New Generation
3 Capítulo 2
Notas iniciais
– Certo tudo isso aqui é muito estranho, onde está a plataforma 93/4? – Um homem perguntou olhando para os lados, mas só via a plataforma 9 e 10. – Harper querida, tente olhar você, talvez só apareça para os bruxos.
Harper suspirou e riu um pouco.
– Pai, eu já lhe disse que eu ainda não vi nada. – Harper respondera um pouco para baixo, estavam no lugar errado?
E ainda por cima estavam atrasados.
Harper Lewis Moore, onze anos, cabelos lisos e compridos louros e belos olhos azuis, que seu pai adorava. Era mestiça, apesar de ter crescido com seu pai trouxa depois de um triste ocorrido a sua mãe quando ela tinha 5 anos.
Coisa que não gostaria de lembrar tão cedo.
– Bem, a diretora disse que você ficaria em segurança lá na escola, mas não adiantará muito se não conseguirmos chegar na plataforma correta. – Seu pai dissera.
Harper balançou a cabeça negativamente um pouco desacreditada, mas logo foi substituindo por um sorriso, espera, por que ela estava sorrindo? Bem, Harper tinha um temperamento um pouco instável, estava sempre mudando o que achava.
Ia falar alguma coisa, mas fora surpreendida por outra voz.
– Estão com dificuldade pra chegar à plataforma 93/4? – A voz masculina pegou tanto filha quanto pai despreparados que se viraram assustados. – Ah, me desculpe, não quis assustá-los.
Harper encarou o homem, ao seu lado tinha uma bela mulher ruiva que segurava a mão de uma garotinha ruiva, um menino mais velho impaciente e o outro que parecia ter a sua idade, parecia preocupado.
– Sim, bem, não sabemos como chegar lá. – O pai da garota dissera com um “q” de diversão na voz. – Minha filha Harper é bruxa e eu não.
– Bem, não se preocupe no meu primeiro ano eu também não sabia como passar. – O homem dissera. – Venham com a gente, a propósito, meu nome é Harry.
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– É nessas horas que eu invejo os bruxos. — Uma mulher disse brincalhona ao atravessar a parede maravilhada ao lado de sua filha e de seu marido.
– É claro meu amor, só servimos pra atravessar paredes. — O homem respondera brincalhão fazendo a garota rir.
– Mas a parte triste é de ter de deixar você, meu amor. — A mulher dissera com um leve tom de tristeza para a filha que segurava sua mão maravilhada com tudo.
– Não se preocupe mãe, eu aprontarei por nós duas. — Letícia dissera brincalhona e ambas caíram na risada enquanto o homem balançava a cabeça negativamente.
Letícia Wolfe, onze anos. Mestiça, filha de pai bruxo e mãe trouxa, uma relação de amor entre os dois na qual ela admirava muito. Cabelos longos e castanhos que entravam em contraste com seus belos olhos azuis esverdeados. Sempre tinha um sorriso maroto nos lábios, coisa que puxara da mãe.
O fato de aprontar, não importa a hora ou o motivo.
– Não se esqueça de nos mandar o Thor para mandar notícias. — Seu pai dissera o que fez a garota olhar de relance para a coruja marrom presa na gaiola. — Seu primo sentirá saudades.
A garota riu.
– Não se esqueça de me mandar coisas que eu possa usar para zoar os outros. — Letícia disse já imaginando como seria seu ano.
"Só preciso encontrar meu alvo" — Pensou risonha.
E rapidamente passou um garoto moreno claro com os cabelos castanhos avermelhados. Letícia não sabia o porquê, mas decidiu que a partir daquele momento, aquela pessoa misteriosa seria o seu alvo.
E dando um último abraço em seus pais, entrou no expresso que a levaria para sua nova vida.
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