Never Give Up
2 Capitulo 1 - Pulseiras da sorte.
Notas iniciais
11 meses depois... 30 de agosto — 2013
— Mãe não é como uma despedida ok ? Eu só vou ficar fora um ano, nem é tanto tempo assim. — eu disse depois que minha mãe fez um drama no meio do aeroporto.
— Um ano é muita coisa sim, como vou saber se está tudo bem, se não te aconteceu nada, ein ?
Como se ela estivesse realmente preocuada.
— Existe telefone, skype e outras coisas, relaxa.
Arrastei minha mala pelo aeroporto, com minha mãe atrás fazendo drama. Enquanto andava, observava minha irmã correndo entre as pessoas que iam e vinham e meu irmão andando mais a frente mal humorado, como se ele tivesse sido obrigado a vim se despedir de mim.
Legal, hoje finalmente eu estava indo para os Estados Unidos, fazer meu intercâmbio que eu tanto esperei e... não, não estava nem um pouco animada.
A uma semana atrás eu estava contando até os segundos para chegar nos Estados Unidos.
De acordo com minha mãe isso tem a haver com a TPM, mas não tinha nada, absolutamente nada a ver com isso. O motivo de eu estar assim era que meu pai, meu próprio pai não tinha tido a descencia de vim se despedir de mim, claro, bem tipico dele.
— Ai! — eu gritei quando alguém esbarrou em mim, ou eu esbarrei em alguém, tanto faz. — Vê se olha por onde anda.
— Você que ta andando com a cabeça no mundo da lua. — um garoto disse se abaixando para pegar suas coisas que cairam e se levantando rápidamente. — VOCÊ tem que olhar por onde anda.
Fiquei meio desconcertada com as palavras dele que nem sabia o que responder.
— Que seja. — falei.
Ele sorriu ironicamente e saiu andando para o lado oposto.
— Idiota. — sussurei pra mim mesma.
— Quem é idiota ? — minha mãe perguntou se aproximando.
— Ninguém. — eu disse voltando a andar.
Eu tinha que embarcar no avião as 17h e chegaria nos Estados Unidos de noite e uma tutora ou algo do tipo estaria me esperando para me levar para uma casa hospedeira.
Bom, pelo menos foi isso o que me disseram.
Queria muito saber onde Livia, Fabi, Laris e a loca da Ana estão que não estão aqui se despedindo de mim. Queria que estivessem aqui, melhor ainda, que fossem comigo.
— Você não parece muito feliz! — minha mãe me disse.
— To ótima. — disse fingindo uma animação um tanto exagerada.
Chegamos ao portão de embarque, onde teria que me despedir.
— Não vai se meter em confusões, e não se envolva com ninguém, ok ?
— Pode deixar. — eu disse revirando os olhos enquanto ela me abraçava.
Me despedi da pestinha da minha irmã e dei um aceno de cabeça para o meu irmão, nós não nos relacionavamos muito, então isso era como dizer "vou sentir saudades etc".
Só fiquei com a bagagem de mão, o resto já tinha sido embarcado, então.
Estava quase embarcando quando ouvi um grito conhecido.
— ARIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
Sorri automaticamente e me virei.
Fabi, Ana, Laris e Livia se chocaram contra mim, me abraçando e falando todas ao mesmo tempo.
— Hey, calma vocês vão me esmagar. — falei rindo e quase chorando de de emoção.
— Pensou que ia embora sem se despedir sua peste ? — Fabi disse se afastando o suficiente para me ver, ela estava chorando assim como Ana, Laris e Livia e eu, claro.
— A gente vai sentir sua falta ! — Ana disse.
— Awn, eu vou morrer de saudade de vocês, prometam, prometam que vão me ligar, me mandar msg aos montes, prometam.
— Prometemos. — Livia disse limpando as lagrimas que escorriam pelo seu rosto com a manga da sua jaqueta.
— Temos uma coisa pra você. — Larissa disse.
— Aria, você tem que embarcar logo minha filha. — ouvi minha mãe dizer.
— Já to indo. — falei.
— Isso, é pra você não se esquecer de nós. — Larissa disse pegando meu pulso e colocando uma pulseira na qual estava escrito o nome das 4.
— E também para você se lembrar que nós estamos sempre pensando em você. — Livia disse e todas elas levantaram o braço e chaqualharão o pulso mostrando suas pulseiras identicas a minha.
— E quando as coisas ficarem dificiceis... — Ana disse.
— Olhe para a pulseira e saiba que você tem amigas que acreditam que seus sonhos podem se realizar, ok ? — Fabi completou. — Essa pulseira vai te dar sorte.
A essa altura eu já deveria ter criado um novo oceano atlantico com as minhas lágrimas.
Demos mais um abraço em grupo e eu tive que embarcar, mas agora estava mais feliz, mais confiante e dane-se meu pai, eu tinha o que precisava para ir adiante.
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