Notas iniciais
Desculpem! Sério, eu estava fora e não pude continuar com as postagens, mas estou de volta! Com postagens diárias como sempre!

-Eu te matarei, e só assim poderei obter meu futuro perfeito.

Nesse momento, ele atirou seu corpo em minha direção, socando minha face de diversas formas diferentes. Resista, resista a dor. Ora, é só eu alcançar meu aparelho e desmaia-lo, não pode ser tão difícil, mas eu só terei uma chance. Joguei meu corpo contra o dele, jurando que o impacto o deixaria atordoado segundos suficientes para que pudesse por meu plano em prática.

Ele cambaleou e caiu, sem tempo de conseguir fazer qualquer coisa. Ativei o sintonizador, ele ainda resistiu alguns segundos antes de permanecer estático. Levei o para cozinha com muito esforço, ele pesava demais, porém com muito esforço o coloquei na cadeira e o prendi.

Agora preso ele já não era tão ameaçador quanto antes. Eu poderia agora obter o que eu queria, a sua vida. Nesse momento seria só usar meu desintegrador e problema resolvido. Porque eu havia de perder algo que me seria tão útil?! E agora, não havia como construir outra com tanta escassez de materiais necessários.

Respirei, agora era a hora, eu precisaria mata-lo com a arma mesmo, e depois arranjaria uma forma de me livrar do corpo. Um tiro na cabeça, isso seria o suficiente para mata-lo tão rápido que ele nem sentiria qualquer dor.

Um click e a arma já estava engatilhada e pronta para atirar. Era agora a hora. Eu não estava pronto pra um barulho tão estrondoso, mas já estava feito. O sangue escorria por todos os lados, e não havia mais o que fazer.

De um outro cômodo, duas pessoas assistiam, sem qualquer reação, assustadas todo o terror que estava acontecendo na cozinha. E não sabendo mais o que fazer, decidiram ligar para a polícia, numa manobra muito arriscada naquela casa que estava tão silenciosa. A ligação foi curta, e a voz num sussurro disse que precisava de ajuda, alguém havia matado seu marido.

Agora a poça de sangue no chão já havia atingido o tom do mais escuro do vermelho, e agora ele precisava arranjar uma forma de se livrar do corpo. Um ruído é ouvido. É um rangido de uma sola de sapato. Havia mais alguém na casa esse tempo todo? Quem? Agora seria essencial descobrir quem era.

-Eu sei que tem alguém me espionando. Você deseja fugir ou quer que eu te encontre e aconteça o pior?

Choque. Era um choque ver que, as duas pessoas que estavam escondidas eram Vera e Joana. Elas estavam ali na frente de mãos levantadas enquanto lagrimas escorriam dos seus rostos. E agora eu já não sabia mais o que fazer. Era a situação tomando seus rumos próprios mais uma vez.

-Olha, nós já chamamos a polícia. Eles já estão a caminho e irão prendê-lo.

-Vocês chamaram a polícia?! Porque vocês me entregariam, vocês não deviam ter feito isso!

-Você é um doido, um maluco que matou o meu marido e tive de assistir tudo, impotente.

-ELE NÃO É O SEU MARIDO, EU SOU! ELE NÃO MERECE VIVER NESSE TEMPO, DESSA FORMA, EU MEREÇO!

-O que?! Como assim, o Nero é e sempre será o único amor da minha vida!

-EU SOU O NERO, VOCÊ NÃO ENTENDE?!

-NÃO, O NERO É AQUELE QUE VOCÊ MATOU FRIAMENTE!

Respirei fundo, pois naquele momento entendi que, pra ela, aquele era o único Nero que ela já conheceu. Não havia escolha, eu tinha de desmaia-las. Num lance rápido lancei a frequência. E ao mesmo tempo pude ouvir a polícia gritando, através da porta da sala. Não tinha mais muito tempo, eu tinha de solucionar tudo isso, agora. Eu corri através da cozinha, tocando os dois amores de minha vida, por quem eu faria tudo.

Os policiais gritavam parado quando eu já estava criando a miríade de cores, e eu levava junto comigo meus dois amores. Assim eu teria tempo.

O córtex se desfazia. Eu não sabia bem onde eu havia parado, eu realmente não havia previsto que o cubo poderia me mandar pra uma data aleatória. Ou será que não era, será que mesmo em sono profundo, minhas duas reféns poderiam dar ordens ao cubo?

Agora o mais importante, onde eu estava? Não parecia com qualquer data que eu havia visitado. Uma pessoa vendo as duas no chão veio logo me questionar se elas estavam bem. Eu disse que precisava de uma ambulância para evitar qualquer suspeita, mas antes mesmo deles chegarem, elas estavam acordadas.

-Olhem vocês duas, eu não quero lhes fazer mal, mas sem mim, vocês nunca voltarão ao tempo de vocês.

-Eu pessoalmente não acredito em você. Você só desmaiou me trouxe para um lugar desconhecido.

-Joana, ele está falando a verdade. Aquela casa do portão acinzentado. Era de minha mãe, e foi demolida há muito tempo.

Vera correu ao portão, esperando que nada acontecesse. Mas ao mesmo tempo ela se viu saindo de casa.

-Olá, a senhora deseja alguma coisa?

-Que dia é hoje mocinha?

-Ué, é dia sete de maio de setenta e cinco.

-Hoje foi o dia que eu conheci o Carlos por acidente na fila do cinema!

-O que? Tem certeza de que foi hoje?

-Tenho sim porque?

-Porque alteramos o passado, e assim mudamos o futuro.

Notas finais
Teorias? Como Acha que irá acabar tudo isso? Obrigado aos que acompanham! Já estamos na reta final!