Never Gonna Be Alone - HIATUS
6 Capítulo 6: Aqueles seres chamados fãs
Notas iniciais
Atravessamos a rua em direção a minha casa em silêncio. Em menos de 5 minutos já estávamos na porta da minha casa.
– Olha, o carro que o Jay alugou — falou Kevin.
O Jason deve ter bebido muito para fazer isso. Que pessoa famosa, em sã consciência, alugaria um carro no Rio De Janeiro para andar SEM nenhum segurança? Ta pedindo pra ser atacado por uma manada de seres que os gritos chegam a mais de 20.000 Hertz (se é que isso é possível), que não tem medo de chuva, frio e o cassete a 4, que dão para ser notados mais facilmente que um paquiderme, mas que, mesmo assim, 99,99% dos cantores/escritores/bandas e etc, consideram como os melhores dessa "espécie" e que são conhecidos mundialmente como fãs brasileiros.
– Ele é maluco?- Stried me olhou confuso e eu continuei — porque para sair sem nenhum segurança no Brasil tem que esta com problemas mentais.-
Ele continuou sem intender. Ô jumento...
– Não entendi — AVÁ, imagina — qual o problema do Brasil? -
– O problema não é o Brasil e sim quem mora nele — respondi o óbvio.
Ele fez cara de "paisagem".
– Continuo sem entender — reviro os olhos com o que ele diz. Putz mais é muito burro mesmo.
– Brasil.- abri os braços para o que estava a nossa volta — Terra das fãs que gritam tão alto que são capazes de quebrar todos os vidros do mundo só por saber que o seu ídolo esta aqui e que, com certeza, se vissem vocês na rua, sem nenhum segurança, não perderiam tempo pra agarrar tento vocês, que quando conseguissem se desgrudar delas estariam som as roupas todas rasgadas e todos arranhados. Isso se topassem só com, no máximo, 5 delas. Deu pra entender ou quer que eu desenhe? -
Quando terminava de falar minha voz começou a sair um pouco alta demais porem não muito.
– Ahh, entendi — ele respondeu com uma cara pensativa — é melhor eu falar com o Jason depois pra ele contratar uns seguranças — Assenti
–Melhor entrarmos, se não os vizinhos vão chamar a policia — falei brincando enquanto abria a minha bolsa para procurar as chaves.
– Porque? — me virei para ele, o olhei dos pés a cabeça, parando nos seus olhos e arqueando uma das sobrancelhas. Ele vestia um casaco com capuz, boné e óculos escuros e olhava para os lados impacientemente como se procurasse alguém que estava atrasado.
– Ahh, já entendi — respondeu enquanto eu abria a bolsa e procurava as chaves.
Ué, cadê as chaves. Ahh, esqueci que elas estavam no bolso da calça. Coloquei a mão lá e elas estavam, ufa.
Abri a porta do jardim, entramos, a fechei novamente. Caminhamos até a porta, que dava na sala de estar. Abri, entrei e dei de cara com 4 garotos conversando animadamente com o pai, que assim que me viu, interrompeu a conversa, veio até mim.
– Allie, — meu pai me abraçou e depois soltou — porque demorou tanto? Estava ficando preocupado -
– Eu encontrei ele- disse apontando para Kevin, que estava ao meu lado e tinha acabado de entrar — e tentei ajuda-lo a sair do estádio. Lá estava lotado de diers, se o vissem, teria mó tumulto e ia ser meio difícil sair de lá. Já que não tinha seguranças, só lá fora e eram apenas 2 -
Meu pai assentiu.
– Ahh, sim. Já ia esquecendo: Meninos, essa é a minha filha Allizia — Colocou a mão no meu ombro e me deu um empurrãozinho para frente, na direção deles.
Lembre-se, pai: Eu sei andar.
– Oii — disse e acenei um "tchauzinho" para eles enquanto vinham falar comigo.
Eles me abraçaram e se apresentaram (Como se alguem não soubesse que eles são Kevin Stried, Leo Neeler, Jason Parelle, Justin Lancastter e Danny Way).
– Bom, meninos, agora que já conheceram a Allie, que tal almoçarmos? — meu pai perguntou e Justin pulou gritando um "Eba" bem alto, fazendo todos rirem — filha, você poderia mostrar o quarto aonde o Kevin vai ficar pra ele? É o ao lado do seu -
– Claro pai. Vem Stried — o chamei e ele veio para o meu lado.
Subimos as escadas em, já que os quartos ficavam no segundo andar. Ao todo eram 8 quartos. O dele era o terceiro. Exatamente ao lado do meu.
Quando entramos, vi que as malas de Kevin já estavam lá. Provavelmente estavam com os meninos.
– Obrigada por tudo, sabe, por ter me ajudado e tals -
– Não precisa agradecer — respondi sorrindo e olhei para ele. Desviei o olhar rapidamente — er... Vamos? -
– Aham -
Descemos e fomos até a sala de jantar, onde os meninos e o meu pai estavam. Sentamos e quando começamos a comer, meu pai recebeu uma de suas estranhas ligação e teve que sair, mas antes disse para os meninos se sentirem em casa. Jus perguntou se a geladeira estava liberada, o que fez todos nos gargalharmos, e meu pai disse que sim. Após ele sair, eu e os meninos fomos para sala e ficamos conversando por um tempo. Perguntei algumas coisas para ele, já que tudo que eu sabia era informações da internet. Algumas coisas eram verdade, mas a maioria não. Eles também fizeram perguntas para mim e eu, obviamente, respondi. Mas uma do Jay me fez congelar.
– Então, Allie e a sua mãe? -
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