Never Gonna Be Alone - HIATUS
1 Capítulo 1: I dont remember (Prologo)
Notas iniciais
Eu estava lá outra vez, pensando no que aconteceu e como aconteceu, uma lágrima escorreu pelo meu olho esquerdo. Pronto começou outra vez, estava de volta quele lugar.
Acordei no hospital. Kevin estava conversando com o médico, os olhos dele estavam cheios d'agua. Assim que o médico saiu, se sentou numa cadeira que havia lá, colocou as mãos no rosto e começou a chorar, sem se importar se alguém veria, chorou com vontade, como se não houvesse amanhã.
– Kev...? — Eu o chamei, com a voz fraca. Assim que ele ouviu, levantou a cabeça, limpou as lágrimas, veio em minha direção e segurou numa de minhas mãos.
– Allie, você acordou — Disse Kevin, dando um sorrisinho fraco, digamos que foi meio forçado — Está se sentindo melhor? -
– Um pouco — Disse bem baixo, como um sussuro — E eles? Estão bem? -
– Eles...Eles...Eles infelizmente — Suspirou tristemente — Não conseguiram sobreviver -
Aquilo foi como se estivessem enfiando uma faca no meu coração. Tinha sido minha culpa, só minha e de mais ninguem. Eu tinha os matado. Sem perceber já estava chorando. Kevin limpou minhas lágrimas e disse acariciando minha bochecha:
– Vai ficar tudo bem, nos vamos conseguir recomeçar -
Balançei minha cabeça tentando afastar os pensamentos, na verdade lembranças, quem dera fossem só pensamentos...
Eu estava chorando, sentada no chão do banheiro, abraçei meus joelhos, encostei a cabeça na parede e acabei adormeçendo.
Acordei com um susto. Tinha ouvido um barulho vindo do quarto, era uma voz, a de Harry e ele dizia:
– Allie. Aonde você está? -
– No banheiro. — Respondi sem nenhuma vontade. Não queria que ele me encontrasse naquele estado, mas era inevitável.
A porta foi destrancada, mostrando um Kevin Stried preocupado. Ele veio na minha direção, sem falar nada, se abaixou, sentou na minha frente, me olhou nos olhos, começou a acariciar o meu rosto e me beijou de um jeito que não fazia a muito tempo, era calmo, doce, carinhoso e cheio de sentimentos, no início me assustei mas depois me entreguei a esse beijo, era delicioso, na verdade todos os seus beijos eram, mas esse era mais. Minhas mãos foram directamente a seus cabelos, acariciando seus lindos fios castanhos escuros. Paramos o beijo por falta de ar, mas minhas mãos continuaram em seus cabelos, assim como a dele em meu rosto. Estavamos, consideravelmente perto. Nossas respirações estavam ofegantes e se encontravam. Ficamos nos encarando, sem falar nada, por um tempo, até que eu quebrei o gelo e perguntei:
– Porque você fez isso? — ele acordou de seu transe, soltando meu rosto e se afastando um pouco.
– Fiz o que? Te beijei? — perguntou e eu assenti — Oras, nos somos casados e eu...E eu...Também não sei porque fiz isso, me bateu uma vontade ou saudade e você? Porque está aqui? Espera, estava se lembrando daquilo, não é? -
– Estava tentando, não sei porque não consigo me lembrar de tudo — respondi tristemente e ele pegou a minha mão.
– Quer que eu te ajude? — perguntou soltando a minha mão e eu assenti.
Ele se levantou e me ofereceu uma mão, segurei e me levantei.
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