Notas iniciais
Oiiiiii gentennnnn....
Minha primeira fic sobre a série!
Estou apaixonada nesse casalzão da porra!!!
Espero que vcs gostem! ♥
Strangers things é foda demais!
Boa leitura! :*

A noite fria e a neblina branca entorno do ginásio escolar indicam o início do inverno e com ele o baile anual. A melodia romântica do prédio comparece fracamente no exterior, misturando-se aos assobios do vento gelado, vento esse que faz Joyce Byers assoprar as mãos em uma tentativa, em vão, de se esquentar. Olhando o horizonte, encostada no capô do próprio carro e perdida em pensamentos sobre os últimos acontecimentos, ela nem percebe a presença de Jim Hopper, sheriff e amigo de anos, se aproximar.

— Oi!

A voz grossa do policial preenche os ouvidos dela. Tom de voz esse que Joyce reconheceria em qualquer lugar.

— Oi!

Simplesmente responde apertando o braço direito com a outra mão e subindo o olhar do chão para o rosto dele.

— imaginei que fosse estar aqui!

Afirma orgulhoso ao concluir estar certo. Aproximando-se a cada palavra.

— ah... O Will queria que eu desse espaço. Então... Tô dando uns metros para ele.

Expõe sarcástica, logo rindo e tirando um sorriso do homem.

— o que me diz?

Questiona retirando um maço de cigarros do bolso da camisa.

— eu tenho quase certeza de que senhor Cooper se aposentou nos anos 70. Então... — Jim continua a falar enquanto tira um cigarro e observa o estacionamento sem ninguém além dos dois. Leva até a boca.

— Acho que não tem problema!

Expressa o policial encostando ao lado dela no carro e ascendendo, tudo isso sobre o olhar atento de Joyce.

Traga a primeira baforada e entrega o objeto a ela que súplica durante o ato.

— me dá!

Assim que recebe o cigarro leva aos lábios rapidamente, puxa e faz uma careta pelo primeiro contato, enquanto o companheiro ao lado solta a fumaça anestesiado.

Ela tosse e ele a mira com um meio sorriso pegando novamente.

— como você está?

Hopper questiona em uma voz rouca puxando assunto, mas por dentro, realmente preocupado com a amiga.

— você sabe!

Ela afirma melancólica levando a mão a boca meio insegura, enquanto um flashback do último mês passa em sua mente.

— a sensação nunca passa!

Ele expõe sem emoção tragando mais uma vez. -

— é aquilo que dizem...

Continua, novamente soltando a fumaça cinza pelo ar e depois abaixando o olhar para o cigarro entre os dedos.

— a cada dia fica um pouco mais fácil!

Pronúncia a frase meio aéreo, erguendo a mão para ela pegar o cigarro, aproveitando assim para a admirar.

Sem reparar no que ele faz, ela aceita o cigarro e puxa forte abaixando a cabeça insegura.

Enquanto isso ele analisa seu rosto e sua expressão, rodeando em poucos instantes, automaticamente, o braço no pequeno corpo dela que sentindo-se segura aceita, aconchegando-se e deitando a cabeça no peito dele. Abrindo um leve sorriso pela resposta do ato, o policial apenas fecha ela com o outro braço, passando o sentimento de proteção e depositando um beijo carinhoso em seu cabelo. Ela no mesmo instante se arrepia, fechando os olhos.

O tempo parasse não passar. Hopper se perde em pensamentos mirando a floresta escura no horizonte, enquanto Joyce sentindo-se protegida no abraço, começa a se desarmar derrubando as primeiras lágrimas silenciosas e percebendo se esvair toda a força e superação guardados durante os últimos dias.

O silêncio dura apenas alguns instantes, pois ao sentir o choro ficar mais intenso e o nariz escorrer, a mulher Byers funga alto, fazendo Jim Hopper voltar a realidade e perceber as lágrimas dela.

— Hey! Hey! Hey!

Pronúncia alto se afastando o suficiente para ver seu rosto molhado, entendendo a situação e a puxando para mais perto antes que pudesse falar ou se mover. Ela aceita o abraço, deixando o cigarro cair e rodeando os braços nas costas dele.

— tá tudo bem! Tá tudo bem!

A consola, tentando manter uma voz calma, além de acariciar os cabelos macios dela, notando o choro aumentar e sentindo o próprio coração disparar a cada soluço que ela dá.

— O Will...

Tenta pronunciar em meio ao soluço, ainda do mesmo jeito.

— Shiii... Não fala nada Joyce, calma!

Jim pede ao ver que ela tenta desabafar. Ela não se importa e continua ainda na mesma posição.

— O Will quase morreu Hopper! Quase morreu duas vezes... Eu sou... Eu sou uma péssima mãe! Horrível!

A frase faz Hopper sentir o peito apertar de tristeza. Se pudesse pegava a dor dela para ele.

— O Jonathan arriscou a própria vida e o Bob... O Bob morreu por minha causa... Por minha família...

Afunda a cabeça no peito dele molhando a farda com as grossas lágrimas, apertando o abraço.

— Não repita mais isso Joyce. Nunca mais!

É firme com as palavras, mesmo abalado.

— É a melhor mulher que existe! A melhor mulher e com certeza a melhor mãe! Não é culpa sua tudo o que aconteceu... Não é culpa de ninguém! Não se julgue, por favor!

Pede, em um tom triste, quase clamando. Ela escuta, mas ainda no calor do momento continua a desabafar.

— eu só queria que meu filho tivesse uma vida normal! Ele é tratado como uma aberração pelos outros Hopper.

Soluça derrubando cada vez mais lágrimas.

— Você não sabe como é ver ele chegar em casa triste, de cabeça baixa... E mesmo que não me conte eu sei que ele tá sofrendo com apelidos ridículos na escola.

Pronúncia a última frase com raiva na voz e ele fecha o semblante apertando os dentes irritado pela descoberta.

— Eu só... Eu só não sei o que fazer pra proteger meus filhos... Não sei se vou conseguir aguentar caso aconteça de novo Jim!

Sussurra acalmando-se vagarosamente, já derrubando poucas lágrimas.

— Você não precisa ficar preocupada Joyce! Eu vou sempre estar aqui pra te proteger, assim como sua família! O Will e o Jonathan são garotos fortes e tem sorte de te ter como mãe!

Pronúncia a tranquilizando, percebendo sua respiração normalizar. Deposita o queixo em cima da cabeça dela, enquanto continua a acariciar seus cabelos.

— Obrigada!

Ainda com a cabeça no peito dele, já mais calma, ela murmura um agradecimento e ele nada diz, apenas abre um sorriso, sem mostrar os dentes, sentindo-se mais aliviado.

Ficam abraçados por longos minutos em silêncio, apenas ouvindo a respiração um do outro e se esquentando. Nesse tempo notam que a música do ginásio continua a tocar sem eles perceberem.

Every Breath You Take de The Police para ser mais exato.

Ainda do mesmo jeito, o policial começa a balançar vagarosamente no compasso da canção e no mesmo segundo Joyce afasta apenas a cabeça aponto de ver o rosto dele.

— o que você está fazendo?

Ela questiona com um sorriso torto estranhando.

— estou curtindo a música!

Ri divertido, a vendo sorrir também.

— Quer dançar?

Pergunta se afastando da mesma e esticando a mão, temendo a resposta, mas não mostrando. Ela fecha a expressão surpresa, porém ao fixar os olhos nos de Hopper perde-se por um momento em seu brilho e sem dizer nada somente leva a pequena mão sobre a dele que fecha os dedos em um encaixe perfeito, rodando o outro braço na cintura dela, os aproximando.

Automaticamente Joyce eleva a mão depositando no largo ombro do policial e se posiciona em sua frente erguendo a cabeça e o mirando nos olhos.

Hooper segura firme a cintura dela e a puxa dando início a dança. Parecem estar mais flutuando em um sincronismo perfeito enquanto se olham profundamente soltando algumas vezes sorrisos frouxos. O vento frio a faz arrepiar, assim como a pegada e o olhar quente dele sobre si.

— obrigado por ter arrumado a garota hoje!

Ele afirma com um sorriso se referindo a Onze.

— me livrou de um problemão!

Pronúncia divertido. Ela sorri fraco, mas com vontade.

— eu livrei ela de passar vergonha!

Contradiz sarcástica fazendo-o rir.

— Ela ficou linda! Obrigado mesmo.

— eu que agradeço. Sempre quis ter uma filha para poder fazer isso, mas aí veio dois meninos...

Os dois continuam a dançar em silêncio.

— ela te vê como mãe!

Ele revela orgulhoso dela ser a figura feminina de exemplo para a criança.

— Praticamente todo dia que saia ela perguntava se tinha visto você e os meninos. "Você viu a tia Joyce hoje?"

Imita Onze com uma voz infantil, fazendo a mulher Byers gargalhar jogando a cabeça pra trás descontraída.

A risada dela tira um sorriso largo do rosto de Jim que percebe ter sido poucas as vezes que teve a oportunidade de vê-la rir assim e então dessa vez a analisa com admiração.

Os dentes nem tão brancos assim, mas alinhados e todos a amostra, a covinha na lateral do sorriso sobre a bochecha maior, os olhos pequenos sendo pressionados pela bochecha, uma brilho iluminador em sua íris e sua franja balançando de acordo com seus movimentos. Literalmente um linda vista. Se pudesse nunca mais pararia de ver.

O silêncio novamente predomina, o que não é incômodo para nenhum dos dois e perto do final da melodia, Joyce quebra o contato visual de ambos deitando delicadamente a cabeça no peitoral dele e fechando os olhos curtindo o momento. O delegado sorri instantaneamente com o ato.

Ela solta suas mãos até então entrelaçadas, depositando a palma sobre a farda quente dele ao lado do próprio rosto enquanto Jim acompanha o outro braço enrolando ela em um firme abraço. Joyce suspira sentindo-se realizada, esquecendo de todo o seu redor como se estivesse só os dois. Enquanto ele gostaria que a música nunca mais acabasse.

Ouvindo as batidas ritmadas do coração do homem, ela se repreende por só agora sentir a fragrância vindo dele. Uma mistura do forte perfume masculino e o amadeirado das árvores, além do cigarro fumado a poucos minutos. O cheiro dele. Que através de seus olhos o deixava ainda mais sexy e másculo. Além de gostoso.

Já Hooper encontra-se com o queixo sobre o cabelo dela como apoio por ser mais alto, além dos olhos fechados e nos lábios um sorriso de satisfação.

Queria assim como ela que o tempo não passasse.

Porém, embalados em um movimento calmo e suave, não percebem a música finalizar, até outra mais animada começar.

Joyce suspira pesado, retornando a realidade e abrindo os olhos, enquanto Hopper levanta a cabeça lamentando-se pelo término musical.

Os dois se afastam vagarosamente, ficando agora a centímetros de distância, entretanto a recepcionista continua com a mão no peito dele podendo sentir seu coração bater acelerado.

De cabeça baixa Joyce sente os olhos dele sobre si a analisando e antes mesmo de concluir isso, suas bochechas coram. Poucos segundos depois, ela levanta a cabeça e o vento faz sua franja balançar a deixando mais bonita, principalmente sobre os olhos dele.

Esse mesmo vento passa entre as árvores do local ocasionando assobios e quebrando parcialmente o silêncio.

Os dois continuam a se encarar sem falar nada com ambas respirações descompassadas. Então Hopper leva a mão até o rosto de Joyce e acaricia sua bochecha com o dedão carinhosamente, ela suspira gostando e ficando mais vermelha. Ele sorri. Com a outra mão, ele passa na franja dela cuidadosamente até chegar na lateral do seu cabelo, ajeitando o mesmo atrás da orelha. Ela acompanha os movimentos com os olhos e antes dele terminar, ela admira a expressão dele parando o olhar em sua boca.

Hopper volta a olhá-la e assim que Joyce morde seu lábio inferior, aparentemente sem perceber, o policial perde-se em desejo e a puxa pela cintura colando seus corpos e seus lábios.

Entregues ao beijo que começa calmo e lento, o policial aumenta o ritmo sedento pelos lábios dela e Joyce acompanha perdida em desejo. Ele desce as mãos para a cintura fina da mulher, a abraçando e a puxando para mais perto.

Após um tempo, o ar faz necessário para ambos e Hopper encerra o beijo vagarosamente terminando em um selinho. Eles grudam as testa e de olhos fechados buscam normalizar a respiração ofegante.

— eu... Desculpe Joyce... Não sei o que me deu! Deve ser coisa de momento. É só que...

Pronúncia gaguejando e preocupado com sua reação.

— É melhor eu ir!

Afirma desnorteado desgrudando seus corpos.

— Não!

Joyce murmura em súplica rapidamente ao ouvir a frase, o deixando estupefato.

Eles trocam olhares intensos sem dizer um palavra. Hopper a encara tentando entender a situação.

— não vai embora, fica!

Pede o mirando. Sua íris dos olhos brilham e sua franja balança pelo vento frio da noite a deixando ainda mais linda.

Ele a observa detalhadamente e em um impulso se aproxima rapidamente a tomando em seus braços e colando seus lábios. Ela não resiste e se deixa levar. O beijo é mais intenso que o primeiro, a mão dele segura seu couro cabelo pela nuca a pressionando contra ele, além do outro braço passear por suas costas. E depois de um longo tempo, ela encerra o beijo e ofegante clama.

— não me deixa sozinha Hopper!

Ele a puxa para um abraço forte querendo passar confiança e ela aceita de bom grado, novamente deitando a cabeça no peito largo do policial sentindo-se segura, protegida e amada.

— Você nunca mais ficará sozinha Byers! Nunca mais.

Notas finais
Obrigada por lerem!
Comentem a opinião de vcs, quero saber!
Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!