Neon Genesis Evangelion - New Apocalypse
4 Capitulo Três: Entrada
Notas iniciais
Alex e Ayanami saíram da estrada, e cortaram caminho pelo campo que havia ao lado da Nerv. O garoto tinha um trote melhor do que o da menina, mas mesmo assim ele a esperava. A corrida dos dois não demorava muito, e logo já era possível ver a Nerv.
‘’Ayanami, por que acha que vamos entrar lá?’’ Alex falava a frente da garota, que falava meio vacilante pela corrida.
‘’Eu trabalho lá... ’’
‘’Ah, então você é um dos pilotos dos EVAS, certo? ‘’ O rapaz virava o olhar para ela enquanto corria.
‘’Sim... ’’ A menina continuava correndo, apesar de estar atrás, parecia se esforçar para manter o ritmo.
Depois de alguns minutos de corrida, chegaram finalmente na Nerv, mas uma surpresa: Todas as portas estavam fechadas, e a base estava aparentemente deserta. Na rua o mesmo sinal de destruição comum entre a cidade. Ayanami chegava primeiro e encarava os portões, enquanto Alex olhava para o fundo, e via ao longe fogo, provavelmente por causa de um incêndio causado pela desordem de hoje. Assim que se virou, conseguiu focar em Ayanami novamente. Seu cabelo azul e seu rosto manchado de sangue o atraiam de algum modo que ele não sabia explicar.
‘’... ‘’ A garota continuava a encarar o portão, com frieza em seu olhar.
‘’Olhando o que, você não era de dentro da Nerv?’’ Alex chegava ao lado dela, mas falava friamente como ela, e não elevava a voz nem nada.
‘’Eu sou da Nerv, mas... Está travada. ’’
‘’Travada? ‘’
‘’A base não vai abrir agora, a não ser... ’’ Ayanami pegava seu passe de identificação e tentava abrir a porta, passando pelo leitor, e a porta no instante abriu. Ayanami estranhou tal coisa, só poderia ser feita por alguém de patente alta, ou pelo comandante Ikari. Tais pensamentos a fizeram entrar como se estivesse sozinha. Alex entrou atrás dela meio ingênuo da situação, mas conseguiu ouvir, dado ao silencio da cidade, a câmera se mexendo. Ele parou por alguns segundos um pouco a frente da porta, e ouvia a câmera fazendo seu movimento, como se os seguisse. Ayanami já conhecia o caminho da Nerv de cor, e já tinha seu curso até a sala de Gendou. O lugar parecia estar deserto, até que Ayanami passa pela sala principal, e assim que a porta se abre, começa o caos: Um dos sobreviventes que estava lá havia sido mordido, e passou para outro. Os que estavam vivos ainda sangravam pelos membros perdidos. Um dos zumbis que estava perto da porta foi para cima de Ayanami, o que a fez andar para trás. Alex pegou-a pela gola de sua camisa e a puxou para trás, e com a outra mão, puxava a arma de seu coldre e só de aponta-la para frente, já encaixou na boca do zumbi. Alex sorriu maldosamente e puxou o gatilho, matando-o. O sangue que jorrou da cabeça do zumbi caia a frente de Alex, manchando sua roupa, mas banhava Ayanami igualmente, manchando-a também. O barulho da arma fez os zumbis que estavam na sala pararem sua carnificina para matar os dois também. Alex soltava a arma da boca do morto e atirou na cabeça dos que estavam se aproximando, totalizando cinco. Pela mira, praticamente sobre-humana do garoto, toda a ação levou 20 segundos. Ayanami passava a mão delicadamente sobre o rosto e em seus cabelos, e tirava o excesso de sangue. Alex recarregava sua arma e a guardava assim que não ouvia mais nada, ele voltou para junto da garota, segurou sua mão e falou novamente.
‘’Sabe algum lugar aqui dentro aonde se sinta segura... ? ‘’ Alex fixava o olhar nela. O toque que ele fazia ajudava a pessoa a pensar melhor, mantendo-a confortável.
‘’Sim... A sala do Comandante Ikari... ’’ A garota falava sem pensar muito.
‘’Vamos pra lá então... ‘’ Alex ficava parado, enquanto a menina andou em volta dele e seguiu o curso para a sala do comandante, ele se precavia e deixava a pistola em mãos.
Misato finalmente chegava à porta da base da Nerv, não sabia ao certo se funcionaria o plano que ela arquitetava em sua cabeça, mas não queria ficar desprotegida num lugar cheio de zumbis. Ela parou o carro, o que despertou a atenção dos dois. Shinji olhava a paisagem ao lado, totalmente destruída, talvez maior do que o de um ataque de um Angel. Asuka fazia o mesmo, mas pensava em todos que deixou para trás, e o porquê de salvar justo Shinji. Misato também estava começando a ficar perdida em seus pensamentos, pensava em pen-pen, em Ritsuko, e em seus colegas de trabalho, mas também, tinha grande parte de seus pensamentos envolvidos a Kaji. Até que Misato finalmente destravou as portas do carro, os dois imediatamente quase pularam do carro. Apesar de ele oferecer mais segurança, não era o que eles queriam, eles queriam mesmo era saber se Ayanami estava bem. Misato caminhou até a porta, e a viu fechada, o que a fez ficar cada vez mais fechada e séria.
‘’Qual é Misato... Abre logo isso... ‘’ Exclamava Asuka, meio impaciente de ficar naquele lugar.
‘’... ‘’ Misato travou a frente da porta preta, que parecia estar quebrada.
‘’Misato, to falando com você! ‘’ Asuka começava a gritar na rua.
Shinji ficou ao lado de Misato o tempo todo. Nunca poderia imaginar que esse tipo de situação poderia acontecer, então ficava perto de quem podia protegê-lo.
‘’MERDA, MISATO!’’ Gritava Asuka impaciente.
O grito de Asuka fez Misato ter um estalo, como se algo ligasse em sua cabeça, o que a fez pegar seu cartão de acesso e o colocar no leitor ao lado da porta. A porta abriu instantaneamente, e Misato entrou em seguida Shinji e depois Asuka. A porta automaticamente fechou e o lugar começava a ficar cada vez mais escuro, coisa incomum já que as luzes se acendem automaticamente em tempos normais, mas nessa ocasião, apenas algumas luzes de emergência se ligaram. Misato teve outro olhar, um pouco mais apavorada do que antes, seus olhos se adaptaram antes no escuro, mas esse dom virou uma maldição. Ela via seus colegas de trabalho, todos mortos, com alguns membros faltando, mas estavam em pé, transformados em zumbis. Misato então sacou a arma novamente e apontou para eles, mas travava. Quando Shinji e Asuka voltaram a enxergar, tiveram a mesma sensação que Misato: Medo. A arma de Misato balançava entre sua mão, ela mal conseguia segura-la. Shinji era o que mais estava com medo do grupo, ainda que conseguisse fugir caso algo muito errado acontecesse.
‘’Atira Misato...‘’ Asuka falava, com as costas na parede.
‘’Não... Não posso... ‘’ A arma de Misato começava a querer cair de sua mão. Ela não conseguia nem colocar o dedo no gatilho.
Eles começavam a se aproximar dos três, que estavam indefesos. A garota de cabelos vermelhos então teve um surto no meio e puxou a outra arma do coldre de Misato, arrancando-a no mesmo instante. Ela apontava contra os zumbis, mas o peso da arma na mão da menina era tão forte que ela não conseguia segura-la direito. Ela apertou o gatilho uma vez, mas o gatilho não ia, ela então puxou a arma para trás, e a destravou. Asuka nunca tinha atirado antes, e nessas circunstancias, seria algo muito ruim. Asuka atirou a primeira vez, acertando ao lado da porta, e a segunda vez, com a arma no recuo, atirou no teto. Misato quando ouviu os dois tiros teve um segundo estalo, que a fez começar a atirar, matando dois dos zumbis instantaneamente. Shinji aproveitou o momento e começou a procurar no escuro uma saída alternativa. Ele já havia se acostumado com a instalação, e sabia aonde ir.
‘’Venham rápido. ‘’ Dizia o garoto, e as meninas instantaneamente obedeceram.
Assim que outra porta se abriu bem a frente de Shinji, um zumbi estava parado lá. Shinji gritava, e o zumbi ia para cima dele, o zumbi agarrou em seu braço, e quando ia lhe morder, Asuka atirou, milagrosamente, na cabeça do zumbi, matando-o. Shinji recuou, parando ao lado de Asuka, que continuava andando.
‘’O-Obrigado Asuka... ‘’ Dizia o menino vacilante.
‘’Vem, Shinji idiota... ‘’ A menina retrucava, e continuava andando.
Misato pegou a dianteira, e foi até uma caixa que havia na parede da base, com um machado contra incêndios. Ela quebrou o vidro, retirando o machado e jogando para Shinji, que o pegou.
‘’Misato... ’’ Dizia o garoto.
‘’Use isso pra se defender, agora vamos! ‘’
As duas crianças seguiam a mulher, que pensava em chegar a algum lugar para encontrar respostas. Nem mesmo Misato sabia muito bem aonde ia, só queria ter certeza que seus superiores estavam na base, se estivessem, o grupo ainda teria uma chance de sobreviver.
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