Never Love

2 Capítulo 1 - Perfume doce, Personalidade azeda


Notas iniciais
Bom pessoas, obrigada por estarem acompanhando a fic, deixa a gente feliz. Esperamos que aproveitem o primeiro capítulo!

Todos haviam passado quase a noite inteira brigando entre si, Regina havia chegado a dar tapas e puxões de cabelo em Mary Margaret e David e Hook trocaram uns bons socos, Emma havia sido a única a perceber o feitiço da sereia que os jogou uns contra os outros e criado uma tempestade. Agora, finalmente estavam todos em terra, uma que não conheciam muito bem, mas terra. O que era um alívio após tanto tempo naquele navio, que, por sinal, cheirava a mofo velho.

Montaram acampamento não muito longe do mar, por não terem conseguido forças para continuar a andar, estavam todos completamente esgotados. “Dois psicopatas sequestram o meu irmão e eles dormem.” Pensou a garota deitada sobre os trapos estendidos no chão. “Bom, eles podem não estar fazendo nada, mas eu vou fazer alguma coisa.” Assim que terminou de formular o pensamento afastou as cobertas, checou se todos dormiam, ao ver-se certa se levantou.

Amarrou os cadarços do All Star preto e segui m direção à mata. “Bom isso pode parecer coisa de contos de fadas, mas quem sou eu pra falar alguma coisa? Praticamente todos que conheço são personagens de algum.” Pensou antes de tirar do bolso da calça a única coisa que havia trazido: um brilho para lábios, daqueles com glitter, na verdade, ela o tinha esquecido ali já fazia dois dias, começou, então, a deixar uma trilha de árvores marcadas com um “A” na intenção de marcar uma espécie de caminho para poder voltar depois. Não precisou andar muito ouviu algumas vozes, uma conhecida, e uma estranha.

– Você mentiu pra mim! Você não um dos Meninos Perdidos, você trabalha para o Pan. – Era a voz de Henry! Ele estava falando com um garoto um tanto mais alto parecia ter pelo menos dezesseis anos e tinha cabelos castanho-claros.

– Não exatamente... – O garoto passou a encarar Henry com ambição em seus olhos esverdeados – Eu sou Peter Pan. – Corrigiu o garoto. Ao ouvir isso a garota não teve muito tempo de pensar, apesar de sempre ter pensado que Peter Pan não fosse vilão, culpa das animações que assistira quando criança percebeu que não seria provável que algo bom viesse deste Peter Pan.

– Afaste-se do meu irmão! – Exclamou tomando a coragem que não sabia possuir. Henry sorriu com certo alívio ao vê-la ali, o outro apenas a encarou, estudando-a de cima a baixo.

Os cabelos castanho-escuros bagunçados quase cobriam o rosto fino e pálido, que fazia saltar os olhos grandes e de um castanho tão denso e escuro que chegavam a parecer completamente negros. Ela abraçou Henry, envolvendo-o com os braços.

– Mas, ora, veja, ele tem uma protetora. – Zombou o garoto, ele ria cinicamente, e esse riso fez com que ela o odiasse ainda mais. – Qual seu nome? — Ela não respondeu, apenas o encarou de volta com desprezo. Em resposta a tal desprezo ele arrancou da bainha um punhal, e empunhou-o contra o lado do pescoço da garota.

– Não é educado não responder as perguntas dos outros. – Ele fez uma breve pausa olhando-a nos olhos enegrecidos. – Vou perguntar novo. Qual seu nome? — Perguntou novamente da maneira mais hostil que se possa imaginar.

– Ananda. – Respondeu a garota. A ponta de metal já havia lhe furado a pele e queimava.

– Belo nome. – Disse ele guardando o punhal. Ananda levou a mão ao pescoço um pequeno fluxo de sangue escorria. – Vai fechar. – Disse ele tornando a olhá-la nos olhos.

– Por que fez Greg e Tamara sequestrarem meu irmão? Eles queriam destruir a magia, e você os traz para a Terra do Nunca? Que esperteza a sua. – Dessa vez ela zombou dele.

– De fato. Que esperteza a minha. Eu precisava da ajuda deles, e é muito mais fácil fazer as pessoas odiarem algo do que acreditarem. – Então ela entendeu, Pan havia planejado tudo desde o inicio...

– Então, porque me trouxe aqui? – Perguntou Henry, assustado, realmente algo bom não poderia acontecer a partir dali.

– Há algum tempo eu venho procurando por uma coisa muito importante. Algo mais poderoso que tudo. – Explicou ele, passando a andar de um lado pro outro da clareira em que se encontravam.

– O quê? – Tornou a perguntar Henry.

– O coração do verdadeiro crédulo. E você, Henry, é o sortudo dono dele. – Ele bateu três vezes no tronco de uma das grosas árvores ao redor. Ananda não estava tendo um bom pressentimento do que aquelas batidas teriam significado. Peter tirou novamente o punhal da bainha e o levantou acima da cabeça. – Saiam meninos!

“Os Meninos Perdidos, sério? Certo, isso está destruindo cada vez mais a minha infância, não que ela tenha sido das melhores.” Pensou Ananda, realmente os Meninos Perdidos não causaram uma boa impressão saindo de trás das árvores, com pedaços de madeira nas mãos, prontos para serem usados como armas. E junto com Peter cercaram os irmãos. – Vamos brincar!

Pan fez apenas um gesto com a mão e tanto Henry como Ananda caíram por terra.

– Levem o garoto para o acampamento. Ainda preciso convencê-lo a entregar o coração do verdadeiro crédulo a mim. – Ordenou a um dos garotos, que obedecendo pôs-se a carregar Henry nos ombros, como se fosse um saco de roupas.

Todos os outros já haviam ido, junto com o Menino que carregou Henry.

– E quanto à garota, Peter? – Perguntou um garoto que ficara pra trás. Pan mirou o corpo adormecido, caído da menina, as feições de quem dormiam um sono perturbado o fez ter pena da garota, que o enfrentara, apenas para proteger o irmão.

– Leve-a também. Ela pode vir a ser útil. – Mas quando o Menino tentou levantá-la, não conseguiu.

– Ela é muito pesada, Peter. Não consigo carregá-la. – Disse o Menino, tentando em vão levantar a garota.

– Impossível. A não ser, que você seja um fraco ela é praticamente um esqueleto com cabelos lisos. – Pan voltou-se para a garota e levantou nos braços com a mesma facilidade de quem levanta uma pena.

Peter carregou-a por todo o caminho até o acampamento dos Meninos Perdidos. Durante o caminho não pode deixar de notar que ela tinha um cheiro de perfume doce, apesar da personalidade azeda que demonstrara. Assim que entrou no acampamento, que não passava de uma fogueira localizada o centro de uma pequena clareira com alguns tocos e troncos velhos ao redor. Ele deitou-a num trapo estendido no chão, ao lado de Henry, ela ainda parecia estar sonhando algo que lhe perturbava.

Notas finais
Obrigado por lerem! Deixem comentários para sabermos o que estão achando... Esperamos postar mais capítulos em breve....