Nephilim: A Profecia Do Céu
1 Prólogo
Notas iniciais
Gen 6:04 Havia gigantes na terra naqueles dias, e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens, e que tiveram filhos a eles, o mesmo se tornou valentes que houve na antiguidade, os homens de renome.
A estrada era completamente escura e nebulosa contribuindo ainda mais para que a atmosfera daquele lugar fosse assustadora. Gadrel não estava com medo do que poderia acontecer consigo mesmo, sabia que iria sobreviver até mesmo ao inferno, mas, o que ele temia de verdade era a vida de sua mulher e filha.
Ele olhou para o lado enquanto dirigia sua BMW preta, observou os grandes olhos verdes de Lana arregalados de medo para a escuridão do lado de fora. Queria saber no que ela estava pensando naquele momento, embora não fosse difícil imaginar. Mal havia se passado um mês após o nascimento de sua primeira — e bem provavelmente última -, filha.
Malditos anjos! Se intitulavam criaturas puras e santas, mas lá estavam eles, dispostos a aniquilar uma raça por completo.
Ele se sentia mal por sua amada, pois Lana tinha total plenitude de sua morte. Estava disposta a dar sua vida para proteger a criatura que gerou por 9 meses e aquele era um dos motivos pelo qual Gadrel a admirava, era muito corajosa para uma simples mortal.
— Gadrel. — Lana o despertou de seus devaneios com um desespero palpável.
Ele desviou o seu olhar da estrada para ela, seus olhos estavam fixos no retrovisor externo do carro, a imagem de dois seres com asas reluzentes que pareciam ser feitas de metal, refletiam no espelho. Eles voavam em sua direção.
— Droga. — Gradrel murmurou.
De longe ele esperava que o fim viria tão cedo.
Gadrel pisou fundo no acelerador do carro fazendo o motor emitir um forte ronco. Aquilo era inútil, ele sabia daquilo, mas iria lutar pela vida da mãe de sua filha até o final. Um dos anjos colocou a mão sob a porta de trás do carro e segurou com força, amassando sem nenhuma dificuldade a lataria. Gadrel virou o volante para esquerda com impulso, em uma misera tentativa de fazer o anjo se soltar do automovel, mas só serviu para ajudar a outra criatura também se agarrar na parte de trás do carro.
Lana olhava desesperada para trás, vendo as criaturas celestiais agarradas na BMW.
— Pegue a Besta. — Gadrel falou com a voz firme para Lana.
Ela puxou de baixo do seu acento uma arma feita toda de prata, era parecida com uma balestra — armas dos mortais -, a diferença entre elas era que aquela Besta podia deixar anjos inconsciente por horas e matar Nefilins. Um tiro daquela flecha, e os deixariam adormecidos tempo suficiente para fugir. Lana abaixou o vidro do carro, colocando metade do seu corpo para fora e mirou em um dos anjos. Gadrel havia a ensinado a usá-la e ela realmente havia ficado boa naquilo. O anjo vendo-a mirar a Besta em sua direção começou a se aproximar ainda mais, fazendo fundos na lataria da BMW. Lana viu de perto o olhar cheio de ódio da criatura que estava tentando a matar, toda orbita de seus olhos estavam mergulhados em uma profunda escuridão. Ela estremeceu antes de atirar bem no centro de sua testa, fazendo o corpo do anjo ser impulsionado para trás, soltando o carro enquanto mergulhava no escuro da estrada.
Lana entrou para dentro do carro novamente, mal acreditando que havia conseguido se livrar tão fácil daquele anjo.
— Consegui. — ela afirmou para Gadrel com um olhar orgulhoso.
Ele virou seu rosto para ela com um sorriso surpreso, quando uma mão atravessou o vidro da porta do carro estilhaçando-o por completo. Gadrel por impulso, jogou o volante para sua direita quando sentiu o toque firme da mão do outro anjo em seu braço. O carro saiu da estrada perdendo totalmente o controle e caiu em um barranco, enquanto Gadrel lutava contra as mãos daquela criatura. Tudo aconteceu tão rápido que ele mal pode perceber quando a BMW começou a desafiar a gravidade e deixou o solo. Foi aí que as coisas começaram a ficar lenta, tão lenta que Gadrel conseguia contar quantas vezes o carro girou. Cinco vezes no total. Até que uma árvore finalmente fez com que a BMW parasse de capotar, deixando-os de cabeça para baixo.
Ele sentiu um zunido em seu ouvido por conta do estrondo da batida, Gadrel olhou para o lado e viu Lana inconsciente, coberta pelo seu próprio sangue.
— Lana. — sua voz parecia distante do seu corpo.
Ele pegou seu braço para checar sua pulsação. Nada.
— Lana. — ele a chamou novamente, balançando seu corpo sem acreditar no que havia acontecido.
Gadrel estava disposto a tentar despertá-la, quando o barulho de metal rangendo o fez olhar para a porta do carro. As mão do anjo o puxou pela camisa, levando-o para fora do automovel. O seu corpo bateu com força no chão quando a criatura o soltou, ele gemeu de dor enquanto abria os olhos, reconhecendo o anjo Miguel parado a sua frente, segurando uma Besta.
— Quanto tempo, Gadrel. — o anjo lançou um sorriso irônico.
Ele o ignorou completamente e desviou seu olhar para o carro que estava a alguns metros de distância, bem a tempo de vê-lo começar a pegar fogo.
— Lana! — Gadrel gritou desesperado, tentando se levantar para buscar sua amada, mas Miguel colocou o pé no o seu ombro o forçando para baixo, fazendo-o voltar a ficar deitado no chão.
Uma explosão fez com que destroços do carro voasse. Gadrel olhou completamente em choque na direção da explosão, vendo a BMW em chamas com o corpo de Lana lá dentro.
— Sinto muito pelas coisas terem sido assim. — Havia algo sincero em seu olhar, mas Gadrel não se importava se Miguel estava sendo sincero ou não. Ele havia matado Lana.
— Desgraçado! — gritou se levantado, pronto para ir pra cima de Miguel.
O anjo deu alguns passos para trás e mirou a Besta em seu coração, antes de atirar, disse:
— Espero que aproveite mais cem anos preso no inferno, Gadrel.
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