Never Forget Me

1 Capítulo Único


Notas iniciais
O romance todo ser nesse captulo.
Espero que gostem...

Eram 11h: 37min. Faltavam 3 minutos para o fim da aula.
Emma e Dane estavam sentados nos habituais lugares, um ao lado do outro.
Todos faziam barulho, mas Emma e Dane estavam apenas sentados, um olhando pro outro.
Emma sorriu. Era linda. Loira, olhos azuis, o cabelo ondulado em baixo e liso em cima, ia até a metade das costas.
Ele já tinha os cabelos escuros e curtíssimos, mas os olhos também azuis, tão belos quanto os dela.
Ele correspondeu ao sorriso dela. Ele amava o sorriso dela. Ele a amava, mas ela não sabia. Ela não o correspondia, e Dane sabia disso. Mas ele não ligava.
— Ahn, Emma... — ele a chamou — Sabe da festa da Carol que vai ter hoje à noite? — ele perguntou e ela afirmou com um aceno de cabeça. Então continuou — Eu queria saber se você... Não queria ir comigo...
Ela ergueu uma sobrancelha e riu bonitinha:
— Claro, Dane! — ela piscou e sorriu pra ele.
O sinal batera, eles se levantaram e se encaminharam para fora.
Eles iam a pé até suas casas. A de Emma no centro, a de Dane mais afastada.
Emma tinha 17 anos e Dane tinha 18.
Estavam passando do caminho da casa de Emma, e Dane percebera:
— Emma, sua casa é pra trás.
— Ah, é, desculpa, esqueci-me de avisar — ela levou a mão à testa e riu como se esquecesse da coisa mais óbvia do mundo — Vou fazer um teste pra modelo!
Ela sorriu. Ele sorriu.
— E o melhor... A que eles considerarem melhor fará um estágio em Paris!

- Uou! — ele realmente se surpreendeu — Paris é incrível! Fui pra lá com meus pais há dois anos.
— É eu lembro. Você me trouxe uma Torre Eiffel num chaveiro...
— Pois é... — ele se lembrara dos bons momentos em Paris. Uma semana incrível e inesquecível, certamente. — Mas então, quer que eu vá com você? Sei lá... Pra dar sorte! — ele pôs as mãos no bolso e sorriu meio tímido.
— Claro, Dane! — ela exclamou- Seria perfeito!
E eles foram até lá...
Chegando lá eles esperaram Emma ser chamada. Demoraram uns 5 minutos até que entrassem.
— Você pode começar pela passarela — uma mulher alta e magra, e muito bonita, indicou uma passarela azulada para ela.
Ela foi atrás das cortinas e saiu de trás, andando belamente.
O coração de Dane disparara. Ela estava radiante! Linda, andava pela passarela com os braços ao lado do vestido cor coral, deixando-os soltos, indo para lá e pra cá. Ela sorria lindamente.
Chegou à ponta da passarela, virou, e andou até o fim da passarela, passando de volta pelas cortinas.
A mulher se levantou e foi até ela. Depois de 3 minutos voltou.
— O que foi? — ele perguntou
— Ah, é apenas o desfile de biquíni...
— D-desfile de biquíni?! — ele corou.
Nunca a imaginou de biquíni. E muito menos desfilando.
Ela pôs o rosto para fora da cortina.
— Dane, não olha... — ela falou sorrindo sem sair de trás
— T-ta, tá bem... — ele falou fechando os olhos.
Ele mentiu. Viu-a andando com o biquíni.

Ela continuava da mesma forma, dessa vez de biquíni.
Foi até o final, dessa vez colocando uma mão na cabeça e a outra na cintura, fazendo pose.
Ela viu Dane. Viu-o olhando pra ela. Olhando como se ela fosse um algo mágico. Ela nem se importou com o fato de ele estar olhando, apenas sorriu, e ele correspondeu...

***

Algumas horas depois, Dane bateu a porta de Emma.
Ela abriu a porta e lhe deu o belo sorriso de sempre.
Ele a olhou de cima a baixo e até se sentiu mal pela roupa que usava.
Ela estava magnífica! Usava um vestido azul claro, que ia até a metade das coxas, um sapato de salto baixo, azul também, algumas pulseiras e o cabelo... Ah o cabelo... Os cabelos compridos, que iam até a metade das costas, estavam mais brilhantes e bonitos do que o normal.
Ele não. Ele estava de calça jeans, surrada, tênis, all star preto, e uma camiseta, branca.
-... E-emma... — ele queria falar algo, mas estava sem palavras.
Ela riu meio tímida.
— Vamos? — ela disse sorrindo
— Vamos! — ele estendeu o braço pra ela, e eles foram.


***

Chegaram lá a pé, pois Dane não tinha carro e Emma não podia dirigir.
A festa estava bastante lotada. Pessoas pulando, gritando, dançando e se esmagando pra lá e pra cá.
Emma levantava os braços e os mexia para lá e para cá.
Dane não. Estava apenas lá, se movimentando sorrateiramente de um lado ao outro.
Ele estava cansado daquilo.

- Ahn, Emma? — ele a chamou — Vou beber alguma coisa. Você quer?
— Ah, claro, Dane — ela disse sorrindo — Pode ser uma coca pra mim.
— Ok — e ele foi.
Pegou duas cocas para eles.
Quando chegou, Emma não estava mais ali.
Um calor percorreu seu corpo.
Como a encontraria no meio de tanta gente?
Ele se desesperou. Começou a procura-la em todos os lugares.
Foi aí que uma mão o puxou para fora da pista. Era ela.
Ela o arrastou para a sacada da casa e fechou os deixando sozinha a luz da lua.
— Emma, o que foi? — Dane perguntou
Ela parecia eufórica.
— Dane, me ligaram! — ela pulava de alegria
— Q-quem?
— A agência de modelos! Eu fui aceita! — ela pulou em cima dele e o abraçou
— M-mas os testes foram hoje! — ele se surpreendeu
— É, mas... Fui tão bem que decidiram que seria eu!
— Que incrível Ems! — era assim que ele a apelidara — Quando você vai?
-... Ah, esse é o problema... Eu vou amanhã... Às 7h: 00min da manhã...
A cara de orgulho dele se foi e o desespero voltara.
Algo dentro dele se desmoronou.
Ela o encarou triste. A dor também visível nela.
— Mas não se preocupe! Vamos nos ver de vez em quando! — ela se apressou, mas lágrimas em seus olhos desmentiam...

***

Depois daquilo, Dane foi pra casa.
Uma onda de nostalgia o afogou. Ele só pensava nela. Só queria ela. Queria sentir o cheiro dela, o seu rosto, a suavidade de seu toque. E a única coisa que ele iria perder era ela!

Ele não pregou os olhos por um segundo sequer à noite. Prometeu que iria até o aeroporto com ela, em Navegantes, mas não sabia se teria forças para vê-la partir. Mesmo assim, juntou tudo de si que podia e acordou às 5h: 00min. Concordou com a mãe de que pegaria o carro emprestado para levar a amiga até seu destino — o aeroporto.
Chegou a casa dela às 5h: 30min, enquanto ela se despedia da mãe.
Ela ia morar com sua tia, que mora em Paris, e não veria a mãe por certo tempo.
A viagem era curta. Mais ou menos 45 minutos de carro.
Dane queria que durasse mais. Em sua opinião: poderia durar para sempre desde que ela estivesse ao seu lado. E assim foi pelos 45 minutos...
Chegaram mais rápido que o esperado — talvez porque Dane quisesse que demorasse.
6h: 26min eles já estavam se dirigindo à plataforma de embarque. Não que precisassem, pois estavam meia hora adiantados, mas parecia que Emma fazia o máximo para machuca-lo.
Quando chegaram lá, já era 6h33min. Dane contava os minutos. A cada um que se passava era um soco no estômago do garoto.
— Eu deveria entrar no avião uns 15 minutos antes, não é? — Emma perguntou
"Ótimo, 15 minutos a menos!", pensou Dane com raiva, "São 6h35min, mas ela vai entrar 15 antes então tenho só mais 10 minutos com o amor da minha vida...”
Eles estavam sentados em poltronas confortáveis do aeroporto, Emma na branca e Dane na preta, que simbolizava a cor de seu humor. Sem vida, feio, desgostoso.
Faltavam 5 minutos.

Em sua cabeça, Dane ensaiava o que diria a ela quando ela estivesse indo.

"Emma, sei que está em cima da hora... Mas eu preciso dizer que te amo. Amo você desde o quarto ano! E você sempre foi minha melhor amiga. E agora eu tenho que ver você partir assim? Abandonar-me? Ir pra Paris e me deixar aqui sozinho e infeliz por estar sem você?”. E aí ele a beijaria. Depois a deixaria livre para ir pra Paris, virar modelo e encontrar alguém muito melhor do que ele para amar... E a hora de dizer o que sentia chegara...
Ela se levantou. Faltava apenas um minuto, talvez até menos!
Ela ajuntou as malas do lado da poltrona.
— Emma! — ele disse
Ela se virou pra ele. Os olhos inchados.
— E-eu... — ele perdera a coragem — Te ajudo a carregar as malas!
Ela sorriu. Deu uma fungada.
— Pode ser... — ela se forçou a sorrir
Ele pegou a maioria das coisas e encaminhou a um carrinho para levar.
Ela pediu para um homem para levar o carrinho ao avião.
Chegara a hora da despedida.
Ela se virou pra ele:
— Bem... É isso! — ela fungou — Ai Dane! — ela o deu um abraço forte — De todas as coisas, a que eu mais vou sentir falta é você! — e ela desabou a chorar.
Ele não queria, mas não resistiu. A primeira lagrima se proferiu de seus olhos, depois uma maré.
— Não quero que você vá! — ele falou chorando — Fique!
— Mas eu sonho em ser modelo, Dane... — ela chorava, mas tentava fazer parecer o menos pior possível

- Você pode ser modelo aqui em Blumenau! — elesugeriu, mas sabia que não era opção
Ela riu e o apertou.
— Se rendesse futuro...
— Embarque para Paris, voo 197. — disse a aeromoça
Ele fez ela se soltar. Era hora de ela ir...
Ela sorriu, fungou e sorriu de novo.
— Adeus... — ela disse
Ele não respondeu. Apenas a viu se virar e ir em direção ao avião.
Ela estava indo. Passou por aquela porta que dá passagem à saída para o avião.
— Emma! — Dane gritou
Ela se virou a tempo de vê-lo correndo. Passou rapidamente pelo detector e foi até ela. Ouviu os passos dos seguranças indo o tirar de lá, mas precisava fazer aquilo. Seria agora ou nunca.
Ele chegou a ela, passou os braços por sua cintura, a puxou e a beijou.
O beijo foi longo. Uns 2 minutos, que foi tempo suficiente para os seguranças ficarem confusos, surpresos e finalmente puxarem-no para fora. Mas foi tempo suficiente para ouvi-la gritar:
— Eu te amo, Dane! Vou voltar! Por você! Nunca me esqueça — e ela sorriu.
— Nunca me esqueça também, Ems! — e ele deu um sorriso de estilo malandro, mas apaixonado. Apaixonado acima de tudo.
Só aí ele percebeu que ela era mais do que o amor de sua vida. Ela era seu tudo. Tudo o que ele achava importante não se comparava a ela. Ela era a única coisa que ele queria. E ele sabia: não podia deixa-la ir... Mas deixou.

Notas finais
Bem, se vocês tiverem gostado eu pretendo continuar, porque acho que poderia haver um final feliz ali, mas...
Enfim, espero que tenham gostado! ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!