Notas iniciais
Há, há. Enganei vocês. Eu postei esse mês, viu? Sabe, é que eu pensei assim: 'Como sou uma excelente pessoa, e como as provas estão chegando, significa que eu não poderei postar, entãããõ, vou postar agora, pra depois eles só terem outro capitulo mês que vem'. Gostaram do meu ultra-mega raciocínio lógico? Eu sei que fui meio malvada postando o 'what???'. Mas, sabe... Eu precisava saber o por que de os que acompanham e favoritam não comentarem. Não vai cair a mão, não vai doer e nem prejudicar ninguém. Então é isso. Divirtam-se!

Chego tossindo e expelindo água pela boca e pelo nariz na grama, me deitando de barriga pra cima para ver a face do meu salvador e para a minha total surpresa, não é o Pan que me tirou do 'O Rio Da Morte' e sim o temido Capitão Hook, ou simplesmente James Gancho.

Olho curiosa para aquele homem adulto que parece ter de vinte a vinte e cinco anos.

Levanto-lhe uma sobrancelha quando vejo que ele me encara, como se estivesse me medindo.

– Alexia, que bom que eu te achei- Diz Pan se aproximando de mim e do Capitão- Que idéia foi aquela de se jogar no rio, ein guria?

– Primeiro: Bom? Você me achar foi péssimo, preferia ter morrido naquela cachoeira a ter de agüentar você. Segundo: Eu não me joguei no rio seu burro, eu cai. Terceiro: Guria? O que você tem com essa palavra ein? Sempre me chamando assim, parece até um lesado. Parece não né? Você é um lesado.

– Nossa Alex- Fala Pan colocando a mão no peito, se fingindo de ofendido- Educação mandou lembranças, viu?

– Ah, que bom Pan! Mande pra ela também- Digo-lhe sarcástica.

Pan sorri, mas então, olha para o ser que está atrás de mim e seu sorriso se esvai como fumaça se misturando a atmosfera e fazendo com que o buraco na camada de ozônio aumente.

'Nossa! To tããão filosófica hoje'.

– Obrigada por salva-lá Hook- Pan me levanta do chão e começa a me arrastar para longe dali.

– Por que você a quer Peter?

Pan vira-se lentamente, como naquelas cenas de faroeste em que ambos os inimigos se encaram e depois começam a atirar.

– Isso não é da sua conta, é capitão?

– O que ela tem de tão especial para você protege — lá?- Hook ignora a falta de educação do outro.

– Vamos Alex- Diz Pan encarando Gancho com ódio- Até logo capitão.

– Espere!- Falo, me aproximando- Por que... Por que você... Huuuum... Por que você me... Salvou?

Ele me olha sorrindo, seus olhos também são azuis, como os de Peter Pan, mas os do capitão são mas escuros, tempestuosos, sombrios. Chega até a ser levemente sanguinários.

– Estou curioso sobre você. Uma garota aqui em Neverland. Ainda mais jovem, não se vê isso todo dia. É quase tão bela quanto as sereias daqui da ilha, Cuide dela Pan, você não vai querer que alguém a sequestre, não é?

A face se Peter se contorce, formando uma careta.

– Não se preocupe, eu sei cuidar muito bem do que é meu.

– Seu?- Arregalo os olhos e encaro Pan, mas este está muito ocupado olhando para Hook com superioridade.

– Até logo... Capitão- Pan se curva levemente, com um Q de ironia em sua face, antes de virar as costas e voltar a andar.

– Bem, de qualquer forma, obrigada, sabe, por... Salvar minha vida- Digo-lhe antes de virar as costas e começar a acompanhar Peter.

– Há sereias aqui na ilha?

– Há sim, mas não se engane em achar que elas são como nos contos que você ouve. Existem sim sereias como nos livros de histórias infantis, mas, as de Neverland, são sombrias, frias e maléficas. Elas hipnotizam qualquer um com suas vozes e seu encanto. Quem as vê, pensa que são adoráveis. Quem as conhece, sabe que deve manter distancia. Elas afogam as pessoas por puro prazer e deleite. Muitos já morreram por culpa delas. Quer um concelho? Já que vai ficar aqui por um tempo você tem de saber. Nunca ande em noites de lua cheia sozinha próximo a lagoa das sereias. Nessas noites, elas são mais sanguinárias que nunca. Ninguém sabe o que elas fazem na lua cheia, mas nunca ninguém voltou para contar a história.

– E... Os piratas? Aonde eles e o Hook ficam?

– No navio deles, na praia. Tentam a anos encontrar nosso esconderijo a mando do Hook, ele quer meu feijão, e quando souber que eu já tenho dois...

– O que ele fará? E como saberá?

– Ficará furioso e tentara roubar-los. As noticias correm em Neverland, Alex. Ele saberá do mesmo modo que soube que você vinha e que estava aqui.

– E como VOCÊ soube que eu vinha?

– Quem disse que eu sabia?

– O Félix, da primeira vez que nós nos encontramos. E, só pra você saber, só os burros respondem uma pergunta com outra pergunta.

– O Félix, tinha que ser ele. Eu sabia por que as sereias sim conseguem viajar entre as dimensões sem os feijões mágicos, sua mamãe querida mandou uma mensagem por elas- Pan ignorou totalmente a ultima coisa que eu disse.

– Mas... Você disse que elas eram maléficas e tal's.

– Comigo não- Ok, admito que eu fiquei com um POUQUINHO de ciúmes, mas vamos ignorar esse detalhe, ta bom?

Depois disso, voltamos andando em silêncio para a tenda enquanto eu pensava no que me foi dito sobre as mais belas criaturas que eu ouvira falar, quando, no meio do caminho, Pan me joga contra uma árvore e cola seu corpo ao meu.

– Mudando de assunto... Não pense que eu esqueci que você fugiu, Alex- Diz ele sobriamente.

– Ora, você não pode me obrigar a aceitar algo que eu não quero.

– Então pode morrer, eu não ligo, meu bem. Tudo que eu quero é o embrulho.

– O que tem nesse embrulho, Pan?- Pergunto, tentando ignorar a dor e a tristeza que me atingiram após ele dizer que não se importa comigo.

Ele me olha, e por um momento penso que ele está se perguntando se sou ou não confiável.

– Feijões.

Dou-lhe um sorriso cínico.

– Jura? Sabe, dizem que feijão da gases.

– É mesmo?- Pan da um lindo sorriso sexy- Mas esses não são feijões normais, são feijões mágicos.

– Ma-mágicos?- Gaguejo, devido a proximidade de seu corpo e de sua boca.

– É, não tem aquela historinha? Qual é mesmo o nome? Ah, lembrei! João e o pé de feijão'. Bem, os feijões na verdade permitem-nos viajar entre as dimensões. Foi assim que o João chegou ao castelo do gigante. Sua mãe tinha um dos três feijões, eu tenho outro. Hook tem o terceiro. Separados permitem viajar somente para lugares, juntos, para todas as dimensões possíveis.

– É?- Pergunto bobamente.

– É sim. Interessante, não?

– Hum-Hum. Quer dizer... É, é sim. Huuuum... Eu acho que deveríamos vol- Paro no meio da frase, pois se tornou impossível falar.

E para a minha total surpresa, sinto a boca de Pan colada a minha.

Notas finais
QUENTE-QUENTE-QUENTE!!!!! Tá quente aqui né? Devo admitir, quando terminei de escrever esse capítulo, deu uma terrível risada maléfica. Minha mãe veio aqui ver se estava tudo bem. Acho que metade da vizinhança me ouviu rir. Eles já não me acham normal, depois disso então, quero nem ver. Bem, é isso. Beijocas e tchau. Ass: Elly!!!