New Feelings
1 Prólogo
Notas iniciais
Fraco, deitado na cama e morrendo de tanto tossir. Essa realmente não era a morte ideal para um monarca, e justo ele, um rei tão poderoso. Comandou exércitos à vitória, fez parcerias que fortaleceram seu reino, foi saudado e admirado por todos... Agora, jazia ali, morrendo de uma doença cruel, que há pouco haviam nominado "tuberculose".
– Onde... onde está (tosse) a "peste"? (mais tosses) — ele perguntou com imensa dificuldade.
– Deveria estar aqui conosco, desde que o liberamos de cumprir a pena para que pudesse ver o senhor antes de... de ir embora para não voltar. — respondeu Triwar com indignação.
– Céus, sutileza não é com você mesmo. — Gardar deu-lhe uma cotovelada.
– Mas onde... (tosse) onde está então?
– Ainda em Arendelle, só que desta vez como consorte da rainha.
– Hans... casou-se?(tosses)
– Não se agite, pai. Não se lembra que o senhor mesmo disse que não iria devido à sua desconsideração por ele?
– Ah, é. Mas... (tosse) gostaria que ele estivesse aqui agora, (tosse) assim como vocês.
– Não precisa dele, pai. — Henktris disse aproximando-se do leito.
– Sim, eu preciso... (tosse) de todos vocês aqui. — a tosse agravou-se e ele começou a ter falta de ar.
– Ele vai morrer! Você, idiota! Mexa-se, vá chamar a rainha! — bradou Gardar.
O pobre criado correu até a sala do trono, onde a Rainha encontrava-se atendendo os plebeus como se nada estivesse acontecendo.
– Majestade, o Príncipe Gardar pediu-me para chamá-la, o rei vai morrer a qualquer instante.
– Não me importa! Já tenho lembranças suficientes dele. Lembranças vivas! — falou ela com grosseria.
– Mas, Majestade...
– Não me questione, infeliz!! Volte para o seu lugar, seu imundo! — o rosto da rainha enrubesceu e a raiva era notável.
– S-sim, senhora. — o criado voltou ao quarto apenas para ver um rei morto, estirado na cama.
Todos fizeram o sinal da cruz e o criado foi avisar sobre a morte do governante. Logo, o barqueiro saiu anunciando:
– O rei está morto! — e todos faziam o sinal da cruz pela alma deformada do falecido.
O Duque Jorunn entrou apressado no seu escritório, puxou papel, pena e tinteiro e começou a escrever. Leu e releu a carta, mandou-a no primeiro navio para Arendelle. Agora só lhe restava esperar, ele sabia que o menino viria, afinal, lá no fundo do seu coração, ele gostava de verdade do pai.
Assim esperava.
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