Never Leave Me
2 Capítulo 2
- Você não vai comigo! – Me virei revoltada para trás.
- Ele vai sim com você Marina e não discuta! – E mais uma vez o velhote se intrometeu onde não tinha sido chamado...
- Quem você...
- Marina! – Minha mãe me fuzilou.
- Você que sabe... te prender dentro de casa não vai ser nada difícil. – Ele continuou. – Pedro, por favor, não tire os olhos dela viu?
Ele concordou com um sorriso no rosto. O que era aquilo? Agora iriam passar a controlar minha vida? O que eu fazia ou não, não era de interesse deles!
- Você é ridículo. – Disse enquanto passava do seu lado.
Apesar de estar um pouco a frente, não demorou muito para ele me alcançar.
- E então? Aonde vamos?
- Você vai arrumar outra coisa para fazer e quando voltarmos falará que não saiu ao meu lado em nenhum momento e que tudo ocorreu bem.
- Eu não vou fazer isso! Vou com você!
- Você não vai comigo garoto! Pare de se intrometer na vida dos outros!
- Eu sei aonde você vai ok? – Ele me segurou forte pelo braço e apertava cada vez mais... – Você acha que eu não sei que você virou uma drogada, uma dependente química?
- Você não sabe nada da minha vida Pedro! Nunca soube... agora me solte que esta machucando!
- Eu não vou te soltar até você tirar essa idéia idiota de ir se drogar... ou seja lá o que você pretendia fazer.
- Eu não estava indo me drogar ok? Agora me solte.
- Vou confiar em você.
- Então já pode ir.
- Mas vou só pra prevenir.
Tinha que arrumar um modo de despistá-lo, ele não poderia saber que eu realmente estava indo “curtir a vida” como eu a chamo. E ele não poderia chegar lá comigo... apesar de todos serem meus amigos... me fizeram prometer que nunca iria levar ninguém nos pontos de encontro... e que se um dia eu levasse a pessoa iria sofrer conseqüências... Era legal pensar em vê-lo sofrer... mas algo bem no fundo não me permitia levar este plano em diante.
Teria que pensar rápido... e foi quando ele ficou observando a vitrine de uma loja que estava fechada para o almoço... peguei o primeiro objeto que encontrei no chão, suficiente para derrubar uma pessoa e o aceitei na cabeça, fazendo com que ele caísse para trás no mesmo instante.
- Desculpe... – Coloquei encostado a vitrine e sai o mais rápido dali, antes que alguém percebesse o que eu havia acabado de fazer.
Quando cheguei ao lugar marcado a minha “turma” de sempre estava ali.
- Demorou. – Kyler, disse logo ao me ver.
Éramos sete ou mais... geralmente apareciam uns lá que nunca havia visto os antes. Kyler estava sentado na calçada. Ele era o mais velho de todos nós e era sempre o qual conseguia a droga para a gente. Tinha o poder em nosso grupo e eu já acabei ficando algumas vezes com ele. Do lado dele estava Luiza e Mayara... eram gemias e apenas um ano mais nova do que eu. Sam, John e Sara estavam um pouco afastados.
- Desculpe. – Disse sentando ao seu lado. – Família nova, dia difícil.
Pela primeira vez eu não me sentia bem por estar ali, estava arrependida por ter feito o que fiz.
- Trouxe algo especial para você. – Ele disse em meus ouvidos, baixo o suficiente para que ninguém mais ali ouvisse, apontando para o cigarro que estava ao seu lado. – Só não deixe eles saberem que tenho preferência por você aqui.
Peguei-o na mão e no mesmo instante senti uma vontade enorme de sair o mais rápido dali.
- Vamos experimente... Esta esperando o que? – Ele me dizia me pressionado.
- Desculpe... não estou bem hoje.
- Como é que é? Deixe de ser estúpida garota! Esse é o remédio que você precisa! Eu sei que você quer... vamos logo! – Eu me sentia mal pelo Pedro... o que estava acontecendo comigo? Pela primeira vez depois de um ano eu havia recusado.
- Eu... eu não quero. – Ele me segurou pelo pescoço e me jogou contra o muro que havia ali.
- Não estou pedindo Marina, estou mandando. – Ele me empurrou com tanta força que acabou que tudo ficou escuro.
Notas finais
reviews são sempre bem vindas rssrs :)
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