Notas iniciais
Bom aqui esta mais um capitulo *-*

Eu não sabia no que pensar, minha cabeça girava e meu coração queria saltar para fora do meu peito. Tudo era tão estranho e confuso, afinal eu esperei tanto por aquele momento e agora eu não conseguia entender nada, eu amava Jacob mais que tudo, porem precisava protegê-lo de meu pai. Eu não sabia o que fazer e o turbilhão de pensamentos me fez fechar os olhos com força, sentindo lagrimas escorrerem por minhas bochechas.

Foi ai que ouvi alguém se aproximando e passando os braços ao meu redor, me confortando. Eu já tinha esquecido que Jake estava ali, mas a sensação de seus braços quentes a minha volta era gostosa, me fazia bem, ajudando a me acalmar.

-Ei Nessie, você não estava chorando ne?! – sua voz era calma e preocupada ao mesmo tempo, mas também havia uma pontada de felicidade nela.

-Não, to bem – menti.

-Ah não pode ser.

-O que, o que foi Jake? –olhei para Jacob e ele estava com uma expressão perplexa.

— Não acredito. Você não gostou do beijo ne?!Eu sei, foi muito ruim. Mas entenda, faz tempo que eu não beijo, mas eu vou melhorar.

Eu ri com aquelas palavras e ele me acompanhou.

-Ai Jake, só você mesmo para me fazer rir.

-Ei não foi nada. Mas serio, por que estava chorando? – e ao dizer isso secou uma lagrima que escorria em meu rosto.

-Ah Jake, foi tão inesperado e por mais que eu tenho gostado eu tenho medo das conseqüências.

-Eu sei, também tenho, mas vamos esquecer isso por enquanto e pensar no agora. – Então ele me beijou de novo e desta vez foi longo e eu não resisti, apenas me entreguei ao coração e beijei-o com mais força.

— Jake, preciso de ar – ofeguei.

Ele riu baixo e afastou nossos rostos alguns centímetros, o suficiente pra que nossos olhares se sustentassem. Eu estava nas nuvens, afinal já estava cansada de ouvir as historias de amor de todos La em casa – embora gostasse muito delas – e ficar com inveja cada vez que ouvia uma.

— Ah já ia me esquecendo. Fecha os olhos. – Jake tinha soltado uma de suas mãos do meu cabelo para colocar-la no bolso.

— Então já está na hora de ver o meu presente? – recordei-me do comentário de Alice.

— Sim, mas tem que fechar os olhos.

Eu acenei com a cabeça e fechei suavemente meus olhos. Antes que eu pudesse contar ate três senti uma mão em meu pescoço e depois o toque frio de uma corrente deslizando sobre minha pele.

— Pode abrir agora. – a voz rouca de Jake sussurrou em meu ouvido

Assim que abri meus olhos olhei direto para o meu pescoço e me deparei com um lindo colar de prata. Seus fios eram trançados em 3 tons prata para formar uma delicada corrente e pendurada nela havia um pingente com o formato do contorno de um coração todo brilhante e dentro para preencher o vazio havia um J e um R entrelaçados.

— Jake isso é maravilhoso, é lindo e muito romântico. – completei dando-lhe um beijo.

— Que bom que gostou.

— Mas eu tenho algumas perguntas.

Ele me olhou bem nos olhos, com certo ar de receio.

— Vai pode falar.

— Primeiro: Como você sabia que estaríamos juntos para mandar fazer um colar com nossas letras entrelaçadas dentro de um coração?

— Bem eu iria esperar a hora certa para te dar, eu não pretendia fazer isto agora, mas assim que nos beijamos vi que não precisava esperar mais.

— Ai que fofo Jake. – e o beijei mais uma vez.

— Também achei.

— Seu bobo. – nós rimos.

— Antes de continuar a me insultar, não quer fazer a outra pergunta?

— Sim, por que quando Alice viu o que você ia me dar o meu pai não surtou?

— Bem, talvez porque Alice não tenha visto esse presente, afinal minha decisão foi repentina, eu não pretendia te dar este.

— Então o que ela viu?

— Isto. – e ao falar isso tirou de dentro de sua jaqueta um embrulho cor de rosa e me entregou.

— O que é isto Jake?

— Abra e saberá.

Eu desfiz o laço do embrulho com cuidado e puxei de la uma linda tiara. Ela era prata também e com duas tiras.A sua direita havia um lobo de stras todo brilhante que era um pouco maior que as duas tiras.

— Ou meu deus, Jake é tão perfeita quanto o colar. Amei. – meu sorriso era imenso e só perdia para o dele — Mas segundo minha mãe você não é de dar presentes caros para ninguém, ela disse que você prefere fazer com suas próprias mãos assim como o lobo que você fez para ela.

-Bem, é verdade, mas eu achei que isso não tinha a sua cara e então comprei esta tiara e este colar em uma loja lá em Seattle.

— Você não existe Jake. Isso é muito lindo.

— Então já que gostou tanto ponha em seu cabelo.

Eu coloquei com cuidado a tiara em minha cabeça. Ficou perfeita, a tiara era linda e combinava com o colar que ele havia me dado e com muitas roupas, bolsas e sapados que eu tinha.

— Perfeito.

— Que nem a dona.

Nós rimos e em seguida nos beijamos novamente, aquela sensação era incrível e nova, meu primeiro beijo havia sido exatamente do jeito que sonhei tantas vezes. Ficamos observando a paisagem, grudadinhos, rindo, conversando, trocando caricias. Foi ai que para estragar o momento o meu celular tocou e senti uma terrível raiva da pessoa que me ligava por estragar o momento.

— Não vai atender? – Jake já tinha pegado o celular no bolso de trás da minha calça e estendia-o para mim. O visor mostrava o numero e logo reconheci como o da minha mãe.

— Fala mãe? – minha voz saiu um pouco grossa de mais e sei que ela percebeu isso.

— Filha ta tudo bem?

— Ta mãe, não se preocupe. Mais o que você quer?

— Bem é que já são quase sete horas da noite e ta meio tarde. Ficamos preocupados. Sabe como é Alice não pode ver vocês. – Que bom, pensei comigo mesma.

— Já estamos indo mãe, é que perdemos a noção da hora.

— Vem logo minha filha. Já estou com saudades.

— Tchau mãe, te amo.

— Também te amo filha. Beijos. – desligou o telefone.

Eu olhei para Jake e ele estava perdido em pensamentos olhando para o céu.

— No que esta pensando? – perguntei chegando mais perto e segurando sua mão.

— Em nós, no tempo em que passamos juntos e na cara de Edward quando vir em nossos pensamentos o que aconteceu aqui.

Eu estava sorrindo ate aquele momento, mas ao ouvir a ultima frase meu sorriso desapareceu.

— Eu sei também penso nisso. Acho melhor irmos e pensarmos em uma maneira de resolvermos a situação.

Notas finais
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