Neville Longbottom e a pedra filosofal
6 A Seleção
Notas iniciais
Harry via as milhões de paisagens estenderem-se à sua frente. Conforme o barco se arrastava rio abaixo, mais impressionado o garoto ficava.
Tudo o que ele pensava era "Annie precisa ver isso". Pensar na irmã o deixava triste.
—Uau!- exclamou Rony atrás dele.
Eles passaram todo o trajeto tão impressionados que nem perceberam quando chegaram no castelo.
Hagrid os conduziu até um grande salão, onde uma bruxa de, pelo menos, 50 anos, vestindo vestes verde-esmeralda e um chapéu pontudo os esperava.
—Sou Minerva McGonegall.- anunciou, encarando cada um dos olhos admirados dos novos alunos. A bruxa se deteve um pouco mais em Harry e Neville, mostrando peculiar interesse me ambos.- Diretora da Grifinória.- continuou, mudando o peso de um pé para o outro.- Ao adentrarem esta porta atrás de mim, irão ser selecionados para suas respectivas casas. As quatro casas são: Grifinória, Corvinal, Lufa-lufa e Sonserina. Suas casas serão como suas famílias. Seus triunfos renderam pontos. Se quebrarem as regras, perderão pontos, e, no final do ano, a Casa com mais pontos ganhará a Taça das Casas.- Minerva falava tão rápido que Harry quase não conseguiu acompanhar. Então fixou seus frios olhos nos olhos verdes do garoto, por trás dos óculos de ambos.- Tomem cuidado.
A professora entrou na porta, pedindo para os alunos esperarem um pouco. Logo o tal Malfoy, que conhecera na Madame Malkin veio tirar satisfação com o pobre Neville.
—Então é verdade?- perguntou Malfoy.- O que disseram no trem? Neville Longbottom está vindo para Hogwarts?
Harry ouviu o murmúrio de todos: "Neville? Neville Longbottom?".
—Eu sou Malfoy- apresentou-se- Draco Malfoy.
Rony deixou escapar um risinho. Malfoy se virou para ele.
—Acha meu nome engraçado? Nem preciso perguntar o seu. Cabelo ruivo. Vestes de segunda mão. Você deve ser o Weasley.
Rony fez uma careta e fechou a cara. O loiro se virou para Neville outra vez.
—Logo vai descobrir que algumas famílias de bruxos são melhores do que outras...
—Deixa ele, Malfoy.- interveio Harry.
O garoto olhou para Harry.
— O patético da Grifinória.- deboxou, e, voltando-se para Neville:- Você não vai querer andar com... a pessoa errada.- e lançou um olhar para o ruivo e o moreno.- Eu posso ajudá-lo nisso.- concluiu, estendendo a mão.
Neville não sabia o que fazer. Isso estava claro.
—Neville, não!- Harry respondeu. E para Malfoy- Ele pode escolher sozinho quem é a pessoa errada. Não é, Neville?
—Sim.- disse incerto.
Desapontado, Malfoy voltou-se a seus mais novos amigos: Babaca Crabbe e Idiota Goyle.
Nesse momento, as portas do salão se abriram deixando os alunos vislumbrarem o mais lindo dos salões.
Vidrados, se direcionaram ao Chapéu Seletor, em cima de um banco.
—Não é de verdade esse teto- comentou Hermione, atrás dos garotos.- Foi enfeitiçado para parecer o céu a noite. Li sobre isso em Hogwarts, uma história.
De fato. O teto parecia exatamente como o céu.
—Quando chamar os seus nomes, venham até aqui. Vou colocar o chapéu em suas cabeças e ele os dirá aonde ir. Mas antes, ele deseja cantar.
Rente às dobras do Chapéu, ele criou uma boca e começou a cantar.
—Granger, Hermione.- chamou a professora, ao fim da cantoria.
Hermione respirou fundo e murmurou à si mesma "ah, não! Tudo bem, relaxe!"
Minerva colocou o chapéu em sua cabeça e ele logo anunciou:
—Grifinória!
A mesa da casa aplaudiu com entusiasmo, e a garota foi se juntar aos colegas de casa.
Os nomes foram passando, e os alunos selecionados. Malfoy, Crabe e Goyle foram para a Sonserina. Pansy Parkinson e Zabini também. Simas Finnigan, Dino Thomas, Rony e Neville foram para a Grifinória. Anna Abbot e Ernesto McMillian foram para a Lufa-lufa.
Quando faltavam uns 5 ou 6 alunos, Harry finalmente foi chamado.
—Potter, Harry.- anunciou a professora.
Harry caminhou até o banco e se sentou. Minerva colocou o chapéu em sua cabeça.
Agora, não lhe importava mais se fosse da Grifinória. Desde que não fosse para a mesma casa de Malfoy, tudo bem.
Hum, ecoou o Chapéu em sua mente, difícil, muito difícil. Tem coragem, estou vendo. E uma mente nada má também. Tem talento, se tem! E uma vontade de se provar. Mas onde vou colocá-lo?
Sonserina, não, Sonserina não, suplicou o garoto, tudo menos Sonserina, tudo menos Sonserina.
Sonserina não! Tem certeza? Vais ser grande, garoto! E Sonserina poderia ajudá-lo a alcançar essa grandeza, não tenha dúvida.
Sonserina, não, Sonserina não, continuou o menino.
Não? Melhor que seja...
—Grifinória!- anunciou. A mesa toda aplaudiu, e Harry sorriu, feliz por estar na casa de seus pais, com Rony.
A Seleção prosseguiu, e quando finalmente acabou, Dumbledore anunciou:
— Bem-vindos! Antes de mais nada, quero dizer algumas palavras: pateta, chorão, destabocado, beliscão.
E, dizendo isso, sentou-se de volta em seu lugar e as travessas se encheram de comida. No final do banquete, Dumbledore chamou a atenção de todos outra vez:
—Como de costume, o sr. Filch me pediu para lembrar-les que a floresta negra é expressamente proibida. E o corredor do terceiro andar no lado direito também está restrito para todos aqueles que não querem ter uma morte altamente dolorosa.- ele lançou um olhar sinistro a todos e então continuou alegremente:- Bem vindos a Hogwarts! E os diretores de suas respectivas casas lhe entregaram seu cronograma de horário amanhã, às oito horas, durante o café-da-manhã. Monitores! Conduzam os alunos aos seus dormitórios.
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