Never Say Never
10 Brigas, Malícia e uma Pitada de Sarcasmo.
Notas iniciais

Então vem o escuro...
Acordo com um barulho estranho, uma espécie de cantoria.
Olho ao redor e vejo que estou novamente no quarto de Pan.
“O que aconteceu?”
Então me lembro: Pan me dopou.
Aquele filho duma... Arara (Nada contra vocês araras, a tia Alex ama vocês baby’s).
O ar começa a faltar de novo.
Respiro fundo, como os médicos me ensinaram e fecho os olhos tentando manter a calma.
Levanto da cama e vou até a janela para observar o céu. É noite. A lua e as estrelas iluminam o céu. Da pra ver Sirius daqui. Órion também. É lindo.
Repasso tudo o que aconteceu hoje:
1°- Descobri que iria morrer;
2°- Minha mãe deu uma de maluca e me mandou para Neverland, agora tenho que ficar com o FDP do Pan;
3°- Vi o Charlie;
‘Correção, você sonhou com o Charlie’
4°- Descobri que Fêlix é um perfeito idiota;
‘Nossa! To surpresa com essa revelação. Meu choque é tanto que eu nem sei o que dizer’
5°- Conheci o Lucas, o Arthur, o Alberto, o Tobias, o Marcos, o Eric, o Hook e a Tink;
6°- Quase morri afogada, mas ficou no quase mesmo;
7°- Descobri que existem feijões mágicos, como os do João e o Pé de Feijão e que Pan os quer;
8 °- Pan me beijou... Ou eu o beijei, sei lá!
‘Beijou? Vocês quase transaram ali na mata’
Resolvo ignorar essa voz chatinha que vem a minha cabeça e, que por ironia do destino, tem a exata voz do Fêlix.
Coincidência, não?
Óbvio. Pura, limpa e clara coincidência.
Ando até a entrada do quarto de Pan e vejo os meninos perdidos dançando, cantando, correndo de um lado para o outro e brincando de lutinha. Nunca entendi por que os homens brincam disso.
‘Malucos, parecem macacos brigando por bananas’.
Olho para baixo, sentindo uma tontura por causa da altura. Começo a descer pela escada de cordas bem devagarzinho.
‘Ok Alex, respira, pensa em chocolate, você ama chocolate.
NÃO ALEX, NO PAN COBERTO DE CHOCOLATE NÃO SUA MALUCA.
Respira, respira, respira. Huuuummm... Os músculos do Pan se contraem quando ele respira e... SOCORRO, SOCORRO. FOCA, FOCA, FOCA, AFOGA, PAPOCA!!!! PENSA EM PINGUINS, ELES SÃO TÃO FOFINHOS, PARECEM ANÕESZINHOS DE TERNOS E ANDAM ENGRAÇADOS. PINGUINS SÃO LEGAIS, PINGUINS SÃO DIVOS!!!’
Quando me dei conta já estava no chão. Eba, consegui, Yup!!!
– Alex, que bom que você acordou baby- A voz de Pan chegou aos meus ouvidos.
‘Argh, vou matá-lo por ele ter me dopado, passei a maior parte do dia inconsciente.’
‘Você podia pegar aquela pedra ali e bater na cabeça dele, daí quando ele desmaiar você o sequestra’
‘Isso, gostei da ideia’
‘Vamos lá, vamos sequestra-lo’
‘Isso’
‘E machucá-lo’
‘A-hãm’
‘E usufruir do corpinho dele’
‘Concordo plename... ESPERA O QUÊÊ?’
‘Ta, então vamos só estuprá-lo rapidinho ali atrás daquela árvore...’
‘NÃO’
– Vai me deixar no vácuo garota?
– Vou, até porque eu não vou te perdoar por te me dopado. Decidi não falar mais contigo.
– Mas você acabou de falar.
– Eu... Você...
– E o Zoboomafoo...- Cantarolou Fêlix se aproximando de nós.
– AI MEU DEUS, VOCÊ CONHEÇE O ZOBOO?- Gritei saltitando para perto dele.
– Quem não conhece?
– OH MY GOOD, VOCÊ É MINHA ALMA GÊMEA FÊLIX.
– E eu sou o que Alex?- Perguntou Pan parecendo indignado.
– Um traveco de esquina? Não, um gay dissimulado? Já sei, um prostituto que vende o corpo para comprar paçoca! Acertei?
Pan fica vermelho vivo. A cólera, o ódio e a maldade presentes em seu rosto.
Ouço uma risada e então vejo Tink Bell atrás de Pan, mais uma coisa me chama a atenção, ELA ESTÁ VOANDO!!! E SEM ASAS.
– Você voa.
– Jura? Nem tinha percebido. Com um cérebro desses me pergunto o que você ainda faz aqui, sabe, uma mente como essa não pode ser desperdiçada.
– Ai minha panturrilha- Fala Fêlix rindo de mim.
– Você sabe onde fica a panturrilha Felix?
– Não é aqui?
– Não, ai era onde ficaria seu cérebro, se você tivesse um.
– Viu Fêlix, quem diz o que quer, escuta o que não quer- Diz Pan entediado.
– ALEX- Olho para trás e vejo o Arthur e o Tobias correndo em minha direção.
– Hey, hey, galerinha, tudo bem? Cadê os outros meninos?
– ‘Tão dormindo- Responde Tobias.
– Já- Olho para o relógio que sempre (SEMPRE MESMO), sempre carrego comigo- Mais ainda é cedo.
– É que o Peter sempre nos acorda cedo, e se algum de nós reclamar ele diz que vai arrancar nossos dedos e dar pro crocodilo Tic-Tac.
Olho completamente horrorizada para Peter, mas ele da de ombros como se aquilo fosse irrelevante.
– Eles têm razão- Fala Peter- Temos que ir dormir. Todos levantamos cedo. Lady Bell, vaza.
– Delicado como sempre Pan- Ela responde sarcástica já se retirando voando.
– Toque de recolher pessoal- Todos os garotos olham desapontados para Pan- TODOS NA CAMA- Ele berra e todos (em pânico, devo ressaltar) correm para suas devidas camas, algumas em cima de arvores, outras dentro de barracas, cavernas próximas e por ai vai- Vamos Alex- Diz ele apontando para a escada.
– Não to com sono- Digo fazendo birra.
– Eu posso te fazer ficar acordada- Ele dá um sorriso safado.
– Nem morta Pan.
– Então vamos subir logo.
– Ok, eu primeiro. NÃO SE ATREVA A OLHAR MEU TRASEIRO SEU TARADO.
– Ta bom- Ele diz sorrindo malicioso.
Subo rezando para não cair, mais o que me deixa com menos medo e saber que Pan está atrás de mim, ou seja, se eu cair, caio em cima dele, vai doer menos.
Assim que chego ao quarto vejo Pan entrar e tirar a camisa.
‘Nuuusss, que corpo em Pan.’
– PAN- Grito vermelha.
– Que foi pequena?
– Pequena? Tenho 1,60 ok?
– E eu 1,80. Sou bem mais alto, então você é a baixinha da conversa.
Penso se valeria a pena eu pular em cima dele e estapeá-lo. Chego à conclusão de que ele pode ficar por cima de mim e tentar alguma coisa.
– Então Pan, onde vou dormir?- Pergunto irritada com essa conclusão.
– Que tal aqui?
– Mas esse é seu quarto- Digo horrorizada.
– Sim, e essa é minha cama.
– Nem pensar em dormir ai com você.
– Dorme no chão então.
– Ok, ok, durmo na cama e você no chão?
– Óbvio que não, nos dois, na cama.
– Huuumm, sei não, e se você tentar abusar de mim?- Falo meio incerta.
– Ta com medo de não resistir à tentação?
– Nem vem garoto- Quando estava prestes a me deitar me lembro de algo- TEDDY, EU ESQUECI DE VOCÊ- Corro até a mochila e tiro meu ursinho de pelúcia- Desculpa meu bebê- Digo numa vozinha infantil o ninando como a um bebê.
Pan me olha incrédulo já deitado na cama com uma grossa coberta que já foi a pele de alguma animal.
– É sério? Você AINDA dorme com isso?
– Sim, problem?- Ergo meu queixo orgulhosamente.
– Não, mais não quero ele aqui no dia em que a gente finalmente transar, ok?
– Ah, ok, tudo bem... O QUE? EU TRANSAR COM VOCÊ? BEBEU? SE DROGOU? OUVIU FUNK?
Ele rola os olhos e abre espaço na cama.
– Deita logo.
– Eu tenho que me trocar Pan.
– Dorme assim mesmo. Se bem que você ficaria gostosa com um pijama, sabia?
Rolo os olhos em sinal de tédio.
– Quer saber, acho que vou dormir assim mesmo.
Pan me olha desapontado mais eu ignoro.
Vou até a cama e me deito, ficando de costas para ele e abraçando meu ursinho fortemente. Teddy tem cheiro de café, poeira e... Casa. Me lembro da minha mãe e do meu irmão. Eu os quero de volta. Eu quero voltar. Olho para Teddy, ele me lembra meu irmão. Pequeno e indefeso. Por isso eu o amo tanto.
Depois de um tempo sinto o braço de Pan me enlaçar pela cintura, mais por algum motivo não o retiro.
Após isso, fecho meus olhos e mergulho no mundo dos sonhos.
Continua...
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