Never Give Up
6 Save You Tonight
Notas iniciais
Meu coração estava disparado. Decidi apenas me deixar levar. Entrei no carro com um pouco de receio.
Em minha frente, alguém me fitava. Podia sentir o olhar queimando em minha pela. Levantei os olhos e também o encarei. O portal do paraíso, já não era tão esplendido. Estava assustado.
– Você deve estar com medo. — Ele disse tentando manter a calma.
– Bom, um pouco. Se você não tivesse ligado, eu não saberia o que fazer. — me sentia segura agora com Niall por perto.
– Eu vou aí para trás. É melhor para conversarmos. — Ele falou descendo do carro e se dirigindo para o banco de trás.
Embarcou e ao mesmo que fechou a porta, Paul girou a chave, dando a partida.
Ele pegou na minha mão, e disse:
– Se você quiser me contar o que aconteceu, eu estou totalmente disposto a te ouvir. — Ele deu um pequeno sorriso.
– Eu me desentendi com o meu amigo, e achei melhor deixar a casa dele e...
– Sair pela cidade sem saber para onde estava indo? — Ele me interrompeu, completando a minha frase como sempre fazia. — Isso não foi inteligente. Você se perdeu e poderia ter se machucado.
– Tudo bem, você tem razão, mas eu estava nervosa e me pareceu a única opção. — Tentei me explicar.
Ele acenou positivamente e deu um sorrisinho como se compreendesse.
Havíamos chegado no hotel. Descemos do carro e fomos em direção a recepção. Ele pegou as chaves e se virou para mim.
– Pedi um quarto para você. Você pode ficar aqui até voltar para casa.
– Aposto que ninguém te trouxe tantos problemas como eu. — Falei.
– Você tem ocupado bastante tempo do meu dia. — Ele riu — Mas não me importo.
Eu sorri. Nos encaramos por uns segundos, e quando já estava prestes a me virar e seguir para o meu quarto, ele me puxou pela mão.
– Preciso te mostrar uma coisa.
Entramos no elevador e eu o vi apertando o último botão. Ou seja, ultimo andar. Não demorou até que as portas se abriram e eu me vi em um corredor com vários quartos.
– É por aqui! — Ele disse enquanto subia uma pequena escada bem ao fundo do corredor.
Ao chegar lá em cima, o vento bateu em meu rosto e a sensação leve de liberdade me consumiu. Estávamos na cobertura.
– Parece que o garoto de Mullingar andou explorando o hotel. — Eu disse rindo.
– E para aminha sorte encontrei isso! — Ele disse de braços abertos. Os cabelos loiros ao vento o deixavam mais parecido com um anjo.
Ele deitou no chão e me convidou para deitar ao lado dele. Eu o fiz.
– As vezes é bom dar uma relaxada e esquecer dos problemas. Na maioria das vezes, faço isso observando as estrelas. — Seu olhar refletia o brilho que irradiava do céu.
Suspirei como uma forma de mostrar que concordava. As estrelas estavam lindas. Uma pena que eu não conseguisse reconhecer as constelações.
– Você deve sentir falta de fazer isso... Eu digo, Niall Horan não deve ter tempo para observar estrelas. — Falei.
– Se algo realmente é bom para nós, sempre haverá tempo para faze-lo. — Ele respondeu ainda fitando as estrelas. — E isso vale para pessoas também. Se alguém lhe faz bem e faz a sua vida melhor, eu acho que nada pode atrapalhar.
– Concordo com você mais uma vez. — Respondi pensando um pouco no que ele havia falado.
O silencio predominou por alguns instantes, e nós ficamos ali. Deitados.
– Eu por exemplo, posso me considerar uma pessoa bem paciente. — Ele disse de repente. — Eu só acho que tenho que esperar pelo que é certo. Pelo que realmente me faz bem. Mas as vezes as pessoa me julgam por isso.
– A sua princesa. — Falei. — A garota que Niall Horan vem esperando por tanto tempo. Você realmente é paciente.
– Me sinto mal por ser o único da banda que está solteiro desde que tudo começou. — Ele desabafou, mas tentou concertar como se tivesse dito algo errado. — Eu sei que muitas das minhas fãs gostariam de namorar comigo, não querendo me gabar, mas eu ainda não encontrei aquela que me aceite do meu jeito. Sabe... Que me ame, não por ser Niall Horan membro da 1D, mas que me ame pelo simples fato de eu ser o Niall.
– Você vai achá-La. Tenho certeza! — Incentivei. — Mas você não é o único que procura por uma princesa. A iludida aqui já cansou de procurar o príncipe encantado.
– A princesa e o príncipe. Um pouco sonhador não acha? — Ele riu.
– Talvez nem tanto quanto a gente acha. — Respondi me sentando. — Acho que já é hora de ir dormir.
– Eu te acompanho até o seu quarto. — Ele se levantou.
Me levantei e descemos as escadas até parar no andar do meu quarto. Apenas dois abaixo.
– 1024. É esse. — Falei colocando a chave na fechadura e girando lentamente. — Podemos repetir outro dia. Se você tiver tempo é claro.
– Como eu disse antes. Se algo lhe faz bem nada pode atrapalhar. — Ele sorriu.
Sorri de volta e tenho certeza de que minhas bochechas ficaram coradas. Oh Deus! Por que diabos isso sempre acontece?
– Durma Bem. E lembre-se: “Nothing Could Stop Us” — Ele se virou e seguiu pelo corredor.
Foi aí que me dei conta do que ele falava. Era o trecho de uma música. Não qualquer música. Aquela música. Que por incrível que parecesse se encaixava perfeitamente com nós dois. Era a musica que sempre, como fã, pensava no Niall, me vinha a cabeça. A que eu sempre imaginei “O príncipe encantado” cantando para mim. E eu sabia como continuava.
– “Not Even Two Different Worlds”. — Falei a tempo dele escutar e fechei a porta do quarto com calma.
Fale com o autor