New Girl

19 I Forgive You / I Love You


Notas iniciais
Voltei *-* Não vou falar muito para que vocês possam ler logo, capítulo muuuito especial esse! Espero que gostem :*

Quinn’s POV

Nunca pensei que um pedido de namoro fosse algo tão complicado. Quero que tudo dê certo hoje à noite, e pra isso minhas idéias não podem falhar. Um jantarzinho na minha casa, uma volta pelo parque à noite, e depois de uma boa olhada nas estrelas, e o pedido. Acho que ela vai gostar. Ou eu pelo menos espero que goste.

O sinal bateu me tirando de meus pensamentos. A aula de Biologia tinha acabado e eu não tinha prestado atenção em nada. Pelo esse era o último sinal. Saí no corredor e logo encontrei com Puck.

– Que mudança hein Fabray, quase não te reconheci quando você entrou na sala. Na verdade, nem sei se você reparou que eu ou qualquer outro do Glee Club também estávamos no ensaio hoje mais cedo, já que você não conseguiu tirar os olhos da Rachel.

– Me desculpe Puck … É que ..

– Hey, não precisa se explicar. Não depois de tudo que você falou pra ela lá. Estou orgulhoso. Essa é a Quinn que eu conheço e gosto. Sem medo. E a propósito, você está linda – Ele sorriu pra mim e eu retribui

– Obrigado Puck

– Então quer carona até em casa?

– Aceito sim, mas antes eu tenho que falar ..

– Com a Rachel, sei sei .. – Ele riu. É, eu estava me tornando previsível demais. – Pode ir, te espero no estacionamento

Ele piscou para mim e seguiu pelo corredor. Dei meia volta e fui até o corredor do armário de Rachel, e logo a vi em frente ao mesmo, guardando seu fichário.

– Oie – Eu disse, próxima ao seu ouvido

– Ai Quinn, que susto! – Ela tremeu um pouco antes de se virar para mim

– Me desculpa, não foi minha intenção.

– Eu sei – Ela sorriu pra mim e é claro que eu retribuí o sorriso – Como estão as coisas? Quero dizer, você não é mais uma líder, isso muda algumas coisas, não é?

– É claro que muda. Mas isso não importa muito agora.

– Ah não? – Rachel finalmente fechou o armário e se virou para mim

– Não. Temos coisas mais importantes pra falar agora, como por exemplo: às sete, na minha casa?

– Perfeito.

– Então eu já vou. Puck vai me dar uma carona. Quer também?

– Não, obrigada. Vou com Kurt e com Blaine.

– Nossa, já está me dispensando?!

– Não, claro que não! – Rachel passou seu braço pelo meu e seguimos juntas pelo corredor – Eu só aceitei a carona que eles me ofereceram antes.

Enquanto andávamos, percebi alguns olharem de canto de olho. De início imaginei que fosse porque estávamos de braços dados no corredor, mas isso não teria sentido, já que amigas também fazem isso. Os olhares eram direcionados única e exclusivamente para mim. É, teria que me acostumar a não ser mais um Cheerio. Mas acho que não vai ser difícil já que sem as Cheerios, eu posso ter Rachel ao meu lado o tempo todo.

Olhei para ela e vi que ela ainda falava algo. É, ela falou e falou e eu não tinha prestado atenção em nada. Mas não por mal, é claro.

– Rachel, tenho que ir. Puck está me esperando.

– Tudo bem. Até mais tarde.

Rachel inclinou-se sobre mim e por um momento pensei que ela fosse me beijar. Estávamos ali, no meio do estacionamento. Por mais que eu já tivesse certeza do queria, isso seria se expor demais. É claro que eu queria poder beijá-la na frente de todos sem medo algum, mas era melhor esperarmos pelo menos até amanhã. Até que ela fosse realmente minha namorada. Ta, é um pouco estranho dizer isso. Terei que me acostumar com isso também.

Antes que eu pudesse ter alguma reação, ela virou um pouco o rosto e seus lábios pararam em uma de minhas bochechas. Beijou o local demoradamente enquanto uma de suas mãos segurava minha outra bochecha. Uau. Até um beijo na bochecha vindo dela era perfeito.

Ela se afastou de mim com aquele sorriso lindo e depois seguiu de encontro com Kurt. Fiquei ali a fitando sair por alguns segundos, mas logo depois recobrei a consciência e fui de encontro a Puck. Ele tinha assistido toda a cena, e eu sabia que soltaria uma piadinha.

– Ai ai... o amor .. – Ele disse em tom brincalhão

– Anda Puck, entra logo ai e fica quieto! – Respondi no mesmo tom

Antes que eu pudesse entrar no carro, meu celular tocou. Olhei para o visor e era Frannie. Ainda bem, pois eu teria mesmo que falar com ela.

– Oi Q

– Oi Frann, tudo bem?

– Sim, sim. E você?

–Também.

– Q, pode me passar novamente o endereço daquela livraria onde te deixei uma vez? Preciso urgentemente de um livro pra faculdade, e já procurei em vários lugares e nunca acho.

– Claro. Anota ai.

Passei o endereço pra ela, enquanto eu entrava no carro.

– Obrigada Quinnie.

– Frannie, preciso de um favor seu.

– Claro, diga.

– Preciso que chame a mamãe para jantar hoje. Preciso que ela esteja fora de casa pelo menos até as onze. Consegue fazer isso pra mim?

– Quinn, eu não acredito que você está me pedindo isso pra levar algum garoto aí pra casa!

– Não Frannie, claro que não – Tive que me esforçar para não rir diante de um comentário daquele – Na verdade, não é pra mim. É pra um amigo. O Puck, se lembra?

Tive que mentir. Puck me olhou torto ao me ouvir citar seu nome.

– Claro que me lembro do Noah.

– Então. Ele está querendo pedir uma menina aí em namoro e tal, e pediu-me nossa casa pra fazer um jantar pra ela.

– Não sabia que Noah era do tipo romântico...

– Há algum tempo não era mesmo não. Mas o amor muda as pessoas, não muda? Então, faz isso pra mim?

– Faço sim. Assim que chegar em casa, eu ligo pra mamãe convidando-a para jantar aqui.

–Isso. E eu invento uma desculpa pra ficar em casa.

– Ué, você vai ficar ai durante o jantar deles?!

– É.. eu que vou fazer o jantar na verdade. Puck mudou mas ainda é um desastre na cozinha.

– Como se você fosse praticamente uma chef né Q ...

– Bom, melhor que ele eu sou. Então, tudo bem pra você?

– Claro, pode deixar. Tenho que desligar agora.

– Tudo bem Frann, muito obrigado. Muito mesmo.

– De nada mana. Beijos

– Pode começar a se explicar Fabray – Puck disse, enquanto tirava o carro do estacionamento

– Rachel vai a minha casa hoje à noite.

– Deixe-me adivinhar. Vai pedi-la em namoro hoje.

– Exatamente. Precisava de um jeito de tirar minha mãe de casa. Fica tranqüilo, não vai sobrar pra você.

– Você comprou alguma coisa pra ela?

– Tipo?

– Seila, alguma coisa pra simbolizar o namoro de vocês.

Olhei pra ele franzindo a testa.

– Não me olhe assim, está bem?! Eu também não entendo o porquê disso, mas vocês meninas gostam. Eu sei que você gostaria se ele te desse um, não gostaria?

– É claro, oras.

– Então eu sugiro que compre alguma coisa .. Confie em mim. Ela vai gostar. Compre algo que tenha a cara dela, o jeito dela.

– Então mude o trajeto.

– Hã?!

– Você me ouviu Puck! Me deixe na frente do shopping. Preciso comprar alguma coisa.

– Conta agora! – Kurt disse assim que entramos em minha casa – Esperei que o Blaine nos deixasse aqui pra perguntar, porque talvez você fosse querer dizer isso a ele, mas pra mim você vai contar.

– Contar o que Kurt?! – Subi as escadas e ele me seguiu

– Sobre aquela demonstração toda da Quinn na sala do coral hoje mais cedo.

– Ah .. Aquilo – Sorri sem que ele visse, enquanto entrava em meu quarto

– Anda, conta tudo! – Ele passou a minha frente e se sentou em minha cama

– Kurt, eu não sabia de nada. Ela simplesmente apareceu lá, daquele jeito. Linda como sempre, é claro. E disse todas as coisas. Me pegou de surpresa tanto quanto você.

– E você adorou né?!

– Se eu disser que não, você acredita?

– Claro que não.

O fitei por alguns segundos e depois sorri.

– É claro que eu adorei Kurt! – Me sentei ao seu lado na cama – Tudo que ele disse me deixou tão .. tão feliz.

– Eu imagino ..

– E o melhor ainda veio depois. Nos encontramos no auditório e vamos sair hoje.

– Um encontro?

– Mais ou menos.

– Ela disse que seria mais especial do que um encontro comum.

Kurt mudou de feição. Agora tinha os olhos arregalados.

– O que foi Kurt?!

– Ai meu deus.

– Kurt, o que foi?! – Perguntei mais uma vez

– Ela vai te pedir em namoro. Hoje.

Não contive a risada. Afinal da onde Kurt tinha tirado isso?! Namoro?!

– Claro que não Kurt?! Da onde você tirou isso?!

– Me diga exatamente o que ela disse sobre esse encontro.

– Ela disse que queria me levar a um lugar, e que seria especial. Então eu perguntei se seria tipo um encontro e ela disse poderia se dizer que sim, mas que seria mais especial que um encontro comum.

– Com certeza, ela vai te pedir em namoro.

– Kurt, não viaja!

– Acredite em mim! Eu sei o que falo.

Fiquei em silêncio por alguns segundos. Será que era mesmo verdade? Ela nunca tinha dito nada sobre um encontro especial antes. Pra ser sincera, ainda não tivemos um encontro de verdade, se não considerarmos aquela vez do cinema.

– E o que você vai dizer? – Ele perguntou, percebendo que eu tinha ficado séria

– Seila Kurt. Nunca namorei sério com ninguém.

– Mas você gosta dela, não é?

– Eu .. eu a amo Kurt.

– Oh God. É mais sério do que pensei.

– O que?

– O que vocês têm, oras. Se conhecem a o que? Um mês? E você já a ama!

– E isso é errado, por acaso?

– Não. Claro que não. Mas você já disse a ela isso? Que a ama?

– Não. Estava planejando fazer isso hoje. Mas depois dessa história de namoro, nem sei mais.

– Isso só torna a oportunidade mais perfeita ainda. E afinal, o que você vai responder?

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Quinn’s POV

Calma Quinn, calma. É só um encontro. Tá, é um pouco mais complexo que apenas um encontro, mas quem disse que meus nervos queriam se acalmar? E ainda tinha um, porém, será que ela vai gostar do presente?! E do jantar?! Deus, que nervosismo.

Acho que nunca tomei um banho tão demorado na minha vida. Fiquei quase meia hora dentro do chuveiro. Pensando em tudo. Faltava pouco tempo até que Rachel chegasse. Saí do banheiro enrolada em minha toalha e quando olhei para o relógio já eram seis e meia. Droga. Rachel era pontual, eu sabia que ela chegaria na hora certa. E nem arrumada eu estava ainda.

Abri o guarda-roupa e escolhi um de meus vestidos preferidos. Branco, um pouco rendado, marcado na cintura. Nada muito extravagante, nem muito casual. Fiz uma maquiagem bem leve e penteei meus cabelos. Pensando bem, eu realmente gostei desse novo visual. Acho que me sinto mais eu mesma agora. Dei uma última olhada no espelho, coloquei minhas sapatilhas mesmo. Eu era mais alta que Rachel. Algo com salto poderia me atrapalhar. Desci as escadas e dei a última checada na sala de jantar. Tudo pronto e devidamente arrumado, afinal eu tinha levado bastante tempo preparando aquilo tudo. Está bem, eu comprei a comida em um restaurante. Eu perderia muito tempo preparando alguma coisa. Além disso, Rachel já me disse que entende um pouco sobre culinária, eu não podia tentar cozinhar e acabar fazendo alguma coisa errado.

Peguei a pequena caixinha com o presente e coloquei no bolso da minha jaqueta. Era melhor que ele ficasse ali, dessa maneira eu não o esqueceria de maneira alguma. Agora era só esperar. Andei em direção ao sofá para que pudesse me sentar enquanto esperava, mas fui impedida pelo toque de meu celular ecoando pela sala. O peguei em cima da mesinha e olhei o visor, vendo o nome de Brittany.

– Oi Britt

– Quinn, preciso de você!

– O que foi?!

– Estou na casa da Santana, preciso de você aqui. Agora!

– Brittany, agora eu não posso! Estou esperando uma pessoa.

– Por favor, Quinn! Prometo que será coisa rápida. Mas venha pra cá o mais rápido possível, pro favor!

Alguma coisa tinha que acontecer pra estragar tudo, não é?! Agora era rezar para que realmente não seja algo demorado. Ainda bem que minha irmã tinha vindo buscar minha mãe, então o carro ficou em casa. Peguei as chaves do mesmo e saí de casa. Dirigi até a casa de Santana o mais rápido que pude. Mas o que de tão urgente poderia ter acontecido?!

Parei o carro exatamente em frente à sua garagem e saí do mesmo. Andei até a porta e antes que eu pudesse tocar a campainha, Brittany apareceu já me puxando para dentro.

– O que aconteceu afinal Britt?!

– Nada.

– Hã?!

– Esse foi o único jeito de te fazer conversar com Santana.

– Brittany! Eu estou esperando por uma pessoa sabia?!

– Prometo que não vou demorar – Ouvi a voz de Santana e então ela apareceu a minha frente – Me ouve, por favor.

– Você tem 5 minutos – cruzei os braços

Eu ainda gostava de Santana. Isso era óbvio. Por mais que ela tivesse seus momentos bitch, eu ainda gostada muito dela. Mas o que ela fez comigo foi muito ruim. Mas eu sempre soube que era só uma questão de tempo até nos acertamos, desde que isso não influenciasse no meu relacionamento com Rachel, é claro.

– Olha Quinn, eu sei que o que fiz foi errado. Muito errado. E não só aquilo da prova. Tudo. Ter contado pra Sue, ter implicado com a Rachel. Sei que às vezes me excedo demais, e acabo fazendo coisas que não devo. Mas eu te juro que minha intenção jamais foi chatear você. Somos a Trindade Profana, lembra? Melhores amigas pra sempre. Me perdoa, por favor.

– Santana...

– Olha, não diz nada, está bem? Eu fiz uma coisa pra você. Pra me redimir pelo o que fiz pra você e para Rachel. Venha comigo.

Santana saiu andando pela casa, em direção à porta de vidro que dava em seu grande quintal e na piscina. Antes que eu pudesse ter visão do local, senti as mãos de Brittany sobre meus olhos.

– Gente, o que é isso?! – Perguntei confusa

– Confie em mim Q – Reconheci a voz de Santana me respondendo

Dei alguns passos sem ter noção de onde eu estava.

– Pronto Quinn. Entenda isso como um pedido de perdão. Ah, e também como um jeito de mostrar que eu estou totalmente de acordo com você e com a Rachel. Depois do que você disse no Glee hoje, eu realmente percebi que você gosta dela de verdade. E eu não tenho direito algum de interferir nisso. E como sua amiga, tenho que tentar impedir qualquer um que tente fazer o mesmo.

Brittany tirou as mãos de meus olhos e eu os abri lentamente.

– Uau.

Foi a única reação que consegui esboçar. Eu mal reconhecia o quintal de Santana. Estava lindo. Todo iluminado, até a piscina brilhava.

– Mas... Porque isso?! – Perguntei ainda analisando o lugar

– Já que você vai pedi-la em namoro, achei que o lugar deveria ser especial.

Virei um pouco o olhar e vi perto da piscina, uma mesa arrumada para duas pessoas, e de costas para mim, perto da mesa. Estava ela. Acho que eu estava ficando maluca. Senti-me como numa daquelas cenas de filme, onde tudo fica em câmera lenta. Ela se virou, seu cabelo balançou e depois caiu sobre os ombros. Estava linda num vestido rosa bem claro, com um cinto fino na cintura.

– Eu... Eu – Fiz menção de falar, mas estava surpresa demais

– Foi Puck quem me contou, mas não fique chateada com ele. Eu quero mesmo que vocês dêem certo. – Santana dizia – De verdade. Então, criei a oportunidade perfeita pra que você faça sentido. O jantar todo é por minha conta, espero que goste. Agora vai lá, não vai deixar sua garota te esperando, né?

Só consegui dar um sorriso pra ela e então comecei a dar passos lentos. Levantei meu olhar até que ele se encontrasse com o de Rachel. E ela me olhava de um jeito tão intenso e feliz. Seus olhos brilhavam. E para mim, brilhavam mais do que qualquer coisa naquele local.

– Oi – Eu disse um pouco insegura assim que me aproximei dela

– Quando disse que teríamos um encontro especial, não esperei que você fosse transformar o quintal de Santana num lugar tão lindo, só pra nós.

Imaginei isso. Santana não contou tudo. Virei-me rapidamente a procura dela e de Brittany, mas as duas já tinham entrado. “Obrigado Sant”, pensei comigo mesma.

– Fico feliz que tenha perdoado Santana – Rachel disse, então virei para ela novamente

– É... pensei no que você me disse. Como sempre, estava certa. Então, vamos nos sentar?

– Claro.

Nos sentamos à mesa, que estava perfeitamente arrumada. Havia uma pequena mesa ao lado, com o nosso jantar, que por acaso eu não fazia idéia do que era, então seria bom se ela não me perguntasse. Nos servi e então começamos a comer.

– Nossa Quinn, isso está divino. Mentiu pra mim quando não era tão boa na cozinha, não foi?

– Na verdade, quem preparou o jantar foi Santana...

– Ah sim, lembre-me de agradecê-la depois.

– Claro...

Seguimos o jantar com alguns assuntos banais. Parecia que tinha uma tensão entre nós. Algo diferente. Não estávamos à vontade uma com a outra. Eu estava com medo de dizer algo errado e que isso estragasse todo o meu pedido, e ela parecia saber de algo, mas ao mesmo tempo parecia esconder. Quando realmente acabamos o jantar, resolvi começar o assunto.

– Alguém do Glee comentou com você sobre o que aconteceu hoje?

– Como assim?

– Ah, alguém te perguntou alguma coisa ou algo do tipo?

– Não... Ninguém comentou nada. Deveriam?

– Não, não. Quer dizer, não sei.

Isso era normal?! Eu estava nervosa como se fosse fazer um pedido de casamento ou algo assim. Eu já sentia minhas mãos um pouco trêmulas, coração acelerado. Acho que já era hora de sairmos dali.

– Rach, eu queria te levar a um lugar – Me levantei e estendi minha mão para ela – Vem comigo?

– Vou pra qualquer lugar, desde que seja com você.

Ela me respondeu dando um leve sorriso e colocando sua mão sobre a minha. A puxei delicadamente e então começamos a andar de mãos dadas, em direção à casa de Santana.

– Rach? – Ela disse, me deixando confusa

– O que foi?

– Você me chamou de Rach.

– Foi só um jeito carinhoso de chamar. Porque, não quer que eu te chame assim?!

– Não, não! Pelo o contrário. Eu adorei. Pode sempre me chamar assim que quiser

Ela riu pra mim e eu retribui. Entramos pela casa e logo encontramos Brittany e Santana sentadas na sala, assistindo algo na televisão.

– Já vão?! – Brittany nos questionou

– Ainda temos que ir a um lugar Britt... – Respondi

– E então Rachel, o que achou? – Santana perguntou, se aproximando de nós duas

–Estava tudo ótimo. Perfeito.

Ela sorriu e eu acabei ficando com as bochechas um pouco rosadas de vergonha por causa dos olhares que recebi de Santana e Brittany.

– Então, já vamos indo – Eu disse, em seguida dando um abraço em Brittany enquanto Rachel se despedia de Santana.

– Espero que tenha gostado também – Santana disse assim que veio em minha direção

Ela parou em minha frente, esperando alguma reação minha. Mesmo com tudo que tinha acontecido, eu sentia falta de Santana, então fiz o que meu coração mandava. Abri meus braços e a envolvi em um apertado abraço.

– Eu te perdôo – Sussurrei em seu ouvido e pude senti-la sorrir contra meu ombro.

Afastamos-nos e eu mantive o sorriso em meu rosto para que ela o visse.

– Obrigado – Agradeci – Por tudo

Dei um último sorriso e então eu e Rachel saímos pela porta da frente.

– Onde vamos? – Ela perguntou enquanto entrelaçava seu braço ao meu

– Ao parque.

– Ao parque? Quinn, está tarde. Não deve ter ninguém lá.

– Exatamente por isso. Menos pessoas. Mais silêncio. Vai ser melhor, confie em mim.

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Rachel’s POV

Agora eu tinha ficado realmente curiosa. Porque o parque?! Será que o que Kurt disse é realmente verdade e ela está pensando em fazer o pedido lá? Mas e se fosse mentira, e eu tivesse passado o jantar inteiro nervosa à toa?

Entramos pelo parque escuro, iluminado apenas por algumas poucas luzes, e é claro as estrelas e a lua. Paramos no nosso lugar de sempre, só que um pouco mais distante do lago, onde havia um banco de madeira onde nos sentamos. Ela parecia preocupada, ou algo do tipo. Olhava fixamente para frente, mas suas mãos que estavam unidas sobre o colo não paravam quietas.

– O que foi? – Perguntei, pousando uma de minhas mãos sobre as suas

– Nada... Só estou pensando em uma coisa.

– Posso te perguntar uma coisa?

Quinn virou a cabeça e me fitou. Era melhor eu perguntar logo o que eu precisava. Acho que isso a daria coragem de fazer alguma coisa, se a intenção dela fosse isso afinal.

– Claro – Sua resposta veio em tom baixo

Agora quem não conseguia encará-la era eu. Abaixei a cabeça, fitando meus próprios pés.

– Aquilo que você disse no Glee Club hoje... Sobre estar amando... É verdade?

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Quinn’s POV

Engoli a seco, senti a respiração falhar. Eu estava tão feliz naquele momento que nem me dei conta das coisas que disse, eu apenas as disse. Era mais do que óbvio para mim que eu a amava, mas eu não deveria ter dito aquilo. Não naquele momento. Mas agora não tinha como voltar atrás. E pela primeira vez na minha vida, eu senti uma certeza tão grande dentro de mim. Era uma coisa diferente, como se me avisasse que aquele era o momento certo. O momento sobre qual Puck tinha falado.

– Era. Eu não queria que fosse dessa maneira. Talvez isso tudo pudesse ter acontecido de uma maneira melhor. Na verdade, toda a nossa história poderia ter acontecido de um jeito melhor, principalmente para você, se não fosse por minha culpa. Se eu não tivesse sido tão egoísta, se eu tivesse pensado mais em você e menos em mim. Se eu tivesse me importado mais com as coisas que eu realmente deveria me importar. Todo dia, eu me lembro do que fiz, do jeito que te fiz chorar e isso me dói. Me dói muito. E então, como eu sei que não posso mudar isso, penso sempre em maneiras de te reconquistar. De fazer você se sentir da mesma maneira que se sentia antes de tudo acontecer. De te fazer perceber que eu mudei por sua causa. Eu faria qualquer coisa pra ver um sorriso no seu rosto, ou ouvir um riso seu. E por mais que eu não mereça, eu...

Fui impedida de continuar a falar por seus lábios, que pousaram sobre os meus. Os mesmos estavam apenas encostados, eu senti quando uma de suas mãos parou em minha nuca. Ela me puxou num movimento dele, e entreabriu os lábios. Não pensei duas vezes e intensifiquei nosso contato. Mesmo com os olhos fechados, não pude impedir que uma lágrima rolasse pelo meu rosto. Acho que porque ela a sentiu, ela se afastou um pouco.

– Quinn, porque está chorando?!

– Eu só queria ter feito as coisas de maneira certa, porque aí eu não ficaria com essa maldita idéia fixa na cabeça de que eu não mereço você.

– Ei, olha pra mim – Ela segurou meu rosto com as duas mãos – Dá pra esquecer isso? O passado já se foi, está bem? A única coisa que importa pra mim é o agora. O agora, aqui com você. Sabe por quê?

Balancei a cabeça negativamente, piscando os olhos algumas vezes. Rachel desceu as duas mãos de meu rosto e as colocou sobre as minhas, entrelaçando nossos dedos.

– Por que... Eu te amo.

Eu estava sonhando ou Rachel Berry havia acabado de dizer que me amava? Eu provavelmente deveria me beliscar pra ter certeza de que eu não estava sonhando, mas nem isso eu conseguiria fazer. Eu estava estática. Como que apenas três palavras podiam fazer alguém se sentir tão bem? Tão feliz? Agora sim eu tinha certeza de o que eu sentia era recíproco, e que eu era merecedora do que ela sentia por mim. Ela me ama. Rachel Berry me ama.

– Quinn... Você deveria falar alguma coisa agora, não acha?

Retomei minha consciência deixando meus pensamentos de lado por alguns instantes e vi que ela estava aflita, esperando por uma resposta ou qualquer coisa do tipo.

– Eu não preciso dizer nada. O que eu tinha pra dizer, eu disse hoje mais cedo. Eu estou amando. Estou amando você. Acho que estou te amando desde o primeiro dia em que nos vimos. Desde que cantamos juntas pela primeira vez. Você me mudou Rach. Fez de mim uma pessoa melhor. E agora que eu sei exatamente o que você sente, e sei que é o mesmo que eu sinto, eu só preciso que você me responda uma coisa para me completar.

Rachel me fitava séria, esperando minha pergunta. Seus olhos castanhos brilhavam mais do que nunca. O jeito com que a meia-luz iluminava seu rosto a deixava mais perfeita aos meus olhos ainda.

Respirei fundo, pisquei os olhos lentamente mais uma vez e depois fiz com que eles se encontrassem com os dela.

– Rachel, você aceita ser minha? Minha namorada?