Nevasca
2 Conhecer...
Notas iniciais
Estou meio confusa com os capitulos ainda x.x, mas a historia vai ser postada aqui ainda XD, mandem reviews *-*
Sentei no banquinho, e esperei o meu primeiro cliente, mesmo que o armazém estivesse vazio aquela hora, aproveitei para pensar.
De marry, a freira queria trabalho doméstico, de mim... Dinheiro! - Essa freira deve passar o dia inteiro tomando cafezinho com donuts, enquanto marry deixa o orfanato limpo de se lamber! – Rosnei ao pensar isso – quanto a mim, ela quis que eu fosse pra fora o quanto antes, pra não ter problemas. O meu primeiro cliente chegou, colocou as coisas no balcão, eu só vi as mãos da pessoa, um garoto pelo que parecia... Gótico. Passei os produtos, o computador que com certeza o senhor O’ malley (o dono do armazém) esqueceu de mencionar a mim, estava calculando os preços. - Uma caixa de leite, ovos, um pacote de biscoitos, pães, dão no total de 10,90. - Oh claro – o garoto começou a procurar o dinheiro na carteira, e eu finalmente havia olhado para o rosto dele. Sua pele era pálida, havia olheiras, mas fracas, tinha os cabelos longos, usava uma corrente no pescoço em cor prata com um pequeno pingente de morcego pendurado, suas roupas eram pretas, simplesmente era um garoto de meu gosto. - Aqui o dinheiro! – ele entregou para mim, encostando levemente os dedos em minha mão, mas derrepente ele ficou paralisado. Ele olhava para meu rosto, havia ficado mais pálido do que era, estava congelado? Quando derrubou sua carteira ele saiu do transe, abaixando a cabeça, seu rosto ficando corado, quase vermelho agora, e saiu correndo. Estava com medo agora, será que eu era feia demais ou ele achara que era um fantasma no caixa... Talvez... O preço dos biscoitos fossem muito caros. Senhor O’malley estava em outro caixa, me observando. - Eu não sei seu nome... – falou confuso. - Tucca – abri um sorriso, coisa que não faço com muita freqüência. - Ah sim, o meu é O’ma...- sem querer o cortei. - Eu li seu nome no crachá – ri alto. - Eu esqueci que uso isso – ele gargalhou. Depois de rir, voltei a ficar olhando o movimento dentro do armazém, havia um casal com uma garotinha que aparentava ter 5 anos. - Mamãe eu quero chocolate – protestou a garotinha. – e sorvete! - Seu pai já foi comprar minha querida – falou suavemente a moça. Aquela cena me trouxe um pouco de desconforto, e a moça pareceu reparar e me encarou, abaixei a cabeça rápido e comecei a mexer na caixa registradora, arrumando as notas que estavam desorganizadas. Derrepente o pai da garotinha voltou com um carrinho de compras lotado de doces, eu imaginava todos os códigos de barra que teria que digitar se o leitor de código de barra não quisesse ir com a minha cara e não funcionasse. O casal começou a colocar as coisas em cima do balcão e lá fui eu começar a passar elas, e a garotinha estava extremamente feliz, pulando e batendo palmas. — Tucca querida, preciso de um favor. – uma voz que me causava repulsa me chamava – meu anjinho, você poderia quando acabar seu expediente comprar algumas coisas para mim? – estendeu a mão com dinheiro. - Não! -falei baixinho em quanto estava concentrada nos produtos que passava. - Oh, está bem, voltarei depois! — ela saiu como se fosse uma doce e delicada freira e me fez parecer um monstro. - Se ela fosse realmente assim. . . Marry não estaria usando roupas sujas e mal cheirosas. – cochichei para mim mesma. O casal trocava olhares, aquilo assustava. — Dão no total de... 150,37. — Ed. eu esqueci o cartão em casa! – exclamou sua esposa. — Eu pago então. – ele me deu o dinheiro e lhe entreguei o troco – Afinal, Tucca, não é? — Sim. — Onde você mora? – perguntou ele, com olhar inquisidor. — No orfanato. – respondi rapidamente. — Ah, minha sobrinha fala muito em uma tal Tucca, você nasceu aqui? – perguntou ele e mal notou que eu estava começando a me irritar. — Morava no Brasil até me expulsarem de lá. — E porque te expulsaram? — PROXIMO! – gritei para que o próximo viesse, eu realmente gostaria de saber o PORQUÊ que ele gostaria de saber tanto de mim. E eles foram embora, eles estavam estranhos quando saíram, será que iriam me seqüestrar? O resto de meu dia foi normal, sem mais garotos fugindo e questionários. Esperei o meu patrão fechar as portas por aquele dia, e bom, era de noite. - Ótimo trabalho, ótimo trabalho. – ajeitou os óculos. – Pode voltar amanhã ao meio dia? — Claro, sem problemas. – Sorri, e era do tipo daqueles sorrisos que transpareciam felicidade, não era forçado como fazia sempre, era algo quase impossível de me fazer sorrir. Comecei a fazer o trajeto de volta para o orfanato e aconteceu algo que já imaginava que aconteceria. Bati inúmeras vezes na porta e ninguém atendeu, tentei abrir e nada, a freira havia me deixado fora do orfanato. Eu estava espumando de raiva, iria ficar no frio e relento, então preferi dar um tour pela cidade.
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