New Boy

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Oie Gente, Cereja aqui, eu amei escrever esse capítulo, estou ansiosa para saber qual vai ser a opinião de vocês sobre esse capítulo, amei os lindos comentários do Capítulo passado, mas senti falta de alguns comentários também, bem é isso, estou de viajem e não estou entrando na internet, por isso estou postando esse capítulo correndo, espero que gostem do capítulo, mas informações eu explico no próximo capítulo. Beijos da Cereja *-*

Desci do carro sendo seguida por Sasuke, estávamos num local de rachas, não no mesmo local da primeira vez, esse era um pouco mais agitado, Sasuke me disse que a outra era a sua área, essa era mista, também me disse que aqui tinha varias pessoas de gangues, os vendo pareciam só adolescentes que queriam procurar diversão, ninguém diriam que eles eram chefes ou até integrantes de gangues.

Sasuke se encostou, em frente ao seu carro, fiquei ao seu lado vendo como os carros eram velozes, tudo parecia tão divertido, tão eletrizante, a adrenalina parecia correr na veia de todos que estavam ali, eu começava a entender o que eles sentiam, as manobras tão radicais, tudo era tão novo e incrível para mim, acho que mesmo achando tudo divertido, não conseguiria fazer o mesmo, senti o olhar de Sasuke em mim e me virei para o mesmo.

– Quer correr? – ele perguntou me fitando intensamente.

– O que? Não, eu não tenho habilitação, além do mais isso parece muito radical para mim – disse olhando os carros que antes tinham partido chegar.

– Nada é muito radical para ninguém. Eu vou correr agora, por que não me acompanha? – ele perguntou sorrindo de canto.

– Isso é sério? – perguntei animada e com um pouco de medo.

– Sim – disse começando a andar.

– E então? Você vem? – perguntou divertido pelo meu medo evidente.

– S-sim – respondi correndo para alcança-lo.

– Não precisa ficar com medo irritante – disse me dando um selinho para logo entrarmos no carro, coloquei o cinto rapidamente o vendo sorrir divertido.

Uma menina loira apareceu com um lenço e começou a dizer as regras, que eram bem claras “Quem chegar primeiro, ganha, e tentem não morrer”. Se eu já estava nervosa depois do que essa garota falou, só piorou tudo, apertei o banco com força quando começou a contagem.

– 1 2 3 e Já! – gritou balançando aquele lenço.

Todos os carros arrancaram inclusive o de Sasuke, meu corpo foi para trás com força quando Sasuke deu a primeira volta, a adrenalina preenchia meu corpo, já consegui me acostumar com as manobras de Sasuke, que não eram perigosas nem arriscadas, acho que ele não está fazendo manobras perigosas porque eu estava com ele, sorri sentindo o vento bater no meu rosto, fazendo meu cabelo mexer com o vento.

– Está gostando irritante? – Sasuke perguntou acelerando o carro, pude ver um sorrisinho no seu rosto.

– Sim, muito – disse sorrindo.

– Se segura, vou acelerar, essa é a última curva – acenei a cabeça e murmurei um “ok”.

Quando passamos da ultima curva, Sasuke acelerou o carro, segurei o banco com força mais ainda estava sorrindo, ele olhou para mim sorrindo acelerando mais, me fazendo gargalhar, essa sensação era incrível.

Chegamos na linha de chegada, nem preciso dizer que Sasuke chegou em primeiro lugar, descemos do carro e Sasuke foi ovacionado por todos que estavam ali, percebi que ele era bem popular, deu um sorrisinho de canto segurando minha mão e saindo daquela parte barulhenta.

– Gostou? – perguntou me fitando atentamente.

– Sim, isso foi incrível – disse o abraçando sorrindo.

– Nunca pensei que ia gostar tanto de ser sequestrada – disse sorrindo conseguindo tirar uma linda risada dele, que eu nunca tinha visto.

Ficamos mais algumas horas vendo alguns rachas, comemos algumas besteiras e bebemos também, até que o cansaço chegou me fazendo bocejar, foi então que Sasuke decidiu me levar para casa, eu concordei por estar muito cansada.

Chegamos em frente a minha casa, desci sendo seguida por Sasuke, o olhei sorrindo e disse.

– Obrigada pela noite Sasuke-kun, me diverti muito – o abracei sentindo seus braços rodearem minha cintura.

– Tchau irritante – disse me beijando, foi um beijo calmo e carinhoso.

– Tchau Sasuke-kun – disse dando um selinho nele e entrei em casa.

As luzes estavam apagadas, o que significava que eles já estavam dormindo, sorri com isso, subi a escada devagar, tirei os sapatos para não fazer barulho, entrei em meu quarto, peguei minha camisola e toalha, tomei um banho e escovei os dentes, troquei de roupa e me joguei na cama, estava com bastante sono, depois desse dia e noite agitados, só quero dormir bastante.

Acordei com alguns raios solares no meu rosto, cocei os olhos bocejando, me sentei na cama sorrindo com as lembranças de ontem, Sasuke tinha dito que gostava de mim, que está comigo por que gosta de mim, não por pena.

Não podia descrever a felicidade que eu estava sentindo, mas eu sabia que aquela felicidade seria passageira, que aquela felicidade não me pertencia, por que logo que eu não estava com Sasuke eu me lembrava que minha vida não era fácil, que mesmo ontem a noite ter sido perfeito, tinha coisas muito importantes para eu me preocupar.

Como por exemplo, o fato de Sasori estar tão perto dos meus pais, isso estava ficando perigoso, eu sabia que Sasori estava tramando algo, algo muito ruim e que com certeza machucaria alguém, e eu só esperava que esse alguém fosse eu, por que se fosse para alguém sofrer as consequências, esse alguém teria que ser eu, e eu já estava pronta para isso.

Eu também sabia que Sasuke me protegeria, mas eu não posso por a vida dele em riscos, mesmo eu sabendo que ele sabe se cuidar, não posso deixar nada de mal o acontecer, ele é muito importante para mim, ele me faz sentir como á muito tempo eu não me sentia, viva.

Levantei-me olhando para a janela vendo como o dia estava lindo, Gaara com certeza estaria fazendo uma festa na piscina agora, só para comemorar o fato de a escola estar fechada e não ter aula.

Gaara...

Quanto mais dias se passavam, eu não conseguia mais pensar em nele sem chorar, por que eu me culpo sempre pelo acidente.

Precisava vê-lo, não podia deixar de visita-lo, não podia, eu prometi que iria sempre estar com ele.

Peguei uma toalha e entrei no banheiro, depois de meia hora sai do banheiro enrolada numa toalha, troquei de roupa rápido, estava vestindo um vestido lilás folgadinho, e nós pés estava com uma rasteirinha bege, penteei os cabelos os deixando soltos, passei uma leve maquiagem, rímel e lápis, passei um gloss de cereja e perfume.

Peguei meu celular e bolsa, desci as escadas rapidamente para não ser parada pelos meus pais, não estava com fome então sai logo de casa.

Andava pelas ruas apressadamente, queria chegar logo no hospital, não demorou nem meia hora e já estava em frente ao hospital, entrei passando reto pela recepção, os pais de Gaara estavam lá, não conseguia olhar para tia Karura, seus olhos doces e preocupados aumentavam minha culpa, e me deixavam mal, Gaara e a mãe sempre foram muito apegados.

Parei em frente á porta respirando fundo, toda vez que entrava naquele quarto, meu mundo desabava, entrei o vendo deitado naquela cama desacordado, estava mais corado, seu cabelo estava com uma cor mais viva também, ele parecia dormir tão serenamente, sentia as lágrimas descerem pelo meu rosto sem permissão, seus machucados já tinham sarado, ele parecia estar em um sonho tão bom, por que seu rosto estava tão sereno.

Parecia tão bem, queria ver tanto seus lindos olhos verdes olharem para mim, como o mesmo olhar doce, carinhoso, protetor e bravo. Ai Gaara, como sinto sua falta, preciso tanto de você.

Meu coração doía tanto, toda vez que eu o via nessa cama, meu coração se despedaçava, segurei sua mão, que como sempre estava quente, me trazendo conforto, chorei mais ainda enquanto segurava sua mão, me aproximei de seu rosto beijando sua bochecha com carinho.

– Eu te amo – murmurei em seu ouvido enquanto soltava sua mão, me afastei da cama enquanto andava em direção á porta, o horário de visita já tinha acabado, com certeza alguma enfermeira me pediria para sair, saí do quarto tentando parar de chorar, mais não conseguia, a saudade dele estava me machucando muito, corri para fora do hospital enquanto ligava para Sasuke.

– Preciso ver você – falei chorando.

– O que aconteceu? Onde você está? – perguntou num tom preocupado.

– Eu estou em frente ao hospital de konoha, pode vir aqui? – perguntei tentando conter o choro.

– Estou indo – disse desligando.

Andei um pouco para longe do hospital, não queria que ninguém me visse ali, não queria ouvir perguntas, eu sabia por que estava assim, eu sabia que era por causa de amanhã, ele deveria estar aqui comigo, por que logo ele tinha que estar naquela cama de hospital, por que não eu?

Eu preferia estar em seu lugar, estaria doendo menos, fiz de tudo para sempre vê-lo em segurança, como todos os outros, mas não adiantou de nada.

– Sakura – ouvi uma voz grossa conhecida me chamar me fazendo virar.

Sasuke estava em minha frente com um olhar preocupado, corri o abraçando fortemente, enquanto chorava soluçando.

– Sakura o que aconteceu? – me perguntou preocupado.

– Meu irmão...está em coma...enquanto eu estou bem – disse soluçando, eu queria tanto que aquela dor parasse.

– Me tira daqui...Por favor – pedi afundando minha cabeça em seu peito.

Senti meu corpo ser suspenso no ar, Sasuke estava me carregando, me colocou no banco do passageiro com cuidado, me encolhi enquanto Sasuke dava partida no carro, não sabia como eu iria passar o dia de amanhã sem ele, como eu iria aguentar.

O caminho todo eu fiquei encolhida chorando silenciosamente, o carro parou me fazendo olhar pela janela, para saber onde estava, me surpreendi onde estava.

Desci do carro olhando a frente do lugar, estava em frente á academia de Sasuke, não sabia por que Sasuke tinha me trazido aqui, só o acompanhei enquanto entrava, vi algumas pessoas me olharem, devo estar com a cara inchada pelo choro, mas isso não me importava, Sasuke abriu a porta de sua sala e eu entrei.

– O que viemos fazer aqui? – perguntei me virando para ele.

– Treinar – disse indo até o seu armário.

– Sasuke, não eu não estou no clima – disse com uma cara cansada.

– Quando eu estava chateado, meu pai sempre me trazia aqui, para liberar toda a minha raiva ou tristeza – ele disse e por um momento seu olhar parecia perdido.

– Tem uma roupa para você se trocar, pode usar o banheiro daqui mesmo, vou usar o da outra sala – disse saindo, deixando uma roupa igual á dele em cima do banco, peguei a roupa e me dirigi ao banheiro.

O banheiro tinha o cheiro de Sasuke, era organizado e limpo, me troquei rapidamente, a roupa serviu perfeitamente em mim, tinha o símbolo do seu clã em minha roupa, me olhei no espelho vendo minha cara de choro, lavei o rosto o secando em seguida, estava um pouco melhor, abri a porta saindo, Sasuke já estava na sala pronto.

– O que vamos fazer? – minha voz saiu rouca e cansada.

– eu quero que descarregue toda a sua raiva, tristeza ou o que estiver sentindo – disse me entregando um par de luvas, ao seu lado estava um saco de pancadas.

As coloquei me posicionando, iria fazer o que ele me pediu, comecei a socar o saco de bancadas enquanto eu me lembrava de Gaara.

“Promete que você sempre vai estar comigo?”

“Prometo Gaara, você é meu irmão, sempre vamos estar juntos.”

Socava o objeto sem parar, enquanto lagrimas desciam pelo meu rosto, mais e mais lembranças enchiam minha mente.

“Aconteceu alguma coisa?”

“O Gaara ele...”

“O que tem o Gaara,ino?”

“Ele sofreu um acidente”...

Fechei meus olhos com força enquanto socava o objeto, eu sabia que Sasuke estava me vendo, o agradecia por respeitar o meu espaço.

“Coma”

Gaara estava em coma por culpa de Sasori, a raiva me consumia, e a culpa também, como eu odiava Sasori, queria nunca ter me aproximado dele, nunca tê-lo namorado.

Passei a tarde toda treinando com Sasuke, ele não falava nada, só me dava ás instruções do que era para fazer, ele pediu para pararmos para eu me alimentar mais eu não quis, estava sem fome, só queria tirar toda a minha frustração.

Quando a noite chegou, eu o pedi que me levasse para casa, eu e ele não pronunciamos nenhuma palavra durante o caminho de volta, parou em frente a minha casa e eu me virei para ele.

– Obrigada por hoje, obrigada por tudo – disse o beijando suavemente.

– De nada – disse me olhando calmo.

– Você pode vir amanhã aqui? Vou precisar muito de você – disse o fitando.

– Sim – disse calmamente.

– Então, até amanhã – disse me dando um selinho.

– Até amanhã – falei saindo do carro.

Entrei em casa não vendo ninguém, fui até a cozinha e comi uma salada de frutas, não estava com fome, mais eu sabia que se eu não comece, passarei mal, depois de comer subi as escadas indo para o meu quarto.

Assim que entrei no quarto, fui direto para o banheiro tomar banho, fiquei uma hora debaixo d’água, enquanto deixava a água levar as minhas lágrimas, escovei os dentes e enrolei a toalha em meu corpo quando terminei, saí do banheiro indo trocar de roupa.

Vesti uma camisola preta, passei perfume e penteei os cabelos, tomei meu remédio e fui me deitar, meu corpo doía, fisicamente e emocionalmente, tudo que eu precisava era dormir, para tentar ter forças para amanhã...