Never Ending Dream
1 Never Ending Dream [Capítulo Único]
Notas iniciais
O homem estava sentado em uma cadeira, observando o horizonte da proa de seu navio. O horizonte que um dia havia desbravado, e se aventurado ao lado de sua tripulação de esquisitos, que acabaram formando a mais louca das famílias. Os ventos estavam fortes, talvez uma tempestade estivesse chegando, sua antiga navegadora saberia melhor... De qualquer forma, segurou seu chapéu de palha com as mãos e esboçou um sorriso infantil no rosto.
—Tio Lu! Você tá ai!- A voz esganiçada da garotinha loira apareceu o tirando de seus devaneios. — Eu te chamei um monte de vezes, não me escutou?- O homem virou-se para a pequena.
— Kishishishi, foi mal. – Esticou os braços para abraçar a garotinha, que se jogou neles.
— Papai quis passar por aqui para fazer uma visita, mas a mamãe quis passar numas lojas antes porque ela queria um chapéu novo então ele foi com ela porque queria um também então eu vim aqui pra ver você porque queria ver seu barco! Adoro ficar no gramado! Tem uma tempestade chegando você devia entrar, ah, eu aprendi a fazer bolo de cenoura e ah, meu primeiro dente de leite caiu olha só- A menina foi abrindo o sorriso e mostrando o lugar onde deveria estar seu dente.
— Kishishishi, parece uma velhinha. Espera, você disse bolo?- Ele disse colocando a garota no chão e levantando-se. – Vamos pra cozinha então ... ei, alô! – Ele estralou os dedos na frente da garotinha, que parecia em transe. Ela olhava para o horizonte com um olhar que ele conhecia muito bem.
— Tio... Eu vou navegar mais que você! Eu vou descobrir mais ilhas! Eu vou ter uma tripulação perfeita! Eu vou à ilha do céu! E, ilhas subterrâneas, eu sei que existem!- Ela falava agitada. – Você vai ver! Ela apontou para o homem, o lendário Rei dos Piratas, que iniciou uma era de liberdade e enfrentou todo o Governo Mundial da época. – O meu nome vai ficar marcado na história! Ela o encarou com toda a seriedade que parecia ter. O homem apenas sorriu.
— Uma criança como você? Será mesmo que você consegue? – Ele observou a reação da garota, não havia dúvida nenhuma em seu olhar. Apenas determinação. Era o que ele queria ver.
—Sim! Eu consigo e se você duvidar eu vou... – a garota foi interrompida, estava pronta para começar um discurso para convencê-lo de sua capacidade, mas então ele retirou o chapéu de sua cabeça, se ajoelhou e o colocou na cabeça dela. -... tio, é o seu chapéu. – A menina passou os dedos pelas abas do chapéu, parecia ter passado por muitas coisas, ela podia sentir a história que ele continha.
-Não, agora ele é seu. Um pirata uma vez me deu sabe? Mas eu não consegui devolvê-lo. Acho que esse chapéu precisa de um novo dono, e você parece perfeita! Kishishishi, mas acho que ainda tem que treinar muito para ficar mais forte. Ele a encarava rindo, com os olhos fechados, a menina sempre se perguntava como seu tio adulto podia se parecer tanto com uma criança ás vezes. Ela percebeu que ele não o aceitaria de volta. Então apenas concordou com a cabeça e sorriu.
—Eu vou ser forte! Mais forte que você e o papai juntos! Kiararara!- Ela deu uma risada, enfatizando o que dizia.
—Yosh! Então agora me faça aquele bolo que você falou... e você sabe fazer carne?
— É claro! Eu amo carne! Não há nada que Iara D. Anne não saiba fazer! Disse a menina estufando o peito e afirmando com confiança. Luffy apenas sorriu, seguindo a menina em direção à cozinha. Sentia falta de seu cozinheiro fumante, bem, sentia falta de todos ali. O espadachim desnorteado, a caveira vivaz, o médico rena, a arqueóloga enigmática, a navegadora gananciosa, o atirador mentiroso e o ciborgue engenheiro. Seus companheiros que ajudaram a navegar pelos mares.
Sentia-se triste por eles não estarem mais ali com ele, mas ao ouvir o nome da garota sendo dito daquela maneira, animou-se facilmente. Ainda não tinha acabado, enquanto houvesse aquele sorriso com determinação, as aventuras jamais acabariam.
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