New Beginning for Love -HIATUS INDETERMINADO
2 Capítulo - 2 Brands That become eternal
Stefan
Olhei entediado os primeiros raios de sol adentrar pela janela de seu quarto. Depois de mais uma noite sem conseguir dormir, quando raramente conseguia voltava para seus pesadelos. Os três meses mais longos de sua vida, onde ele se afogava, sentindo cada órgão do seu corpo explodindo para logo depois regenerar-se continuando aquele ciclo de dor excruciante que ele pensou nunca ter fim. Junto com elas surgia a amarga lembrança da constatação que duas das pessoas que ele mais amava na vida não tinha dado por sua falta, se importado o suficiente com ele para se preocupar com ele. E para completar ainda tinha que viver sobe o mesmo teto do feliz casal, tendo que esbarrar com Elena pelos corredores de sua casa sempre com seus olhos de corça cheios de culpa por não dar a mínima para ele. Seus momentos de culpa logo passavam com ajuda de meu querido irmão, ele tapava os ouvidos com travesseio tentando não ouvi-los no quarto ao lado, ele quase sentiu saudade de estar no cofre dentro da represa por um segundo ou dois.
Ele se levantou da cama, sentindo-se tonto. A luz irritava seus olhos. Queria permanecer deitado ali, queria fechar os olhos e dormir para sempre. Terminar com o martírio que era sua vida. Mas nada era fácil assim, pelo menos não para ele.
Katherine havia lhe contado de seu drama na noite passada. E por mais desprezo que sentisse por ela um dia, não conseguiu evitar de sentir pena. Katherine Pierce: A bela mulher que um dia entrou em sua vida. Linda, misteriosa e apaixonante. Agora tinha apenas meses de vida como uma reles mortal. Era irônico vê-la envelhecer sofrer de algo que ela repudiava. Ele desceu as escadas e a encontrou sentada na poltrona bebericando devagar goles de uísque. Ela fazia caretas enquanto os tomava, olhava para um ponto na parede, como se fosse a coisa mais interessante do mundo.
— Olá Stefan – cumprimentou-me com os olhos inexpressivos – Quitão um brinde?
— O que está fazendo aqui Katherine? Eu já lhe....
— Eu sei, eu sei – ela se levantou gesticulando com as mão em sinal de desistência – Quer mais que eu me dane. Já entendi, mas no momento não tenho um lugar melhor pra estar.
Suspirei em derrotado e me servi de uísque também, meu dia já não começara bem é ainda na companhia de Katherine, seria um presságio de que pioraria. Fiquei fitando-a em silêncio ela andava mexendo nos objetos na sala fazendo bicos e caretas, ela assim como Caroline parecia não aprovar muito a mobiliá e porta-retratos novos posto por Elena. De repente ela se virou de supetão, com uma das mão na cintura e sobrancelha arqueada.
— Onde estão?
— Onde estão o que? – inquiro entediado, jogando-me no sofá dessa vez com garrafa toda de uísque entornando vários goles antes de me voltar para ela.
— Os diários. Não os vejo em lugar algum – Katherine sorriu maliciosa – Não me diga que Elena os queimou para colocar mas fotos dela e do Damon? – inquiriu ironicamente tentando conter o risinho de satisfação com minha desgraça em ter que dividir a casa com minha ex. O que me irritou profundamente, tive que me controlar para não ceder ao doce impulso de esganá-la ali mesmo, repetia mentalmente que agora ela era humana e mesmo sendo tentador livrar o mundo de sua presença não queria ter seu sangue em minhas mãos.
— Não. Eu os queimei – rosnei encarando-a
— O que? – ela me encarou perplexa, logo depois vi um sorriso desdenhoso se formar em seus lábios – Por quê?
— Porque eles não significava mais nada pra mim
— Você quer dizer que não significava nada para o Stefan descolado, desmemoriado. Não para o Stefan matiri e traído…
Não pude mais me conter em piscar de olhos estava com as mão em volta de seu pescoço apertando com mais força do que pretendia de início, podia ouvir seus batimentos cardíacos aumentarei, seus olhos se estreitaram ficando levemente vermelhos, ela colocou as mão nas minhas tentando inutilmente tirá-las. Olhando em seus olhos castanhos, notei algo que raramente vi em Katherine Pierce; medo e desespero. Foi então que a soltei, me afastando dela que caiu no chão buscando o ar massageando o pescoço, que tinha agora as marcas nítidas dos meus dedos ficando avermelhado. Me amaldiçoei pelo meu descontrole, não gostava de descontar minha raiva em ninguém mesmo que esse alguém fosse ela.
— Okay nada de brincadeiras – Disse ela ainda ofegante
Ela mantinha as mãos no pescoço fazia gestos circulares com as mãos ela sentou-se de novo. Não muito depois seu celular tocou, ela olhou para a tela por um longo tempo parecendo hesitante em atender. Me surpreendi ao detectar uma centelha de tristeza em seus olhos.
E mais uma vez me odiei por sentir tanta pena dela. Eu deveria odiá-la, desprezá-la, afinal era isso que Katherine Petrova merecia. Mas olhando-a ali frágil, impotente já sem esperança alguma de que sobreviveria, eu senti pena.
— Quem era?
— Ninguém – ela fez uma pausa, depois deu um sorriso torto – Ninguém importante.
— Não é o que me pareceu.
— É só mais alguém que eu ferrei tá legal.
— Katherine Pierce com..... Remorso? – aproximei-me dela novamente, ela estremeceu mas logo tratou de colocar seu habitual sorriso irônico no rosto.
— Remoço? Eu nem sei o que isso significa – respondeu ela seria – Sinceramente aqui não tem nada além de sangue para comer? Como é que o irmãozinho da Elena vive.... Esqueci-o ele é um zumbi tecnicamente.
Não pude evitar de sorrir, devia estar louco ou muito solitário para tolerar a companhia dela e até mesmo achar graça em suas ironias. Balancei a cabeça negativamente, ela voltou trazendo um saco de batatas chips. Ela os enfiava de uma vez na boca tomando curtos períodos para mastigá-los e respirar. Ela notou meus olhos arregalados sobre ela e deu ombros
— O que? Estou com fome. Só tem essa porcaria para comer aqui – justificou ela ainda com a boca cheia – Francamente Stefan tem que fazer compras. Como é que o irmãozinho da sua amanda Elena vai sobreviver?
Eu lhe dei ombros ainda olhando assustado com a sua fome. De repente ela teve um ataque de tossi tinha se engasgado. Eu fiquei parado olhando seus olhos ficarei vermelhos. Ela me olhava suplicando por alguma ajuda.
Eu me aproximei de suas costas apertei por trás ela cuspiu as batatas para fora. Ela olhou para o saco de batatas ainda em dúvida se voltaria a comê-los. Por fim elas jogou o saco fora se direcionou a porta.
— Obrigada — murmurou sem me encarar
— O que disse?
— Eu disse obrigada Stefan.
— Uau você realmente tem medo da morte não é? – perguntei ironicamente, ela me deu um sorriso torto e partiu porta fora. O mas estranho fora que eu me senti ainda mas sozinho vendo-a partir. Eu estava realmente ficando louco.
Caroline
Fiquei chocada olhando para quem saia porta afora da mansão dos Salvatore. Ainda estava com boca escancarada vendo Katherine Pierce sair da mansão, tossindo. Não que a odiá-se mais do que antes. Era estranho admitir, mas se divertiu enquanto ela fora sua colega de quarto. Coisa que ela nunca admitira, primeiro porque Elena a mataria, segundo por Katherine ainda era vadia louca responsável por sua morte e de quebra ferrando a vida dos irmãos Salvatore… Bem de Stefan, sobre Damon ela realmente não dava a mínima. Mesmo assim vendo-a se afastar, vendo-a tossir ela se pegou lembrando da figura imponente que a ameaçava que aterrorizava anos antes, a mesma que tinha Damon e Stefan sobre seu dedo mindinho, tanto que eles ainda mantinha sua obsessão transferida parcialmente para outra cópia sua.
A Katherine que ela conhecerá um dia era muito diferente daquela, que era agora tudo aquilo que detestava, uma humana frágil com seus dias contados. Ela deixou seus devaneios sobre sua assassina para trás ao adentrou pela casa devagar e logo encontrou Stefan deitado no sofá com as mãos cruzadas em frente ao corpo. Ela suspirou vendo seu semblante grave, seus ombros rígidos, seus olhos fixos em ponto qualquer no teto. Ele precisava mesmo de uma intervenção. Ela não conseguia imaginar como era pra ele ter passado tanto tempo preso dentro de um cofre debaixo de uma represa e ainda voltar e morar com sua ex e seu irmão idiota. Quando pensava em tudo que lhe acontecera, ela se enxia de culpa. Culpa por não tê-lo achado antes, ela acreditou que ele precisava de espaço para curar-se da grande decepção que Elena Gilbert se tornara, ela pensou que ele assim como sempre aguentaria aquilo calado remoendo consigo mesmo tendo apenas seu fiel diário como companheiro… Ela estava tão errada. Ela deveria ter sido uma amiga melhor para ele.
— Stefan – ela o chamou quando ele não a notou ao lado dele, ele parecia tão absorto em pensamentos, que saltou quando foi chamado.
— Caroline – ele sorriu solenemente ao me ver – O que faz aqui?
— Primeiro oi, segundo eu vim te ver – Stefan sorriu se sentou repousando a cabeça o sofá – Anda levanta!
— Caroline eu agradeço sua....
— Stefan, eu mato cinco aulas importantíssimas por você e tudo o que você tem para me dizer é “Caroline eu agradeço…”
— Ei, eu não falo assim – Stefan se defendeu sorrindo
— Fala sim. Anda vamos sair dessa casa.
— Sair para onde exatamente?
— É uma surpresa.
— Care, eu não sou uma boa companhia no momento.
— Stefan Salvatore eu não vou aceitar não como resposta, vamos.
Stefan sorriu aceitando sua mão de bom grado, eles entrelaçaram as mão e sairão para garagem.
— Está com as chaves do seu carro? – ele assentiu tirando-as do bolso e mostrando para ela que sorriu alegremente pra ele.
— Por que não vamos no seu?
— Porque o seu é mil vezes mas estiloso que o meu.
xXx
Stefan sorriu ainda com as mão unidas as de Caroline. Ele sentia-se leve perto dela, ela tagarelava o tempo todo falando pelos dois, mas ele não se importava Caroline sempre foi a interlocutora de sua relação, sempre preenchendo o silêncio persistente que sempre teimava em rodeá-lo e ele era grato por isso. Ele não percebeu o quanto sentia falta dela até aquele dia, escutando som de sua risada. Caroline olhou para seu carro com uma carreta de descontentamento que o ofendeu.
— Uau precisamos de um lava rápido já.
— Okay como a madame quiser – ele fez uma reverência antiga a ela que riu lhe dando língua. Ele abriu a porta do carro para ela que sorriu admirada
— Como sempre cavalheiro.
— Para alguns isso e conhecido como imbecilidade.
— Stefan… — ela me censurou com olhar
— É pura verdade!– retruquei amargurado.
— Ser cavalheiro e uma qualidade rara nos homens hoje saiba você. Sabe qual difícil e encontrar um cara que abra a porta do carro, ou não queria dividir a conta? Tyler era cavalheiro de vez em nunca… – Caroline parou ao ver meu sorriso de diversão com sua divagar – Eu estou te entediando não é?
— De maneira nenhuma, eu sentia falta de ouvir sua tagarelice
— Serio? – ela perguntou sorridente e descrente mas logo franziu a testa e me bateu no ombro – Espera eu não sou tagarela.
— Ah é sim!
Caroline falava a todo momento sobre seus malfadados fins de relacionamento. Era engraçado como ela conseguia fazer que uma situação ruim parecesse engraçada. Ela falava-me sobre Tyler mas percebia que ao tocar no nome do ex namorado ela se entristecia
— É você disse que tinha vindo me animar…
— Desculpa Stefan – ela fez uma pausa, seus olhos estavam cheios de lágrimas – Mesmo depois de me envolver com o Jesse....
— Você não esqueceu o Tyler – Ela assentiu com a cabeça – É normal, vocês dois têm uma história, que foi terminada de forma um tanto quanto… Brusca.
— Brusca? Ele me deu um pé na bunda, pra ir atrás do Klaus. Justamente o Klaus! – Stefan não conteve o riso, ela por sua vez olhou para ele indignada – Quer dizer, o cara vai embora por causa do Klaus é quando ele finalmente me deixa em paz..
— Ele decidi ir em busca de vingança – completei, ele tentou manter-se sério mas riu ao ver o rosto ruborizado irritado que Caroline fazia.
— Exatamente… Espera você está rindo de mim, é isso mesmo? – Caroline deu um tapa em seu peito – É bom saber que, pelo menos, minhas estórias divertem alguém.
— Desculpe! Mas olhando para você é sua vida romântica eu não me sinto tão mau.
— Fico feliz em ser útil.
X
Stefan tinha estacionado em posto de gasolina, e quando saiu da vista de Caroline, ela decidiu sair do carro também admirando o belo dia que estava fazendo, era uma dos dias típicos de calor intenso na Virgínia, as pessoas andava se abanando reclamando do calor infernal e nessas horas ela agradecia ser uma vampira. Ela se inclinou para se olhar-se pelo retrovisor, beliscando o rosto pois estava pálida como um defunto. O que para ela era natural pois ela estava de fato morta ou quase isso. Seu celular vibrou no bolso relutante ela atendeu a ligação de Bonnie.
— Aló Bonnie – cumprimentei desanimada
— Caroline, onde você está?
— Num lava rápido no presente momento. Por que, o que ouve?
— Você faltou a duas aulas, eu não te vi quando acordei. Onde você está?
— Num lava rápido – repetiu impaciente
— Eu sei, eu entendi. Mas o que faz ai?
— Eu vou levar o Stefan para um lugar, ele precisa espairecer.
— Stefan, você saiu com o Stefan?
— Sim o Stefan por quê? O que há de errado nisso?
— Tem a Elena Gilbert, se lembra nossa amiga? Ex namorada dele.
— E dai? Oi sou Caroline melhor amiga do ex namorado dela.
— Caroline eu sei que você é a Elena....
— Bonnie, eu não comecei nada. Ta legal, a Elena está insuportável.
— Care…
— Bonnie!
— Caroline, você sabe que a Elena passou por muita coisa.
— Sim ela passou. Você também passou, todos nos passamos. O que você queria que eu fizesse? Concorda-se com tudo o que ela faz, só porque a Elena e uma pobre órfão.
— Caroline eu não acredito que disse isso.
— Está certo Bonnie, eu exagerei. Mas se quer saber a verdade, eu estou cansada da Elena se achar a grande matiri de mundo.
— Ela é sua amiga Caroline, nossa amiga. Por favor seja o que for que tenha acontecido entre vocês duas. Depois de tudo o que aconteceu — Bonnie ficou muda Caroline ouviu um grito de dor vindo do outro lado.
— Bonnie, Bonnie você está bem?
— Sim Caroline não foi nada. Bonnie respondeu rouca – É melhor eu ir tenho uma aula daqui a pouco.
— Bonnie, por favor me diz o que está acontecendo. Você tem tido isso a todo o tempo…
— Care eu já te expliquei tudo, eu sou a ancora que uni os dois lados, eu sinto a dor de cada pessoa que morre— Ela fez uma pausa – E o preço que eu tive que pagar pra voltar a vida.
— Bonnie tem que haver uma maneira de acabar com isso…
— Não Caroline, não há. Eu tenho que ir, mas me prometa uma coisa.
— Claro Bonnie.
— Seja lá o que for que tenha acontecido pra você estar com tanta raiva da Elena... Por favor a perdoe, esqueça tudo isso. Vocês são minha família agora, eu não posso ficar sem vocês Okay?
— Tudo bem.
— Eu vou indo agora, volte logo.
(…)
Mesmo não querendo escutei toda a conversa quando ouvi o nome de Elena ser mencionado não pode evitar de escutar a conversa. Talvez fosse um habito masoquista de sempre querer saber tudo sobre ela para então protegê-la, mantê-la a salvo. Caroline parecia triste ao entrar no carro.
— O que ouve?
— Bonnie aconteceu – respondeu preocupada
— O que há com ela? Achei que ela estivesse bem agora.
— Se bem significar sentir milhares de dores de pessoas que morrem a todo momento. Eu acho que não! – afirmou triste – Stefan, acho que ela vai enlouquecer. O pior de tudo e vê-la esconder de todos. Agir como se estivesse ótima.
Caroline fechou os olhos desanimada, o vento batendo contra seu rosto balançando seu cabelos violentamente. Ele olhou para o rosto sereno de Caroline admirando-a por sempre pensar nos outros, vendo seus cabelos dourados dançarei com vento. Quando ela abrira os olhos e seus olhos se encontram com os dele, ela deu sorriso fraco que ele correspondeu de imediato.
— Eu não estou sendo lá a melhor companhia né – Stefan maneou a cabeça prestes a discordar dela quando ela gritou olhando para estrada – Para o carro!
— O que?
— Eu vou dirigir de agora em diante.
— Caroline Forbes eu conheço esse olhar, o que pretende?
— Stefan você confia em mim, não confia? – assenti veemente mesmo temeroso com lindo sorriso que surgiu em seu rosto.
Conhecia bem aquele olhar, ela tramava algo e não conseguia dizer não a ela, era impossível. Relutante ele deu seu lugar para ela, que alegremente ajeitou banco, colocando o cinto de segurança antes de dar partida. Ela ligou o som cantarolando alto as músicas, cutucando meu ombro quando eu me negava a fazer coro com ela. Me peguei relaxando como há muito tempo não me sentia. Caroline Forbes tinha esse poder nas pessoas, trazer leveza, ele perdeu as contas de quantas vezes ele sorria em sua presença. Não era de se admirar Klaus ter caído de amores por ela, ela era fascinaste. Depois de um longo tempo de viagem fomos até Atlanta, Caroline estacionou em frente a uma casa de shows, vários jovens estavam apostos em frente com faixa pretas no cabelo
— Caroline não me diga que o Justin Bieber? – perguntei temeroso
— Stefan eu bem que tentei ingressos para a tour dele, mas estavam esgotados – respondeu sorrindo puxando-me pela mão – Vem comigo.
Caroline e eu passamos pela multidão de jovem que esperavam ansiosos na porta da boate estava anoitecendo a multidão só aumentava. Reconheci aquele boate, já tinha visto em algum lugar mas não me recordava exatamente de onde.
— Com licença mocinha aqui não é permitida a entrada…
— Serio, você não poderia abrir uma exceção para mim? – Caroline se aproximou do homem robusto de quase dois metros de altura e compeliu – Vai nos deixar entrar agora e nos dar aquela pulseira verde ali. Ela ordenou, as pupilas dele se dilataram e logo voltaram ao normal. Ele deu a ela duas pulseiras, que ela estendeu para mim ignorando meu olhar de censura, ela me arrastou para o camarote e ficou olhando para mim com sorriso enorme e seus olhos azuis brilhando em expectativa. Reconheci a música de abertura mesmo sem ainda ter visto o palco "Livin on Player" ressoava alto, com centenas de pessoas assobiando.
— Caroline eu já disse o quanto você é incrível?
— Hoje… Ainda não.
Sorri para ela mas ainda olhava para o palco. Por alguns momentos me vi 1987 num show lotado em LA aquele mesmo show que Lexi compelira a metade da banda para sairmos para beber, com os integrantes da banda. Foi uma das noites mas divertidas da minha vida.
Caroline eu curtimos o show ela me contara que pensara em tudo isso de manha. Quando ouviu uma das garotas no campo cometeram do show aquela noite. E que presente seria melhor. Cantei e bebi muito naquela noite. Saímos de lá completamente embriagados. Caroline tentava acertar a letras da música porém as cantava completamente erradas.
— Eu ainda acho que deveríamos voltar, e compelir Jonh e curtir no camarim. Nos andávamos braçados. Cambaleando é esbarrando nas pessoas no meio da rua.
— Tem um lugar por aqui, eu costumava vir com a Lexi o Blue Devil, foi lá que fiz minha tatuagem, vamos lá. Eu puxei Caroline Blue Devil continuava lá muito diferente do que a 26 anos atrás.
1987
Eu olhava Lexi dançar em cima do balcão, ela rodava em poste sorrindo para um humano que chamara sua atenção. Um homem não se contia e a chamava de vários nomes. Ela como sempre não parecia dar a mínima até que ele a tocou na perna. Lexi quebrou-lhe a garrafa na cabeça, as pessoas que estavam com ele partiram para cima dela. Eu parti para defendê-la. Depois de uma bela confusão Lexi vira o humano que havia se interessado me passar uma cantada
— Não é engraçado Stefan – ela fazia bico, virando goles de tequila de uma vez.
— Não é engraçado? Você sobe em cima do balcão encarna a uma stripper para um cara que é gay.
Explodi em gargalhadas com expressão irritada que Lexi tentou manter-se seria mas explodiu em riso. No fundo da boante havia uma sala de tatuagens, estava tão bêbado que nem me dei conta quando Lexi escolheu uma rosa e mostrou para o tatuador logo em seguida eu olhava abismado para rosa em meu braço.
— Lexi, isso é extremamente gay – Afirmou bravo
— Stefan essa rosa tem vários significados...
— Quais por exemplo – perguntei ainda olhando para rosa em meu braço
— Bem, no presente momento não me vem nada na cabeça – ela riu pegando dois copos de tequila me deu um – Vamos curti essa noite okay. Afinal não é sempre que se faz 138 anos. Nos viramos o copo de tequila e última coisa que me lembro era do sorriso dela ao olhar a tatuagem em meu braço
(…)
Caroline e eu entramos na salinha o tatuador daquela época não estava mas lá. Em seu lugar um rapaz com tatuagens até no rosto nos atendeu. Caroline se inclinou e furtou uma garrafa de uísque. Ela olhava para os desenhos
— Acho que vou escrever “Tyler eu te amo”.
— É eu“Elena eu ainda te amo sua desgraça”. Caroline teve um ataque de riso.
— Quero fazer um grande “Foda-se para o mundo” em forma tribal é claro
O tatuador nos olhava entediado, ele apontou para uma revista com os desenhos disponíveis. No fim Caroline desenhou uma meia lua em seu pescoço. Tentava a todo custo me convencer a fazer um enorme dragão nas costelas. Ela passava a mão em meu tórax descendo para minhas costelas me olhando profundadamente
— Stefan vai ficar lindo se for aqui, por favor faz – ela me pedia suplicante com sorriso infantil no rosto
— Eu estou bêbado Care, mais nem tanto.
De repente ela teve uma ideia pegou um papel é com sua caligrafia escreveu “You have me”. É me entregou eu olhei sem entender nada
— Anda escreve com a sua letra. Eu fiz o que ela mandara é lhe estreguei o papel. – Okay, aqui moço – ela estendeu pulso.
— Caroline o que está fazendo?
— É minha frase favorita, sabe quem me disse?
— O Tyler?
— Não! Foi você.
Eu sorri para ela, ela me entregou o a papel com a frase escrita com sua caligrafia e também fiz a mesma frase.
Foi uma noite louca, nos dirigíamos de volta a Mystic Falls, por mas que não tivesse a menor vontade de voltar para casa, Caroline estava comigo e tudo parecia mais suportável ao lado dela. Nós nos ajudávamos a andar. Para minha surpresa parecia não haver ninguém em casa. Caroline já não dizia nada com nada, cantarolava música do Bon Jovi enquanto subíamos as escadas.
A coloquei em minha cama e ia me afastar mas ela me segurou eu me deitei ao seu lado olhando para o teto. Ainda sentia a mesma dor me consumindo, mas naquele momento estava suportável. A responsável por isso era ela Caroline, minha melhor amiga. Eu virei o rosto a ouvi ressonar tranquilamente, seu rosto sereno enquanto dormia ela se virou e se aconchegou em meus braços eu abracei apreciando o calor e conforto que seu corpo me proporcionava. É naquela noite, foi a primeira que dormi e não tive pesadelos.
Fale com o autor