Never Give Up
4 From the moment I met You Everything Changed
Notas iniciais
Não consegui dormir a noite toda. Ainda não tinha acreditado no que havia acontecido. E pensar que agora eu teria que ir até sala e fingir que nada tinha acontecido. Agora já eram 11:00.
A mais ou menos 4 horas atrás, eu ouvi umas vozes vindas da cozinha. Uma delas era grossa e parecia um pouco alterada. “O pai que nunca apareceu”, pensei. Ele falava alguma coisa sobre como seria a reação do Rodrigo, e o que eles fariam depois de contar a ele. Não consegui descobrir o que, no final eles tanto escondiam. Melhor assim. Com certeza não é nada que me diz respeito.
Decidi levantar. Uma hora ou outra eu ia ter que fazer isso. Não me importei com a roupa que vestia, muito menos como o meu cabelo estava. Abri a porta e percebi no chão um bilhete. Hesitei, mas finalmente me abaixei para lê-lo.
Pegue um táxi para o endereço que está atrás desse bilhete. Esteja lá até a 13:00. Venha arrumada. Tenho certeza que vai adorar. Beijos Rodrigo!
“Ai Meu Deus! O que será que ele está aprontando?”, pensei. Olhei no relógio e já eram 12:31. Eu teria que me apressar.
Vasculhei a minha mala, ate encontrar algo razoavelmente apresentável. Uma saia preta, camiseta azul marinho e minha sapatilha favorita, também azul. E claro, minha bolsa Chanel. Não, eu não sou aquele tipo “garota patricinha”, mas quem não gosta de uma Chanel?
Penteei o meu cabelo, e prendi uma mecha com uma presilha em forma de laço. Me olhei no espelho e fiquei satisfeita com o que vi. Saí pela porta e fui correndo ate o elevador. Eu estava curiosa, e assustada ao mesmo tempo. Mas como dizem, a curiosidade matou o gato.
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Quanto mais o táxi andava, mais confusa eu ficava. E pelo jeito, onde estávamos indo, era longe pra caramba. Já estava quase pedindo para o taxista dar meia volta, quando ele parou.
Um prédio enorme estampava uma grande placa na sua frente. “Palace Hotel”. Mal tive tempo para pensar, e alguém já havia aberto a porta do táxi. Rodrigo. Ele me puxou para fora, jogou duas notas de 10 dentro do táxi e disse:
– Pode ficar com o troco. — Ele me olhou um pouco sem graça, mas abriu um pequeno sorriso. — Você está linda!
O máximo que consegui fazer foi balbuciar um obrigada, e fui seguindo ele até a entrada do hotel. Ele parou na recepção e começou a falar com a moça loira que trabalhava ali. Ela tinha os dentes muito brancos, e um sorriso simpático. Não consegui prestar atenção no que eles falavam, já que haviam centenas de garotas gritando ao lado de fora.
Foi aí que a ficha caiu. One Direction. Eles estavam hospedados ali. Naquele hotel.
– Como conseguiu? — Foi o que consegui dizer.
– Meu pai tem um amigo que trabalha aqui. Quando eu soube tive que dar um jeito de vir. — Ele disse — Achei que seria legal se pegássemos autógrafos.
– O QUÊ? VOCÊ ESTÁ DIZENDO QUE NÓS VAMOS....VER OS MENINOS? ASSIM NA NOSSA FRENTE? — Eu comecei a surtar, mas me acalmei quando percebi os olhares indiscretos de todos a minha volta.
– Respira fundo, relaxa. E lembre-se, é uma oportunidade única. — Rodrigo parecia bem calmo. — Espero que tenha treinado bem o seu inglês.
Eu não conseguia acreditar. Nós íamos mesmo conhecer os meninos. De verdade.
A moça loira nos guiou até um salão especial onde haviam mais algumas garotas. Meus olhos observavam tudo e todos, até pararem em meu objetivo. Ele estava ali. Sorria. Os lindos olhos contrastavam perfeitamente com a camiseta verde-água. Não pude conter as lágrimas. E ao mesmo tempo em que elas escorriam quente pelo meu rosto, as duas bolinhas de gude, azuis como o céu, encontraram o meu olhar.
Ele estava vindo em minha direção. Minha mente bloqueou tudo e todos ao meu redor. Para mim, éramos só eu e ele.
– Acho que alguém precisa de um abraço. — Seu sotaque Irlandês invadiu os meus ouvidos me fazendo suspirar. Aquele tom de voz angelical e de um inglês perfeito me acalmou instantaneamente.
Eu não sabia o que dizer, mas nem foi necessário. Seus braços quentes, fortes, porem delicados, me envolveram em um abraço. Eu recebi um HoranHug. Foram os melhores 5 segundos da minha vida.
– Obrigada! — Foi o máximo que consegui dizer.
– Tome um copo de água. Você vai se sentir melhor. — Ele me alcançou um copo, e sorriu.
Tomei a água e respirei fundo. Ele continuava ali me observando.
– E o seu nome é? — Ele perguntou. Senti os olhos azuis me fitando.
– Luiza. — Eu dei um pequeno sorriso. Minhas pernas tremiam de nervosismo.
– Bom o meu é...
– Niall! — Eu o interrompi. — Niall James Horan.
– É, parece que você sabe mesmo quem eu sou. — Ele me olhou surpreso.
– Com certeza! Você é o garoto que estampa a parede do meu quarto.
Ele riu.
– Você poderia me dar o seu telefone, sabe....para nós nos falarmos. — Fui surpreendida.
– C...Claro! Sem dúvida! Eu disse tentando achar um papel ou qualquer outra coisa para anotar.
–Tudo bem, eu gravo no meu celular. — Ele disse retirando um Blackberry do bolso.
Eu disse o numero para ele, e tirei coragem de algum lugar para dizer:
– Eu espero que você me ligue! — Eu pude sentir minhas bochechas corando.
– Claro! Sem duvidas! — Ele sorriu e piscou antes de se virar e ir em direção ao Paul, que estava conversando atentamente com Dan.
Minha felicidade podia ser vista da lua. Niall Horan tinha o numero do meu celular. E ele disse que iria me ligar! Eu estava dando pulinhos por dentro. Tudo aquilo era tão inacreditável!
Parecia que finalmente as coisas iam começar a dar certo.
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