New Generation.-Interativa
3 Expresso Hogwarts.
Notas iniciais

Lyra Elizabeth Winchester
LYRA– Cabelos pretos, com algumas mechas coloridas e compridos com alguns cachos nas pontas, olhos verdes penetrantes com um brilho misterioso e quente, pele nem muito bronzeada e nem muito branca, cílios longos, com lábios rosados e bochechas levemente rosadas, sobrancelhas naturalmente feitas. Seios médios, magra, alta com aparentemente 1,70 de altura, possuindo coxas grossas e pernas bem torneadas- acordou, suspirou e olhou para seu quarto.
Seu quarto era uma mistura maluca de todas as coisas que ela gostava. Uma das paredes era verde e as outras era prata, representando a sua casa em Hogwarts, Slytherin- ela era apanhadora do time da sua casa-. Em sua mesa havia uma vitrolinha, tinha vinis espalhados pelo quarto e alguns discos colados nas paredes, algumas de suas camisas velhas de suas bandas preferidas foram enquadras e colocadas na parede. Tinha também algumas almofadas espalhadas pelo quarto. Na parede verde, perto de sua cama, havia um pôster do Queen e alguns trechos de sua música preferida, Arabella do Arctic Monkeys. Tinha uma bandeira da Grã Bretanha, acima de sua cama estava escrito ‘’Just give a fucking chance’’
Perto do seu closet havia a sua vassoura Mercúrio* , perto dele havia a sua linda estante de livros e claro, em seu criado mudo havia uma mini estátua da Liberdade.
Levantou e foi até o banheiro e conteve um grito. Seu cabelo estava uma merda e ela parecia um zombie, seu cabelo estava todo bagunçado, ela estava com olheiras enormes, tudo por culpa do maldito sonho que tivera com seu pai.
O pai de Lyra chama-se Richard, ela não tem mais contanto com ele, pois fugiu de casa quando tinha 12 anos. Richard Lancaster era um homem quem nunca acreditou em magia e que achava ‘magicas’ perda de tempo, sempre tratou sua namorada com respeito e a amava, bom, pelo menos ele era assim até ela contar que estava era uma bruxa. Entenda: Richard já sabia que ela estava grávida e pretendia sumir da vida da mulher, quando descobriu tal fato sobre ela, foi a loucura. Xingou-a de coisas horríveis e disse que nunca cuidaria daquela criança. Entretanto, nove meses depois lá estava a pequena Lyra nos braços do pai. Ninguém esperava que a partir daquele momento, a vida da garota viraria um inferno. Seu pai sempre a maltratou por ser uma bruxa e sempre deixou claro que a odiava, chegou ao ponto de dizer que preferia que ela tivesse morrido no lugar de sua mãe.
Bem, isso fez com que ela virasse uma garota fria, arrogante e irônica, mas ao ir para Hogwarts voltou a ser a garotinha que era antes, claro que a ironia e a frieza estava sempre presentes.
Lyra se olhou mais uma vez no espelho antes de despir-se e ir tomar seu banho. Um banho demorado, ela precisava relaxar de alguma maneira.
Vestiu-se e foi até a cozinha.
–Argus, amor da minha vida, razão do meu viver, onde estas?- Gritou ela.
Argus era seu elfo doméstico, acredite no que vou lhe dizer: Ela trata o elfo melhor do que trata muita gente por aí.
–Senhora.
–Argus, eu vou comprar meus matérias, então você poderia preparar o meu almoço? Depois você pode ir atrás da sua namorada.
Era impressão sua ou Argus estava corado?
Ela riu e despediu-se do elfo. Foi até a lareira e pegou um pouco de pó de flu.
–Beco Diagonal!
Ao chegar lá, encontrou suas amigas e fez um mini escândalo, porque elas não lhe mandaram cartas nas férias. Entenda: Lyra é uma Drama Queen, qualquer coisa já era motivo para drama e bom, ela se preocupava com eles. Imagina se algum deles morre, ela tem ataque cardíaco, porque bem, seu bicho-papão é ver seus amigos mortos. Depois disso, ela foi comparar seus materiais. Deu uma volta por lá, encontrou alguns colegas, conversou com eles. E perto do meio-dia voltou para casa.
Ela estava cansada, suada e precisava de um banho.
–Argus já deve ter ido. –Murmurou antes de tomar banho.
Depois de almoçar, ela sentou no sofá e ficou escutando música, enquanto olhava para a única foto de sua mãe, que ela encontrou nas coisas do pai.
Na foto, sua mãe, Megan Winchester, estava sentada na areia, ela sorria e seus cabelos estavam bagunçados. Megan era rainha( na visão da garota) e sempre foi tratada como uma, tinha as melhores roupas, as melhores joias, era mimada, isso ninguém podia negar. A única coisa que Lyra sabe sobre sua mãe é que ela era uma sangue puro que odiava os trouxas.
–Odiava os trouxas, mas se apaixonou por um.- Resmungou a menina indo para seu quarto.- Mas é trouxa mesmo, poderia nunca ter dito que era uma bruxa e agora eu estaria com meus avós, eu acho.
Isso seria verdade se seus avós não tivessem morrido na guerra. Megan morreu no dia que Lyra nasceu e última coisa que falou foi: Lyra, seu nome será Lyra, minha pequena constelação.
Um mês depois.
Mike.
Mike olhou para os lados e suspirou, já estava na estação King Cross à 20 minutos e não havia encontrado a Plataforma 9 ¾, ele até sabia como passar, só não conseguia achar o meio certo.
Ótimo; Pensou ele. O pior é que não encontro ninguém, será que ninguém... Opa... Eu conheço aquela garota!
Ele poderia estar errado quanto à isso, mas aquele não era o momento para pensar nisso, até porque ele tinha quase 100% de certeza de aquela garota era a que ele havia encontrado no Beco Diagonal. Andou até ela e a chamou.
–Hey! Samantha!
Merlin, por favor, que seja a garota do Beco. Droga! Isso ficou meio estranho!
Ela se virou, aprecia magoada, entretanto quando o viu logo abriu um leve sorriso.
–Olá... Mike?- Ela disse meio incerta.
Putz, já faz um mês que nos falamos no Beco Diagonal.
–Sim... Hum... Você está indo para a Plataforma 9 ¾?
–É... Tendo dificuldades na primeira vez?
–Sim, como entra na passagem?
–Você tem que correr direto a coluna entre as plataformas e então vai aparecer lá!
–Entendi... Mas qual... ?
–Essa aqui, entre a nove e a dez!
Mike suspirou e balançou a cabeça. A garota riu um pouco.
Ele tomou ‘coragem’ e correu em direção a passagem com seu carrinho, onde estava seu malão. Ele até achou que ia colidir com a coluna, mas passou direto e freou o carrinho, fazendo-o parar.
Olhou para frente e viu uma locomotiva vermelha a vapor. Foi então que perceber que estava de frente para a locomotiva oficial de todos os alunos de Hogwarts. Para você até pode parecer algo meio chato, mas, cara, isso é simplesmente a melhor coisa do mundo!
Entrou e viu várias cabines, todas cheias. Suspirou mais uma vez naquele dia e entrou em na primeira cabine vazia que achou.
Sentou lá e com muito força, empurrou o malão para debaixo do banco, que óbvio, ficou perfeito lá. Fantasma subiu em seu colo e logo estava ronronando amigavelmente, enquanto Mike o acariciava. A porta da cabine se abriu e por ela entrou Samantha com seu malão gigante. Mike, como o bom garoto que é, ajudou ela a colocar o malão no bagageiro, o que foi meio complicado, pois como eu disse antes, o malão dela era gigante.
–Ufa!- disse finalmente, enquanto sentava e voltava ao seu torpor natural enquanto agradava o gato, que brincava com sua mão.
Luísa.
Luísa- Ruiva, olhos verdes, 1,55 de altura, 60 quilos- já estava no trem à um tempo, afinal os monitores tem de cuidar dos alunos para que não corressem pelo trem. Mas, quando pode parar, não havia cabines vazias, então entrou na primeira cabine a sua direita. A cabine já estava ocupada por um garoto e uma garota, ele parecia ser primeirista. Já a garota ao seu lado parecia ser mais velha que Luísa.
–Posso sentar aqui?- Perguntou colocando a mão no banco ao lado do garoto.
–Claro!- Respondeu, tirando o gato que estava um pouco no caminho.
–Me chamo Luisa.
–Mike, e...
Ele logo foi cortado pela garota.
–Samantha, Samantha Black.
O gato do garoto saltou para o colo de Luisa,e ficou se esfregando nela.
–Que gato bonito...Como se chama?- Perguntou, passando mão em seu queixo.
–Fantasma... Ele simpatizou com você!
A mulher do carrinho de doces, que ninguém sabe o nome e a idade, passou. Ela e o garoto foram pegar os doces.
–Varinhas de alcaçus, sapos de chocolate, bolos de caldeirão...- Ela ia dizendo enquanto pegava os doces.
–Como é Hogwarts?- Perguntou o menino quebrando o silencio que tinha se instalado na cabine.
Luísa sentiu o trem desacelerar.
– Saberá agora!
Eles haviam chegado.
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