Never Gonna Be Alone - HIATUS

8 Capítulo 7: Ódio, Raiva, Angustia E Rancor part.2.


Notas iniciais
Amores, estou procurando um co-autor para uma fic minha, quem estiver interesado fala cmg, ok?

A primeira coisa que eu fiz quando "recuperei a consciência" foi correr dali direto pro meu quarto. Sei que foi um pouco imprudente e idiota, ficar fugindo do meu passado não ira me ajudar, mas talvez ficar o mais longe possível sim. As lagrimas começavam a rolar pelo meu rosto em quanto em subia as escadas correndo, deixando cinco garotos pra trás, provavelmente assustado com a minha repentina reação. Eles ainda gritaram algumas coisas pra mim, mas só consegui ouvir duas frases:

"Hey, o que aconteceu?" Jay-Jay que falou essa.

E a outra era do Stried:

"Eu vou atrás dela".

Droga, será que não dá pra me deixar ter meu momento de crise sozinha?

Entrei no meu quarto e bati a porta mas não fechei, me joguei na cama e abracei o travesseiro.

Senti as lagrimas se intensificarem e comecei a chorar como um bebe, pra minha sorte meu pai não estava em casa, se ele me visse assim iria querer me mandar para outro psicologo. Ele acha que eu esqueci o que passei naquele dia, mas a verdade é que me lembro de tudo, como se aquele fato tivesse sido marcado no meu cérebro com tinta permanente.

A porta do meu quarto mas eu estava muito entretida enfiando a minha cabeça no travesseiro que não me dei o trabalho de ver, mesmo assim eu sabia que era foi um idiota de olhos verdes e com o cabelo igual ao do Logan Lerman quando fez O Ladrão De Raios, vulgo Kevin Stried.

Ele caminhou até mim, pude saber pelo barulho dos passos. Se sentou do outro lado da minha cama que era de casal, sim eu dormia sozinha numa de casal, a culpa não é minha se eu sou espaçosa.

O mister idiota puxou o travesseiro em que eu estava agarrada e me olhou de um jeito que demonstrava preocupação. Acho que ele deve ter se assustado também, a minha cara devia estar uma das piores, o cabelo bagunçado, o rosto vermelho pelo choro que ainda persistia, e o olho todo manchado de preto pelo lápis de olho que eu usava que agora devia estar uma bosta.

– O que aconteceu? Você saiu de lá correndo — perguntou.

Eu não respondi, apenas abaixei os olhos e deixei mais uma lágrima descer dos meus olhos. Ele segurou meu queixo com uma das mãos, me fazendo olha-lo nos olhos, e com a outra limpou os rastros da última lagrima fugitiva.

– Uma vez me disseram que desabafar faz bem, talvez alivie um pouco o que você esta sentindo -

Novamente não respondi, mas fiz algo que surpreendeu o Kevin e até a mim mesma. Eu pulei no colo dele e o abracei o mais forte que eu pude. No começo ele se assustou mas acabou retribuindo, suas mãos agora acariciavam minhas costas, me acalmando e confortando.

– Aconteceu alguma coisa com a sua mãe? — Perguntou sem me soltar.

Apertei sua camisa com força e respondi com a voz falhando e embargada:

– Ela, ela, m-me aban-abando-nou, Kev -

– Como Allie? Me explica isso direito? -

Contei toda a história para ele, não via motivos que me fizessem ter que ocultar algo. Eu confiava nele, não só por ele ser meu ídolo, mas também por... por... Droga! Eu não sei o porquê mas confio bastante nele.

No meio dela, meu choro voltou. Kevin me aninhou em seu peito e eu transpassei meus braços no seu pescoço, fazendo, assim, com que minha testa ficasse no vão do seu pescoço.

Oh, droga. Não posso está desenvolvendo o complexo Drama Queen igual a Mariana. Por favor diz que não. Pra piorar mais a merda (Se é que isso é possível), eu estava adorando ficar no colo dele. Adorando não, amando e muito. Mais que merda de pensamento foi esse? Polo amor de Deus, eu não posso pensar uma coisa dessas, muito menos pensar em gostar dele um dia.

Sabe, ele tem essa enorme fama de pegador e tudo mais e, tipo, a mulher que me teve me abandonou na primeira oportunidade por que ele não faria o mesmo?

Terminei a história e ele me olhou de um jeito compreensivo e calmo.

– Sabe, eu sempre pensei que a minha história fosse triste e difícil mas a sua é tão... Tão... Nem sei o que dizer. Eu... Eu sinto muito que ela tenha feito isso com você — pude ouvir a sinceridade na sua voz.

– Eu contei a minha, agora fala a sua — falei num tom de voz extremamente baixo, que se ele não estivesse tão perto teria sido inaudível.

– Tenho certeza que você não vai querer ouvir... -

– Errado, Sr. Eu Sei De Tudo — ele deu rizada pelo nariz. — eu quero ouvir, sim. Por favor -

– Ok, me rendo — dessa vez quem riu foi eu -eu conto-

Naquele momento ele deu uma leve (bem leve mesmo) apertada na minha bochecha esquerda, obviamente, já que a outra estava encostada no peito dele.

Epa, epa. Para mundo que eu quero descer. Minha bochecha estava aonde mesmo? Meu Deus! Só ai me toquei de como estávamos.

Ele estava meio deitada e meio sentado (deu pra intender?) na cama e eu estava deitada em cima dele, literalmente. Minhas pernas estavam em cima da dele (numa parte, já que a nossa altura é muito desproporcional, uma à outra), minha cabeça estava no seu peito e minha mão esquerda estava do outro lado. Já as mãos deles estavam, uma acariciando meu cabelo, outra nas minhas costas. Eu até poderia me "soltar" dele só que...Meus pensamentos foram interrompidos pela voz do Harry.

– Meus pais se separaram quando eu tinha 7 anos e isso pra mim foi bastante difícil. Eles sempre brigavam, principalmente pela minha guarda e a da minha irmã. Eles ficaram praticamente um ano com isso, o que me fez sofrer bastante, eu não queria vê-los brigando. Cheguei a ir mal na escola por isso. Depois, ficou resolvido na justiça tudo mas eu senti muita falta do meu pai comigo e ainda sinto até hoje -

– Nossa, todos os sites que eu vejo sobre o DFM sempre dizem que seus pais se separam de boa, nunca imaginei isso -

– É — suspirou — enfim, vamos mudar de assunto. Como Arya Farrewl, também conhecida como minha mãe, diz: Não devemos remoer mágoas do passado. Você esta com uma cara péssima. -

– Nossa, hein Kevin. Obrigado — retruquei sendo irônica.

– É serio, você ta com uma cara meio triste. Já sei — ele sorriu maliciosamente e eu arregalei os olhos.

Oh, não, ele não pensou nisso.

Levantei do colo dele correndo e fui andando de costas, na direção oposta da dele que tinha levantado também e agora vinha na minha direção, ainda com aquele sorrisinho.

– Kevin, por favor, não. -

– Não o que Allie? Não vou fazer nada de mais — falou com falsa inocência.

Bati com as costas na parede.

– Fim a linha, baby -

Corri passando ao lado dele que agarrou a minha cintura e caiu comigo na cama, ambos rindo. Ele, que estava por cima de mim, começou a fazer cócegas na minha barriga e eu, obviamente, ri igual a uma a uma hiena, o que fez ele rir também.

Consegui segurar os pulsos dele e ele parou, mas é claro que se ele fizesse um pouco de força conseguiria se soltar.

Os nossos risos foram ficando escassos e eu soltei os pulsos dele que se apoiou nos cotovelos, tirando aquele peso todos de cima de mim. O rosto dele começou a se aproximar do meu e seu cabelo encostou na minha testa.

Notas finais
Kisstyles, falem cmg pelo ask tbm: ask.fm/ALSFuller