Notas iniciais
Capítulo quentinho saindooo!
Espero não ter demorado =)
Boa leitura, moças e até lá embaixo ;*

BipBipBipBipBip

Abri um olho. 06h30min. Hora de levantar. Disposição, cadê você?
Dei início a diária batalha de gigantes entre minha vontade de dormir um pouco mais e meu senso de responsabilidade. Como na grande maioria das vezes, a responsabilidade saiu vencedora. Arrastei os pés para fora da cama e, meio cambaleante de sono, fui fazer minha higiene matinal. Meia hora depois, higienizado de banho tomado e consideravelmente mais desperto sentei-me a mesa para tomar café com minha mãe.
Há cerca de 5 anos as coisas eram assim por aqui.. Solitárias. Meu pai, Carlisle Cullen, provavelmente se convenceu de que sua vida não era exatamente o que queria e meteu o pé, deixando a mim e minha mãe assim.. como se não fossemos nada. Veja bem, ele não nos abandonou inteiramente, as despesas da casa ele ainda ajudava a pagar, dizia Esme que também contribuía para o “Fundo Faculdade”, como ela chamava.
Mas, pensando no assunto como em outras tantas vezes, torno a me perguntar, de que me vale isso? Eu não me sinto feliz, sequer me sinto alegre com essa situação. Parece-me que esses “agrados” são uma tentativa de comprar o suposto amor de pai e filho que deveria haver entre nós, ainda mais considerando que eu sou seu único filho.
De todo modo, nada havia de especial ou profundo entre mim e Carlisle. Agora, com Esme tudo era diferente. Ela era exagerada ao extremo, às vezes, com certeza era. Mas me amava, demonstrava esse amor todos os dias e não se cansava disso. Eu não reclamava, era gostoso ser amado.
Olhei em volta, apreciando nossa cozinha. Não tínhamos uma casa exatamente luxuosa. Era modesta, mas confortável, dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Por algum motivo que nunca soube explicar, capricho de mulher talvez(?), cada cômodo da casa tinha as paredes de uma cor diferente. Nossa sala tinha as paredes cor de pêssego os móveis marfim deixavam um ambiente harmonioso, agradável aos olhos. Um quarto era lilás e outro cor de areia, obviamente o lilás era de minha mãe, meu quarto tinha móveis de cor mogno e os do quarto de minha mãe eram brancos. Nosso banheiro era neutro, pastilhas brancas e pretas mesclavam as paredes do ambiente. Era agradável e as cores o tornavam estranhamente ilusório, como aquelas imagens que confundem nossa cabeça, parecendo se mexer. A cozinha era branca, impecavelmente branca, eu diria. Jogos de panela eximiamente ariados, um faqueiro um tanto assustador, e uma dona de casa linda e amorosa sorrindo pra mim.. essa era a cozinha nesse exato momento.

– Bom dia, filho! Espero que esteja com fome, fiz aqueles ovos mexidos que você adora! – disse Esme com seu lindo sorriso com covinhas.
– Bom dia. Obrigado, mãe. A senhora é incrível. Mas não posso demorar muito.. Logo mais o Emm passa aqui pra me dar uma carona.
– Tudo bem, e querido não se esqueça, hoje após a aula quero que você corte a grama, esta horrível, muito alta.
Aproveitando que ela não estava olhando fiz uma careta de desagrado. Eu odiava cortar grama, estava sempre molhada devido a esse clima irritantemente úmido de Forks. Hoje, obviamente, o dia estava nublado, o ar gelado e úmido entrava pelas brechas da roupa, fazia o cabelo ficar molhado, o corpo mais gelado.
Ouvi uma buzina soar, dei uma última garfada nos ovos e avisei minha mãe que cumpriria a tarefa, sem problemas. Beijei-lhe a testa e sai apressado, ouvindo mais algumas buzinadas consecutivas.

– Quer acordar todo o quarteirão, seu animal? – perguntei já subindo no carro.
– Também é bom te ver, amigão. Que cara é essa? Passou para o lado negro da força? – e dizendo isso, Emmet sacudiu o carro com uma estrondosa risada.
Rose, sentada no banco traseiro, o repreendeu e logo depois me cumprimentou.
– Você é um crianção, não tem jeito mesmo. – e me olhando – Bom dia, Ed.


Seu aceno foi seguido pelo de Jasper, que como sempre, vinha quase babando no ombro de sua irmã. Benditos games que não deixam um homem dormir direito. Sorri com o pensamento, vídeo games eram meu maior vício. O caminho era relativamente curto de carro e cerca de 15 minutos depois estávamos adentrando o estacionamento.
Aqui estávamos: Forks HighSchool. Total de estudantes: 320. Deprimente, não? Já é difícil encontrar alguma namorada sendo nerd, com essas opções então.. impossível.
Não que eu quisesse qualquer namorada.. eu queria Alice.

Após descer do carro, observei as pessoas que andavam pelo estacionamento. A maioria delas sequer prestava atenção em nosso pequeno grupo. Se a pessoa fosse observadora, notaria que os carros estavam posicionados de modo que se poderia perceber os tipo de grupos. Os populares com seus carros luxuosos e ostensivos ocupavam as melhores vagas, nunca ninguém que fosse de fora ousou tentar uma das "vagas vip". Eram posicionadas perto da entrada da escola, que convenientemente se situava perto da saída do estacionamento. Para quem não queria ficar trancado no "congestionamento pós-escola" era o paraíso, mas esse era um benefício que apenas populares tinham. Eu considerava ridículo que isso existisse aqui na FHS, éramos tão poucos e ainda queriam nos separar em grupos? Era realmente complicado conseguir mais amizades. Mas eu me sentia bem, inteiramente feliz com meus três inseparáveis amigos. Éramos o quarteto mais inteligente da escola e tínhamos orgulho disso, independentemente do que os outros alunos pensassem.
Andei pelos corredores de aparência tão estéril e pensei em como os anos eram sempre tão iguais aqui. Nós voltávamos das férias, o diretor Phillip mandava que todos os alunos se reunissem no auditório para um de seus discursos de volta as aulas e depois nos dispersávamos, cada um seguindo seu rumo para sua primeira aula. Alguma pegadinha com os otários da escola e pronto (!), estava iniciado o ano letivo. Após o diretor terminar me despedi de meus amigos e me encaminhei para minha sala, nós tínhamos quase todas as aulas separadas, o que jamais teria me passado pela cabeça, afinal não havia tantos alunos no último ano.
Quando cheguei a porta da sala dei um esbarrão em Isabella Swan. Ela cambaleou e apenas não caiu porque lhe segurei a cintura. Tão logo percebi onde minhas mãos estavam a soltei, pensamentos desconexos me passavam pela cabeça e com algum esforço estranguladamente verbalizei um pedido de desculpas meramente coerente.
A Swan me observou por não mais do que dois segundos e se virou, resmungando algo sobre eu ter mais atenção, fazendo-me lembrar automaticamente da minha insignificância. Isabella Swan era um espécime feminino um tanto peculiar. Algo nela me deixava um pouco desconcertado, eu sabia. Quase nunca parava para observá-la, mas quando o fazia sentia que havia algo que me passava despercebido. Seus cabelos eram castanhos e batiam aproximadamente a dois palmos da cintura, fazendo leves cachos nas pontas. Seus olhos eram também castanhos e parecia haver algo neles, algo que eu não conseguia identificar. Era bonita, com certeza, mas suas atitudes fúteis me faziam tentar ignorar sua existência. Obviamente eu não fingia que ela não existia, mas a Swan não era um assunto do qual eu gostaria de falar, por exemplo. Eu não a conhecia, absolutamente.
Resolvi entrar e me sentar ao lado de Jéssica Stanley, eu sabia que ela não gostava muito que eu sentasse ao seu lado, mas era burra demais para fazer esparro de mim, precisava de minha ajuda. Enquanto isso, Swan estava sentada três classes atrás e fofocava com suas amigas Tania e Irina Denali.
As horas iam passando sem grandes transtornos e após a aula de biologia me encaminhei ao refeitório, onde Emmet, Rose e Jasper estariam me esperando em nossa costumeira mesa de fundo. Era no canto mais mal iluminado e ventilado de todo o refeitório, mas não tínhamos opções.
Escolhi o que iria comer e paguei, indo me sentar com meus amigos, no entanto, quando cheguei na metade do caminho ouvi uma voz gritando meu nome e me virei para ver quem era. Na hora não vi o que me acertou, apenas sabia que era algo melado e doce. O gosto era bom.. chocolate. Abri os olhos, um pedaço grande de bolo estava caído no chão, agora totalmente sem cobertura, meu rosto estava completamente sujo e todos os alunos riam entusiasticamente. Em meio a gargalhadas ouvi meu nome de novo e virei o rosto na direção da voz. Era Jacob Black, seu rosto estava contraído em uma risada de escárnio, os dedos ainda sujos de chocolate.

– Só quis te dar as boa vindas, colega. Quis fazer você lembrar qual é o seu lugar, sabe como é, também é bom olhar por onde anda. – sua expressão de deboche ficando levemente mais séria.

De um sorriso seco e em um arremesso rápido, lancei o bolo de minha bandeja em sua direção. Minha mira não era lá essas coisas, e o pedaço de bolo passou rente a sua cabeça, apenas sujando levemente sua bochecha esquerda, mas foi o suficiente. Como se fosse uma reação em cadeia, pedaços de comida começaram a voar por todos os lados. Pedaços de pizza, bolo e até mesmo pastéis intocados voavam pelos ares. Em uma tentativa de me proteger, rastejei pelo chão que agora já se encontrava completamente sujo. Em meio a tudo isso vi Alice escondida embaixo de uma mesa. Suas roupas pretas estavam totalmente limpas e ela olhava para a cena ao redor com cara de diversão, mesmo que sem querer, eu havia a divertido. Senti-me levemente feliz, mas isso não durou muito.. minutos após o inicio da confusão uma das funcionárias correu até a diretoria. O diretor se encontrava em frente as portas, ar autoritário e furioso.

– Quem foi o responsável por isso?

Em algo que me pareceu um segundo, cerca de 100 dedos apontaram para mim e eu me senti ridículo, pateticamente prostrado de quatro no chão sujo e com a cara lambuzada de chocolate. Humilhante? Não, esse era apenas o primeiro dia de aula.

Notas finais
E então?
O que acharam?
Vamoos, reviews, pleeeease!
Digaam-me.. criticas, sugestões e elogios são todos muito bem-vindos.