Neon Lights

12 Capítulo 12 - O inicio dos problemas


Notas iniciais
Foi mal não responder todos os comentários. Tô super ocupada com curso técnico, Carnaval, escrever, Carnaval, escrever, escrever AUAHSUHAS' A coisa tá feia gente, mas agradeço demais a quantidade magnífica de comentários que recebi ! Minha promessa está firme e forte. Gruvia tão bom quanto NaLu, está bem próximo de obter êxito. Tenho lindas recomendações, lindos comentários ... leitores meigos. O que mais eu poderia querer, não é ? Esse é pra vocês, fãs de Neon Lights. Agradeço demais a cada um de vocês pelo apoio, pela atenção !

–Você não está ajudando em nada, Lisanna — garanti, rolando os olhos enquanto afundava a cara no travesseiro — Te chamei aqui pra desabafar meus problemas infernais, e você fica ai, cantando 30 Seconds to Mars, feito uma desnaturada.

–Ok, ok — ela suspirou, e senti o colchão afundar, indicando que ela havia se sentado — Só vou ignorar sua ofensa, porque estou super feliz ! Jellal vai morrer quando souber que você ME chamou pra fazer companhia na véspera da competi-

–NÃO ME LEMBRE DISSO ! — arremessei o travesseiro na direção dela, que desviou rapidamente, jogando-se no chão — Se eu ouvir a palavra véspera de novo, vou vomitar.

–Juvia, está passando um programa de véspera de Natal ! — gritou minha avó, do corredor.

Lisanna e ela gargalharam.

–Como são engraçadinhas — murmurei, sacudindo a cabeça em negativa. Vovó riu do lado de fora, batendo a porta e colocando a cabeça para dentro do quarto.

–Posso entrar, meninas ?

–Claro — Lisanna sorriu-lhe, simpática. Obaa-san entrou, aproximando-se de nós duas.

–Fico tão feliz que tenha vindo dormir aqui, Lisanna-chan — ela sorriu, realmente animada — Juvia é uma menina meio esquisita, como deve ter notado.

–Obaa-san !

–É a verdade, querida. Não seja acanhada.

–Argh ! — me cobri com a manta lilás, envergonhada — Não precisa ficar dizendo essas coisas !

–Eu só estou brincando — ela riu, rolando os olhos — Certo, eu deixei o dinheiro da pizza na cômoda lá de baixo, então, já sabem. Nada de abrir a porta pra ninguém sem ser o entregador, nada de chamar garotos, mesmo que seja o Jellal, que a Juvia disse ser gay.

Lisanna conteve o riso, e sorri sacana debaixo do cobertor.

–Ele não resisti a um tanquinho — complementou a albina, e gargalhamos em seguida. Vovó não deve ter entendido muito bem, mas era essa a intenção.

–Bem, eu já vou — anunciou, e ouvi seus passos se afastarem — Divirtam-se, garotas.

–Ja nee, obaa-san !

–Ja nee !

Esperamos o barulho do carro, e assim que o ouvimos sair da garagem, me joguei na direção do carpete, ligando a TV novamente.

–O que pensa que está fazendo, Akira ? — o jovem viu o amigo descer o zíper do jeans, perplexo — E-Eu ... não entendo.

–Vou te mostrar um outro lado da coisa, Yuri — garantiu o mais alto, sorrindo sacana — De quatro.

–Nani ?!

–Yuri, cheguei ! — Hana abriu a porta, com um sorriso cheio de gloss borrado na boca — Oh ! Y-Yuri-kun, o que é isso ?!

–Eu ia mostrar a ele a cueca nova da Calvin Klein, Hana-chan — Akira riu, do seu jeito indiferente habitual — Podem namorar ai em paz, eu já estava de saída.

Ele deu as costas aos dois, magoado. Yuri mordeu os lábios, apreensivo.

–Akira.

O garoto virou o rosto levemente, indicando que estava ouvindo.

–Fica comigo.

–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH !!!! KYAAAAAAAAAAAAA!!!!! — Eu e Lisanna nos abraçamos, caindo para trás — KAWAAAAAAAAAAAAIIIIIIIII!!!!!!

–Continua no próximo episódio de : Slash > Meninos Perdidos !

–NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOO ! MALDITOS SEJAM , PRODUTORES DE TV CORPORATIVISTAS DE UMA FIGA ! — lancei o gato de pelúcia contra a tela, furiosa — Akira, fica com ele ! Fica com o Yuri !

–Manda essa idiota da Hana pro quinto dos -

Ding Dong.

Suspiramos cansadas, ao ouvir a campainha. Lisanna ajeitou os cabelos curtos, colocando apenas uma camiseta maior por cima do pijama. Apesar de ser de tarde, já estávamos prontas pra fazer nada até de noite.

Estiquei as meias de ursinho até próximo aos joelhos, abrindo a porta do quarto. Descemos as escadas rapidamente, e peguei o dinheiro em cima da cômoda, seguindo até a porta.

A abri, sem nem olhar pelo olho mágico — meu primeiro grande erro , ou acerto, sei lá — e levantei os olhos lentamente, quase tendo uma parada cardíaca instantânea.

Um loiro, de cabelos arrepiados, e jaqueta de entregador estava parado a minha frente, como numa visão vinda do paraíso. Possuía olhos azuis feito diamantes, um brinco feito de uma espécie de cristal numa das orelhas, e uma cicatriz sexy que cortava sua sobrancelha próximo ao cabelo.

Era o ser mais sexy que pisara na face da Terra, desde Leonardo DiCaprio em Romeo + Juliet.

Ou Jake Gyllenhaal em Príncipe da Pérsia.

Até Gray, de sunga, ou até mesmo pelado, ficava no chinelo perto dessa criatura mitológica.

E olha que sou EU quem está admitindo isso.

–Hum hum — ele pigarreou, com um sorriso sacana de lado — Cadê o -

–Não tem biscoito doce nisso aqui não ? — Lisanna apareceu, segurando um pacote de biscoito salgado — Só tem coisas salgadas, e diet. Não sei o que é pior.

Quando ela finalmente entendeu meu olhar de "NÃO É HORA PRA PASSAR VERGONHA", a albina literalmente gelou. Acho que podia ter caído morta ali mesmo.

Um sorriso diferente brotou no lábio do loiro, enquanto ele descia os olhos até as pernas nuas dela.

–Camiseta do namorado ? — deduziu, erguendo uma sobrancelha. Ela engoliu em seco, sacudindo a cabeça em negativa. Ele alargou o sorriso — Então pode me chamar de Sting. Sting Euclife.

–L-Lisanna — gaguejou, e dei-lhe um tapa forte nas costas, fazendo-a corar violentamente — Lisanna Strauss.

–Lisanna — repetiu, mais para si mesmo — Tem celular ?

–Não, mas tenho namorado — retrucou, e senti meu cérebro estourar. Fiz a pior careta pra ela, quando nos entreolhamos.

Ora, tudo bem que ela é super apaixonada pelo Natsu. Mas esse é o APOLO JAPONÊS, CRISTO! Custa fingir por um instante que seu namorado — que já era ausente — não existe ?! Não é todo dia que chove um homem assim na horta de alguém.

Na minha, por exemplo, nunca chove nada.

–Ahn — ele fechou um pouco a cara, parecendo refletir — Isso nunca foi impedimento pra mim, então, tanto faz. Vou te caçar de qualquer forma, gata. Mais cedo, ou mais tarde.

Ergueu a pizza em minha direção, ainda encarando Lisanna. Entreguei-lhe o dinheiro, e Sting deu uma última piscadela em direção a albina, caminhando até sua moto, onde subiu — sensualmente, caso queiram saber — e deixou o local, em alta velocidade.

–Ele dirige uma moto. Usa brinco. Trabalha decentemente. Deve ter a nossa idade. E É LINDO DE MORRER ! — gritei, furiosa — O que deu em você ?! Vai ficar jogando todas as suas oportunidades pela janela ?!

–Juvia, eu tenho namorado — lembrou-me, de cara feia — Ok, pode não ser o principe que eu sempre sonhei -

–Ele é um sapo — garanti, enquanto fechava a porta — Do pior tipo.

–Também não é assim ! — retrucou, fazendo bico — Natsu tem seu charme.

–Que no caso ele só usa com a Lucy ! — enfatizei, e ficamos num silêncio desconfortável em seguida, fazendo-me sentir culpa — Gomen, Lis , não quis dizer isso.

–Eu sei que não — ela sorriu fraco — Só está sendo sincera. Mas vamos comer, porque não é dia de falar sobre isso. Vamos afogar as mágoas e o nervosismo no ketchup, e seguir em frente !

–Se pelo menos um certo episódio de Slash tivesse sido liberado ! — rosnei, irritada — Ainda faço uma manifestação em frente a esse estúdio de filmagem ! Se no próximo não rolar beijo Yaoi, eu surto !

–Você é uma pervertida, Juvia — ela riu, rolando os olhos — Cadê a maionese ?

–Depois eu que como muito ...

oO0

–Tá, repete exatamente o que ele te disse — incentivou ela, enquanto eu respirava com dificuldade, fitando o abajur.

–"Você tem que ligar pra ele" — imitei a voz mal humorada — Garotos gostam de receber telefonemas. Mas não do tipo "Yo, Gray-kun." Seja fria, do tipo "Yo, Capitão, aqui é a Juvia. Só liguei pra saber que horas é aquela competição sem sal de amanhã."

–Não acho que ele vá gostar da parte do "sem sal" — comentou ela, e concordei com a cabeça — Você liga do meu celular, e só vê se é o número certo que ele te deu. Fala que tá nervosa, e que quer desistir. Ele com certeza vai querer te incentivar, e vai te elogiar bastante.

–Ou dar o sermão do século — argumentei, já conseguindo imaginar — Essa é a mais provável.

–Não necessariamente você precisa perguntar ou avisar — disse ela, rindo do meu pessimismo — Fale o que quiser, Juvia. Seja corajosa ! Você mesma me disse que o agora é o que importa. E você está pensando demais no depois. Faz o que quiser.

Respirei fundo, pegando o celular dela em cima da cama. Fui até os contatos, descendo a tela até a letra "g".

Meus olhos focalizaram no nome por alguns segundos, que pareceram os piores da minha vida, até que toquei finalmente, deixando que discasse.

Levei o aparelho até o ouvido, concentrando-me em nada específico.

Seja corajosa, Juvia. Corajosa. Valente. Você sabe que pode ser.

Você quer ele, não quer ?

É o que você mais deseja.

Andei pelo quarto, em direção a janela.

Chamou uma vez.

Mordi o lábio inferior, tocando a cortina.

Chamou duas vezes.

Puxei o tecido, deixando a luz entrar no quarto, um tanto hesitante.

Chamou três vezes.

–Ele não vai atender — murmurei, um tanto incomodada — Eu sabia.

Chamou quatro vezes.

–Não seja tão pessimista — incentivou-me.

Chamou cinco vezes.

Meus olhos voltaram-se para a rua, onde havia um garoto moreno, concentrado em sua mochila. Parecia procurar algo, e quando finalmente achou, senti meu coração falhar.

Era um celular. E o garoto era Gray.

Enquanto ele mexia na tela, virei-me para Lisanna, em pânico, e sibilei "Ele está nessa rua !". Ela franziu o cenho, aproximando-se da janela, para ver do que eu falava.

Seus olhos se arregalaram ao mesmo tempo em que ouvi o :

–Yo.

Parecia haver um bolo em minha garganta.

–É pra responder ? — perguntei alto, pra Lisanna. Quase desmaiamos ao notar que ele provavelmente havia escutado.

–Quem está falando ? — perguntou, meio impaciente — Qual é Natsu, essa é batida. Quem é ?! Natsu ?!

Eu estava entrando em pânico, literalmente. Sem saber exatamente o que fazer, e desesperada com a possibilidade de ele olhar pra cima, e me ver na janela, arremessei o celular em direção a rua, sem pensar antes.

O aparelho caíra no meio do asfalto, no exato momento em que um ônibus passou, esmagando-o verdadeiramente.

–Kami-sama ! — nós duas tapamos a boca, e o moreno levou os olhos do celular, até a janela, encarando-nos perplexo.

Pude ler perfeitamente seus lábios.

"Lockser ?!"

Não sei o que deu em mim, mas puxei a cortina com uma força incrível, na intenção de me esconder. E a força foi tanta, que puxei não só o tecido, como também o pau que o segura no alto, fazendo toda a estrutura da cortina ir abaixo, não sem antes cair bem na minha cabeça.

Só sei que quando dei por mim, estava parada, de frente para o vidro, com um Gray perplexo me encarando da calçada. E assim que entendi o quão vergonhoso estava sendo tudo aquilo, joguei-me no chão, desolada.

Todas as chances, haviam simplesmente ido por água abaixo.

E dessa vez, definitivamente.

[...]

Balancei os pés fora da coberta, sentindo um pouco de frio nos mesmos.

O ronco baixo — e fofo, de um jeito estranho — de Lisanna era o único som, além do ar condicionado, ecoando pelo local.

E o mais estranho, era nenhum sinal da obaa-san. Se a oba-san não levou ela pra um motel, então não faço ideia do que pode ter acontecido.

Se bem que ainda são onze da noite, então não é tão grave.

Rolei os olhos, ciente de que não dormiria se não checasse se estava tudo bem, e levantei da cama, tentando fazer pouco barulho ao andar pro corredor.

Peguei o telefone no corredor, e fui até a cozinha, tentar achar algo comestível.

Caixa postal.

Que ótimo.

Ding Dong.

Será que a obaa-san ... perdeu as chaves ?

Franzi o cenho, indo até a porta e espiando primeiro pelo olho mágico.

Nada.

Girei as chaves que já estavam na fechadura, abrindo a porta aos poucos.

–Olá ?

Silêncio.

Abri a porta um pouco mais, olhando direito. O gramado estava pouco iluminado, e sem nenhum demônio armado com uma espada, como o esperado. Até que meus olhos desceram até a varanda, onde havia um pacote estranho ao chão. Aproximei-me devagar, observando agora uma fita improvisada de barbante, com um bilhete em cima.

O abri devagar, desdobrando o papel com cuidado.

"Boa sorte amanhã. Espero que goste do presente. Quem sabe essa não é resistente as suas loucuras, né ? "

Automaticamente, rasguei o embrulho desesperada, e um sorriso abriu-se não só no meu rosto, como também na minha alma.

Era uma cortina.

–LISANNA ! — gritei, acordando qualquer um que morasse num raio de 50 km.

[...]

–Kami-sama, livrai-me de todo o mal, ouça minhas preces, impeça-me de ser morta pela Sereia Mortífera — supliquei, enquanto segurava um dos cordões religiosos de minha avó, de olhos fechados.

–Juvia, não se reza tantas vezes seguidas — Jellal rebateu, irritado — Cai na real, se for pra você perder, não é Deus , santo, demônio nem nada que vai impedir.

–Que animador — murmurei, abrindo apenas um olho — O que está fazendo dentro do vestiário feminino ?

–Você é a última atleta a nadar, a sua volta é meio "atração principal", então ... todo mundo tá lá fora te esperando — respondeu, rolando os olhos — Faltam uns dois minutos, então vim te desejar sorte.

–Mas não sinta-se importante por isso — Lisanna riu, animando-me — Anda logo, abra um sorriso. Seja corajosa, como quase foi ontem.

–Ontem ? — Jellal repetiu, erguendo uma sobrancelha — Ontem o quê ?

–Reunião de amigas — ela enfatizou o "as", fazendo-o fechar a cara — Sabe como é, dividir segredos, entre amigas. Dividindo segre-

–Eu já entendi — cortou-a, impaciente — Acha que isso me afeta ? Não foi pra você que ela pediu aulas de beijo.

–Juvia ! — Lisanna tapou a boca, chocada, e dei uma gargalhada, no mesmo instante — Ora, seus !

–Trouxa — debochou Jellal, dando um leve tapa na cabeça dela — Enquanto você pensava, eu executava, lesada.

–Jellal — o repreendi, sorrindo de lado — Diminui seu nível de maldade.

–Impossível, é natural da minha pessoa -

–Juvia — ouvi a voz de Erza, e meu corpo endureceu. Era mal sinal. Ou bom, não sei ao certo.

A Titânia parou na porta do vestiário, olhando primeiro para mim, e depois diretamente para Jellal, onde suas bochechas assumiram uma coloração rosada.

–J-Jellal — gaguejou, visivelmente nervosa. E o azulado não estava muito diferente. Abrira e fechara a boca diversas vezes, sem conseguir dizer nada.

Pela primeira vez na vida, provavelmente.

–B-Bem — ela sacudiu a cabeça, recuperando a postura normal — Juvia, apareça quando chamarem seu nome. Está tudo como combinado, então.. boa sorte.

–Arigatou, Erza-san — sorri de canto, e ela retribuiu o gesto, dando uma última olhada em Jellal, enquanto saia.

Foi quando o peso da ansiedade caiu sobre mim.

–É agora — sussurrei, com as mãos trêmulas — Eu não vou conseguir gente, talvez seja melhor -

–Shh ! — Jellal me puxou pelo pulso, colocando-me de pé — Vamos dar um toque final, ok ? Só pra intimidar a Lamia. Já estava na hora de alguém fazer isso.

Os dois sorriram, e Lisanna bagunçou um pouco meus cabelos, enquanto Jellal vestia a jaqueta do time em mim. Estava escrito "Lockser" atrás, e havia chegado hoje de manhã.

–Agora, pra finalizar bonito — meus olhos brilharam ao encontrarem o Ray-Ban aviador preto que Jellal mantinha em mãos — É meu, mas vai combinar com você hoje. Boa sorte, Juvia.

E então, um abraço. O abraço mais inesperado — e esperado — que já recebi em minha vida.

Talvez fosse exatamente daquilo que eu precisava, pois meu peito automaticamente estufou-se de um sentimento conhecido.

Coragem.

Futuramente, orgulho.

–Sherry Blendy ! — anunciou o homem, pela terceira vez. E então, os gritos foram gerais.

–Ela chegou — inspirei, e expirei, mantendo o foco — Prometem que vão torcer bastante ?

–Eu grito pelado, se quiser — argumentou Jellal, fazendo-me rir. Ele sorriu bobo, apertando minha bochecha com ternura — Vai lá, Arma Secreta. Você vai ser um estouro.

–Juvia Lockser ! — chamou finalmente, e senti o ar faltar.

Cerrei os punhos determinada, andando em direção a saída do local, que dava num corredor largo. A luz vinda do lado de fora era forte, e já podia ver a silhueta de Gray e mais alguém ao longe.

Senti os primeiros raios do sol baterem contra a lente do óculos escuro, e dei mais um passo pra fora, com os braços erguidos no ar, para chamar bastante atenção.

Não sei se esperava cair desmaiada, ou ser simplesmente recebida com silêncio ... só sei que quando os urros de comemoração se iniciaram, era como nascer de novo. Rapidamente, Jellal e Lisanna surgiram na platéia, e o grupo de Natsu saltava, com bandanas azuis, em homenagem a mim.

Como eu sabia disso ?

Estava escrito "Arma Secreta Lockser", em cada uma delas. E todos usavam. Todos aqueles que jamais se quer sonhei em conversar, quanto mais receber apoio.

–Lockser — ouvi Gray me chamar, mais a frente. Meu sorriso alargou-se, e quando levei os olhos a ele, aproximando-me, subitamente parei, perplexa.

Aquele garoto ao lado dele, com shorts de natação.

Aquele era Lyon.

–Juvia ?! — disse ele, igualmente surpreso. Retirei os óculos, colocando-os como um arco na cabeça. Seus olhos negros analisavam-me com uma expressão totalmente diferente, e ele se aproximou com uma velocidade que não pude prever.

Um sorriso irônico formou-se no canto dos lábios do grisalho, que estendeu-me a mão, de forma amistosa.

–Lyon Vastia — apresentou-se, e franzi o cenho, confusa — Eu te disse que algum dia conheceria meu "eu" oficial, lembra ?

–Seu "eu" oficial é Capitão da Lamia ? — perguntei, sorrindo orgulhosa — Meus parabéns.

–É você quem está em destaque hoje, Arma Secreta — riu de modo discreto, olhando-me de uma forma engraçada — Nunca vi uma entrada tão sexy.

Minhas bochechas coraram, e dei um passo para trás, envergonhada.

–Você não fica nada mal sem avental de tortinhas — comentei, e ele riu ainda mais. Sorri mais a vontade, até sentir uma mão firme em meu ombro.

–O que está acontecendo aqui ? — perguntou Gray, num tom altamente irritado — Vocês se conhecem ?

–Ah, a gente -

–Bastante — cortou-me Lyon, batendo de frente com o moreno — Tem algo com isso ?

Continua ...

Notas finais
E então, como vai ser ? Comentários ? HAUSH' Até , pessoal !