Notas iniciais
Bom, tomare que gostem

Silena caiu de joelhos enquanto chorava sem descanso. Acabara de receber a pior notícia de sua vida. Charlie estava morto.

Não queria ser vista chorando pois já se sentia fraca, com pessoas a consolando ela teria certeza que era fraca. E agora que Charles se fora sua vida não fazia mais sentido.

Ela saiu correndo do chalé 10 em direção a floresta; queria que algum monstro aparecesse para matá-la e assim livrá-la dessa dor. Estava se embrenhando cada vez mais na floresta; ela não parava.

Galhos a arranhavam, pequenos animais a machucavam, bichos a feriam, lembranças a torturavam.

Ainda corria sem parar, não diminuia a velocidade e não parava de pensar em todos aqueles momentos os quais passou com Charlie. Seu único objetivo era correr e correr, sem parar. Achar uma saída; uma solução.

Seus pulmões ardiam esua garganta queimava até que algo a fez parar.

Silena se recordava bem daquele lugar. Era aonde ela e Charlies sempre faziam piquenique nas últimas noites de Acampamento. Aquele local sempre a fazia sentir-se bem.

Sentou-se embaico da árvore na qual os dois se beijaram pela primeira vez e voltou a chorar. Entrelaçou os braços nas pernas enquanto uma lembrança tomou conta dela.

Lembrou-se do dia em que se beijaram e se abraçaram pela última vez. Momentos antes de Charlie ir atrás de Percy e assim partirem para sua última batalha.

Charlie pegou sua mão e ficou brincando com seus dedos.

-Charlie você não pode ir! — disse em tom de choro.

- Eu preciso ir. Eu tenho que atrasar Cronos. — Charlie agora olhava-a nos olhos.

- Você não pode me deixar. — agora ela estava soluçando. — Sem você eu não sei o que eu faço.

Ela o abraçou enquanto tremia. Ele retribuiu o abraço e sentou-se enquanto reconfortava Silena em seu corpo. O único ponto de segurança de Silena estava a deixando e ela não podia fazer nada para impedir.

Charlie sempre a trazia calma e conforto... E aquele sorriso, aquele sorriso era o único que fazia ela se sentir bem.

Quando Silena percebeu já havia parado de chorar.

- Você me acalma. — disse ainda ofegante.

- Do que você tem tanto medo? — perguntou ele.

- De te perder. — disse enquanto Charlie passava a mão em sua cabeça.

- Você não vai me perder. Eu sempre estarei com você.

Charlie começou a se levantar e ir em direção a Blackjack.

- Charlie — começou ela. — promete que nunca vai me deixar?

- Prometo. Sempre que sentir minha falta lembre-se que eu te amo. E sempre te amarei. — disse beijando-a.

- Vou sentir sua falta. — lágrimas escorriam de seu rosto novamente.

- Eu também. — disse enquanto se abraçavam firmemente. — Sempre que sentir minha falta olhe para o topo das árvores. Bem lá na copa. — disse apontando. — E se o sol passar por dentre as folhas e lhe iluminar saiba que sou eu.

Silena e Charlie trocaram os últimos beijos e abraços antes dele partir.

Ela já havia parado de chorar. Aquela lembrança a acalmou, ao contrário das outras. Era como se Charlie estivesse ao seu lado naquele exato momento. Foi aí que percebeu... O sol estava batendo dentre as folhas da copa e iluminando todo o redor de Silena.

- Olá Charlie. — começou — Senti sua falta.

O vento soprou em seu rosto gentilmente e uma flor caiu em sua mão. Apenas os dois sabiam o significado daquela planta.

- Eu também te amo.

Notas finais
Espero que tenham gostado *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!