New Beginning for Love -HIATUS INDETERMINADO

9 Capítulo - 9 The One That Got Away


Notas iniciais
Bem mas um capitulo postado. Queria agradecer aos novos e fieis leitores sejam bem vindo Jorge Pierce, Mah luka, Marina, Nielli, Steroline 4x16 e todos meu cupcakes amados. Aviso decido que vai ser longo mesmo, e vai ter hiatus depois desse por que farei uma viagem e ficarei sem meu namorado (vulgo pc) Espero que gostei...


Damon

Entornei goles de uma bebida que a essa a altura nem fazia ideia do que era. Uma semana depois da briga com Elena, ele pairava pelo Grill. As vezes olhava para o lado desejando que Rick ainda estivesse vivo. Pelo menos para tirar sarro de sua falta de sorte no amor. Matt por sua vez sempre lançava um olhar de pena, enchia a copo sem fazer mais perguntas.

Eu até queria xingá-lo mas me dei conta que ele pertencia ao mesmo clube que eu: “clube dos desafortunados que já foram apaixonados por Elena Gilbert”. Katherine aparecia todos os dias, parecia ter se tornado alcoólatra. Matt ela pareciam (por mas entranho que pareça) se tornado amigos. Katherine se dirigiu a mim, não consegui evitar de pensar em Elena, tentar esquecer alguém que tem uma cópia exatamente igual por qual você já fora perdidamente apaixonado não ajudava muito.

— Já tão cedo no bar Damon – Ela sorriu para mim pegando uma garrafa sem a permissão de Matt que viu é não pareceu se importar.

— Por que mesmo esta sentada aqui Katherine, eu já disse o quanto aprecio sua companhia não é – Virei o copo e olhei Katherine sorri divertindo-se com minha desgraça.

— Sabe é estranho.

— O que é estranho? – Perguntei desinteressado, mas preocupado em brincar com copo em minhas mãos

— Damon Salvatore, em um bar. Bebendo para esquecer uma mulher – Ela parecia seria, apesar do tom de brincadeira – Se fosse o Stefan eu não acharia estranho, mas você – ela riu dando outro gole.

— Claro, porque meu irmãozinho é o único que pode sentar e beber por uma.... Não consegui completar a frase. Katherine maneou a cabeça, e sorriu aquele risinho malicioso que odiava.

— Não se ofenda querido, mas ambos sabendo que você não é o irmão profundo da família Salvatore. Nesse momento o que Damon antigo faria? – Ela colocou a mão no queixo pensando – Estaria sugando o sangue de uma garçonete que lhe lembra-se a Elena, ou qualquer outra pessoa.

Não tive uma resposta para ela. Afinal Katherine estava certa. Aquila pessoa sentada se lamentando bebendo num bar por horas consecutivas não era Damon Salvatore. Quer dizer, não é algo que o antigo eu faria. Katherine sorriu, parecendo saber o que se passava em minha cabeça.

— É Damon olha só para nós – Ela pousou a mão em meu ombro – Se um dia alguém me dissesse que eu viraria uma reles humana novamente, que meu companheiro de porre seria Damon Salvatore, que beberia para esquecer a minha duplicada – Ela ficou seria – Eu riria muito... Depois mataria o infeliz.

Eu tentei ficar sério mas acabei rindo, Katherine me olhou gargalhando. Matt nós olhou sem entender nada.


Stefan

Abri os olhos, lentamente tinha esquecido de fechar a cortina, a luz do sol batia contra seus olhos, suspirou desistindo de voltar a dormir. Ele olhou para o lado e Caroline dormia tranquila abraçada a ele. Ela tinha chorado muito na noite anterior. Não tive coragem de reprendê-la por gostar de Lily e temer perdê-la porque ele mesmo sentia o mesmo. Levantei devagar, para não acordá-la. Fui até o campus falar com Bonnie, precisava de um conselho é como Bonnie era uma bruxa poderia ajudá-lo com Lily. Ele entrou no quarto chamando por Bonnie mas a ela parecia não si encontrar ali E para meu grande azar dei de cara com Elena que estava abatida com os olhos avermelhados denunciando que havia chorado muito... Como sempre.

— Stefan – Elena cumprimentou-me com sorriso hesitante consegui detectar um brilho em seus olhos nublados.

— Olá, Elena – cumprimentei, ficamos nós encarando em silêncio – Bem, já vou indo – Queria correr dali e cortar aquele clima constrangedor que se instalava sempre que encontrava com Elena. Me virei para ir embora mas ela me deteve.

— Stefan, por favor – pediu – Fique a Bonnie já deve estar voltando.

Olhei para porta ainda pensando em correr dali mas, por fim, fiquei. Elena sentou se na cama, olhando para mim fixamente e aquilo começou a me incomodar muito.

— O que quer perguntar Elena? – inquiri impaciente, ela desviu os olhos envergonhada.

— Nada – mentiu, voltando-se para janela. Ela permaneceu com olhos na janela franzindo os lábios, balançando o pé. Estava visivelmente em conflito. Não muito depois voltou seus olhos para mim – Damon, você tem visto ele?

Olhei para Elena que mantinha os olhos brilhando em expectativa e naquele momento acho que senti mais pena dela do que sentia de Katherine, me perguntei a onde foi parar a Elena Gilbert que um dia eu me apaixonei? Ela realmente achava que eramos algum tipo de amigos, que podia usar-me como seu confidente para desabafar sobre as mazelas de seu relacionamento conturbado com meu irmão. Será que ela realmente achava toda aquela situação normal?

— Eu ainda não o vi – respondi seco.

— Desculpa Stefan, eu não deveria ter perguntado dele pra você.

— É, não deveria mesmo – me aproximei dela a olhando nós olhos – Você deveria ir pessoalmente até ele.

— Stefan... Eu não posso encará-lo... Não agora – ela abaixou a cabeça envergonhada.

— É por que não? Por que brigaram afinal?

— Caroline não te contou? – inquiriu ela desviando os olhos para chão.

— Não. Eu não perguntei – respondi. Os olhos de Elena se estreitaram, ela flexionou os lábios, ainda com os olhos no chão.

— Foi por sua causa.

Demorei um dos segundos para compreender o que ela disse e quando o fiz não pude conter o riso, naquele momento parecia uma piada, olhei para porta desejando que Bonnie aparecesse logo.

— Por minha causa Elena – indaguei, respirei fundo tentando não ri novamente – Que diabo tenho a ver com tudo isso?

— Damon viu minha briga com a Caroline e interpretou tudo errado – explicou – Ele pensa que eu....

Com seu silêncio liguei os pontos. Era o que Caroline tentou me dizer, mas não quis ouvir nada que fosse relacionado a eles. Damon acreditava que Elena ainda tinha algum sentimento por ele. Stefan riu pensando o qual idiota o irmão era.

— Por que ele chegou a essa conclusão? Por que o motivo da briga com a Caroline, era eu? – Elena riu quando percebeu que não fazia a menor ideia a que ela se referia, consegui ver ironia em seus olhos castanhos, naquele momento ela me lembrou muito Katherine.

— Você não sabe? – suspirou sorrindo – Caroline, não me perdoou.

— Claro, você matou o namorado dela.

— Não foi pelo Jesse, Stefan. Quer dizer, o principal motivo era você – disse irritada quase berrando – Caroline está se apaixonando por você, vai mesmo me dizer que não notou?

Fiquei em choque. Elena com certeza estava delirando. Caroline apaixonada por mim? Isso era impossível. Elena sorriu com raiva.

— Você é mesmo muito ingênuo Stefan — ela maneou a cabeça — Caroline gosta de você. Mas não só como amigo, ela me esbofetou por sua causa. Por causa disso Damon brigou comigo.

Olhei para Elena senti uma imensa pena do meu irmão por ter se apaixonado por ela. Ela era uma mistura de Damon com Katherine que ninguém em sã consciência conseguiria suportar além de mim e próprio Damon.

— Sabe Elena você realmente me faz ter pena do meu irmão. Mesmo ele sendo o Damon, ele merecia alguém... Que não fosse você.

Podia ver o sorriso nervoso se desmanchar, sua boca abriu uma duas vezes antes de conseguir formular uma frase.

— Como é?

— Estou dizendo que você ainda consegue ser um pouco pior do que a Katherine. Pelo menos ela não mascarava suas intenções com lágrimas a todo momento. Eu vou atrás do meu irmão e agradecê-lo de coração por ter me livrado dessa provação que amar você Elena. Porque sejamos sinceros, ninguém merece isso.

Dei as costas para ela que veio até mim com raiva começou a me bater, tentou me estapear mas eu segurei suas mãos.

— Stefan, como pode pensar isso de mim? – indagou indignada. Mais uma vez ela chorava. Em outra época aquilo me despedaçaria, eu faria tudo para não vê-la chorar, mas naquele momento só senti impaciência.

— Chega Elena! Quando é que você vai crescer e parar de chorar como uma garotinha mimada? O que eu disse é pura verdade. Você é tão egoísta quando a Katherine, tão tóxica quanto. Quando você me largou pelo meu irmão. Eu sofri, fiquei dilacerado, com raiva de Damon, mas eu deveria saber que você machucaria ele também é o que você faz. Eu olho para você hoje é me pergunto como um dia eu consegui amar você?

— Como pode dizer isso? — ela soluçou batendo em meu peito. Segurei seus pulsos a impedindo de continuar, ela arregalou os olhos surpresa quando a sacudi levemente.

— Para de chorar! — gritei — Para de se achar o centro do mundo sem pensar em quem magoa. Você só pensa em si mesma. Alias, sempre foi assim. Sua dor, seus problemas sempre são maiores dos que dos outros. Será que não vê que está na hora de crescer? Ninguém alguenta mais tanto choro, reclamação e indecisão. Se não parar logo com isso terminará sozinha – soltei seu pulso sem a menos delicadeza – Ah pode deixar que se eu vir o Damon por ai, eu vou avisá-lo. Para ficar bem longe de você


Joey

Andei pelo corredor trêmula, sentindo as palmas das minhas mãos soarem. Era sempre assim quando sabia que o encontraria. Fiz o sinal para que um dos seguranças retirassem o corpo da garota. Me aproximei devagar de Aron que olhava para o corpo caído no chão em choque, estava coberto de sangue, estava sentado abraçando os joelhos se balançando murmurando sozinho. Ela tocou em seu ombro ele a encarou assutado

— Eu não queria – murmurou
— E claro que não. Mas você tem sede tem que se alimentar é ela era um alimento – menti, tentando soar compreensiva

— Alimento? – ele me olhou incrédulo – Ela era uma pessoa, eu sou monstro.

— Sim você um monstro – olhei para o rastro de sangue no chão – Era isso que queria ouvir, mas ela também era.

— Por que fizeram isso comigo, por quê? – peguei seu queixo forçando a me encarar
— Não foi nada com você. Na verdade queríamos a Elena, você foi um efeito colateral.

— Elena – sibilou perplexo – Eu quase a matei....

— É uma pena não ter conseguido.

— Por que estavam atrás dela?

— Porque Elena é uma vampira Aron, um monstro.

— Não – ele sorriu incrédulo balançando a cabeça – Não pode ser....

— O que, não acredita em vampiros? Você é um agora sabia. Só que mas sofisticado. Aron por culpa dela você está aqui, ela e o namorado e aquela loirinha irritante são todos vampiros. Todos eles já mataram inocentes Aron.

— Não, eu não vou matar mais ninguém.

— Tudo bem então – peguei uma estaca e me aproximei dele

— O que vai fazer? – ele se afastou encostando-se na parede.

— Matá-lo, eu não tenho esse mau.... Como é mesmo o nome? – sorri brincando com a estaca vendo pavor estampado no rosto dele – Culpa ou consciência para alguns. Tanto faz.
Quando estava prestes a ia cravar a estaca em Aron o Wen apareceu segurando sua mãos.

— Que pensa que está fazendo? – rosnou com raiva – Deixe-o.

— Eu posso deixá-lo vivo Wen, só depende da cooperação dele. Wen a puxou pelo braço arrastando-a para fora da sala.

— Você ia matá-lo...

— Claro que não, mas ele precisa de um incentivo.

Um guarda a interrompeu fazendo um sinal que ela conhecia bem. Ele queria vê-la.

— Pelo visto está com sérios problemas – Wen riu da minha cara apavorada – Porque essa cara Joey? Sabe que você é única que ele não machucaria.

Passei pela passagem atrás de uma instante, fiquei apreensiva, já era segunda vez que ela a chamava provavelmente estava insatisfeito com ela. Entrou tentando fazer o mínimo ruido possível. Mesmo depois de tanto tempo ainda sentia um arrepio a percorrer por inteiro. Ele estava em sua cadeira lendo pela centésima vez “o príncipe maquiável”.

— Josefine – ele cantarolou seu nome e virou-se na carteira – Não se acanhe entre, sente-se – Ele apontou para cadeira a frente dele, ela sentou sua frente ele fechou o livro é sorriu. – Vejo que tudo correu bem com Aron.

— Sim, ele se alimentou.

— Ótimo, estou muito satisfeito com isso. Agora me diga, já achou Lilith?

— Sim, senhor.

— Então, por que não a trouxe de volta? – inquiriu arqueando a grossa sobrancelha. Ele se levantou e guardou o livro na instante – Eu sempre soube que seu apego com a garota seria prejudicial para meus planos. Onde ela está?

— Com um dos Salvatore – reposndi sem coragem de encará-lo

— Não me diga que é o Damon – neguei com cabeça

— Você está feliz não esta? – ele pegou em meu queixo. Não consegui encará-lo.

— Não – menti – Por que eu faria isso?

— Sabe bem por que Josefine – ele ficou sério seu rosto era impassível – Não consegui mentir para mim. Você ajudou a libertá-la é não fez esforço nenhuma para achá-la.

Ele se afastou indo até o bar servindo se de uísque

— Eu vou achá-la – prometi.

— Não será necessário minha querida – ele acariciou meu rosto – Eu mesmo irei achá-la. De quebra posso rever uma pessoa novamente. Tentei me afastar mas ele me puxou pelo pulso – Não me olhe assim, não acha que eu iria machucá-la não é?

— Por favor, eu te imploro não faça nada, eu vou pegá-la de volta.

— Josefine... Que tipo de monstro pensa que eu sou? – Ele me puxou pelo pulso – Eu não machucaria nossa filha.


(...)

Estava sentada na sombra de uma árvore. Com os olhos fechados sentindo a luz do sol em seu rosto. Tudo estava tão verde, flores de todas as cores desabrochavam em árvores. Olhou em volta e viu sua mãe, ela estava em outro canto com seu pai e o namorado, rindo das aventuras que meu pai contava em tom exagerado. Tyler também estava lá.

Ele estava abraçado a uma garota que ela não conhecia. Sorri ao vê-lo apresentar a moça para os pais. Matt estava em outro canto conversando com alguns jogadores, quando sua irmã Vick aparecera por trás o abraçando. Vick havia se curado dos vícios com apoio da família e de seu namorado Jeremy. Elena aparecera de braços dados com sua amiga Bonnie ambas riam cochichando sobre jogadores que acompanhavam Matt. Tudo estava perfeito.

Abri os olhos e vi uma garotinha olhando-a fixamente. Tinhas os cabelos lisos negros caídos na altura da cintura e os olhos mais azuis que já vira na vida. Sorri para menina que saiu correndo para dentro da floresta. Mesmo não conhecendo-a senti um grande desespero em encontrá-la.

Ela perguntava para pessoas em sua volta se tinham visto a meninas. Mas todos negavam com a cabeça, ela adentrou pela floresta olhando atenta para todos os lados. O sol de repente desaparecera, uma neblina começou a surgir tornando difícil enxergar qualquer coisa à sua frente. Escutei os galhos de árvore se quebrando com passos de alguém que coria. Ela olhou para os lados mas não viu ninguém.

Ouvi um choro desesperado ecoar pela floresta. Começou a andar mais rápido, aquilo estava começando a assustá-la. Os barulhos de passos em sua volta aumentava. Sentia que algo a observava. Corri, mas estava em dando voltas acabava no mesmo lugar. Sentia a respiração de alguém próxima como se estivesse ao seu lado mas nada havia ali, o choro aumentou. Corri desesperada e tropecei em algo duro. Quando olhei o que era gritei. Minha mãe estava caída no chão com sangue saindo do pescoço, os olhos abertos já sem vida.

Me ajoelhei tentando acordar a mãe. Quando olhei para o lado viu os corpos do meu pai e seu namorado, Matt, Vick, Jeremy, Bonnie, Tyler, todos estavam mortos. Caroline gritou de dor e desespero. Meus olhos se voltaram para um vulto que estava a sentado perto do corpo de Jeremy, ela se assustou ao ver que era a menina. Me aproximei da menina trêmula em choque, mau conseguindo andar. Mas algo no choro de menina a chamava, coloquei as mãos no ombro da menina que estava abraçada aos joelhos.

— Se afaste Caroline – A menina balbuciou – Corra para longe.

— Não. Vem comigo – Disse entre lágrimas – Vamos sair daqui

— Eu sinto muito, eu sinto muito. Quando a menina finalmente levantou a cabeça está coberta de sangue – Sinto muito Care. Caroline sentiu algo perfura seu peito, ela caiu no chão. A última coisa que viu foi uma pessoa estendendo a mão para menina.

Acordei gritando, sentindo meu coração palpitando feito um motor. Pisquei os olhos ainda sentindo minha carne tremer. Me assustei mais ainda quando senti uma mão pequenina em meu rosto, quando me virei Lily me encara triste. Olhei para ela e fiquei mais assutada, era o mesmo olhar que a mesma havia lhe lançado no sonho. Com meu silêncio e expressão assutada Lily tirou sua mão de meu rosto.

— Esta brava comigo? – inquiriu ela com sua voz baixa e melodiosa soando triste. Quando notei a tristeza em seus olhinhos, me desliguei do transe.

— Não, meu amor – beijei sua testa aninhando em meu braço – Me desculpe, estava distraída.

— Sinto muito – quando Lily murmurou aquela frase, senti aquela onda de medo e terror me invadirem tentei controlar minha voz ainda abraçada a Lily

— Sente pelo que querida?

— Pelos pesadelos – ela se afastou de mim me encarando – Não consigo deixar de tê-los.

— Não é sua culpa querida. Logo todos eles vão passar eu prometo Lily abaixou a cabaça assentindo – Ei você confia em mim e no Stefan não é? – ela assentiu com a cabeça.

Dei lhe outro beijo na tempora e me levantei ainda atordoada. Preparei o café da manhã para minha mãe e para Lily. Quando minha mãe surgiu na cozinha já trajada de seu uniforme habitual, lágrimas me sugiram em meus olhos, eu corri até ela abraçando. Minha mãe retribuiu incrédula

— O que foi Caroline? – ela me abraçou forte – Por que está chorando?

— Nada mãe, nada. – me recompus forcei um sorriso para ela, olhei de canto para Lily que brincava com seu urso e sorri quase que involuntariamente. Minha mãe olhou temerosa, para mim, sentou-se na mesa e me fitou preocupada.

— Caroline minha filha, tem que parar com isso.

— Isso o que mãe? – perguntei distraída bebendo meu santo alimento de cada dia.

— Você se apegou essa menina Caroline, tenho medo do que possa acontecer quando a família dela aparecer.

— Família mãe? Se ela tivessem pais, eles não deixariam acontecer com ela o que aconteceu. Ela não devia ter ninguém....

— Caroline – minha mãe levantou e veio até mim posou a mão em meu ombro – Me esculta Caroline. É se houver, se aparecer alguém procurando por ela. O que vai fazer?

Fiquei paralisada pensando na possibilidade de isso acontecer. Sempre respondia que não haveria problema algum. Mas só de imaginar que a qualquer momento alguém tiraria Lily dela. Aquilo lhe enchia de desespero e vazio.

— Ela não tinha família – afirmei secando as lágrimas que insistiam em cair – Uma família não deixaria que ela fosse torturada.

— Caroline....

— Ninguém vai tirá-la de mim mãe. Eu prometi que a protegeria não importa quem seja. Não vou deixar que a machuquei de novo.


Stefan

Entrei na mansão à procura de Damon. Tentei resistir o máximo que podia, mas a verdade é que não conseguia deixar de pensar em qual mal ele estaria agora. Depois de da briga com Elena, ele deveria estar péssimo. Ele mais do que ninguém sabia como era ter o coração esmagado por ela. Por esse motivo resolveu verificar como ele estava, mesmo que para isso tivesse que engolir toda magoa e varrer todos os conflitos entre eles para debaixo do tapete. Entrei pela sala procurando sinal de vida. Subi para os quartos e conseguiu ouvir respirações descompassadas e gemidos. Damon estava com alguém, ou seria Jeremy e Bonnie. Me virei para descer a escada quando ouvi uma voz conhecida. Fiquei paralisado em choque quando reconheci aquela voz. Era voz de Elena, mas não poderia ser ela.... Era Katherine.

Desci as escadas em silêncio e corri para carro. Sentindo-me estranho. Durante a volta pra casa tentei colocar os pensamentos em ordem me perguntando porque me incomodei com isso. Afinal, era Katherine. Não sentia nada além de desprezo... Okay, talvez agora que ela era humana, uma leve empatia comecei a nutrir por ela. Mas não era amor, ou coisa do tipo. Então porque aquele incomodo na boca do estomago quando me lembrava do som dos gemidos dela.

Talvez saber que eles estavam juntos me levou de volta para passado. Foi como descobrir que Elena havia dormido com meu irmão no mesmo dia em que terminamos.Voltei para casa e encontrei Caroline na varanda da casa olhando para Lily que brincava com Jeremy. Lily correu para mim quando me viu. A abracei mesmo entorpecido, entrei na casa sem ao menos conseguir cumprimentar Caroline ou Jeremy, Caroline me seguiu deixando Jeremy confuso atrás de nos.

— Stefan – Caroline me chamou e quando não respondi, franziu a testa preocupada – O que ouve?

— Não foi nada Care – menti. Desviei meus olhos após fingir o melhor de meus sorrisos. Mas eu sabia bem que não conseguiria enganar Caroline Forbes. Ela sorriu e segurou minha mão

— Sabe que esse seu sorriso não me engana não é? Onde foi Stefan?

— Fui no campus – respondi distraído – Encontrei Elena e nos discutimos, foi só isso.

— Elena? – ela fez uma pausa olhando para mim, não pude sustentar seu olhar por mais de um segundo. Caroline suspirou e franziu a testa para mim – Não entendo o motivo de mentir para mim Stefan.

— Não é mentira Caroline. É a mais pura verdade. Não estava tão pronto quanto pensava, foi só isso.

— Tudo bem então, se não quer me dizer. Mas sabe que se precisar desa...

— Nem tudo sou obrigado a lhe dizer Caroline, nós não somos casados para eu ter que ti dar satisfação de tudo que faço. Eu já disse que estou bem! – berrei me sentindo agoniado e impaciente. Caroline arregalou os olhos com boca escancarada. Ela abriu e fechou a boca tentando dizer algo, mas nada disse. me arrependi de imediato, quando notei seus olhos azuis se voltarei para chão. Ela mordiscou o lábio antes de voltar a erguer a cabeça.

Ela se levantou saindo apressada, quase correndo da sala. Demorei alguns segundos observando a correr porta fora sentindo-me a criatura mais burra e ingrata dessa terra. Tentei alcançá-la, mas ela já estava na varanda. Não queria brigar na frente de Lily. Eu me sentei com raiva de mim mesmo, tinha descontado minha raiva ou ciúme qualquer que fosse aquele maldito sentimento que me tomava na única pessoa no mundo que eu não queria machucar.


Caroline

Fiquei aliviada ao ver Stefan chegar, queria contar-lhe sobre o pesadelo que tive mais cedo. Mas ele não parecia nada bem, deu um abraço sem jeito em Lily que correu até ele, mas passou por mim e Jeremy sem ao menos nos cumprimentar. Jeremy me olhou confuso eu decidi segui-lo e ver o que tinha lhe acontecido. Stefan me disse que tinha sido o encontro com Elena, eu não acreditei em nenhuma palavra que ele dissera, mas achei melhor não pressiona-lo, mas foi exatamente quando tentei explicar-lhe isso, ele explodiu comigo.

"Nem tudo sou obrigado a lhe dizer Caroline, nós não somos casados para eu ter que ti dar satisfação de tudo que faço. Eu já disse que estou bem!"

Fiquei paralisada com o grito dele. Assutada e magoada por sua explosão repentina. Não sabia o que dizer, a única vontade que tinha era de correr dali, correr para longe. Sai as pressas da sala, Jeremy se levantou vendo meu estado.

— Caroline o que ouve? — inquiriu preocupado, sussurrando para não chamar atenção de Lily.

— Nada Jer – menti – Você poderia ficar mais um pouco aqui com a Lily?

— Claro – Jeremy assentiu olhando para Lily – Você está bem mesmo?

— Sim, Jeremy. Só... Estou precisando dar uma volta.
Beijei a testa de Lily que me lançou um olhar compreensivo. Não queria ficar em casa na companhia de Stefan. Ela pegou o carro, não sabia para onde ir. Bonnie deveria estar em uma aula é Elena... Bem elas se odiavam agora.

Não conseguia parar de chorar, o choro que começara silencioso. Agora a fazia soluçar, limpei as lágrimas olhando-me no espelho retrovisor. Liguei o som do carro para tentar abafar o som de meus próprios pensamentos, uma musica começara a tocar e letra lhe deixava ainda mais deprimida. Acelerei o carro sentia o vento bater em seu rosto. O rosto de Tyler lhe veio a mente, quando ele a deixou em busca de vingança. Lembrei-me de quando Matt terminou com ela porque ela era uma garota fútil e vazia.

Uma raiva começou a crescer dentro de mim. Podia sentir as lágrimas queimarem meu olhos. Como foi burra em pensar que Stefan seria diferente deles. No fim Elena estava certa, nunca passaria de um passa tempo para quem quer que fosse. Até mesmo Klaus não suportaria passar um mês com ela quem dirá a maldita eternidade. Estacionei o carro não podendo mais dirigir senti vontade de ir ao Grill, mas sabia que Matt me lançaria aquele olhar de pena que ela conhecia tão bem. Como estava com raiva de si mesma. Por que pensou que seria diferente com ele? Podia ouvir a voz nítida de Elena lhe dizendo que ela nunca passaria de diversão.

De repente toda a dor que tentava esconder a rasgava por dentro. A tristeza de ser deixada pelo homem que amava, por nunca ter sido importante o suficiente para ninguém é talvez nunca chegasse a ser a dominou. Apertou o volante com as lágrimas embaçando seus olhos, com olhos fixos na estrada tentando recolher os pedaços, tentando engolir toda dor e magoa, dirigindo para lugar nenhum especial.

Damon

Virei para o lado e senti uma mão quente envolver seu peito. Por um momento uma felicidade repentina lhe tomou, pensou que tudo fora um pesadelo, que Elena estava ali ao seu lado novamente. Mas quando virou para o lado não era Elena, lembrou-se do perfume dela, de sua pele tão fria quanto a dele. A mão que estava sobe seu peito era quente, seu perfume era outro. Não era Elena, era Katherine. Um choque lhe tomou de imediato.

— Mas que merda...

Katherine não se moveu, dormia profundamente. Aos poucos se lembrou de ficar bêbedo, de relembrar os velhos tempos com Katherine. É de repente Bummm.

Lá estava ele tirando lhe a roupa ou melhor rasgando a apressando em quase todas as paredes enquanto Katherine estava mordiscava sua orelha, ate chegar e seu quarto e possuí-la. Foi tão intenso que ambos adormeceram exausto. Damon se levantou atordoado, olhando para as costas nuas de Katherine, estava nua em sua cama, somente um lençol branco lhe cobria o corpo.

O que ele tinha feito? A que ponto chegou. Dormir com a Katherine para esquecer a ex namora que acaso era igual à mulher que dormia em sua cama. Ele se vestiu e desceu a escada nervoso, entranhou a posta de sua casa estar escancarada... Será que Elena estivera ali.

Damon sentiu uma onda de culpa lhe invadir, ia servi-se de mais uma dose de uísque, quando percebeu que só aquilo não seria o suficiente, pegou a garrafa toda e se jogou no sofá. Ficou alguns minutos xingando a si mesmo culpando a bebida. Quando Katherine desceu, para sua surpresa estava vestida. Terminava de abotoar a blusa.

— Olá Damon – Katherine estava seria – Tchau Damon.

Katherine apressou-se em vestir o sapado se sentando na escada. Fiquei atônito olhando-a, como se nada tivesse acontecido. Ela estava distraída tentando subir o zíper de sua bota apressada para fugir dali o quanto antes, eu pensei que teria que expulsá-la ou ameaçá-la para que ela fosse embora. Eu me levantei ficando em sua frente.

— Está com pressa Katherine – ela se levantou sorrindo.

— O que é Damon, vai me pedir em casamento agora? — ela riu — Foi só sexo.

Ela tentou desviar de mim mais eu não sai da frente.

— Estranho, realmente curioso, essa sua atitude.

— Estranha por quê? O que pensou que eu faria... Ah Damon, foi só um flashback de nada, afinal estávamos bêbados. Você levou um pé na bunda – ela riu – Eu tenho necessidades, ainda mas agora que sou humana.

Ela se aproximou de mim e pegou a bebida de minha mãe e deu um longo gole derramando algumas gotas, que escorreram por seu queixo descendo para seu decote, depois limpou a boca e sorriu, aquele sorriso safado que conhecia bem.

— Ops, acho que bebi tudo – ela olhou para os seios – Como sou desastrada.

Sendo tomando por um impulso, enlacei sua cintura encarando-a, ela mordeu os lábios olhando para minha boca. Ela lambeu os lábios demoradamente encostou os lábios nos meus e me empurrou. Ela saiu rebolando sem olhar para trás. Eu sei o qual louco era tudo aquilo, por que eu sabia que amava mesmo era Elena. Mas Katherine sabia exatamente como me deixar louco, sempre soube.


Stefan

Verifiquei o relógio a cada um minuto, olhei para janela apreensivo. me perguntando onde diabos Caroline estava. depois de meia hora pensei que ela poderia ter ido espairecer, tentou controlar a si mesmo e lhe dar espaço. Mas depois de colocar Lily para dormir e percebeu que ela ainda não tinha voltado começou a se desesperar. Mais uma vez ligou para Caroline, mas a mesma tinha desligado o telefone. Me sentei no sofá lembrando de tudo que ouve naquele dia. Tinha reencontrado de Elena e não sentido nada além de um misto de pena e raiva.

Depois de se descontrolar de ciúme de Katherine mais uma vez com Damon. Tudo aquilo estava confuso demais, por que aquele incomodo repentino com vida sexual de Katherine? Até pouco tempo sua presença lhe causava repulsa, era indiferente com o que quer que fosse que se trata-se dela... E agora isso. Se descontrolou e brigou com sua melhor amiga por sentia-se confuso e agoniado ao pensar em seu irmão e Katherine juntos. Será que confundira tudo transferira seus sentimentos por Elena a Katherine, ou será que sempre fora o contrário. Ele colocou as mãos na cabeça nervoso. Caroline, porque tinha que ser um idiota justo com ela.

Por que tinha que machucar a única que sempre esteve do seu lado. O desespero em seu peito parecia expandir-se querendo explodir. Se levantou decidido a achá-la. Quando a mesma entrou em casa. Sentiu um misto de alívio, felicidade e culpa tudo ao mesmo tempo. Caroline nem pareceu notá-lo ela tirou o casaco que vestia o colocando no cabide atrás da porta.

— Caroline podemos conversar – pedi humildemente, me aproximei dela que mantinha dois pés de distancia. Quando ela finalmente ergueu a cabeça e me encarou senti um nó na garganta ao encontrar seus olhos azuis tão calorosos e brilhantes avermelhados.

— Eu estou exausta Stefan, vou dormir agora. Podemos conversar pela manhã – ordenou com voz monotona, fria. Tão completamente diferente de seu tom normal que me assustei. Segurei sua mão desesperado, ela desviou os olhos para minha mão e retirou a mão como se houvesse levado um choque. Senti o nó na garganta crescer com a rapidez com que ela se afastou de mim.

— Caroline, por favor, me esculte. Eu sinto muito por tudo que disse. Eu estava com raiva e acabei descontando em você, não queria dizer nada daquilo.

Ela assentiu com a cabeça mecanicamente. Esperei pelo memento que ela explodiria ou gritaria comigo, mas ela nada fez. Seus olhos azuis continuavam inexpressivos, quase vazios.

— Eu sei, Stefan. Está tudo bem — ela rebateu com voz monótona e cansada.

Ela caminhou até o quarto me ignorando por completo. Senti vontade de sacudi-la, queria que ela gritasse, ou me batesse qualquer coisa era melhor que aquilo. Aquela frieza cortante em seu olhar, sua voz exasperada, qualquer coisa era melhor do que aquele silêncio. Senti uma pontada no peito olhando-a se afastar de mim

— Care....

— Boa noite Stefan – ela entrou no quarto de Lily. Eu fiquei ali encostado a porta querendo voltar no tempo e apagar todas as idiotices que disse, querendo ter a minha Caroline de sempre de volta.

(...)

Estacionei em frente a minha casa e olhei a luz da sala acessa. Stefan estaria agora me esperando, possivelmente cheio de culpa pelo que disse. Depois de passar horas chorando dentro de um carro, depois de um policial amigo de sua mãe a parar, querendo levá-la para a delegacia ou hospital — talvez psiquiátrico — a qualquer custo. Fui obrigada a compeli-lo a ir embora e voltei a chorar em seguida. Fiquei parada em frente a casa por muito tempo até reunir forças para entrar.

Stefan se levantou assim que a viu entrar. Sentiu um nó na garganta, um vazio. Aquela sensação de perda e desamparo quando encontrei com seus olhos cheio de culpa e dor. Antes, chegar em casa e encontro-lo era o completo oposto disso. Ela sentia-se sempre segura e amparada ao lado dele. Ele tinha sido a primeira a pessoa a enxergar-me quando ninguém o fez, a acreditar em mim quando nem mesmo eu acreditava. Ele tornou-se seu amigo tão rapidamente, sem que ela houvesse se dado conta, ela contou-lhe coisa que jamais pensou em dizer a alguém.

E agora enquanto fitava seus olhos verdes, sentia que seu coração tinha sido esmagado. Seu único amigo tinha quebrado seu coração que já estava em frangalhos há muito tempo. Sabia que podia ser exagero, o maldito drama que herdara de sua mãe. Mas quando Stefan gritou aquilo em alto é bom som, sentiu que a última pessoa que podia contar tinha sumido, a unica que não achava louca, controladora e neurótica.

A unica que ela pensou que a aceitava como ela era.

Ela entrou sem olhá-lo, ele se pôs em sua frente se desculpando pelo que havia dito. Segurei com todas as minhas forças a vontade chorar ou estapeá-lo por descontar sua raiva em mim. Mais raiva mesmo sentia de mim mesma. Raiva de ter me apoiado nele, de ter criado tantas expectativas, de ter colocado minha fé em outro alguém. Eu respondi com máximo de polidez que eu tinha, fui para o meu quarto o deixando com o olhar perdido atrás de mim.

Entrei no quarto e fiquei observando Lily, que parecia dormir tranquilamente essa noite. Me troquei quase que mecanicamente, me deitei na cama ao lado de Lily. E não conseguiu mais conter as lágrimas que tanto segurei até conseguir sair do carro e encarar Stefan. Eu chorei em silêncio por algum tempo tentando esquecer que aquele dia aconteceu, reunindo o que sobrou para então seguir em frente. Abri os olhos surpresa quando senti uma mão pequena e gelada tocando meu rosto. Me deparei com pequeno par de olhos azuis me observando. Ela estendeu a mão enxugando as lágrimas teimosas que insistiam em cair. Ela permanecia ali, consolando-me me fitando com um olhar triste, ao mesmo tempo compreensivo.

Olhando-a naquele momento. Suas mãos ainda tão pequena repleta de cicatriz, enxugando minhas lagrimas, me consolando, quando eu que deveria consolá-la, cuidar dela. Ela sorriu, aquele pequeno sorriso, algo tão raro nela preencheu meu ser de calor e amor. Naquela hora eu tive certeza que não estava tão sozinha quanto pensava. Aquele pequeno gesto, encheu meu coração de uma ternura que eu pensava não ser capaz de sentir. Eu peguei sua mão e me aconcheguei perto dela encostando minha testa na dela. Ficaria tudo bem. Eu tinha alguém que receberia meu amor, que me amaria de volta.

Notas finais
XOXO