra da regata fina que usava. Com o auxílio dos polegares, Rachel ergueu a blusa e o beijo foi quebrado, apenas para que a mesma pudesse ser tirada e deixada em algum lugar. A loira desceu os beijos calmos pelo pescoço de Rachel, enquanto suas mãos pousaram em suas costas, sobre a fina fita branca que marcava seu vestido na cintura. Quando o leve laço foi desfeito, o vestido de Rachel facilmente deslizou sobre seu corpo até atingir o chão. Quinn levou as mãos até os ombros da morena e as desceu por seus braços, seus pulsos, suas mãos e por fim pararam em sua cintura, enquanto o olhar da loira perdia-se admirando o corpo perfeito a sua frente. Não só perfeito por ser o corpo da pessoa que ela amava, mas porque a morena era realmente abençoada quando o assunto era curvas. Não era nada exagerado, mas era tudo na medida perfeitamente certa, o que deixava Quinn maravilhada apenas ao olhar para aquela visão. Rachel, por sua vez, vez um caminho pelo abdômen de Quinn com suas unhas até descesse o suficiente para parar sobre o pequeno botão de seu short. Uma vez que o mesmo foi aberto, também foi ao chão. A morena então puxou Quinn até a cama, deitando-se sobre ela, com os joelhos apoiados sobre o colchão, ao lado de seus quadris.

QUINN’S POV


Quando eu pensava já ter todas as sensações mais incríveis em relação à Rachel, ela me fez mudar de idéia ao ter seu corpo sobre o meu daquela maneira. Os lábios que antes saciavam os meus, agora desciam por meu pescoço e logo depois pararam em meu colo. Ergui meu troco, apoiando-me sobre meus cotovelos então ela praticamente sentou-se em minhas pernas. Comecei dando leves beijos em seus ombros, e logo levei minhas mãos até suas costas, parando-as sobre o fecho de seu sutiã. O abri e então ela tirou a peça. Sem demora, comecei a distribuir beijos que deixavam marcas pela área de seu corpo agora descoberta. Levantei meu olhar e pude vê-la de olhos fechados, e com a cabeça inclinada para trás. Aquela era uma das melhores visões que eu já tinha presenciado, afinal ela estava daquele jeito por minha causa.

Perdi-me tanto no prazer que eu estava lhe proporcionando que quando dei por mim, ela já tirava meu sutiã sem demora. Assim que eu não mais vestia a peça, ela inclinou seu corpo sobre o meu, e me fez deitar, ficando sobre mim com as mãos apoiadas sobre a cama. Trocamos alguns rápidos olhares, e ela logo se aproximou de mim, iniciando mais um necessitado beijo. Levei minhas mãos até suas costas e então trocamos de posição. Desci meus beijos pelo seu queixo, parando um pouco em seu pescoço, mas logo descendo mais, até parar em sua barriga. Enquanto eu depositava meus mais calorosos beijos ali, ela tinha os olhos fechados e mordia o lábio inferior.

Subi os beijos novamente e parei assim que meus lábios se encontravam a milímetros dos dela. Ela então abriu os olhos e o incomum brilho que os mesmo possuam só podiam significar que ela queria aquilo de verdade. Segurei seu rosto com uma das mãos e a beijei intensamente. Enquanto ela alternava em realmente me beijar ou apenas morder meus lábios, desci a mão que antes se encontrava em seu rosto por seu colo, passando rapidamente pelo vale de seus seios, descendo por sua barriga e finalmente parando sobre sua peça restante. A tirei da maneira mais rápida que pude e então a toquei. Não consegui definir o que era mais excitante para mim, o fato de estar a tocando daquela maneira pela primeira vez, ou por simplesmente a ter gemendo baixo entre meus lábios.

Quanto mais ágeis meus movimentos fossem, mais diferenciadas eram as reação de Rachel. Arqueava seu corpo, mordia meu lábio cada vez mais forte e os gemidos continuavam.

— Quinn… — Sua voz era abafada — Por favor…

Não esperei até que o resto da frase fosse dito. Com um pouco de hesitação, fui delicada de início. Ao mesmo tempo em que eu via no rosto dela quanto prazer aquilo lhe proporcionava, eu sentia em meu corpo sensações nunca antes vividas. Apenas pelo meu toque, pude perceber que ela estava prestes a chegar ao tão esperado ápice. Intensifiquei nosso beijo e meus movimentos em seu sexo ao mesmo tempo, mas o beijo foi quebrado por ela, que ficou apenas com os lábios entreabertos pousados sobre os meus enquanto seus olhos estavam fortemente fechados. Senti seu corpo arquear por debaixo do meu e dessa vez um gemido agudo emitido por ela invadiu meus ouvidos. Rachel jogou seus braços sobre minhas costas, arranhando-me com suas unhas, enquanto tinha sua boca perto de minha orelha, o que me deixava em êxtase devido aos sons que ela fazia. Mais alguns rápidos movimentos por parte de meus dedos e logo a senti se contrair contra os mesmos. Senti o lóbulo de minha orelha ser mordido, talvez na intenção de não emitir nenhum tipo de som durante a chegada de seu orgasmo. Ouvi então sua carregada respiração, e ela deixou o corpo pesar sobre a cama por completo. Deitei-me de lado na cama, ficando de frente para ela. Seu peito subia e descia, enquanto o barulho de sua respiração era claramente ouvido. Vendo que ela ainda tinha os olhos fechados, passei um dos braços por cima de seu corpo, fazendo um leve carinho com uma das mãos sobre suas costelas enquanto apoiava minha cabeça com a outra mão.

Seus olhos lentamente se abriram e de repente, ela se jogou sobre mim, ficando com o corpo completamente por cima do meu. Atacou minha boca num beijo voraz que eu correspondi na mesma maneira. Uma de suas mãos passeava pelo meu abdômen, arranhando levemente o local. Seus beijos desceram por meu colo até chegarem aos meus seios. A boca ágil de Rachel explorando aquele lugar me fez sentir ondas de prazer pelo corpo inteiro. Novamente ela desceu seus beijos por minha barriga e logo pulou para minhas coxas. Suas mãos alcançaram o cós de minha última peça e a retiraram. Voltou a me beijar no mesmo lugar, e depois em minha virilha. Senti que podia ter um orgasmo só de ver e sentir a vontade com que ela depositava seus beijos e chupões ali. Sua boca finalmente chegou a meu sexo e eu não contive o gemido em contentamento. Sentia meu corpo tremer por dentro a cada movimento que ela fazia me explorando por completo. Levei minhas mãos até seus cabelos, prendendo-os entre meus dedos e foi quando ela intensificou os movimentos e com o auxílio dos dedos, levou-me ao limite de meu corpo, fazendo-me chegar ao nível máximo de qualquer prazer já experimentado por mim antes. Deixei o corpo imóvel sobre a cama, não porque eu queria, mas porque aquele era o estado em que eu me encontrava. Enquanto eu respirava forte, senti seus beijos subirem por meu corpo novamente até que seu rosto estivesse à frente do meu. Vi-me maravilhada pelo jeito que seus olhos brilhavam e me olhavam. Rachel desceu o rosto até que deixasse sua boca sobre a minha, beijando-me apaixonadamente.

Ficamos assim por alguns minutos, até que estivéssemos com as respirações completamente recuperadas e o coração batendo em estado normal. Rachel puxou-me até que eu me sentasse sobre a cama e a tivesse sentada sobre mim.

— Quero que façamos isso juntas — Ela disse, mantendo a testa sobre a minha

Eu nada respondi, apenas a beijei novamente enquanto ela juntava seu corpo ao meu ao máximo, até que nossos sexos se encontrassem. Senti as mesmas correntes de prazer correrem meu corpo novamente, mas desta vez dez vezes mais fortes já que eu a tinha explorando toda minha boca e ao mesmo tempo, movimentando suavemente sobre mim. Segurei sua cintura com minhas duas mãos, ajudando-a nos movimentos e ela levou as mãos até minha nuca e puxou meus cabelos, fazendo-me gemer baixo. Seus movimentos tornaram-se mais rápidos e eu sentia que não agüentaria por muito mais tempo, muito menos ela. Foi quando ela afastou sua boca da minha, e inclinou a cabeça para trás. Não me contive em beijar seu pescoço. Suas mãos apertaram mais minha nuca ela voltou seu rosto a mim, beijando-me novamente, fazendo com que chegássemos ao orgasmo juntas.

Nos mantivemos na mesma posição, porém respirávamos pesadamente enquanto ela depositava leves beijos sobre meus lábios. Seu corpo pesou sobre o meu então nos deitamos. Ela desceu um pouco o corpo até que deitasse sua cabeça sobre a minha barriga e eu fiquei apenas afagando seus cabelos enquanto ela acariciava minha cintura.

— Isso é engraçado — Eu disse

— O que? — Ela virou o corpo, ainda ficando sobre minha barriga, mas dessa vez me olhava, com o queixo apoiado sobre uma das mãos

— Tivemos tantas oportunidades de fazer isto antes, e só foi acontecer num momento tão difícil pra nós duas.

— Talvez sim. Mas creio que esse tenha sido o momento certo. Nada planejado, nada esperado. Apenas aconteceu. E foi incrível — Recebi seu sorriso satisfeito

— É. Mil vezes melhor do que imaginava…

— Então quer dizer que você imaginava isso?! Safada! — Ela subiu mais na cama, ficando ao meu lado e se abraçando a mim com um sorriso malicioso no rosto

— Até parece que você não Rachel! — Respondi em mesmo tom, capturando seus lábios para mais um beijo

— Viver realmente é bem melhor que imaginar, não é? — Ela perguntou, ainda com a boca próxima à minha

— Com certeza, meu amor. Com certeza.

Beijei-a mais uma vez até que nos deixamos vencer pelo cansaço e dormimos nos braços uma da outra. E o que aconteceria amanhã eu não sabia, mas apenas ter vivido aquela noite junto com ela, faria tudo que pudesse acontecer valer à pena.


Notas finais
Digam-me o que acharam *-*