"Never let me go" - Draco Malfoy
1 Prologo
Notas iniciais
De onde eu estava eu conseguia enxergá-lo no meio da multidão, junto com Zabini. Eu sentia sua falta, e muito. Ele poderia ser um idiota com todos, mas só eu sabia como ele realmente era, e ele era incrível. Fazia seis anos que nunca mais troquei uma sequer palavra com ele. Draco gostava de ser ignorante com todos da Grifinoria, mas quando o assunto era eu, tudo que ele fazia era só ignorar, era como se eu não existisse mais. Antes isso me afetava mais, mas depois foi melhorando. Porém a nostalgia tomou conta de mim quando um pouco antes de deixar minha casa para ir à estação encontrei uma foto nossa, quando tínhamos seis anos, estávamos na praia abraçados. A foto mexia claro, e eu vi repetitivamente Draco beijar minha bochecha, me abraçar e sorrir para a foto. Eu também tinha a foto normal, só nós dois abraçados e sorrindo, e era aquela que eu carregava em meu bolso.
Eu o olhava como se eu fosse uma maníaca, e aquela foi a primeira vez que reparei o tempo fiquei sem falar com Draco, que costumava ser meu melhor amigo. E então quando embarquei e sentei no vagão junto com os meus amigos, Harry, Rony e Hermione, eu encostei a cabeça no vidro e comecei a lembrar dos últimos momentos que passei como “melhor amiga do Draco Malfoy”:
“— É verdade? — a voz de Draco era a mais alta entre todos os alunos inquietos — Estão dizendo no trem que Harry Potter está em Hogwarts. Então é você?
Eu estava ao seu lado, segurando sua mão, como sempre fazíamos, mas para falar com Harry ele soltou minha mão. Eu também estava elétrica por estar na mesma turma que Harry Potter, mas eu sabia que o jeito que Draco iria conversar com ele não iria dar muito certo. Perto dos outros ele gostava de se mostrar o superior, menos comigo.
— Sou— ele respondeu observando Draco, Crabbe e Goyle, que apreciam seus seguranças. Eu fiquei um pouco para trás, não queria passar a imagem que Draco iria passar por mim.
— Ah, este é Crabbe e este outro, Goyle. E aquela é a Marina — ele nos apresentou, eu só lancei um sorriso ao garoto. — E meu nome é Draco Malfoy.
O garoto ao lado de Harry tossiu de leve, o que poderia estar escondendo uma risadinha. E Draco olhou para ele.
— Acha o meu nome engraçado, é? Nem preciso perguntar quem você é. Meu pai me contou que na família Weasley todos têm cabelos ruivos e sardas e mais filhos do que podem sustentar. —eu sabia que aquela era a minha deixa, chamei Draco e pedi para ele deixar o garoto em paz, mas ele não me deu atenção e continuou — Você não vai demorar a descobrir que algumas famílias de bruxos são bem melhores do que outras, Harry. Você não vai querer fazer amizade com as ruins. E eu posso ajudá-lo nisso.
Ele estendeu a mão para apertar a de Harry, mas Harry não a apertou.
— Acho que sei dizer qual é o tipo ruim sozinho, obrigado. — disse com frieza.
Draco não ficou vermelho, mas um ligeiro rosado coloriu seu rosto pálido. Ele iria falar mais, eu sabia, então tomei coragem e fui até ele e o puxei para longe. Mas fui até Harry para pedir desculpas.
— Me desculpem pelo Draco, às vezes ele é assim mesmo— dei o meu sorriso mais simpático, e os dois sorriram de volta.
— Esta tudo bem. Sou Ron.— O ruivo se apresentou.
— Marina, mas pode me chamar de Mary— não deu tempo de ninguém falar mais nada, uma das professoras chegou e se apresentou como McGonagall e nos levou através do salão. Fui até Draco e fiquei ao seu lado já que iríamos passar pelo chapéu seletor. Eu sabia que Draco iria para a Sonserina, uma parte de mim queria ir também, mas essa parte era pequena, apesar de que ambos meus pais foram de lá. Eu queria Corvinal ou Grifinoria, igual meus avôs. Sempre me disseram que eu parecia com a minha avó em todos os aspectos, então junto com isso diziam que eu ficaria na Grifinoria como ela. Mas eu não queria me separar de Draco.
Malfoy foi chamado primeiro que eu, e o chapéu mal tocara sua cabeça e já anunciou:
— SONSERINA
E depois de mais algumas pessoas eu fui finalmente chamada. Comigo aconteceu à mesma coisa que com Draco, o chapéu mal tocara minha cabeça e já gritou o nome de minha casa, mas não foi Sonserina como Draco, e sim Grifinoria.
Eu fiquei extremamente feliz, eu estava na mesma casa que minha vó estivera, eu daria tudo para que ela estivesse aqui para ver isso.
Corri até a mesa e me sentei ao lado de Ron, e conheci Hermione. Não demorou muito para que Harry Potter sentasse ao meu lado. E depois disso pela primeira vez olhei para a mesa da Sonserina, Draco me olhava indiferente, acenei para ele, mas tudo que Draco fez foi desviar o olhar, e meu sorriso desapareceu”
— Marina? O que você acha?— Harry me perguntou, eu não fazia idéia do que ele estava falando.
— Você está bem? Bom eu te perguntei sobre Draco ser um Comensal, o que você acha?— eu sabia que Harry estava certo, eu conhecia Lucio, um fiel seguidor que com certeza iria obrigar o filho a seguir seus passos.
— Sim eu estou bem. E eu acho que sim... Conhecendo Lucio é bem possível.
Era possível, e horrível. Eu não queria, e nunca quis esse futuro para Draco.
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