Notas iniciais
Olá!
Essa é a minha primeira fanfic do universo da J.K Rowling e que se passa em um universo pós-guerra. Vocês perceberão que alguns dos personagens que foram assassinados não estão mortos aqui, além de que alguns tópicos da obra original serão alterados e adaptados para se adequar ao universo que criei para essa história, porém os indicarei, quando necessário, nos avisos iniciais dos capítulos que mencionarem algum tópico que foge ao consenso do que JK realmente escreveu!
Nesse prólogo, por exemplo, vocês perceberão que, após o final da guerra, os pais de Hermione foram encontrados e tiveram suas memórias restauradas.
O shipp principal é Dramione, como já indicado. Estou feliz de finalmente ter coragem de adentrar esse universo tão amado por mim. Espero que gostem!
Vic

— Hermione, acorde! Estamos atrasados! – a voz exasperada do pai a fez levantar em um ímpeto, procurando por sua varinha e ruborizando logo em seguida. Estava segura e em casa.

No mesmo momento revirou os olhos, lembrando que, mesmo se quisesse, não poderia conjurar nenhum feitiço. Tinha perdido o horário e provavelmente não conseguiria se arrumar direito e checar seus pertences pela última vez antes de seguir viagem, o que a desanimou. Com rapidez, vestiu as roupas que tinha separado na noite anterior e tomou um café da manhã rápido com os pais, que a olhavam tristes.

— Mamãe, não me olhe assim – disse, chamando a atenção da mãe, que fungou, brincando com a alça da xícara em suas mãos – você sabe que os meses passam rápido. Nem mesmo sentirá minha falta! – brincou, tentando animá-la.

— Até parece – seu pai resmungou, respondendo pela mãe – ficamos tão pouco tempo juntos esse ano que será difícil dizer adeus.

Suspiraram tristes, cada um imerso em seus próprios pensamentos, mas todos querendo que o tempo se alongasse um pouco mais.

Hermione observou sua casa, felizmente intacta depois dos tempos obscuros da guerra bruxa, querendo guardar a lembrança familiar consigo. Os miados de Bichento a trouxe para fora de seu transe, fazendo-a voltar correndo ao quarto para terminar de se arrumar e partir para a Estação King’s Cross.

Ao descer as escadas com a mala, foi ajudada pelo pai, e logo a família estava dentro do carro, rindo e aproveitando os últimos momentos juntos. Na estação, a bruxa tentou se despedir rapidamente para não mudar de ideia sobre voltar ao castelo e concluir o último ano.

Abraçou primeiro sua mãe, permitindo-se demorar um pouco para guardar a memória do seu perfume que lhe trazia boas lembranças. Relutantemente, elas se desvencilharam.

— Vá, minha filha — a mãe falou enquanto Hermione abraçava seu pai – durante todos esses anos você se esforçou tanto, não deve desistir agora.

— Estamos orgulhosos de quem você se tornou – recebeu o elogio de seu pai, acompanhado de um beijo na testa.

A morena se despediu, finalmente, e andou apressada para o trem, carregando Bichento e limpando as lágrimas no caminho. Andando pelo corredor, viu diversos rostos familiares. A falta de alguns a perturbou, apressando o passo.

Sorriu quando escutou as vozes de seus amigos e os encontrou nas últimas cabines, todos conversando alto e animados, porém com um olhar mais melancólico e maduro.

— Hermione! Finalmente você chegou! – Gina exclamou feliz — Não te encontramos lá fora!

Harry a olhou animado e espremeu Rony e Neville para dar espaço à amiga, que sentou e ingressou na conversa. Uma sensação de paz a invadiu.

Tudo valerá a pena.