Notas iniciais
Oi galera! Nenhum aviso hoje! A não ser que eu esqueci DE NOVO de dar o aviso no capítulo passado e fiquei extremamente envergonhada quando percebi. Já foi editado e eu peço desculpas (escrevi isso ficando vermelha). Já esse capítulo REALMENTE não tem nenhum aviso hahahaha (Ai que vergonha) Espero que gostem! Beijinhos! Vic

Hermione se remexeu em sua cama com cuidado para não acordar Bichento. Tinha acordado durante a madrugada e não voltou a dormir: memórias da guerra fluindo em sua mente desde o início do dia, quando teve aula de Estudo dos Trouxas. O gato parecia ter percebido sua inquietação, pois logo tratou de se acomodar em seus pés.

Duas semanas já tinham se passado desde a reunião com sua antiga professora e a briga com Draco Malfoy. Hermione suspirou. Seria sempre assim tão difícil? O sonserino se negava a compartilhar o dormitório com ela, apesar de ser um direito, e a grifinória não se incomodava. Nos primeiros dias se sentiu ofendida, mas com o tempo agradeceu a privacidade e harmonia que desfrutava sozinha.

O despertador tocou e Hermione o amaldiçoou. Não tinha descansado nada e hoje tinha aula das suas matérias favoritas. Apesar de compartilhá-las com Astoria, pensou.

Rapidamente vestiu suas vestes, alimentou Bichento e andou apressada até a sala, pegando seus materiais. Seu gato a olhou, como se a desafiasse a ir embora, e Hermione bufou.

— Eu te amo, Bichento – falou enquanto acariciava seus pelos macios. – Se comporte, me entendeu? Não traga ratos dessa vez!

Hermione estremeceu, lembrando de quando Bichento tivera a brilhante ideia de trazer um rato morto para sua cama. Nunca tinha gritado tanto. Enquanto andava pelo corredor, fazendo o caminho até o Salão Principal, avistou Astoria, que, quando a viu, sorriu e acenou.

— Porque ela não tenta ser amiga de outra pessoa? – falou com raiva.

Se assustou quando recebeu uma resposta, não notando que estava acompanhada.

— Se você tivesse me perguntado isso alguns anos atrás – Ana Abbott a respondeu, mastigando um pedaço de pão – Eu provavelmente diria que ela queria te zoar. Não porque você é uma pessoa que deva ser zoada, mas sim porque é o que eles faziam com a gente – a loira encolheu os ombros.

— Sim – Hermione concordou triste – Eles sempre nos trataram com inferioridade. Não consigo engolir o fato dela querer se aproximar a todo custo.

— Realmente é estranho – a lufana concordou – Mas não fique muito desconfiada, Astoria é simpática. E pelo o que a justiça sabe sua família não possui ligações com os Comensais.

— Mas é uma Sonserina, Ana. – Hermione retrucou.

Ana parou no corredor, colocando a mão no ombro da amiga.

— Hermione – a loira hesitou, escolhendo as palavras com cuidado – Sei que você ainda se abala muito com os... acontecimentos – Hermione baixou sua cabeça – Mas lembre-se que a Sonserina é somente uma Casa. O fato de alguns estarem lá não quer dizer que não possam ser pessoas extraordinárias.

Hermione abriu a boca para responder, mas desistiu. Balançou a cabeça e se despediu.

— Estou atrasada, Ana.

Sabia que Ana estava certa, mas as memórias da guerra eram sua eterna assombração. Comeu sozinha, percebendo que os amigos já tinham estado ali antes dela. Suspirou descontente. Gostava da paz inédita que o dormitório lhe trazia, mas as vezes sentia saudade de estar o tempo todo perto dos amigos. Ao terminar seu café, caminhou apressada para a aula de Runas Antigas.

Chegando na sala, cumprimentou Gina e Harry, que estavam de pé conversando, e procurou pela sua parceira. Percebendo que Astoria já tinha se estabelecido, reprimiu um sorriso satisfeito quando notou que ela estava na primeira carteira.

A sonserina realmente queria agradá-la, pensou.

— Bom dia, Granger! – Astoria a cumprimentou quando Hermione deixou sua mochila cair no chão e se sentou, e imediatamente as palavras de Ana voltaram em sua cabeça.

— Bom dia, Grengrass. – Hermione respondeu, evitando ser grossa – Que bom que conseguiu pegar um lugar na frente.

— Sim! – a menina concordou, animada – Hoje estava tranquilo, cheguei e não tinha ninguém.

E, com isso, ambas se calaram. A aula seguiu com tranquilidade, ambas funcionavam muito bem juntas. Não era à toa que Astoria era monitora, pensou. Seus raciocínios eram brilhantes.

As aulas seguintes se passaram como uma tortura para Hermione, que estava esgotada por não ter dormido muito bem. Se queixou mentalmente quando lembrou que tinha um horário duplo com Harry para estudar na biblioteca. A grifinória revirou os olhos. Harry estava preocupado pois Gina estava reclamando que eles não estavam tendo muito tempo juntos.

A ruiva era muito convincente quando queria.

Com esse pensamento em mente, se dirigiu desanimada ao Salão Principal. Estava faminta e o sinal tinha finalmente tocado, sinalizando o horário de almoço. Pegou um caminho mais rápido, que passava pela sala de aula do prof. Morgan, quando se chocou com o mesmo.

— Srta. Granger, perdão! Está machucada? – perguntou o novo professor enquanto ajudava Hermione a se levantar e arrumar seus materiais, espalhados pelo chão.

— Está tudo bem, professor. – ela respondeu, aceitando sua ajuda.

O mesmo conjurou um feitiço e todos os livros se empilharam. Depois, perguntou:

— Srta. Granger... você viu a Srta. Greengrass aos arredores, por acaso?

Hermione negou, e completou logo após:

— A encontrei pela última vez na aula de Runas Antigas, mas foi a primeira do dia. Depois disso... – pensou, franzindo o cenho — Acho que não.

— Caso você a veja mais tarde – começou o prof.Morgan – peço que a avise que estou esperando-a em minha sala.

— Claro, professor. Mas acredito que só a verei novamente à noite, na reunião dos monitores. Não temos outra aula juntas hoje. – se desculpou, torcendo para que ele mudasse de ideia. Não queria conversar com Astoria tão cedo.

— Não tem problema, então. – ele acenou com a mão, completando em seguida – Pedirei para que outro aluno a avise.

Hermione deu um sorriso amarelo e se despediu, impaciente para se alimentar.

— Obrigada pela ajuda, professor. – sorriu apontando para os livros e se virou para ir embora.

— Não por isso. Mais uma vez, me desculpe. Boa tarde, srta. Granger! – desejou, saindo de sua vista.

Graças a Deus, pensou, andando apressada até o Salão.

Hermione se permitiu almoçar devagar, já que estava livre de aulas durante a tarde. Aproveitando a companhia dos amigos, a monitora-chefe se deu conta de que havia se passado um bom tempo desde que eles estavam todos juntos, rindo e conversando. Agradeceu aos céus pela reconciliação de Rony e Gina, que se desculpou com o irmão depois do escândalo armado por Malfoy. Depois de terem almoçado, se sentaram ao pé de uma árvore no lago e jogaram conversa fora até que Ron apertou sua mão.

— O que foi, Ron? – perguntou.

— Você realmente tem que estudar com Harry hoje? Faz tempo que a gente não conversa – perguntou baixinho.

— Sim – Hermione sorriu triste – Acredite, também estou desanimada. Não consegui dormir ontem, tive muitos pesadelos.

— Viu! – ele falou animado, fazendo com que Hermione a olhasse desconfiada.

— Você está feliz? – perguntou confusa.

— Não, mas você também está precisando conversar! Cancela o horário com Harry! – ele insistiu, fazendo Hermione revirar os olhos.

— Ron, se você ainda não se deu conta de que precisa estudar, não serei eu a pessoa a te dar sermões. Fiz isso durante seis anos. Além disso, estou muito decepcionada com você – Rony arqueou as sobrancelhas – Sério? Desistir da monitoria? Não entendi seus motivos até agora. Porque você se deu ao trabalho de voltar a Hogwarts se não está correndo atrás do seu futuro?

Ron se calou e fechou a cara, fazendo Hermione soltar um suspiro.

— Desculpe – respondeu somente

— Rony..

— Não, Hermione. Você está certa.

Passados alguns minutos, Hermione começou a ajeitar suas coisas, recebendo um resmungo de Rony, que a observava.

— Você está me trocando pelo meu melhor amigo. – Rony disse, com um semblante triste, e começou a gargalhar quando Hermione bufou e bateu em seu braço.

— Não me faça lembrar dessas coisas. Você ficou insuportável quando carregou a Horcrux no peito. Agora tenho que ir, vejo você e a Gina mais tarde. –Hermione se despediu, recebendo um leve beijo.

— Vamos Harry? – Hermione o chamou, se aproximando do casal.

— Mas já? – reclamou Gina quando Harry, rindo, começou a se levantar.

— Já, Ginevra. Você deveria se espelhar no seu namorado – Rony retrucou, provocando a irmã, que simplesmente o respondeu com um dedo do meio.

Cansados, Hermione e Harry os deixaram e começaram a fazer o caminho até a biblioteca, até que Hermione percebeu que tinha esquecido alguns materiais no seu dormitório quando saiu apressada.

— Harry! Tenho que voltar ao dormitório. Você se importa de ir sozinho? – Harry rolou os olhos

— Te espero na biblioteca! – respondeu e continuou andando, enquanto Hermione dava meia volta em direção aos seus aposentos.

— Grosso! – gritou, brincando, enquanto corria pelo lado contrário do corredor.

Rapidamente disse a senha para o quadro do seu dormitório, entrando despreocupada em seu quarto para repor a comida de Bichento. Assim que o viu, fez carinho em suas orelhas e voltou para a sala. Ao ver os materiais que precisava em cima da mesa, sorriu satisfeita e os pegou, se virando para ir embora. O som do filtro da água sendo acionado a fez estancar em seu lugar. Estava tão desatenta que não percebeu os barulhos do seu parceiro de monitoria, que estava de pé na copa.

Hermione Granger não estava mais sozinha.

— O bom filho à casa torna – Draco ironizou, levantando seu copo com água para Hermione, num gesto presunçoso.

Rangendo os dentes, segurou seus livros com força e bateu a porta ao sair, não se importando em respondê-lo.

Estava bom demais para ser verdade.

Notas finais
E aí, opiniões sobre o capítulo? Beijinhos! Vic