Nem tudo é oque parece ser...
22 Por que ele esta me ignorando?
Notas iniciais
A festa passou, já era tarde quando Pedro resolveu me levar em bora, tomamos um taxi e fomos embora, já que Bia e João iriam ficar até a festa acabar que seria muito tarde.
–Pedro adorei nossa noite, obrigada! -Disse enquanto ele me ajuda a descer do carro.
–Que nada esquentadinha. -Ele disse e me deu um beijo na bochecha.
Sorriu e entro em casa, quando estou no hall, ouso uma discussão, mas já? aff.
–EU NÃO VOU FAZER NENHUM TESTE! -meu grita. -EU NÃO VOU E NÃO ADIANTA INSISTIR BIANCA.
–Mas pai, você precisa ter certeza. -Bianca fala.
–Meu amor escuta a Bianca, como você vai ficar nessa incerteza?
–EU SEI QUE ELA E MINHA FILHA, EU CRIEI ELA, EU ESTAVA NO BATIZADO DELA, NO PRIMEIRO DIA DE AULA QUE ELA ESTAVA COM MEDO -Perai! meu pai esta falando de mim?-FOI EU QUEM LEVEI ELA A PRIMEIRA VEZ A PRAIA, FOI EU QUEM AJUDOU COM AS TAREFAS ESCOLARES. -Ele chorava, eu percebi pelo tom da sua voz. -FOI EU QUEM BRIGOU COM ELA QUANDO ELA FAZIA COISAS ERRADAS, FOI EU QUEM FOI NA FORMATURA DELA, ENTENDERAM EU!
Eu estava chorando, eu já até tinha me esquecido de tantas coisas que meu pai já fez por mim, mas por que ele esta falando tudo isso? minha vontade e de arrombar essa porta e sai perguntando mas eu sei que eles não iam falar, vou ficar aqui ouvindo até.
–Meu amor eu sei que você fez tudo isso, mas você não acha que ela merece saber de tudo isso? -Minha mãe fala.
–Não, ela é minha filha, MINHA FILHA, Karina é minha filha e eu não vou fazer teste.
Como assim meu pai não tem certeza que é meu pai?
Tentei me segurar mais comecei a chorar e entrei em casa, minha maquiagem estava toda borrada.
–Como assim meu pai não é meu pai? -Comecei a falar, mas ninguém falou nada, todos estavam com cara de espanto, e se olhando. -HEIN? ME DIGAM A VERDADE! -Gritei!
–Calma K, não é isso que você esta pensando! -Bianca fala.
–A NÃO É BIANCA? ENTÃO OQUE EU OUVI AI DENTRO HEIN? SE EU NÃO TIVESSE OUVIDO NINGUEM IRIA ME CONTAR? QUE MEU PAI -Olhei pro meu pai. — NÃO É MEU PAI! -Desabei e comecei a chorar, limpei meu rosto com a costa da mão.
–Não filha -Meu pai me abraçou. -Eu sou seu pai!
–Então por que você precisa fazer teste de DNA? Você acha que minha mãe -Solucei — Te traiu?
–Não! -Ele gritou e saiu do abraço. -Isso não.
Ele se sentou em sua poltrona e eu comecei a soluçar, e a chorar.
Minha mãe me abraçou.
–Não Karina, olha o Gael é seu pai independente de qualquer coisa ele te criou e como você mesmo ouviu ele que fez tudo por você.
Eu assenti e fui pro meu quarto ainda chorando, fechei a porta e tranquei-a.
Tirei meu vestido com dificuldade, coloquei meu pijama e tirei a maquiagem tudo isso derrubando lagrimas, deitei em minha cama, abracei meu travesseiro e desabei comecei a chorar, chorar e chorar, toda minha família, não é minha família, essas pessoas são só pessoas qualquer, ta tudo bem, não são qualquer são pessoas muito especiais na minha vida. Quem será minha verdadeira família? Pode ser qualquer um, por que minha mãe fez isso?
Preciso desabafar com alguém.
Ligo pra Bia e ela esta com João, não tenho mais ninguém a não ser o...Pedro! Isso Pedro!
Ligação on
–"Alo?" Ele fala com voz de sono, oh não eu acordei ele.
–"Você estava dormindo? -Soluço- Oh Desculpe eu ligo amanhã!" -Digo.
–"Você esta chorando? Ei!"
–"Não, deixe quieto vai dormir."
–"Não esquentadinha fala, por que você esta chorando?"
–"Pedro tem como você vir em casa?"
–"Tem, você quer que eu passe que horas ai amanhã?"
–"Não Pedro HOJE, AGORA!"
–"Hoje? Ta bom to indo daqui a 5 minutos eu estou ai"
–"Ta bom!"
Ligação Off
Sento-me na cama, nem me preocupo por estar de pijama, sei que Pedro não vai reparar.
Alguém bate na porta, levanto-me e abro é Pedro um pouco suado e ofegante.
–Por que veio correndo? -Dei uma risada mais logo parei, ao lembrar do motivo que chamei ele.
–Você estava chorando! -Ele diz como se fosse obvio, assenti limpei minhas lagrimas e deixei ele entrar.
Ele senta na minha cama.
–Oque aconteceu? Por que esta chorando?
Contei a ele tudo desde que ele me deixou de taxi, chorei mais ainda. Ele me abraçou e me deitou em seu colo, começou a afagar meus cabelos.
–Olha K, eu não sei nada sobre sua família e acho que isso você tem que conversar com seu pai. Mas se quiser eu estou aqui pra te dar apoio. -Ele beijou minha nuca. Um arrepio correu pelo meu corpo e eu assenti em resposta.
–Obrigada Pedro, não sei oque eu faria, sem você aqui. -Virei me pra ele.
Ele olhou no fundo dos meus olhos.
Achei que ele iria falar alguma coisa mas não, ele me tirou de seu colo e levantou.
–Bom K, já que esta tudo bem agora, vou embora, tenho que dormir amanha eu tenho que ensaiar com a banda, para o ano novo.
–Ta bom Pe, obrigada mais uma vez. -Disse e sorri.
Ele me deu um selinho.
Depois dessa noite, ninguém tocou nesse assunto, todos ficavam calados do café da manha até a janta, não sei oque esta acontecendo mais vai ter que parar.
–Por que ninguém fala nada? -Perguntei.
–Não sei. -João deu de ombros.
Começou o falatório de novo, todos falavam do ano novo, esqueceram do natal pelo visto.
–Oque tem o Ano Novo? -Perguntei curiosa em quanto cortava minha carne.
–Aqui na praça vai ter a queima de fogos, e apresentação da Galera da Ribalta! -João disse animado.
Murmurei um humrum, Pedro não tinha falado comigo desde aquele dia, será que ele esta me ignorando?
Mudei de assunto, falamos sobre diversas coisas.
[...]
Em fim passou algumas semanas, o Natal foi normal ficamos em família, hoje é dia 31, e daqui a pouco é o show da Galera da Ribalta.
Eu só tinha falado com Pedro umas 2 vezes, eu e Bia iriamos nos arrumar aqui em casa já que é mais próximo do show.
Hoje o dia passou rápido, e aquele assunto nunca mais foi dito em minha presença.
Estava perdida em pensamentos quando Beatriz entra e me assusta.
–QUE ROUPA EU VOU? -Dou um pulo.
–Ai Bia meu coração! -Coloco a mão no peito.
Ela da risada.
–Agora me ajuda, esse branco com decoração na barra ou esse azul? -Ela pergunta estendendo os dois.
–O branco!
–Humrum, e o seu? -Ela pergunta.
–Esse branco aqui.
–Bonito, mas simplesinho não?
–Sim, mas eu gosto dele! -Sorri e lembrei de quando ganhei ele.
FleshBack on
–Karina meu amor, esse vestido foi da minha vó, que foi pra minha mãe, e que foi pra mim e agora vai pra você, a filha que eu nunca tive, e que agora eu posso ter. -Dandara me diz.
–Mas Dandara, por que você não deu pra Bianca? Ela serve nesse vestido certido, em mim fica grande. -A Bi tem 16 e eu 13 não faz sentido.
–Eu sei amor, mas é que eu quero que seja seu, e que use numa ocasião especial. -Ela sorri. -Como eu usei na minha. -Ela parece mergulhar em lembranças.
–Ta bom então, eu vou guardar. -Digo e sorriu.
Ela sorri e sai.
FleshBack off
–Karina! -Bia estala os dedos em minha frente.
–Oi!
–Você parou e ficou olhando pro vestido igual uma doida.
Dei risada e vesti o vestido.
Ele é um pouco justo em cima e a saia é bem larga, coloquei um sapato de salto branco que tem detalhes de flores, uma pulseira prata cheia de detalhes, um colar com um pingente em forma de coração, um brinco prata de bolinha. Minha maquiagem é simples, um rímel, e maquiagem prata básica e um batom meio salmão.
( K http://www.polyvore.com/cgi/set?id=145009797&.locale=pt-br )
Ela também se arrumou, colocou o vestido branco com detalhes na borda, um salto branco, uma pulseira prata, um pingente de floco de neve os brincos também de floco de neve, um batom rosa e uns cílios postiços.
( Bia http://www.polyvore.com/r%C3%A9veillon_bia/set?id=145010477 )
Já eram nove da noite o show já iria começar.
Descemos para praça e lá estava João e Pedro conversando, descemos até lá.
–Oi Pedro. -Bia o cumprimentou e deu-lhe um beijo na bochecha. -Oi amor. -Ela cumprimentou João e como de costuma agarrou-o e saiu.
–Pedro agora você me diz por que me ignorou duas semanas seguidas! -Perguntei e cruzei os braços.
–Calma K, você já vai descobrir.
Hãm? como assim? Quando eu ia perguntar ele saiu correndo.
Filho da mãe!
Fiquei com cara de taxo plantada lá no meio da multidão.
Encontrei João e Bia e fiquei com eles.
Como um dos patrocinadores daquela "festa", meu pai mando servir sucos e etc, já que os champanhes só na hora da virada.
A Galera da Ribalta começou o show, cantaram algumas composições autorais e outras de outros cantores de sucesso.
Já eram 22:30 o show deles iam até 23:00, já estava acabando quando as cortinas se fecharam, uma fumaceira começou, as cortinas se abriram, Pedro apareceu com uma mão atrás da costas com um microfone de rosto, ele colocou a coisa que estava em sua mão atrás de alguma coisa e pegou seu violão.
Ele deu um acorde no violão e disse.
–Eu poderia fazer uma declaração romântica. -Ele deu outro acorde. -Mas eu não sou romântico. -Ele sorriu e deu outro acorde. ele olhava para toda plateia. — Poderia cantar. -Ele deu uma pausa, deu um acorde. -Mas eu não sou cantor. -Ele olhou pra mim. -Sou só um cara apaixonado pela "melhor amiga" que, estava sem coragem para tomar a melhor atitude de sua vida. -Uma emoção tomou conta de mim, comecei a tremer e a respirar rápido. — Sou só um guitarrista sonhador, que sonha em um dia talvez ter uma família com a garota de seus sonhos. -Ele deu um acorde. — E essa garota quem é? Karina Duarte. -Nessa hora lagrimas vieram, não de tristeza mais sim de emoção, esperava tanto pelo pedido. Comecei a sorrir. Ele me chamou pro palco e eu subi tremendo. Ele se ajoelhou pegou a coisa que ele tinha escondido. -Karina, aceita namorar comigo? -Muitos gritos foram ouvidos, e palmas também, ele mostrou a coisa que era um buque de rosas brancas e vermelhas ( as minhas preferidas eu diria).
–Sim! -Gritei. -Sim, sim, sim! -Ergui ele e abracei-o ele me beijou, mas parou no meio. -Hãm?
–Antes de qualquer coisa, eu queria falar com um certo mestre. -Ele olhou pro meu pai. — Sr. Gael Duarte, me concede a mão de sua filha?
Meu pai olhou feio e não disse nada, minhas sobrancelhas se juntaram, meu queixo se enrugou e meus ombros ficaram tensos, minha mãe percebeu isso e beliscou meu pai.
–Sim, se você for fazer minha filha feliz sim! -Ele sorriu e eu dei um pulo alegre, pensei que estava tudo por agua a baixo.
Coloquei meus braços em volta do pescoço dele, e ele colocou suas mãos em minha cintura. Começamos um beijo calmo afinal estávamos em frente a mais de 200 pessoas.
Todos aplaudiram e assobiaram.
Descemos e começou a tocar musicas bem legais mas antigas.
Eu Bia, João e Pedro ficamos conversando, quando vimos era 23:58, já já ia dar meia noite, todos se arrumaram para ver os fogos, como eu e Bia somos pequenininhas Pedro colocou-me em seu ombro como João fez com a Bia.
Começou a contagem regressiva.
–10!
–9!
–8!
–7!
–6!
–5!
–4!
–3!
–2!
–1!
–Eeeeeeewww! -Todos gritaram, e abriram champanhes, eu peguei uma taça e Pedro pegou outra, nós brindamos e bebemos.
–Karina eu te amo!
–Pedro eu te amo!
Em meio a uma multidão de pessoas desejando FELIZ ANO NOVO, ele me beijou.
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