Nevasca
5 Livro desconhecido
Notas iniciais
Reviews *-*
Havia uma palmeira não muito longe dali, então caminhei vagarosamente para não desmaiar, depois procuraria um hospital, mas de qualquer forma, aquele dia eu estava com sorte, tinha cinco ou seis folhas de palmeiras no chão, as recolhi e as levei para minha casinha.
Peguei os cipós que ficavam pendurados nas arvores e os levei também, serviria bem para amarrar os galhos e folhas. Não era difícil montar uma casa, é só ter imaginação que tudo funciona. No finalzinho da tarde minha casa estava pronta! Janelinhas, portas com dobradiças de cipó, maçaneta feira com a alça da mala, até Tarzan teria inveja de mim agora. Esqueci completamente do trabalho e não havia forças mais para descer a montanha para ir ao hospital, resolvi dormir dentro de minha casa, com chão natural e macio de grama. A noite foi fria, coloquei as roupas que havia na minha mala sobre mim, mas continuei com a impressão que estava congelando. Acordei com uma leve brisa e um sol tímido entre as nuvens, era cedo, e me sentia um pouco melhor da febre e muito dolorida, mas decidi ir trabalhar, afinal, eu iria precisar do dinheiro no futuro porque ninguém pode só viver de mangas. Penteei meus cabelos com os dedos, até que ficasse apresentável, eu estava determinada a comprar uma escova de dente, peguei meu livro e meu Mp3 que se encontravam ainda dentro da mala e deixei todo o resto ali. Desci a montanha ainda tonta pelo sono, teria uma longa caminhada até o meu trabalho. Passei novamente pela casa de babi e havia um carro vermelho estacionado em frente, era um carro lindo e luxuoso. Continuei a caminhada. - Vou passar no orfanato... Só de curiosidade. – Minha cabeça começou a conversar comigo novamente. O mercadinho ainda não havia aberto então eu não precisava me preocupar com horário. O orfanato estava com todas as janelas fechadas, parecia vazio... Então fui me certificar se realmente era isto que meus olhos estavam vendo. A porta estava destrancada, entrei pé ante pé, mas realmente o que meus olhos viam não era mentira. A FREIRA FUGIU! - Não posso acreditar – Gargalhei – Será que a lei descobriu algum podre dela? – Pensei feliz, se ela fosse presa, não torturaria mais ninguém. Sai de lá rápido, e fui trabalhar, desejando que senhor O’malley não me despedisse. - Oh querida, fiquei tão preocupado com você – Senhor O’malley me abraçou forte. - Me desculpe não vir ontem senhor, estava doente. - Sim sim eu reparei. - Estou tão mal assim? – perguntei confusa. Alisando o cabelo rapidamente. - Olheiras, bochechas rosadas e os olhos brilhantes de mais. - Haha, então é notável, que horror. – Ri fracamente. - Mas está melhor agora, não está? – Ele novamente preocupado. - Sim, agora eu estou. – Respondi com carinho, afinal, ele se preocupou comigo. Sentei no meu banquinho atrás do caixa, ainda era de manhã e não havia movimento algum, coloquei o Mp3 em meu bolso e somente um fone no ouvido, peguei o livro que estava em baixo de meu braço e comecei a lê-lo, mas não conseguia entender, até parecia que não era realmente meu.
Fale com o autor