Never Gonna Be Alone - HIATUS
5 Capítulo 5: Goodbye Stadium
Notas iniciais
Tomei susto quando vi Kevin estalar os dedos na minha frente. E dei um pulo. E ele riu.
- Ahhh! Ta querendo me matar? É? — Disse enquanto ele ria.
Mais 5 mim se passaram e ele não parava de rir. Dei um tapa na sua cabeça, fazendo o boné cair e o cabelo ficar bagunçado, ele parou de rir e me olhou serio. No mesmo instante comecei a rir.
- Não teve graça — Kevin falou ainda serio.
- Você diz isso porque não viu a sua cara — nesse momento eu já estava quase chorando de tanto rir. Coê, a cara do Stried estava impagável.
[...]
Já estava começando a escurecer e ainda estava junto com o Kevin no estádio. Merda! Meu pai deve estar arrancando os cabelos já. Me procurando e...
É isso! Como eu não lembrei antes? Quando eu era pequena, meu pai me trousse nesse mesmo estádio e me mostrou uma saída que quase ninguém conhecia. Essa saída era usada em alguns shows quando tinha muitas fãs no lugar. E eu lembro como e aonde é!
Cutuquei o Stried, que estava com os olhos fechados, pareceria que estava dormindo.
- Kevin! Acorda! — gritei com ele (Sou muito carinhosa com ele né? Ironia mode: On) que me olhou com cara de "Que é?".
- Eu to acordado. O que é que você quer? — falou se "arrumando".
- Eu acho que sei um jeito de sair daqui em ninguém ver -
- Então vamos logo. Quero sair daqui o mais rápido possivel — falou se levantando.
Me levantei também e fui andando até o "fim" do corredor que por coincidência era a uma das entradas secretas para o local aonde ficam os camarins, entramos e fomos novamente até o fim do local, e entramos numa pequena sala (quando eu digo pequena era pequena mesmo). Dentro dela havia uns materiais de limpeza, baldes espalhados e a parede estava repleta de vassouras e rodos. Exatamente como estava a 8 anos atras, quando meu pai me mostrou.
- Ahh, ótimo, como vamos sair daqui? — Kevin perguntou e acrescentou um um tanto de ironia a na voz — Ohh, claro, voando de vassoura -
Apenas revirei os olhos em resposta e comecei procurei o pequeno botão nesta parede que a destravava. Sim é uma daquelas paredes que tem em filmes, que você empurra algo nela e ela abre mostrando uma passagem secreta. Sueral, né?
- Achei! — gritei para Stried após ter conseguido achar o pequeno botão.
- Achou o q...? — ele não terminou porque nesse momento a parede/porta se abriu.
Entrei e puxei ele para dentro e 2 segundos depois ela se fechou.
- Vassoura, né Stried? — perguntei vendo a cara de idiota que ele estava, se é que é possível ele ser mais idiota do que já é.
- Hã... Hum... er... — isso foi tudo que o boboca conseguiu dizer, uns 15 segundos se passaram e ele completou — como fez isso? -
- Lembra quando você disse que meu pai trouxe o DFM pro Brasil? — assentiu e eu continuei — Meu pai, trabalha agenciando shows nesse estádio há anos e ele me contou umas coisas sobre isso aqui. -
- E porque não falou antes? — pergunta meio irritadinho enquanto andávamos pelo local.
- Porque só lembrei naquela hora. E vê se desinrrita logo, se não eu te posto no Twitter o endereço lá de casa ai vai ter um bando de directioner brasileiras lá e você sabe que 1 fã brasileira equivale a 10 cantores de opera — dou uma risadinha no fim e ele também. Mas, aqui entre nós, isso é a maior verdade do mundo, né?
Vou tentar descrever o lugar por onde estávamos passando, ele era de tijolo (Avá Allie, você queria o que? Que ele fosse feito de massinha*) coberto com cimento e... E só! Da pra acreditar que nem uma tintazinha tiveram a capacidade de passar em cima. Tanto dinheiro investido nessa joça e sem nenhum luzinha também.
Chego ao fim do pequeno corredor quando vejo a porta de madeira antiga. Do nada um troço (Mais conhecido como Kevin Stried) topeça em algo (Também conhecido como pedra) e cai de bunda no chão. Me viro para ele. E eu pra variar rio da cara dele.
- Quer parar de rir e me ajudar aqui!? — estendi uma das minhas mãos para ele segurar e o ajudei a levantar
- Sabe, uma vez me disseram o seguinte: quando uma pessoa cai o colega pergunta na hora se ele esta bem e o ajuda a levantar, já um amigo de verdade ri da cara da pessoa e só depois ajuda. — ele deu um sorriso sem mostrar os dentes mas mesmo assim era um lindo sorriso. Deus do céu porque eu falei isso? Continuei um pouco envergonhada (Comecei, agora termino, né?), aposto que corada. — Então, er... Acho que... Humm... Amigos!? -
- Claro — ele me abraçou e eu retribui e ele continuou, ainda me abraçando — Então, quer disser que se você cair e eu rir você não vai ficar brava, ou vai? -
Me soltou do abraço. Eu o fitei. Cerrei os olhos. E ri.
- É claro que não, contanto que depois me ajude — ele riu também.
- Vamos? -
- Claro, não aguentava mais ficar aqui -
Abri a porta, saímos e a fechei. Conseguimos sair do estádio. Deus é mais.
Aonde estávamos? Nos fundos do estádio. Se tinha diers lá? Não, nem diers, nem ninguém. Qual a distância para minha casa? Atravessar a rua.
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