Neurochip
3 Os irmãos Williams
Desço as escadas do prédio bem rápido, nós moramos em um prédio de 5 andares abandonado, moramos no 314. Devem ser em torno de 5:00 ou 6:00 da manha, chego até a rua olho para os dois lados e saiu.
As ruas estão desertas, nenhum barulho, tirando o som dos meus pés no asfalto. O tempo está bom, não tão frio nem tão quente, nublado, do jeito que eu gosto.
Vou andando tranquilamente, já estou chegando ao centro da cidade, até que ouso passos, Renegados? Não! Não pode ser, começo a andar mais rápido quando ouço uma voz.
–Ei! Garota! Espera- era uma voz meio grossa, mas era uma menina falando, devia ter uns 17, 18 anos. Começo a correr quando ouço a voz de um menino.
–Larissa! Espera- Ela para de correr e se volta para garotinho que deve ter uns 5 anos.
–Tobby, falei para você ficar ali atras
Eu volto para os dois.
–Vocês são Renegados?- eu pergunto
–Não- responde a garota- Só queremos achar comida, você tem alguma?
–Infelizmente não, desculpa- eu falo
–Para onde você está indo?- o garotinho fala. A menina dá um beliscão no garotinho
–Tobby! Peço desculpas pelo meu irmão...
–Não! tudo bem, eu vou ao Banco de Corpos, recebi uma proposta.
–Você vai a Prime Destinations? Ficou maluca?- A garota fala
–É a minha última esperança, eu moro com um amigo e ele está muito doente.
Eles ficam me olhando, quando o garotinho dá um passo para frente e fala.
–Qual é o seu nome?- eu dou um risinho
–Elizabeth...Elizabeth Wood.
–Eu sou o Tobby!- a menina também dá um passo a frente
–Sou Larissa...Larissa Williams
–Você é a primeira pessoa que não nós ameaça- Tobby fala
–Estão sendo ameaçados?– eu pergunto
–Invadiram a nossa casa a uns dois dias e estão nos procurando, somos foragidos- Larissa fala.
–Bem, eu estou em um prédio no subúrbio, ele fica escondido, é bem difícil de achar.
–Deixaria agente ficar lá? Você nem nos conhece- Larissa fala
–Pior do que eu estou não pode ficar
–E seu amigo? Não vai achar estranho?- Tobby fala
–Não se preocupem, falem que estiveram comigo e falem que eu permiti.
Peguei uma caneta que estava no meu bolço
–Me de seu braço!- eu falo. Ela estende o braço e eu escrevo o endereço
– Esse é o nosso endereço, se ele não deixar vocês entrarem no nosso apartamento, fiquem em outro no mesmo andar, tudo bem?
–Tudo bem, muito obrigada mesmo- ela me dá um abraço.
–Pensando bem, não falem com o meu amigo, só entrem no prédio, quando eu chegar apresento vocês a ele!
–Tudo bem, você vai ficar bem Elizabeth?
–Não se preocupem comigo, vou estar bem- digo sorrindo
–Obrigada, mesmo, se tiver alguma coisa que possamos fazer para ajudar...
–Procurem por comida, vai ajudar a mim e a vocês.
–Tudo bem- eles falam
Eles agradecem, me abracam e vão embora.
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