Never Let Me Go.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Silena caiu de joelhos enquanto chorava sem descanso. Acabara de receber a pior notícia de sua vida. Charlie estava morto.
Não queria ser vista chorando pois já se sentia fraca, com pessoas a consolando ela teria certeza que era fraca. E agora que Charles se fora sua vida não fazia mais sentido.
Ela saiu correndo do chalé 10 em direção a floresta; queria que algum monstro aparecesse para matá-la e assim livrá-la dessa dor. Estava se embrenhando cada vez mais na floresta; ela não parava.
Galhos a arranhavam, pequenos animais a machucavam, bichos a feriam, lembranças a torturavam.
Ainda corria sem parar, não diminuia a velocidade e não parava de pensar em todos aqueles momentos os quais passou com Charlie. Seu único objetivo era correr e correr, sem parar. Achar uma saída; uma solução.
Seus pulmões ardiam esua garganta queimava até que algo a fez parar.
Silena se recordava bem daquele lugar. Era aonde ela e Charlies sempre faziam piquenique nas últimas noites de Acampamento. Aquele local sempre a fazia sentir-se bem.
Sentou-se embaico da árvore na qual os dois se beijaram pela primeira vez e voltou a chorar. Entrelaçou os braços nas pernas enquanto uma lembrança tomou conta dela.
Lembrou-se do dia em que se beijaram e se abraçaram pela última vez. Momentos antes de Charlie ir atrás de Percy e assim partirem para sua última batalha.
Charlie pegou sua mão e ficou brincando com seus dedos.
-Charlie você não pode ir! — disse em tom de choro.
- Eu preciso ir. Eu tenho que atrasar Cronos. — Charlie agora olhava-a nos olhos.
- Você não pode me deixar. — agora ela estava soluçando. — Sem você eu não sei o que eu faço.
Ela o abraçou enquanto tremia. Ele retribuiu o abraço e sentou-se enquanto reconfortava Silena em seu corpo. O único ponto de segurança de Silena estava a deixando e ela não podia fazer nada para impedir.
Charlie sempre a trazia calma e conforto... E aquele sorriso, aquele sorriso era o único que fazia ela se sentir bem.
Quando Silena percebeu já havia parado de chorar.
- Você me acalma. — disse ainda ofegante.
- Do que você tem tanto medo? — perguntou ele.
- De te perder. — disse enquanto Charlie passava a mão em sua cabeça.
- Você não vai me perder. Eu sempre estarei com você.
Charlie começou a se levantar e ir em direção a Blackjack.
- Charlie — começou ela. — promete que nunca vai me deixar?
- Prometo. Sempre que sentir minha falta lembre-se que eu te amo. E sempre te amarei. — disse beijando-a.
- Vou sentir sua falta. — lágrimas escorriam de seu rosto novamente.
- Eu também. — disse enquanto se abraçavam firmemente. — Sempre que sentir minha falta olhe para o topo das árvores. Bem lá na copa. — disse apontando. — E se o sol passar por dentre as folhas e lhe iluminar saiba que sou eu.
Silena e Charlie trocaram os últimos beijos e abraços antes dele partir.
Ela já havia parado de chorar. Aquela lembrança a acalmou, ao contrário das outras. Era como se Charlie estivesse ao seu lado naquele exato momento. Foi aí que percebeu... O sol estava batendo dentre as folhas da copa e iluminando todo o redor de Silena.
- Olá Charlie. — começou — Senti sua falta.
O vento soprou em seu rosto gentilmente e uma flor caiu em sua mão. Apenas os dois sabiam o significado daquela planta.
- Eu também te amo.
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